Operator
Boa tarde a todos e obrigado por aguardarem. Sejam muito bem-vindos à videoconferência de divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2026 da Cruzeiro do Sul Educacional.
Destaco àqueles que precisarem de tradução simultânea que temos essa ferramenta disponível na plataforma. Para acessar, basta clicar no botão interpretation através do ícone do globo na parte inferior da tela e escolher o seu idioma de preferência: português ou inglês.
E para aqueles ouvindo a videoconferência em inglês, há a opção de mutar o áudio original em português clicando em mute original audio. Informamos que esta videoconferência está sendo gravada e será disponibilizada no site de RI da companhia, no endereço ri.cruzeirodosuleducacional.com.br, onde já se encontra disponível o material completo da nossa divulgação de resultados.
É possível fazer o download da apresentação também no ícone de chat, inclusive em inglês. Durante a apresentação da companhia, todos os participantes estarão com o microfone desabilitado e, em seguida, daremos início à sessão de perguntas e respostas.
Para fazer perguntas, clique no ícone Q&A na parte inferior de sua tela e escreva a sua pergunta para entrar na fila. Ao ser anunciado, uma solicitação para ativar seu microfone aparecerá na tela e então você ativará o seu microfone para fazer perguntas.
Orientamos que as perguntas sejam feitas todas de uma única vez. Ressaltamos que as informações contidas nesta apresentação e eventuais declarações que possam ser feitas durante a videoconferência relativas às perspectivas de negócios, projeções e metas operacionais e financeiras da Cruzeiro do Sul Educacional constituem-se em crenças e premissas da administração da companhia, bem como em informações atualmente disponíveis.
Considerações futuras não são garantias de desempenho. Elas envolvem riscos, incertezas e premissas, pois se referem a eventos futuros e, portanto, dependem de circunstâncias que podem ou não ocorrer.
Investidores devem compreender que condições econômicas gerais, condições de mercado e outros fatores operacionais podem afetar o desempenho futuro da Cruzeiro do Sul Educacional e conduzir a resultados que diferem materialmente daqueles expressos em tais considerações futuras. Estão presentes conosco hoje os senhores: Renato Padovesi, Diretor-Presidente, Felipe Negrão, Diretor Financeiro, e Luís Felipe Bresaola, Diretor de Relações com Investidores.
Gostaria agora de passar a palavra ao senhor Renato Padovesi, que iniciará a apresentação. Por favor, senhor Renato, pode prosseguir.
Renato Padovesi
Bom dia a todos e obrigado pela presença. O segundo trimestre de 2026 reflete aquilo que a gente vem construindo nos últimos anos: uma companhia com mais qualidade na receita, mais disciplina na alocação de recursos e mais capacidade de execução.
Os números deste trimestre são consequência de decisões estratégicas que tomamos ao longo dos últimos ciclos, e quero compartilhar com vocês as principais frentes que sustentam esse resultado. A receita líquida cresceu 8.2%, alcançando R$ 780 milhões.
O lucro líquido atingiu R$ 101 milhões, 61% acima do segundo trimestre de 2025. E a alavancagem encerrou em 0,8 vezes, mesmo com R$ 177 milhões em dividendos pagos nos últimos 12 meses.
Felipe Negrão vai detalhar os números na sequência, mas quero me concentrar nos vetores estratégicos que explicam esse desempenho e no que a gente está fazendo para sustentar essa trajetória. Começo pelo presencial, que encerrou o semestre com 173 mil alunos.
O dado que mais me orgulha é o KPI de rematrícula. Alcançamos 91% da base apta, o melhor nível da série histórica para primeiro semestre, com avanço de 1.3 ponto percentual em relação a 2025.
A evasão caiu 7.6% no período. Isso é fruto de trabalho contínuo de retenção e engajamento que permeia toda a organização, desde a experiência em sala de aula até a jornada digital do aluno, resultado que se conecta diretamente ao nosso propósito e fortalece o nosso compromisso com a permanência do aluno.
