Dexxos Participacoes SA

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Q3 FY2025 · Earnings Call TranscriptNovember 17, 2025

Operator

Bom dia, senhoras e senhores. Agradecemos a audiência e lhes desejamos boas-vindas a mais uma videoconferência de resultados da Dexus Participações S.A., a qual chamaremos de companhia daqui em diante.

Nesta apresentação serão abordados os resultados da companhia relativos ao terceiro trimestre de 2025. Gostaríamos de informá-los que este evento está sendo gravado.

Estamos transmitindo ao vivo via plataforma Zoom com a imagem do palestrante, áudio e slides, que podem ser acessados no site de relações com investidores da companhia, no endereço www.dexus.com.br. Após a apresentação da companhia, o palestrante responderá perguntas recebidas durante a apresentação.

As perguntas devem ser enviadas por escrito dentro da plataforma do Zoom. Antes de prosseguir, é importante ressaltar que a apresentação projetada está atualizada até a sua data de realização e a companhia não se obriga a atualizá-la mediante novas informações e/ou acontecimentos futuros.

As informações aqui apresentadas correspondem a informações consolidadas da companhia, exceto as da Metanor S.A. - Metanol do Nordeste e Copenor - Companhia Petroquímica do Nordeste, as quais são reconhecidas por equivalência patrimonial ou se explicitamente indicado.

Os resultados dos segmentos Químico e Aço representam, respectivamente, os números da controlada GPC Química S.A. e os números consolidados da Apolo Tubos e Equipamentos S.A., empresas controladas pela companhia.

Eventuais declarações que possam ser feitas durante esse evento relativas às perspectivas de negócios da companhia e/ou suas controladas, projeções e metas operacionais e financeiras, constituem-se em crenças e premissas da diretoria da companhia, bem como em informações atualmente disponíveis. Considerações futuras não são garantias de desempenho.

Elas envolvem riscos, incertezas e premissas, pois se referem a eventos futuros e, portanto, dependem de circunstâncias que podem ou não ocorrer. Investidores devem compreender que condições econômicas gerais, condições da indústria e outros fatores operacionais podem afetar o desempenho futuro da companhia e podem conduzir a resultados que diferem materialmente daqueles expressos em tais considerações.

Está presente hoje o senhor Rafael Alcides Rafael, CEO da companhia. Eu gostaria de passar a palavra ao senhor Rafael, que dará início à apresentação.

Rafael Alcides Rafael

Ok. Bom dia.

Bom dia a todos. Obrigado pela participação em mais uma apresentação de resultados da Dexus Participações.

Hoje nós apresentamos os resultados e destaques referentes ao terceiro trimestre e o acumulado dos 9 primeiros meses do ano de 2025. Ao final da apresentação, teremos a nossa sessão de perguntas e respostas.

Fiquem à vontade para encaminhar as suas perguntas pelo link de Q&A durante a apresentação, que, ao final, como de costume, vamos buscar atender a todas elas dentro aqui do nosso tempo disponível. Bom, passando aqui aos destaques do período, começamos trazendo uma visão de alguns dos principais indicadores de desempenho e destaques do ano no acumulado desses primeiros 9 meses de 2025.

E ao longo da apresentação, vamos detalhar também e comentar as análises dos segmentos da companhia nas comparações trimestrais, trazendo panorama dos principais mercados de atuação. Contextualizando esse período, temos cenário macroeconômico que continua bastante desafiador.

No cenário internacional, as tensões geopolíticas e a política comercial dos Estados Unidos continuam gerando incertezas relevantes, e, no Brasil, seguem as preocupações relacionadas ao equilíbrio fiscal e à manutenção das taxas de juros em patamares muito elevados. Diante desse contexto, a companhia permanece se posicionando com resiliência para enfrentar os cenários de adversidade e com solidez para seguir entregando os resultados positivos e avançando em pautas relevantes, como a alocação estratégica de capital para a realização de investimentos nas operações e para reforçar a remuneração dos acionistas.

Nesse ano, no acumulado até o terceiro trimestre de 2025, atingimos uma receita líquida de 1,7 bilhão, representando crescimento de 30% em relação ao mesmo período do ano anterior. Nesse mesmo período, o lucro atingiu 274,2 milhões, redução de 0,6 comparado ao ano passado, com aperto de margem que reflete, dentre outros fatores, o acirramento do ambiente competitivo que vimos comentando aqui ao longo desse ano.

E tivemos acréscimo de 6,3% no resultado em termos de EBITDA, atingindo patamar de 206,8 milhões nos primeiros 9 meses de 2025. No lucro líquido, o aumento foi de 11,5%, onde alcançamos o resultado de 121,6 milhões no período.

