Dexxos Participacoes SA

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Q1 FY2026 · Earnings Call TranscriptMay 12, 2026

}Operator

Bom dia, senhoras e senhores. Agradecemos a audiência e lhes desejamos boas-vindas a mais uma videoconferência de resultados da Dexus Participações S.A., a qual chamaremos de companhia daqui em diante.

Nesta apresentação serão abordados os resultados da companhia relativos ao primeiro trimestre de 2026. Gostaríamos de informá-los que este evento está sendo gravado.

Estamos transmitindo ao vivo via plataforma Zoom, com a imagem do palestrante, áudio e slides que podem ser acessados no site de Relações com Investidores da companhia no endereço www.dexus.com.br. Após a apresentação da companhia, o palestrante responderá perguntas recebidas durante a apresentação.

As perguntas devem ser enviadas por escrito dentro da plataforma do Zoom. Antes de prosseguir, é importante ressaltar que a apresentação projetada está atualizada até a sua data de realização e a companhia não se obriga a atualizá-la mediante novas informações e/ou acontecimentos futuros.

As informações aqui apresentadas correspondem às informações consolidadas da companhia, exceto as da Metanor S.A., Metanol do Nordeste, e Copenor, Companhia Petroquímica do Nordeste, as quais são reconhecidas por equivalência patrimonial ou se explicitamente indicado. Os resultados dos segmentos químico e aço representam, respectivamente, os números da controlada GPC Química S.A.

e os números consolidados da Apolo Tubos e Equipamentos S.A., empresas controladas pela companhia. Eventuais declarações que possam ser feitas durante esse evento, relativas às perspectivas de negócios da companhia e/ou suas controladas, projeções e metas operacionais e financeiras, constituem-se em crenças e premissas da diretoria da companhia, bem como em informações atualmente disponíveis.

Considerações futuras não são garantias de desempenho. Elas envolvem riscos, incertezas e premissas, pois se referem a eventos futuros e, portanto, dependem de circunstâncias que podem ou não ocorrer.

Investidores devem compreender que condições econômicas gerais, condições da indústria e outros fatores operacionais podem afetar o desempenho futuro da companhia e podem conduzir a resultados que diferem materialmente daqueles expressos em tais considerações. Estão presentes hoje os senhores Rafael Alcides Rafael, CEO, Adroaldo Roberto Castronovo Carvalho e Igor de Oliveira Gomes, diretores executivos da companhia.

Eu gostaria de passar a palavra ao senhor Rafael, que dará início à apresentação.

Rafael Alcides Rafael

OK. Bom dia.

Bom dia a todos e obrigado pela participação em mais uma apresentação de resultados da Dexus Participações. Hoje nós apresentamos os resultados e destaques referentes ao primeiro trimestre de 2026.

Ao final da apresentação, teremos a nossa sessão de perguntas e respostas. Fiquem à vontade para encaminhar suas questões ao longo da apresentação.

Aqui tem o link do Q&A e, ao final da apresentação, nós responderemos a todas, como de costume, dentro do tempo aqui previsto. Hoje eu conto também com a presença dos meus colegas de diretoria, Adroaldo Carvalho Castronovo e Igor Gomes, que assumiram também uma posição na diretoria da Dexus e vão poder complementar nossa visão relacionada aos segmentos de operação da companhia.

Adroaldo traz mais de 30 anos de experiência na indústria química e vem atuando na diretoria da GPC Química há mais de uma década. Igor também conta com histórico de quase três décadas na indústria ligada à siderurgia, atuou em diversas posições de liderança na Apolo nos últimos 20 anos e há cerca de 3 anos vem atuando como diretor de operações da Apolo.

Em seguida, eu passo a palavra para que eles possam comentar, complementar também o panorama das operações e dos nossos mercados. Bom, passando aqui ao slide 4, né, nós temos os principais destaques desse início de 2026, colocando primeiramente em perspectiva o cenário geral desse período.