Esse nível de retenção é o que garante a estabilidade da base, mesmo com os ajustes de portfólio e instabilidades sistêmicas que enfrentamos no ciclo de captação do primeiro tri de 26. O ticket médio avançou 9.4% no trimestre, impulsionado pela nossa estratégia de maximização de valor e pelo efeito mix.
Os alunos da área de saúde já representam 55% da base presencial e aproximadamente 73% da receita do segmento. A receita presencial expandiu 8.7%, com destaque para o crescimento de 10.6% nos cursos de saúde.
No digital, encerramos o semestre com 381 mil alunos. A captação refletiu os impactos do novo marco regulatório sobre os formatos de oferta.
Ela recuou 30% na visão consolidada. Mas quando excluímos o efeito de cursos que migraram de canal, do digital para o semipresencial, ou foram extintos, como os nossos cursos ao vivo, a captação apresentou crescimento de 4.7%, acelerando em relação ao primeiro trimestre.
É dado que mostra a capacidade da companhia de se adaptar ao novo ambiente. E o dado mais relevante aqui é a recomposição da base com o avanço do semipresencial, cuja participação saltou de 12% no segundo tri de 25 para 19% agora.
O ticket médio avançou 12.8% no trimestre, puxado justamente por essa migração para cursos de maior valor agregado. O KPI de rematrícula do digital também alcançou recorde histórico para primeiro semestre: 80% da base apta, com avanço de 2 pontos percentuais.
Quero falar agora sobre o Cruzeiro Labs, o nosso hub de inovação e tecnologia que hoje orienta a agenda de transformação digital sob quatro pilares: foco em valor e no aluno, cultura de produto e aprendizado, execução com disciplina e velocidade, e fundamentos técnicos e humanos. Gosto de trazer exemplos concretos, não exaustivos.
No core business, simplificamos a jornada de inscrição, eliminando três etapas, reduzindo cinco dias no tempo entre inscrição e matrícula, com ganho de 6.1 pontos percentuais na taxa de conversão. Avançamos na análise preditiva de evasão no EAD e consolidamos o chat AI no app Duda como canal de suporte 24 por 7.
O chat tutor reduziu em 60% o tempo de resposta ao estudante. E o diploma digital passou a ser emitido em D+1, ante a 13 dias anteriormente.
No back office, superamos 75 mil auto-negociações via app Duda. Alcançamos 100% de automatização nos e-mails de cobrança com 99.7% de assertividade e registramos ganho de 5 pontos percentuais na adimplência pré-vencimento.
Em Gente e Gestão, a admissão digital reduziu o processo de 43 para 10 minutos. Esses avanços são fundamentais para o que vem pela frente.
Na frente de medicina, quero compartilhar dois avanços estratégicos importantes. Em julho, recebemos na Módulo a autorização para a oferta de 60 vagas em Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo.
E na semana passada, a autorização para o aumento de 146 vagas em Pinhais, levando a FAP a 300 vagas. Com isso, nosso portfólio de medicina totaliza 1.275 vagas, uma expansão de 25% nos últimos 12 meses, considerando já as 50 vagas aprovadas na Universidade Positivo no início do ano.
A autorização de Pinhais também acionou o earn-out previsto no contrato de aquisição da FAP, com desembolso estimado de aproximadamente R$ 185 milhões. É investimento que reforça a nossa convicção na saúde como pilar central de geração de valor em áreas atrativas, como Curitiba.
Vale destacar que o curso de medicina da Positivo recebeu nota 5 no ENAMED, além de apresentar a maior margem dentre as medicinas do grupo. Para encerrar, o segundo trimestre foi marcado por resultados consistentes, sustentados pela qualidade da base de alunos, pela evolução do mix e pela alavancagem operacional.
Ao mesmo tempo, estamos atentos aos desafios que se apresentam para os próximos ciclos. A resposta da companhia está em curso: expansão da saúde, avanço do semipresencial e uma agenda de transformação digital que já entrega resultados concretos.
Agradeço a todos pela confiança e atenção. Passo agora a palavra ao Felipe Negrão para o detalhamento dos resultados financeiros.