Seguindo nos destaques, o indicador de alavancagem fechou o trimestre muito próximo de zero, refletindo uma posição de caixa líquido de 12,2 milhões. Também relacionada à gestão de caixa, trazemos destaque recém-ocorrido, que, na realidade, é evento subsequente ao fechamento do terceiro trimestre, que foi anunciado em comunicado ao mercado na semana passada, referente à liberação da segunda tranche da linha de financiamento da Finep, no caso aqui para Apolo, no valor de 30 milhões aproximadamente.

Também destacamos aqui a continuidade do programa de recompras de ações, que acumula 1,6 milhão de ações ordinárias, representando até aqui investimento superior a 13 milhões dessa alocação de recursos voltada a reforçar a remuneração do acionista. Vamos agora passar ao slide 5, onde temos o quadro resumo com a evolução de indicadores de desempenho e relacionados à gestão estratégica de capital.

O primeiro quadrante ilustra a evolução que tivemos nos resultados ao longo dos últimos trimestres através do indicador de EBITDA LTM, que aumentou 8,1% desde o fechamento aqui do terceiro trimestre do ano passado. Nos demais quadrantes, nós observamos a evolução da alocação estratégica de capital direcionada aos investimentos nas operações e a remuneração aos acionistas, ambos com uma evolução bastante relevante.

E sem perdermos aqui o foco da alavancagem, que permanece próxima de zero, como também demonstrado aqui no gráfico. Essa estrutura de capital completamente desalavancada, embora não seja necessariamente uma meta, ela se torna muito oportuna e positiva em cenário como o que estamos vivendo, de taxas de juros resiliente em patamares bastante elevados, e nos permite enfrentar esses momentos adversos com maior capacidade de entregar resultado e capturar os ganhos oportunísticos.

E, além disso, também favorece a discussão acerca do avanço nas pautas de alocação de capital, investimento, remuneração aos acionistas, lembrando que hoje temos uma discussão sobre a taxação de dividendos que pode impactar esse direcionamento no curto prazo. Nós estamos bastante atentos a esse tema e avaliando os melhores cenários para a companhia e para os acionistas.

Dando sequência aqui na apresentação, passando ao slide 6, onde nós temos os destaques da operação começando pela GPC Química, nosso segmento químico. Na análise dos volumes, nesse caso aqui primeiramente trimestral, tivemos uma redução de 12,9% em relação ao trimestre anterior e de 6,6% em relação ao mesmo período do ano passado, o nosso referência aqui do terceiro tri de 24.

No acumulado do ano, até o terceiro trimestre, houve crescimento de 11,2% quando comparado ao mesmo período de 24, atingindo volume de quase 500 mil toneladas. Esse maior aperto de volumes do terceiro trimestre, além de ter uma influência na base de comparação do trimestre anterior, que tinha sido o trimestre de volumes recordes aqui na operação da GPC Química, ele também teve influência do cenário de mercado mais acirrado no portfólio de commodities químicas.

Esses movimentos eles podem ocorrer de forma mais pontual e cíclica, por isso é importante manter aqui sempre o foco na visão de mais longo prazo. E nessa análise aqui, considerando o acumulado dos 9 meses desse ano de 2025, o crescimento observado de mais de 11% contra o ano anterior ele conta com uma evolução tanto nas vendas para os mercados de resinas para painéis como no caso aqui de resinas especiais e também de distribuição de intermediários químicos, reforçando a importância da nossa diversificação de portfólio.

Passando aqui a análise da receita bruta agora, o trimestre acompanhou o desempenho de volumes, apresentando uma queda de 19% em relação ao trimestre anterior e 3% na comparação com o mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, tivemos crescimento de 27,7%, com a receita bruta chegando a quase 1,5 bilhão de reais nesses 9 meses do ano.

E na análise do EBITDA ajustado, tivemos reduções no comparativo trimestral de 18,7 e 14,4% em relação ao segundo tri de 25 e ao terceiro tri de 24, respectivamente. E na análise do acumulado desse ano, tivemos crescimento de 6,8%, atingindo o resultado de 161,6 milhões de reais.

A gente passa aqui agora ao slide 7, com os destaques operacionais e financeiros da Apolo no segmento Aço. Nessa análise, a parte de volumes se mostra positiva com crescimento de 0,3% em relação ao trimestre anterior e 25,4% na comparação com o mesmo período do ano passado, refletindo os esforços comerciais no sentido de ampliação do portfólio e fortalecimento do top line e também do posicionamento da Apolo nesse momento de maior compressão dos mercados.

No acumulado até o terceiro tri de 25, o crescimento foi de quase 40%, atingindo volume de cerca de 64 mil toneladas no ano. Receita bruta.