O primeiro trimestre de 2026 manteve ambiente macroeconômico desafiador, com atividade doméstica ainda contida, inflação pressionada e condições financeiras restritivas. O Copom reduziu a taxa básica para 14,5% ao ano e tem reiterado a sinalização de cautela na política monetária por período mais prolongado, ensejando ambiente desafiador para a atividade empresarial e para os setores mais sensíveis aos ciclos econômicos.

No cenário global, temos início de 2026 marcado pela permanência de instabilidades e incertezas que se agravaram ainda mais com as tensões relacionadas ao conflito no Oriente Médio, inclusive com possíveis impactos relacionados às nossas operações, que nós vamos comentar com mais detalhes adiante. Diante desse contexto, voltando aqui aos principais destaques da companhia, encerramos o primeiro trimestre de 2026 com resultados de maneira geral positivos.

Tivemos ainda trimestre desafiador no segmento aço, certamente abaixo do que esperamos performar, vamos explorar esses aspectos em seguida, mas atingimos resultado bastante forte no segmento químico, que trouxe no consolidado uma receita líquida de R$ 386,9 milhões no trimestre, lucro bruto de R$ 85,6 milhões, EBITDA ajustado de R$ 58,5 milhões, com destaque aqui para a margem, que atingiu 15,1%, e o lucro líquido de R$ 51,3 milhões. Também destacamos aqui a solidez financeira da companhia, com uma posição de caixa de cerca de R$ 360 milhões que supera a posição de endividamento, nos colocando em uma condição de alavancagem invertida e com o caixa líquido de R$ 32,7 milhões no fechamento deste trimestre, o que reafirma a capacidade da companhia de enfrentar com resiliência esses períodos de maiores adversidades.

Nessa linha da gestão financeira e alocação estratégica de capital, também temos conseguido manter a evolução consistente no tocante à remuneração aos acionistas, tendo sido aprovada na Assembleia de Acionistas a proposta de destinação dos resultados de R$ 60 milhões em dividendos, que haviam sido pagos antecipadamente em dezembro de 2025 em virtude de melhor aproveitamento tributário para o acionista, tendo em vista a nova legislação de tributação dos dividendos. Além disso, reforçando esse compromisso de retornar valor aos acionistas, o Conselho de Administração da companhia aprovou novo programa de recompra de ações ordinárias com vigência de 18 meses, que possibilitará a recompra de até 3,6 milhões de ações, correspondente a 3% das ações de circulação, reforçando ainda mais o potencial de remuneração aos acionistas.

Fechando aqui os principais destaques desse início de ano, tivemos também o lançamento da nova linha de tubos galvanizados Artemis, com uma tecnologia pioneira e exclusiva no Brasil, com potencial de maior eficiência e ampliação de portfólio, permitindo atingir novos nichos de mercado. Vamos comentar pouco mais a seguir no panorama do segmento.

Passando aqui agora ao slide 5, que traz o quadro resumo da evolução de indicadores de desempenho da companhia com os aspectos também relacionados à gestão estratégica de capital. Essa análise demonstra, nesse primeiro quadrante, uma contração do indicador de EBITDA LTM, principalmente devido aos impactos no segmento aço nos últimos períodos.

Nós passamos por momento mais pressionado, com maiores desafios nesse segmento, que a gente espera reverter considerando a retomada dos mercados passados esses hiatos e com todas as iniciativas que vêm sendo estruturadas e implementadas na nossa operação. Nos demais quadrantes, nós observamos a evolução da alocação estratégica de capital, que demonstra esse empenho no desenvolvimento dos negócios através dos investimentos em ambos os segmentos.

Temos bons projetos sendo executados e entregues e com o potencial de trazer maior eficiência operacional, diversificação e crescimento do negócio. Em paralelo, a pauta de remuneração aos acionistas também vem nessa evolução constante, com os recursos distribuídos e o payout crescendo ano após ano.