Obrigado.
Felipe Negrão
Obrigado, Renato. Entrando agora nos detalhes financeiros, a receita líquida consolidada no trimestre atingiu R$ 780 milhões, 8,2% superior ao segundo trimestre de 25, impulsionada pelo avanço da medicina e demais cursos na área da saúde no mix do segmento presencial, somado ao maior volume de veteranos na base e pela maior representatividade do semipresencial, com cursos de maior valor agregado no digital.
No semestre, a receita líquida foi de R$ 1.5 bilhão, 6,4% acima ao registrado no primeiro semestre de 25. A receita do presencial expandiu 8,7%, atingindo o montante de R$ 536 milhões, como reflexo do aumento do ticket médio no valor total de 9,4% quando comparado ao segundo trimestre de 25, e a queda da base de alunos de 0,8% versus o segundo trimestre de 25.
No semestre, o crescimento foi de 5.8% quando comparado ao mesmo período do ano anterior, alcançando R$ 1 bilhão em função da expansão de ticket de 6.6%. A receita dos cursos da área de saúde no trimestre expandiu 10.6%, impulsionada pelo aumento do número de alunos da área de saúde e pelo melhor mix de preços, além da adição de 50 vagas de medicina na Positivo, aprovada em dezembro de 25.
No semestre, a expansão foi de 8.4%, alcançando R$ 752 milhões. Os referidos cursos representam aproximadamente 73% da receita do presencial.
No digital, tivemos uma expansão de 6.1% no segundo tri de 26, atingindo o valor de R$ 267 milhões, como resultado do aumento no ticket médio, 2.8% versus o segundo trimestre de 25, e da menor base de alunos, -7.3% versus o segundo trimestre de 25. No semestre, a expansão foi de 6.7% versus o primeiro semestre de 25, alcançando R$ 495 milhões em função da expansão do ticket médio, 14.8% versus primeiro semestre de 25, e da queda da base de alunos.
No próximo slide, demonstramos a margem bruta, que expandiu 0.8 ponto percentual no trimestre e 0.6 ponto percentual no semestre. Essa expansão de margem foi impulsionada pela alavancagem operacional em função da aceleração da receita do período.
Na sequência, trazemos o EBITDA ajustado do trimestre, que totalizou R$ 233 milhões, representando uma expansão de 16% em relação ao segundo trimestre de 25. No gráfico, apresentamos a composição da margem EBITDA ajustada, que foi de 29.9% versus 27.9% no mesmo período do ano anterior, representando uma expansão de 2 pontos percentuais.
A PCLD no período foi impactada positivamente pela reversão da provisão complementar realizada no primeiro trimestre de 26, no valor de R$ 15.6 milhões, e em R$ 12.2 milhões pela reclassificação entre contas, que será detalhada no slide 13. Esses efeitos mais do que compensaram o aumento das despesas com marketing e consultoria no trimestre.
Em marketing, o aumento reflete a concentração temporal de investimentos no segundo tri de 26 em ambiente de captação mais competitivo, que tem exigido maior esforço comercial. Em consultorias, o trimestre contemplou o último desembolso de aproximadamente R$ 8 milhões referente ao pagamento de success fee da consultoria que nos vem apoiando no projeto de evolução do modelo de cobrança da companhia e a projetos específicos com foco em eficiência, conforme sinalizado no release do quarto tri de 25.
No semestre, o EBITDA ajustado totalizou R$ 444 milhões, com margem de 29.9%, resultando 2.6 pontos percentuais inferior ao primeiro semestre de 2025. A variação reflete principalmente a maior representatividade da PCLD sobre a receita líquida, 1.2 ponto percentual, explicada em grande parte pela reclassificação entre contas em R$ 12.2 milhões detalhada na próxima página, 0.8 ponto percentual; ao aumento em pessoal, 0.8 ponto percentual, decorrente da internalização do time de tecnologia, fortalecendo a capacidade de execução e entrega da companhia; em tecnologia, 0.6 ponto percentual, o tratamento contábil passou a refletir a natureza dos projetos com menor vida útil econômica de soluções digitais; e em consultorias, desembolso da última tranche de success fee relacionado ao projeto de evolução do modelo de cobrança e a projetos específicos em foco de eficiência, conforme sinalizado no release de quarto tri de 25.