Aqui na análise da receita bruta, o comportamento desse indicador ficou bastante próximo aqui da evolução dos volumes, apresentando aumento de 0,7% em relação ao trimestre anterior e 32,1% na comparação com o mesmo período do ano passado. No acumulado até o terceiro trimestre 25, o crescimento foi de 36,7%, atingindo uma receita de 656,6 milhões neste ano.

Na análise do EBITDA ajustado, apesar dos aumentos de volumes e receitas, o resultado do trimestre ficou mais pressionado por esse momento de acirramento de mercado e o resultado aqui ele veio no trimestre em 9,3 milhões, apresentando queda de 47,5% em relação ao trimestre anterior e 32,5% na comparação com o terceiro tri de 24. Conforme nós vimos comentando aqui, esse período de maior aperto nos mercados, influenciados também pela maior presença de produtos importados, tem exigido uma postura mais defensiva por parte da Apolo no sentido de resguardar o nosso posicionamento, nosso top line, conforme eu comentei.

Não obstante a possibilidade de urbanização desses mercados que são cíclicos, continuamos aqui evoluindo com as iniciativas e projetos de eficiência operacional e de agregação de valor ao portfólio. Nós temos acompanhado aqui a evolução dos investimentos nas operações da Apolo e esperamos que no curto médio prazo possamos contar com esses ganhos de eficiência e ainda fortalecer o nosso posicionamento de mercado.

Bom, falando aqui nessa visão de mais longo prazo, não obstante o impacto nessa visão trimestral, a análise do acumulado de 2025 apresenta estabilidade em relação ao ano anterior, com uma ligeira redução aqui no indicador de 0,9% e resultado de aproximadamente 53 milhões no período. A gente passa aqui agora ao slide 8, onde nós temos os destaques na visão consolidada da receita bruta da Dexus.

Nessa análise consolidada, tivemos uma redução de 13,6% em relação ao trimestre anterior e crescimento de 6% no comparativo com o mesmo período do ano passado. No acumulado do ano até o terceiro trimestre, tivemos aumento de cerca de 30% em relação ao ano passado, superando 2,1 bilhões de reais no período.

Esse crescimento contou com a contribuição de ambos os segmentos, que tiveram aumento relevante em suas receitas nesse período, acompanhando o bom desempenho de volumes, conforme nós observamos ali nas análises de receita dos segmentos. E tem também a influência da alta de algumas matérias-primas, que, nesse caso, acabam também afetando as análises de margens devido àquele efeito denominador já comentado aqui algumas vezes.

Nós vamos verificar esse indicador de margem aqui em seguida. Agora passando aqui ao slide número 9.

Nesse slide nós temos a análise do lucro bruto, onde tivemos no terceiro trimestre de 25 a redução de 19,7% em relação ao trimestre anterior e 18,6% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado. No acumulado do ano, o indicador apresentou estabilidade, com ligeira queda de 0,6% em relação ao mesmo período de 2024.

Essa análise também traz os indicadores de margem bruta, que apresentaram reduções principalmente pela questão do fator denominador no segmento químico, que teve o aumento das matérias-primas repassado para a receita, conforme mencionado aqui há pouco, e pelo posicionamento mais defensivo, combativo, como a gente vem colocando no segmento Aço, em razão das questões nos mercados que a gente tem comentado aqui. A gente passa aqui agora ao slide 10, onde nós trazemos a análise do SG&A consolidado da Dexus.

Na análise dos trimestres, tivemos a redução de 6,9% em relação ao trimestre anterior e aumento de 3,6% na comparação com o mesmo período do ano passado, sendo que todos os trimestres analisados aqui eles se mantiveram em patamar aqui inferior a 10% da receita líquida. Aqui no acumulado do ano, houve aumento em termos de valores absolutos, 8,2%, principalmente devido a despesas com vendas a partir do aumento relevante de volumes no período.

Por outro lado, tivemos redução na relação do indicador sobre a receita líquida, saindo de 10,7 e atingindo o patamar de 8,9%. Passando aqui agora ao slide 11, com os resultados do consolidado da Dexus para os indicadores de EBITDA e lucro líquido ajustados.

Na visão do EBITDA desse terceiro trimestre, apresentamos uma redução de 25% e 16,7% nas comparações com o segundo tri de 25 e terceiro tri de 24, respectivamente. No acumulado do ano até o terceiro trimestre, o indicador apresenta crescimento de 6,3%, superando o patamar de 200 milhões.

Atingimos aqui resultado de 206,8 milhões. Na análise do lucro líquido, tivemos no terceiro trimestre de 25 redução de 22,6% em relação ao segundo tri de 25 e 21,7% em comparação com o terceiro trimestre 24, com o lucro líquido do trimestre ficando em cerca de 30 milhões.