Foram mais de R$ 250 milhões distribuídos nos últimos 5 anos. E, além disso, temos o panorama de recompra.

No panorama da recompra, nós temos aqui programa que foi renovado, né, conforme comentei há pouco. No primeiro período do programa, foram alocados mais de R$ 15 milhões para o programa de recompra e agora temos vigente o segundo programa para performar por mais 18 meses com o potencial de fortalecer ainda mais essa pauta de remuneração.

E temos aqui também o quadrante com os indicadores de endividamento, que evidenciam o foco no controle da alavancagem em consonância com esse processo de alocação estratégica de recursos. Bom, fechando aqui a análise desse quadro, nós passamos ao slide 6, onde nós temos os destaques da operação começando pelo nosso segmento químico.

Na análise trimestral dos volumes, o quarto trimestre apresentou redução na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior de 16,7% e de 11% contra o quarto trimestre de 2025. Esse impacto tem influência do portfólio de distribuição de produtos intermediários, primeiro por termos consumido mais destes intermediários para consumo próprio na produção de resinas para o mercado de painéis, que teve início de ano bem aquecido.

O Adroaldo em seguida comenta sobre esse panorama. E outro fator de impacto em volumes tem relação com as restrições na revenda de metanol, que tem uma participação relevante quando se trata de volumes.

Na análise da receita bruta, esse indicador de certa forma reflete o comportamento dos volumes, apresentando redução de 27,9% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e de 11,8% na comparação com o quarto trimestre de 2025. E na análise do EBITDA ajustado, apesar do impacto de volumes, chegamos muito próximo ao resultado do primeiro trimestre de 2025 com contração de 2,7% e tivemos aumento de 42,7% na comparação com o quarto tri de 2025, impulsionado pelos ganhos de escala reconhecidos nesse período e pelo desempenho do portfólio industrial, atingindo patamar de R$ 64 milhões no trimestre.

Bom, passando aqui agora ao slide 7, onde nós temos aqui o panorama com destaques complementares referentes ao segmento químico, eu aproveito para passar a palavra ao Adroaldo, que vai poder complementar com mais detalhes desse nosso segmento. Por favor, Adroaldo.

Adroaldo Roberto Castronovo Carvalho

Obrigado, Rafael. Bom dia a todos.

Bom, eu sou Adroaldo Carvalho, diretor executivo da Dexuspar e diretor de operações da GPC Química. Estou sediado em Araucária, no Paraná, e, como Rafael disse, então vou abordar brevemente alguns destaques do segmento químico.

No quesito distribuição, o processo administrativo envolvendo a GPC segue em tramitação regular junto à ANP. A companhia já apresentou toda a documentação solicitada e mantém interlocução contínua com a agência no curso normal de todo o processo.

Esse tema não trouxe impactos para as atividades industriais da companhia, que seguiram operando normalmente, sem reflexos também relacionado à competitividade e eficiência das operações. A GPC segue atuando com muita diligência e confiança no sentido de reestabelecer integralmente e com a maior brevidade possível esta vertente de negócio.

Embora não seja diretamente o core business industrial da operação, é uma atividade que reforça a estratégia de diversificação do portfólio da companhia no segmento químico. Aliás, por falar em diversificação, nas resinas especiais temos também o destaque que é dos principais pilares da nossa estratégia de diversificação e que vem operando alinhada ao planejamento para o período, atingindo nível de ocupação superior a 50% da capacidade atual instalada.

Esta unidade permite a ampliação de atuação da GPC Química além do nosso segmento core, madeira. Com isso, atuaremos em segmentos diversos, como da indústria automotiva, indústria de tintas, fundição, fricção, entre outros, proporcionando ganhos de sinergia na cadeia de abastecimento, logística e mercadológica.