Esses efeitos foram parcialmente compensados pela expansão da margem bruta, que atingiu 52.2%, 0.6 ponto percentual superior ao primeiro semestre de 25. Excluindo os efeitos da PCLD e do tratamento contábil dos projetos de tecnologia, o EBITDA comparável foi de R$ 483 milhões, com uma margem de 32.6%, em linha com o primeiro semestre de 25.
Como forma de trazer mais clareza e comparabilidade, realizamos neste slide a abertura dos valores que afetaram a PCLD no primeiro semestre de 26. Conforme divulgado no release do primeiro tri de 26, os ajustes relacionados à identificação dos alunos FIES e aos repasses de título de polos de terceiros alteraram a dinâmica de provisionamento e de reversão da PCLD, cujos efeitos acumulados no semestre estão demonstrados no gráfico.
No segundo tri de 26, a PCLD foi impactada negativamente em 1.6% da receita líquida em razão de uma reclassificação entre contas, antes colocada em despesa financeira, decorrente de movimentação de conciliação das contas a receber de acordos e mensalidades vencidos a mais de 361 dias, que contemplou descontos concedidos, juros de mensalidades e reconhecimento de repasses da cobrança. Seguindo a apresentação, demonstramos os custos e despesas da companhia como percentual da receita, excluindo os efeitos não recorrentes.
No trimestre, os custos e despesas efeito caixa totalizaram 71.2% da receita líquida da companhia, 2 pontos percentuais abaixo do segundo tri de 25, em função da redução da PCLD e de despesas com pessoal. No semestre, os custos e despesas efeito caixa totalizaram 70.8% da receita líquida da companhia, 2.3 pontos percentuais acima do primeiro semestre de 25, em função do aumento da PCLD e das despesas com tecnologia, consultoria e pessoal.
No próximo slide, demonstramos a evolução do lucro líquido ajustado da companhia, que foi de R$ 101 milhões, uma expansão de 60.6% versus o segundo tri de 25, refletindo a expansão do EBITDA e a melhora do resultado financeiro. No primeiro semestre de 26, o lucro líquido ajustado foi de R$ 163 milhões, 9% acima do primeiro semestre de 25, com margem de 11%, refletindo a melhora no resultado financeiro, que compensou a retração de 2.6 pontos percentuais do EBITDA.
Na sequência, trazemos o prazo médio de recebimento do segundo tri de 26, que foi de 40 dias ante 35 dias no mesmo período do ano anterior, em função da revisão da estratégia de desconto de recebíveis. Diante disso, a carteira de recebíveis de cartão de crédito passou a representar 9 dias versus 5 dias no ano passado.
Na sequência, apresentamos os investimentos feitos pela companhia, que no segundo tri de 26 foram de aproximadamente R$ 22 milhões, 17.2% abaixo do segundo trimestre de 25. No semestre, os investimentos foram de R$ 33 milhões, montante 17% inferior ao primeiro semestre de 25.
Indo adiante, o fluxo de caixa livre no segundo tri de 26 foi de R$ 74 milhões versus R$ 9.2 milhões no segundo tri de 25, refletindo a melhora do EBITDA, 16%, a redução do CAPEX, 17.2%, e a melhora do capital de giro. O fluxo de caixa ao acionista alcançou R$ 31 milhões versus R$ 20 milhões negativo no segundo tri de 25.
No semestre, o fluxo de caixa ao acionista alcançou o montante de R$ 174 milhões, representando 54% do EBITDA ex-IFRS 16. No último slide, apresentamos a dívida líquida da companhia, que ficou em R$ 523 milhões em comparação com R$ 673 milhões no mesmo período do ano anterior, representando uma redução de 22% versus o segundo trimestre de 25.