No acumulado do ano, o lucro líquido atingiu 121,6 milhões, apontando para crescimento de 11,5% quando comparado ao mesmo período do ano passado. Passando agora ao slide 12, apresentamos a análise dos indicadores de endividamento e alavancagem da companhia.

Aqui, novamente, nós observamos nível de alavancagem bem controlado, próximo de zero, com uma posição de caixa líquido de 12,2 milhões no fechamento aqui do terceiro trimestre de 25. O perfil da dívida também nos traz aqui bons indicadores, refletindo o nosso empenho constante no sentido de controlar os custos e fortalecer a nossa estrutura de capital, principalmente em momento em que enfrentamos altas taxas de juros e diversas incertezas nos mercados globais e no cenário macroeconômico brasileiro.

Atualmente, nosso custo médio da dívida está em 9,6% ao ano, com prazo médio superior a 5 anos e com 78% do endividamento no longo prazo. Bom, passando agora ao slide de investimentos, acredito que nosso slide final aqui na apresentação, trazemos o retrospecto dos investimentos nas operações da companhia, resumo do histórico dos últimos anos por segmento e atualizamos também o realizado até o terceiro trimestre de 2025.

No acumulado desse ano, chegamos a montante realizado de 42,6 milhões, onde a maior alocação de recursos foi direcionada para os investimentos na Apolo, com cerca de 31 milhões, enquanto na GPC Química os investimentos até a data foram de 11,3 milhões de reais. Para esse ano de 2025, havíamos apresentado guidance de aproximadamente 65 milhões consolidado de ambos os segmentos, mas aqui provavelmente não avançaremos até esse patamar dentro do exercício.

Esse tema de alocação estratégica de capital é constantemente avaliado em nossas discussões, nossa gestão, e leva em consideração uma série de avaliações considerando as revisões e atualizações de diversas variáveis e cenários envolvidos. Nesse sentido, postergamos o início de alguns projetos que estavam no pipeline, tendo em vista o melhor timing de execução vis-à-vis as condições envolvidas, alternativas de alocação de capital e considerando também o melhor retorno para a companhia e para os acionistas.

Bom, com isso, chegamos ao final da nossa apresentação e podemos passar para a sessão de perguntas e respostas. Bom, já temos aqui algumas perguntas.

Primeiramente, vinda do Gustavo Cunha do BTG Pactual: "Bom dia. Tenho duas perguntas.

Com a mudança sobre dividendos, como vocês estão enxergando o espaço para eventuais distribuições extraordinárias de dividendos? Existe gatilho ou nível de alavancagem a partir do qual a companhia passaria a considerar de forma mais concreta dividendo extraordinário?

Em paralelo, como isso conversa com o pipeline de M&A de curto prazo?" Essa é a primeira pergunta, tem algumas combinadas aqui na primeira.

Gustavo, obrigado pela sua pergunta, vamos tentar endereçá-la aqui. Com relação à questão dos dividendos, como você mencionou aqui a questão do gatilho de alavancagem, e a gente está sempre fazendo essa gestão da alocação estratégica de capital olhando, né, uma postura que já tem sido bastante consolidada aqui é esse foco na alavancagem.

E essa mudança que está sendo discutida em relação a esse projeto de lei que pode vir a taxar dividendos pode ser mais foco agora para esse final de ano. A gente, nos últimos anos, já adotamos aqui a antecipação da distribuição de dividendos, uma parcela da distribuição de dividendos, né?

Nos últimos 2 anos, salvo engano, nós realizamos dessa forma já tendo em vista melhor posicionamento do caixa da companhia, da estrutura de capital. Então, tudo isso é levado em consideração, além do pipeline de investimentos que, como comentei agora há pouco no slide de investimentos, a gente vem revisitando constantemente no sentido de ter o melhor timing de execução.

Hoje a estrutura de capital da companhia ela está bastante sólida e favorável a discussões relacionadas a essa pauta no sentido de tentar buscar o que a gente vem fazendo nos últimos anos, de antecipar, né, uma parcela. Como eu falei, esses estudos estão na mesa, a gente está aguardando as confirmações aí relacionadas ao tema, mas existe hoje na companhia potencial de realizar essas antecipações visando o melhor interesse da companhia, né, nessa conjunção de fatores e do acionista, uma vez que está na mesa essa discussão de possível taxação a partir da virada do ano.

Então, é possível que a gente proponha algo nesse sentido. Vamos aguardar uma deliberação, isso é algo que é decidido no nível da administração junto ao conselho, mas a gente tem sim hoje uma condição que pode tratar desse assunto com bastante conforto em relação à estrutura de capital que a gente conseguiu atingir nesses últimos períodos.