Ao longo desse ano, ainda esperamos avançar e consolidar o ramp-up da unidade e desenvolver cada vez mais o potencial de crescimento existente para esses novos mercados. No segmento de madeira, nós permanecemos tendo ele como o principal mercado de atuação da GPC Química, no qual a companhia mantém posição de liderança no fornecimento de resina termofixa para a produção de painéis de madeira reconstituída, painéis como MDF, MDP e compensados.

E nesse segmento, somos reconhecidos pela qualidade dos produtos, da nossa eficiência operacional e também da confiabilidade no abastecimento aos nossos clientes. No primeiro trimestre de 2026, o desempenho da GPC Química apresentou uma evolução superior à observada pelo setor, considerando os dados divulgados pela Indústria Brasileira de Árvores, a Ibá, que congrega os produtores de painéis de madeira.

Mesmo nos momentos mais adversos da economia, esse segmento de painéis de madeira tem demonstrado uma resiliência muito forte e tem importantes alavancas de crescimento, o que tem nos motivado a investir para estarmos sempre preparados em termos de capacidade, tecnologia e competitividade para atender e abastecer aos nossos clientes. As commodities: falando na importância do abastecimento aos nossos clientes, cabe destacar aqui o panorama das commodities químicas.

As operações da GPC Química possuem elevada exposição às commodities químicas relevantes, como metanol, ureia e melamina. Essas commodities todas são importadas e têm sofrido forte influência nas tensões dos cenários geopolítico internacional, agravada ainda mais com o conflito no Oriente Médio, que pode impactar a dinâmica global da oferta, demanda e logística desses insumos.

A GPC Química está muito atenta a esses impactos e temos atuado fortemente no sentido de mitigar os riscos de fornecimento e garantir o abastecimento das operações de nossos clientes. Temos reforçado esse posicionamento através da nossa escala operacional e das relações comerciais de longo prazo com fornecedores globais, mantendo assim a regularidade para atender integralmente aos nossos clientes.

Em relação aos impactos de preço, esse segmento tem uma dinâmica própria, com o mecanismo de ajustes ao longo da cadeia produtiva, mas que requerem uma atenção especial a partir do momento em que possam impactar, no longo prazo, o potencial de demanda do setor. Estamos muito atentos e acompanhando diariamente esses possíveis impactos.

Rafael, assim eu concluo os destaques da GPC Química e passo para você a palavra para a continuidade.

Rafael Alcides Rafael

OK, muito obrigado, Adroaldo. Acho que deu para trazer pouquinho mais de cor nesse nosso panorama do segmento químico, das operações da GPC Química.

Obrigado pela tua contribuição. Seguindo aqui então, passando agora ao slide 8, com os destaques da Apolo no segmento aço.

Nesse primeiro trimestre, nós seguimos com uma combinação de fatores que impactaram fortemente o desempenho da Apolo. Foi o período em que tivemos queda em todos os principais segmentos de atuação, desde o setor de construção, que já vinha pressionado pela contração do ciclo econômico, e também nos segmentos de óleo e gás e fotovoltaico, que, embora sigam uma dinâmica diferente e mais específica, também tiveram período de hiato significativo aí durante esses últimos trimestres.

Então, com isso a gente teve aqui, na análise do primeiro trimestre de 2026, volume parecido com o do quarto trimestre de 2025, com aumento de apenas 1,8% e uma redução de 50% em relação ao mesmo período do ano passado, primeiro tri de 2025, onde nós havíamos tido uma concentração positiva de entregas naquele período, né, o primeiro tri de 2025, entregas de projetos que concentraram naquele período, o que ressalta ainda mais o contraste dessa análise comparativa. O ideal é que nós tivéssemos comportamento menos errático por período, mas cada mercado tem a sua dinâmica, isso a gente não controla.

A parte que a gente controla, essa nós estamos trabalhando muito fortemente, são os projetos e iniciativas para diversificação de mercado e também os projetos para ganhos de eficiência operacional. O Igor vai ter a oportunidade de comentar pouco mais sobre esses pontos a seguir.