A geração de caixa do período foi o principal fator dessa redução, apesar do pagamento de R$ 177 milhões em dividendo nos últimos 12 meses. Como evento subsequente, a publicação da portaria de vagas adicionais de medicina acionou o earn-out previsto no contrato de aquisição da FAP.
O desembolso estimado é de aproximadamente R$ 185 milhões, sujeito a ajustes contratuais, a ser pago em até três parcelas anuais, com impacto sobre a dívida líquida a partir do terceiro tri de 26. Com isso, encerro meus comentários e passo a palavra para o operador iniciar a sessão de perguntas e respostas.
Muito obrigado.
Operator
Agora começaremos a sessão de perguntas e respostas. Lembrando que para fazer perguntas, vocês devem clicar no ícone Q&A na parte inferior da tela e escrever a sua pergunta para entrar na fila.
Ao ser anunciado, uma solicitação para ativar seu microfone aparecerá na tela e, então, você ativará o seu microfone para fazer perguntas. Solicitamos por gentileza que as perguntas sejam feitas todas de uma única vez.
A nossa primeira pergunta vem do Caio Moscardini, Santander. Caio, por gentileza, pode prosseguir.
Parece que o Caio teve alguma dificuldade no microfone, então a pergunta é a seguinte: como vocês estão vendo o ciclo de captação para o segundo semestre? Qual tem sido a tendência do ticket no segmento semipresencial?
O que vocês acham que deveria acontecer com o preço do semi no próximo ano? Essa foi a pergunta do Caio.
Renato Padovesi
Oi, Caio. Renato falando.
O ciclo de captação no segundo semestre está desafiador, né, dado aí todo o cenário macro, né, que nós estamos enfrentando, mas está dentro do esperado. Então, embora toda a incerteza na macroeconomia, nas eleições este ano e tudo mais, mas a gente está aí confiante também nesse segundo ciclo.
Em relação à tendência de ticket do semi, no meu entendimento ele deve subir, né, porque o produto mudou, o custo de servir agora é maior, vai crescer, em função aí de ter percentuais ali de curso presenciais, com professor ou com mediador pedagógico, enfim, próprio custo de laboratório, manutenção e tudo mais. Então, a tendência é que o ticket para esses cursos se eleve, e é isso que eu espero aí para o próximo ano: uma tendência de elevação para o ticket dos cursos semipresenciais.
Operator
Nossa próxima pergunta vem do Felipe Amancio, Itaú BBA. Felipe, por gentileza, pode prosseguir.
Felipe Amancio
Opa, bom dia, pessoal. São duas perguntas aqui do meu lado.
A primeira delas é sobre alocação de capital, que mesmo em tri aqui com uma sazonalidade pior pro setor, quando a gente ajusta por dividendos a gente consegue enxergar uma geração de caixa nesse trimestre e mantém a companhia aqui num cenário de alavancagem bem confortável. Então eu queria entender quais que são as prioridades hoje de alocação de capital, o que que vocês tão enxergando daqui pra frente, né, se a ideia aqui é seguir desalavancando ou se faz sentido a gente esperar maior retorno pro acionista, M&A.
Essa é a primeira. E aí a segunda pergunta, ainda nesse assunto, levando em consideração aqui o aumento das vagas da FAP que vocês anunciaram há alguns dias atrás, queria entender se o pagamento do earn-out aqui ele influencia de alguma forma a cabeça de distribuição de dividendos da companhia para os próximos anos.
Obrigado, pessoal.
Renato Padovesi
Oi, Felipe. É Renato falando.
Em relação à distribuição de dividendos, a gente tem histórico de distribuição, né, que vocês conhecem, mas obviamente a gente sempre analisa aí o cenário macro, a possibilidade ou não de M&A, enfim, a gente sempre observa esses pontos aí na hora de decidir sobre a distribuição de dividendos. Em relação ao earn-out da FAP, né, na verdade ele impacta sim pouco aí o nosso endividamento, mas é muito muito pouco mesmo, então isso não deve influenciar nas nossas decisões aí para alocação de capital.
Felipe Amancio
Perfeito. Obrigado pelas respostas.