Que em relação a gatilhos de alavancagem, a gente também tem tratado nessa questão da alavancagem aqui que estar caixa líquido hoje, estar com a alavancagem invertida não é necessariamente uma meta. Tem sido foco que a gente vem perseguindo constantemente, estar com uma alavancagem muito controlada.

Em alguns momentos ela se torna caixa líquido em função de uma série de ações que repercutem e trazem resultado, mas a gente entende que até ali em termos de indicador que seja mais confortável a gente poderia estar trabalhando até 1 vez, 0,5, 1 vez. Mais que isso, eu acredito que no momento hoje de mercado, com juros resilientes como eles estão, né, em nível muito elevado e com uma sinalização que essa trajetória de redução ela talvez não venha com muita velocidade, é desafiador manter uma alavancagem muito maior.

Eu tenho visto empresas que comentam que 2 vezes, 2 vezes e meia é até 3 vezes poderia ser indicador confortável, mas nós acreditamos que nesse patamar de juros e com tantas instabilidades na economia, o lado conservador ele deve prevalecer e a gente tem buscado adotar e trabalhar nesse sentido. Além da questão alavancagem, dividendos, tem também os investimentos que são necessários para avançar no desenvolvimento do negócio.

Então, o nosso pipeline de investimento, como eu falei, ele é bem robusto. A gente tem buscado calibrar esse timing para alocar o recurso com maior precisão possível quando ele é de fato necessário para a execução e para a entrada nos mercados ou para ganhos de eficiência, se for o caso.

Então, a gente tem ajustado isso na melhor calibragem possível, mas existe sim plano de investimentos, né, plano de projetos a serem realizados que também entram nessa discussão da alocação estratégica de recursos, da alocação estratégica de capital. Tá?

Deixa eu ver se eu peguei aqui todos os aspectos da tua pergunta. Você comenta também, Gustavo, sobre, em paralelo, se isso conversa com o pipeline de M&A de curto prazo.

Então, esse ponto é importante e a gente tem comentado aqui no sentido de que o M&A ele é uma estratégia possível, ele é uma estratégia que pode ser perseguida, mas ele tem que estar em consonância com o nosso planejamento estratégico de longo prazo. Então, a gente desenvolve para cada uma das operações planejamento estratégico, tanto para segmento químico como aço, e tem buscado os projetos estruturantes para que esse planejamento seja realizado.

O M&A ele é uma forma de trazer esses elementos que nós buscamos para o planejamento e pode ser utilizado. A companhia tem buscado prospectar, tem buscado mapear, mas ele tem que estar em consonância com os elementos que nós buscamos para a realização desse plano estratégico de longo prazo.

Tá? Então, pode ser que seja, nem sempre você encontra exatamente o que está buscando, mas existem oportunidades que podem fazer com que esse crescimento através de uma via inorgânica ele possa ocorrer até mais de forma mais acelerada.

Então, a gente não pode deixar de explorar essa pauta e a gente tem olhado isso atentamente. Tá?

Não dá para a gente abrir aqui se existe algum target pré-selecionado ou maduro, mas a prospecção de fato a gente vem comentando aqui que ela existe e é parte do nosso trabalho de planejamento estratégico. A segunda pergunta aqui do Gustavo: "Sobre o cenário competitivo e margens, poderiam comentar como você tem visto a evolução da concorrência nesses mercados ao longo do quarto trimestre e qual é a expectativa de vocês para margens nessas duas operações?"

Obrigado mais uma vez aqui, Gustavo, pelas perguntas. Então, quarto trimestre a gente entra naquela fronteira do guidance que nós não costumamos abrir detalhes, né?

Temos essa limitação da questão do guidance, mas a gente pode sim trazer aqui pouco mais de panorama em relação aos mercados, né? A gente tem aqui no quarto trimestre ainda separando por operação, por segmento e começando aqui por segmento Aço, a gente tem segmento onde existe uma exposição muito forte em relação aos indicadores macroeconômicos de atividade, principalmente ligada à construção civil, que está pressionada em relação a esse alto nível de taxa de juros.

Então, ali é setor que tem lutado para poder se recompor, se reerguer, e ali a gente tem uma disputa muito muito acirrada em função de, né, uma oferta de capacidade que é bastante ampla aqui no Brasil. E isso acaba trazendo aí o que eu comentei ao longo da apresentação, uma disputa maior em termos de margem.

A gente tem adotado uma postura de tentar manter o nível de volume, uma vez que isso traz não só resguardo de posicionamento, uma preservação do top line da companhia, de forma que a gente possa buscar os ganhos a partir do que a gente controla, que está dentro de casa, projetos de eficiência. A gente tem aí no nosso track record alocado bastante recurso para projetos de desenvolvimento do segmento, né?