Mas seguindo aqui com os indicadores, na análise da receita bruta, o indicador acompanha esse comportamento de volumes, apresentando também uma redução de cerca de 50% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e aumento de 7,6% em relação ao quarto trimestre de 2025. E no EBITDA ajustado, nós temos então reflexo desse cenário de volumes contraídos, sobretudo nos nichos de mercado com mais valor agregado, notadamente óleo e gás e fotovoltaico, culminando em resultado negativo de R$ 4,7 milhões.

Passando aqui agora então ao slide 9, onde nós seguimos complementando o panorama do segmento aço, e eu passo a palavra para o Igor para que ele possa comentar e complementar com mais destaques relacionados à Apolo. Igor, por favor, com a palavra.

Igor de Oliveira Gomes

Bom dia a todos. Obrigado, Rafael.

Obrigado àqueles que nos acompanham e têm interesse na nossa companhia. Para falar pouco sobre o panorama aço, nós temos principalmente aí quatro destaques.

O primeiro deles, já comentado pelo Rafael, é o lançamento da linha Artemis. Não por acaso se chama Artemis, mas sim pela correlação mitológica de Apolo e Artemis.

É o resultado de investimento que a gente realizou nos últimos anos e que representa a ampliação do portfólio da companhia com o objetivo de atender novos mercados. Seguindo as linhas aí de governança, eu preciso destacar que é uma tecnologia inovadora, exclusiva e pioneira da Apolo no Brasil.

Isto é, só a Apolo vai produzir esse tipo de produto com esta tecnologia no Brasil, e ela é exclusivamente dedicada à fabricação de tubos galvanizados. A Apolo, que tradicionalmente já é dos principais fabricantes de tubos galvanizados no Brasil, atualmente agora com essa linha Artemis, a gente marca a transição de trazer para o Brasil uma nova tecnologia já reconhecida nos Estados Unidos, Japão, Arábia, Austrália, e aquela que vai se tornar a nova geração de tubos galvanizados da Apolo, e por isso também a gente tá dando esse destaque com o nome de Artemis.

Com relação ao produto em si, possui diversos diferenciais técnicos. Vou falar bem rapidamente aqui: controle de camada de zinco, uma excelente resistência à corrosão, excelente acabamento superficial que facilita as operações de industrialização seguintes pelos nossos clientes.

E esses diferenciais técnicos estão sendo explorados pela área comercial, e que, além dos diferenciais técnicos, a tecnologia também incorpora ganhos de eficiência dentro do fluxo de produção tradicional de tubos galvanizados. Por ser uma tecnologia nova, ela incorpora essa eficiência, e é essa eficiência que a gente entende que será a alavanca do crescimento desse tipo de produto.

Passando ao segundo tópico, que é a eficiência operacional, a gente segue com projetos de otimização de recursos dentro dos dois sites. Todos sabem, né, que nós temos dois sites industriais, no Rio de Janeiro, outro em São Paulo.

Esses projetos estão sendo avaliados a todo momento, sempre com o objetivo de ganho de eficiência, principalmente através ou da sinergia operacional ou logística ou contratações, ou aquelas ainda que nos tragam uma flexibilidade da capacidade, para que a gente ajuste nossa capacidade mediante as oscilações do mercado. Terceiro ponto: com relação às barreiras comerciais, importante destacar também, né, para aqueles que já nos acompanham há mais tempo, a gente sabe que tem convivido com as limitações de exportação em função inicialmente pela Seção 232 americana, que limitou as exportações de aço para os Estados Unidos, e mais recentemente na sequência com as tarifas amplamente divulgadas na mídia depois da ascensão do governo do Donald Trump.

Mas o ponto mais importante aqui é o nosso cenário-base, que não contempla números de exportação dentro atualmente do nosso plano de negócio. De qualquer forma, a gente continua atento à decisão tarifária, atento aos movimentos políticos e prontos com capacidade para capturar qualquer tipo de oportunidade que surja em funções dessas definições ou tarifárias ou políticas.