Operator
Nossa próxima pergunta vem do Henrique Spavieri, Bradesco BBI. Henrique, por gentileza, pode prosseguir.
Henrique Spavieri
Bom dia, pessoal. Muito obrigado pela oportunidade de fazer perguntas.
Eu tenho aqui uma relacionada à margem. A gente tem visto vocês melhorando mix, tendo cada vez mais exposição aos cursos de saúde, tem efeito na margem isso.
Pensando para a frente, qual que a gente pode pensar que são os drivers de evolução da margem, seja a maturação das novas vagas de medicina ou a expansão na FAP, seja a captura de eficiência via transformação digital, melhoria operacional? Enfim, tudo o que vocês puderem compartilhar com a gente aqui seria de bom grado.
E uma segunda é vocês destacaram bastante nos últimos semestres sobre investimento e expansão em tecnologia, consultoria, pessoal. Se vocês puderem também compartilhar pra gente em que passo que vocês estão nesses projetos, o quão avançados estão, onde a gente pode ver a captura desses efeitos pra frente, até se a gente pode começar a ver efeito disso já no segundo semestre ou só em 27.
Muito obrigado.
Felipe Negrão
Oi. Boa tarde, Henrique.
Felipe Negrão falando. Bom, margem é difícil a gente saber ao certo, né, o como que vai ser margem pro futuro.
O que que eu posso falar? A gente tem diversas iniciativas internamente, né?
Então, como você falou, acho que medicina ainda tem muitas vagas a serem maturadas. Medicina tem uma margem muito boa, então tenderia a levar a margem pra cima.
Cobrança ainda tem bastante coisa de melhoria que está acontecendo pra ter running rate, então também a gente deveria ter uma tendência em melhorar margem. Outros projetos de eficiência que a gente começou no ano passado também têm oportunidades pra melhorar a margem.
Toda a parte de projetos de tecnologia, como você mencionou, também tem grandes oportunidades também de melhorar a margem, seja tendo uma receita maior, com retenção maior, seja conseguindo atrair mais aluno, tendo CAC menor. Então, a gente tá trabalhando bastante internamente pra ter alavancas que busquem alavancar a margem.
Mas tem o mercado, né? Como o Renato falou, o mercado tá mais competitivo, é também mercado regulado, pode ser que dê offset, negócio pelo outro.
Depende bastante do mercado e de regulação o que que vem pela frente, né? Mas o dever de casa interno pra gente buscar oportunidades pra alavancar a margem a gente tá fazendo todos eles, tá?
A parte de tecnologia, eu vou passar pro Renato passar mais detalhe.
Renato Padovesi
Henrique, é só para complementar, nós mudamos aí ao final do ano passado, início desse ano, o modelo operacional de tecnologia. Então, com o auxílio da consultoria Bain, nós agora, em vez de, como era no passado, né, ser uma produção, era por encomenda de produtos, né?
Então, uma área precisava de uma solução de tecnologia e o nosso departamento de sistemas desenvolvia aquele produto e muitas vezes, quando ficava pronto, não gerava o valor que era esperado. Então, esse novo modelo, ele parte justamente das dores ali do aluno, da operação, mais orientado à geração de valor.
Então, esses investimentos já estão, alguns deles, como comentou o Felipe, já gerando valor para a companhia. Então, por exemplo, a jornada de inscrição que reduziu em três etapas, né, e aumentou a conversão para a matrícula em 6%, a jornada de inscrição a gente também mede o NPS transacional, então cresceu aí 15 pontos o NPS com a nova jornada e chegando a número 75, que é bastante alto, né?
A própria jornada de matrícula também teve incremento de 6 pontos no NPS, na satisfação do aluno. Então, além de gerar valor financeiro, também gera satisfação e o NPS é dos principais indicadores nossos porque a gente tem aí o compromisso de ter o aluno no centro.