A gente viu aqui no gráfico de investimento, estou até voltando para ele aqui. E a gente espera no médio prazo começar a buscar esses ganhos.

Os projetos estão em execução e conclusão nos próximos meses e a partir daí a gente, com uma preservação do top line, a gente espera poder não só ampliar, né, a questão de valor agregado de produto, facilitando a rentabilização do portfólio, melhores margens, mas também ganhos de eficiência na operação, custos, sinergias que a gente está buscando capturar com esses projetos. Então, isso pode trazer dentro do que a gente controla, né, que está dentro de casa, uma vez que não dá para a gente ficar esperando reações do mercado e ainda mais numa situação de dificuldade aí no cenário macroeconômico, como a gente tem visto, né?

Então, isso pega muito a questão do segmento de construção que eu comentei. A parte de óleo e gás e fotovoltaico, que são dois setores também relevantes aqui dentro do nosso escopo de Apolo, a gente sempre comenta que são segmentos pouco mais erráticos em relação ao seu comportamento porque os players, né, os consumidores ali, clientes, são mais concentrados e também trabalham muito numa função de entrega de projetos.

E, nesse caso, alguns projetos eles podem se concentrar mais em determinados trimestres do que outros. A gente teve no início do ano volume mais intenso de entregas de projetos para o segmento de energia solar fotovoltaica, né?

A gente refletiu bastante isso aqui na apresentação, nas nossas discussões. Mas é segmento que no longo prazo ele tem potencial muito interessante para se desenvolver.

Então, por mais que a gente tenha esses momentos de arrefecimento maior, né, a gente olhando o longo prazo, eu acho que é a melhor forma de analisar a perspectiva aqui para o negócio da Apolo. E óleo e gás é momento em que a gente tem visto aí dos principais indicadores, né, que é preço de petróleo, ele tem lutado ali para ficar acima de $60 por barril, o que é considerado ali número também de tomada de decisão, de reavaliação de decisão para algumas operadoras que têm desacelerado pouco nesse momento, mas no sentido de postergar pouco o capex, a gente sabe também que elas não podem deixar de cumprir seus planos de desenvolvimento, seus planos de intervenções para poder gerar produção e cumprir com seus planos de crescimento, alocação de capital, que tem sido visto junto a essas operadoras.

Então, é segmento que no longo prazo também tem grande potencial de continuar com esse vetor de crescimento e a Apolo está se posicionando muito fortemente nesse sentido. De novo, com uma dinâmica de mercado acirrada.

Nesse caso de óleo e gás, a gente até vê número maior de players internacionais, né, buscando se posicionar, e justifica também essa nossa postura defensiva, né? A gente tem visto, sobretudo, players asiáticos, notadamente da China, uma presença em função as restrições que têm ocorrido a nível global em relação a fluxos comerciais.

Então, o Brasil acaba sendo destino que tem recebido aqui esses entrantes. Então, a gente tem buscado se posicionar nesse sentido para, como eu falei, fortalecer, manter o posicionamento e trabalhar internamente na questão da eficiência, buscando aí retomar os níveis de rentabilidade que a gente vinha reportando.

Passando aqui mais uma pergunta. Gustavo, acho que a gente cobriu aqui as duas, né?

Espero ter atendido. Vamos passar aqui agora para a pergunta do Fernando Lopes, uma pergunta sobre Metanol.

"Bom, gostaria de saber com relação à operação de busca e apreensão se teve algum impacto na empresa. Com relação à conversão de ações..."

Bom, aí já são outras perguntas, deixa eu endereçar a primeira pergunta aqui do Fernando. Bom, Fernando, a gente teve aqui, como comunicamos, né, a empresa tem prezado aqui sempre pela transparência e a comunicação com o mercado, tivemos essa operação que foi uma medida cautelar visando buscar informações ligadas à cadeia do metanol, né?

A GPC Química, como muitos aqui já conhecem, é grande player de metanol. É uma empresa que tem mais de 70 anos de atuação e desse período mais de 50 foi player bastante atuante aqui na cadeia do metanol, tendo sido, inclusive, produtora por mais de 4 décadas.

Ou seja, é uma empresa que, sem dúvida, é uma referência quando se fala de metanol. Mas é importante dizer também que é uma referência quando a gente fala de qualidade e responsabilidade com o uso do metanol, quando se fala em relação a cumprimento da legislação, dos normativos vigentes.

Então, tudo isso também é muito inerente à referência da GPC Química como player nesse segmento. E eu acho que vale também comentar a nossa diligência no sentido de reportar informações e contribuir e colaborar com esse levantamento de informações.