Em relação à rematrícula, a gente se orgulhou muito aí do nossos resultados, né, de conversão: 91% da base no presencial e 80% no EAD. Isso também é ligado ao propósito, né, porque a gente tem o foco na permanência do aluno, porque o nosso propósito é justamente transformar o futuro dele, que ele possa aumentar a sua empregabilidade, né, gerar riqueza para ele, para a família e também para o país.
Então, esse resultado aí de retenção, né, tem tudo a ver com as ações que nós estamos desenvolvendo para que o aluno estenda a sua permanência e consiga se formar.
Henrique Spavieri
Boa, ficou super claro, pessoal. Muito obrigado.
Operator
Nossa próxima pergunta vem da Mirela Oliveira, Bank of America. Mirela, por gentileza, pode prosseguir.
Mirela Oliveira
Boa tarde, pessoal. Obrigada pelo espaço aqui para fazer perguntas.
Eu tenho duas. Na verdade, a primeira é follow-up da pergunta anterior sobre margem.
A gente vê ali que boa parte das melhorias de processos de tecnologia ajudaram PDD, né, e recebíveis. Com essa deteriorização do cenário macro, vocês veem algum risco de piora de PDD para a frente?
E aí se vocês puderem explorar pouco também se vocês acreditam que essas iniciativas de eficiência são suficientes para offsetar o impacto negativo da regulação também ajuda. E o segundo é uma pergunta em relação a CAPEX, se vocês poderiam comentar pouco o que vocês esperam em termos de investimento para o próximo ano, considerando as mudanças regulatórias, principalmente ali em infraestrutura de polos e de campus.
Felipe Negrão
Oi. Boa tarde, Mirela.
Felipe falando. PDD, vamos lá.
A gente vê julho já assim a gente começou o ano pouquinho pior, a gente vê melhorando bastante desde março. Agora em julho a gente tá também muito bem na parte de cobrança.
Acho que ainda tem bastante coisa que a gente pode fazer para melhorar. Como vocês sabem, a gente tem uma consultoria que tem nos apoiado, que agora tá terminando o projeto, tá?
Mas ainda tem ainda coisa para fazer. Se vai compensar ou não o mercado para a frente, eu não consigo dizer, né?
Assim, acho que a deterioração acho que muitos bancos já viram aí uma deterioração da PCLD agora no segundo trimestre, a gente conseguiu compensar com as melhorias. Se talvez no curto prazo acho que é possível, no longo não consigo afirmar, né?
Quanto a CAPEX, a gente tem CAPEX sim previsto por conta da parte de o nosso CAPEX basal mais ou menos o que a gente vem tem feito ultimamente, né, nunca subiu nem caiu muito, é mais ou menos em linha com os anos anteriores. A a diferença agora que a gente tem para a frente principal é a parte de polos, né?
Com a nova regulamentação, os polos têm que fazer laboratórios, têm que fazer outros CAPEX maior, mas a gente essa é uma é CAPEX dos polos, né? Eles são obrigados a fazer.
O que a gente tá fazendo junto com os bancos é viabilizando linhas de empréstimo para eles com lastro em repasse. Então, o banco faz uma antecipação de repasse para eles e no repasse eu faço uma parte do pagamento eu continuo mantendo para o polo e outra parte do pagamento eu faço pagamento para os bancos.
São linhas que a gente tá estruturando com alguns bancos para a gente não ter que arcar com esse CAPEX, e sim o polo, que é quem tem o retorno.
Mirela Oliveira
Perfeito, Felipe. Obrigada.
Operator
Nossa próxima pergunta vem do Lucas Nagano, Morgan Stanley. Lucas, por gentileza, pode prosseguir.
Lucas Nagano
Opa. Oi, boa tarde, Renato, Felipe.
Obrigado pelo espaço. A gente tem duas perguntas também.
Primeira é follow-up da pergunta do intake do segundo semestre. Se usando o primeiro semestre como referência, né, que já teve esse impacto de macro de mudança regulatória, daria para esperar uma queda pouco menos acentuada, dado que também o primeiro semestre foi impactado por aquela dificuldade de sistema operacionais em volume?
Essa é a dúvida. A segunda pergunta é sobre capital de giro.