A gente mensalmente reporta informações à agência reguladora quanto a movimentações, estoques, comercializações, tudo isso é devidamente reportado. Então, a gente tem buscado não só junto à agência reguladora, ANP nesse caso, como também às autoridades responsáveis, trazer o máximo de informação possível para esclarecer essa questão.

Acho que o ponto que você colocou aqui, se houve algum impacto na empresa, a gente já comunicou isso inclusive nos nossos anúncios ao mercado que não houve qualquer impacto às atividades das operações, não houve qualquer interrupção das atividades, as operações seguiram operando dentro de uma normalidade, né? Não obstante toda essa diligência que é feita e todo o controle de processos, a companhia também, através do seu conselho de administração, determinou a contratação de uma auditoria independente para realizar trabalho visando aí as melhores práticas de governança, as melhores práticas e princípios contábeis, né?

Ela buscou o engajamento de uma empresa de auditoria para realizar trabalho de auditoria forense que foi conduzido e foi realizado. Inclusive, hoje teve uma publicação nesse sentido, né, que o trabalho foi concluído confirmando esse entendimento de que não houve qualquer tipo de dúvida, irregularidade em relação aos processos relacionados à comercialização de metanol.

Então, a GPC Química ela segue atuando como player relevante na gestão desse produto e resguardando essa responsabilidade que lhe cabe em relação a grande player de mercado. Esse é mercado que é bastante disputado também quando a gente fala de commodities químicas.

Nós somos grande player nesse sentido por já consumir grande parte do volume nas nossas operações, nas produções de formaldeído, concentrado ureia-formol e distribuição desses produtos, além da produção de resinas termofixas. Então, existe já uma grande gestão em função do consumo.

E esse posicionamento de escala nos permite também atender outras indústrias químicas que demandam o consumo de metanol. Isso tem fortalecido também a nossa operação de distribuição de produtos intermediários, como tem sido uma estratégia da companhia ao longo desses últimos anos.

Tivemos a oportunidade de comentar aqui, né? Isso tem reforçado não somente as operações de uma forma geral, a capacidade de escala da companhia, mas também tem reforçado esse processo de diversificação que a companhia vem buscando para poder atuar não somente como core business relevante na produção de resinas termofixas para painéis, que é segmento que tem demonstrado bastante potencial de crescimento ao longo das últimas décadas, mas também buscando novas verticais de receita, novas verticais de resultado que possam trazer mais musculatura, mais robustez à operação da GPC Química.

E além dessa questão da distribuição de intermediários químicos que se tornou uma parte interessante, importante do portfólio, e a gente tem buscado ampliar esse portfólio, né, começando com produtos de escala e desenvolvendo novos produtos, e também, por fim, a gente tem, acho que como comentaram aqui, a questão das resinas especiais, que é outro projeto recente, tem pouco mais de 1 ano, que também vem no sentido de fortalecer o nosso mix de produto, a nossa diversificação de portfólio. E tudo isso acho que compõe hoje uma pavimentação importante para continuarmos perseguindo essa trajetória de crescimento na GPC Química.

Acho que acabei estendendo pouquinho para dar pouco da visão estratégica, Fernando, mas acho que é importante quando você fala aqui de impacto relacionado à operação da GPC Química. Passando para sua segunda pergunta: "Com relação à conversão de ações, a empresa ainda pretende fazer essa conversão?"

Então, Fernando, a conversão a gente entende que é algo que seria interessante, que é interessante para a companhia. Ela traz uma série de aspectos não só ao acionista, que hoje, né, nessa classe de ação tem uma baixa liquidez, então a gente poderia estar migrando para uma ação com uma classe de maior liquidez, e, além disso, permite destravar algumas questões relacionadas à governança até quando se pensa eventualmente de uma migração para novo mercado.

Requisito é que a companhia tenha uma única classe de ações, então seria também mais passo nesse sentido. Então, a companhia tem esse objetivo, essa avaliação dentro da nossa pauta.

Nas duas tentativas que fizemos em assembleia, não atingimos o quórum mínimo para poder deliberar e aprovar essa matéria. Ela tem o quórum mínimo necessário, então não foi possível naquele momento.

E a gente vem buscando agora monitorar essa configuração da base acionária para entender se uma eventual reconfiguração pode fazer sentido em relação a esse objetivo de atingir o quórum mínimo para que esse assunto possa ser devidamente deliberado e aprovado. Então, a gente segue acompanhando.

Não existe assim uma data hoje ou uma previsão de convocação de nova assembleia. É assunto que tá sendo acompanhado, mas que não existe ainda uma definição com relação a uma nova assembleia, uma nova convocação para esse objetivo, tá, Fernando?

Tenho a terceira pergunta do Fernando: "Com relação a dividendos, a empresa manterá o seu histórico semestralmente?" Bom, eu fiquei pouco na dúvida aqui sobre a pergunta quando se fala aqui do semestralmente, porque, na verdade, a gente tem aqui uma política de dividendo que define 3 datas, né, prioritárias para pagamento: maio, se não me engano é maio, agosto e novembro.

Mas a gente tem a prerrogativa de poder antecipar, considerando aqui a situação da gestão do caixa, da priorização desse tema em relação à alocação estratégica de capital. Então, a gente tem buscado avaliar todos esses elementos para poder definir e poder trabalhar essa pauta do acionista da melhor forma possível.

Nos 2 últimos anos, como eu comentei aqui anteriormente, nós antecipamos e, se não me engano, foi em dezembro foram pagas essas parcelas de antecipação tanto no final de 2024 como no final de 2023, e fizemos o restante do pagamento após a definição e deliberação da assembleia. Esse é tema que é proposto pela administração, mas ele é deliberado em assembleia.

Então, após a definição da assembleia em abril, foram feitos os pagamentos no mês subsequente, que no caso dos 2 últimos anos foi em maio, né? A gente tem visto, eu vou retornar aqui a slide que a gente costuma trazer, relacionada a essa pauta de alocação estratégica de capital.

E a gente tem demonstrado aqui uma evolução consistente no payout e no pagamento de dividendos. Então, aqui no último ano foram 57 milhões distribuídos mais o potencial de recompra, que até a data tinha sido ali de 8 milhões.

Então, é payout potencial total de 65 milhões. A gente tem buscado, como, né, temos falado aqui, com consistência uma evolução.

Ainda esse assunto está em discussão nesse momento. Tem também o tema da taxação dos dividendos, que não dá para deixar de lado, é tema que tem que ser levado em consideração, e a companhia está atenta, acompanhando esse assunto, e vai buscar fazer as deliberações tempestivamente, os direcionamentos tempestivamente, de forma que a gente possa ter a melhor alocação de capital para a companhia e, naturalmente, para o acionista.

Tem mais uma pergunta aqui. Acho que é a última pergunta.

Sobre recompra: "O que podemos esperar do programa de recompra? Qual é o nível de investimento previsto até março de 26 e se ele deve ser renovado?"

Bom, acho que está uma boa pergunta, em consonância aqui com a pergunta do Fernando. A gente tem aprovado desde setembro ou outubro do ano passado esse programa por 18 meses, então ele vai aqui até março, acho que a informação está batendo.

E a gente tem performado regularmente dentro desse programa, entendendo que é também dado aí o nível de precificação e dado o potencial que a gente tem desenvolvido na companhia, a gente entende que é uma oportunidade também reforçar esse aspecto da remuneração do acionista. Então, a gente tem publicado mensalmente também as informações relacionadas ao programa de recompra, isso aí fica disponível no site da companhia.

E a gente tem buscado monitorar e realizar isso dentro de uma gestão muito próxima ali dessa alocação de capital, também entendendo que vai ser reforço para a remuneração dos acionistas. Quanto a uma eventual continuidade ou renovação para março, é assunto que é natural que esteja na nossa pauta, pode ser que ele ocorra, isso vai ser discutido oportunamente, né?

Como eu falei, ele conversa muito com a pauta de distribuição de dividendos, alocação de recursos em investimentos na operação, né, e também com a questão da alavancagem, é algo que a gente nunca pode perder de vista. Toda essa análise, tendo em vista o planejamento e orçamentos de 2026 e o planejamento de médio longo prazo, isso está sendo considerado para trazer mais esses elementos da recompra dentro do contexto.

Tá? Então, de fato é tema que pode ser renovado, né?

Isso está em discussão, não tem hoje uma definição, mas é uma ferramenta que se mostrou bastante interessante no sentido de reforçar a remuneração do acionista, e naturalmente a gente vai buscar contemplar essa possibilidade. Tá?

Bom, acho que não tem mais perguntas aqui. É, acho que tem mais uma pergunta também sobre dividendos, mas está muito na mesma linha do que a gente já comentou, falando de gestão de caixa versus investimentos e distribuição de dividendos.

Acho que já foi coberto dentro das perguntas anteriores. Então, com isso nós finalizamos aqui a nossa apresentação e a sessão de perguntas e respostas.

Seguimos à disposição no nosso site de RI se houverem perguntas subsequentes ou outras dúvidas. Estamos à disposição também através do nosso canal de relação com investidores.

E desejo a todos aqui bom dia e agradeço mais uma vez a participação no nosso call de resultados. Abraço a todos.

Operator

A videoconferência de resultados relativos ao terceiro trimestre de 2025 da Dexus Participações S.A. está encerrada.

Agradecemos a participação de todos e tenham uma boa tarde.