O terceiro tri ele, assim como o primeiro tri, é trimestre de geração de caixa sazonalmente mais forte, e a dúvida é se, assim como aconteceu no primeiro tri, o terceiro tri também deveria ter esse impacto na visão ano contra ano de recebível, dado que vocês pararam de antecipar recebível, ou não, né, se o terceiro tri já tá meio que rodando desde o ano passado no nível recorrente no novo normal? Obrigado.
Renato Padovesi
Lucas, sobre intake, né, eu já até tinha respondido, ele está desafiador, mas dentro do esperado. O importante é que a gente conseguiu melhorar a retenção, né, reduzir a evasão.
Isso foi o resultado de esforço aqui, como eu falei, de toda a organização, com foco na permanência do aluno. Então, acho que aqueles problemas que nós tivemos no intake do primeiro tri, né, sistêmicos operacionais, já foram completamente solucionados, então eles não vão mais impactar esse segundo semestre.
Então, a gente está aí, enfim, confiante, né, com os resultados no segundo semestre.
Felipe Negrão
Oi, Lucas. Boa tarde, Felipe falando.
De capital de giro, tá? Acho que contas a receber, a parte de cartão que a gente vinha antecipando, a gente vai parar de antecipar, tá?
A partir do terceiro tri a gente não tem mais antecipação, em princípio, tá? Não sei que venha uma taxa muito boa que faça sentido pra gente fazer, mas, em princípio, não faremos mais.
Então, a gente tem cerca de R$ 16 milhões que a gente antecipou nesse tri ainda, a gente deixa de fazer pro próximo tri, tá? Além disso, tem a parte que também impacta contas a receber, a PCLD, lembrando que tem essa PCLD complementar que a gente faz no primeiro e terceiro tri, né?
A gente sempre vai fazer pra diminuir a sazonalidade da PCLD durante o ano. Então, basicamente a gente consegue estimar já o que que vai ser a PCLD desse próximo tri como percentual da receita líquida, vai ser muito próxima à PCLD como percentual da receita líquida do primeiro semestre, né?
Qualquer que seja o resultado que der, né, a gente vai fazer uma provisão complementar pra estar dando muito próximo. E a gente reverte no segundo semestre.
Dessa forma que a gente viu como diminuir a sazonalidade entre os trimestres, que era algo que estava acontecendo bastante, tá? E isso acaba impactando contas a receber, né, porque quando eu faço a provisão complementar, acaba aumentando a PCLD, que diminui o contas a receber líquido.
Lucas Nagano
Ficou claro. Obrigado, pessoal.
Operator
Gostaria de reforçar que para fazer perguntas, vocês devem clicar no ícone Q&A na parte inferior da tela e escrever o seu nome, empresa e idioma para entrar na fila. A sessão de perguntas e respostas está encerrada, e agora gostaria de passar a palavra para o senhor Renato Padovesi para as suas últimas considerações.
Senhor Renato, pode prosseguir, por favor.
Renato Padovesi
Bom, pessoal, agradeço então a presença de todos. E eu acho que reforçando aqui, né, nessa mensagem final, o nosso posicionamento, né, de ter o aluno no centro, de inspirá-lo, né, e a transformar o seu futuro e impactar a comunidade.
Eu acho que todas as nossas ações são voltadas a esse propósito e a gente entende que se a gente melhorar a experiência do aluno, melhorar a qualidade do ensino e melhorar a empregabilidade dele, o retorno econômico vem. Se a satisfação dele aumentar, né, e a gente mede isso pelo NPS, a gente tem indicadores que as empresas campeãs de NPS, elas são aquelas que trazem mais retorno ao acionista.
Então, a gente foca no aluno, né, na qualidade e na experiência e com isso a gente consegue os melhores retornos. Então, muito obrigado.
Operator
A videoconferência de resultados referentes ao segundo trimestre de 2026 da Cruzeiro do Sul Educacional está encerrada. O departamento de Relações com Investidores está à disposição para responder às demais dúvidas e questões.
Muito obrigado aos participantes e tenham todos excelente dia.
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