Quero destacar também que com relação à barreira comercial de entrada no Brasil de aço, né, a Apolo é o braço siderúrgico da companhia, então a gente observa com muito cuidado toda a entrada de aço importado. De forma geral, o Brasil tem viés por busca de proteção contra os importados, principalmente origem China, e a gente teve recentemente a aprovação pelo Gecex de algumas medidas antidumping específicas para a importação de produtos laminados a frio, que não afetam o nosso portfólio, mas também de laminados revestidos, esses sim afetam o portfólio.

E a gente tem também medidas em estudos, em andamento para medidas antidumping para os produtos laminados a quente. Os produtos laminados a quente representam aí mais de 80% do nosso consumo de matéria-prima.

Para finalizar, com relação ao mercado fotovoltaico, o mercado esse fotovoltaico, que foi grande destaque de 2025, ele tem passado por momento de transição, principalmente pelas condições de curtailment no setor de energia, né, e também por algumas questões legislativas de troca de lei, alteração de lei, e que dentro desse panorama de 2026 essa transição tem afetado os volumes. Essa fotografia, em função dos investimentos que a gente fez desde 2020 e 2021, a gente, mesmo com essa fotografia, temos mantido o nosso protagonismo e somos reconhecidos dentro do mercado fotovoltaico como importante player, na verdade dos principais players.

Bom, basicamente com esses quatro pontos eu concluo aqui o panorama sobre o aço. Agradeço o convite e devolvo o comando da apresentação para o Rafael.

Rafael Alcides Rafael

OK, obrigado, Igor, também acrescentando aqui bastante informação de qualidade aqui para o nosso público. E eu sigo aqui na apresentação, retomando aqui no slide 10, onde nós temos a visão consolidada da receita bruta na Dexus.

Na análise da receita bruta consolidada, tivemos uma redução de 7,6% em relação ao quarto trimestre de 2025 e de 35,6% no comparativo com o mesmo período do ano passado, resultado da contração em ambos os segmentos pelos motivos já comentados aqui. Passando agora ao slide 11, na análise do lucro bruto, tivemos no primeiro trimestre de 2026 uma redução de 19,7% em relação ao mesmo trimestre do ano passado e aumento de 33,5% na comparação com o quarto tri de 2025, tendo como destaque o desempenho do segmento químico pelos aspectos também já comentados.

Passando agora ao slide 12, com a análise do SG&A consolidado, as despesas de SG&A recuaram 9,5% contra o primeiro trimestre de 2025, devido principalmente a menores despesas com vendas em consequência da variação dos volumes das operações em ambos os segmentos, enquanto o G&A, nossas despesas gerais e administrativas, permaneceram em linha em termos reais. Com relação ao quarto trimestre de 2025, a redução foi de 11,3%, com reduções em despesas de vendas e também nas despesas gerais e administrativas, resultando em percentual de 11,5% sobre a receita líquida.

Passando agora ao slide 13, com os resultados consolidados da Dexus para os indicadores de EBITDA e lucro líquido, considerando os aspectos já comentados nas análises dos segmentos, o EBITDA referente ao primeiro trimestre de 2026 apresentou redução de 33% na comparação com o mesmo período do ano passado e aumento de 62% em relação ao quarto trimestre de 2025, atingindo resultado de R$ 58,5 milhões no consolidado da companhia. Na análise do lucro líquido, o desempenho relativo ao primeiro trimestre de 2026 em comparação com o primeiro tri de 2025 foi melhor do que no caso aqui do indicador de EBITDA, com o indicador se mantendo próximo ao mesmo período do ano anterior, redução de apenas 2,4%, atingindo o resultado de R$ 51,3 milhões.

Esse resultado representou crescimento de 132% na comparação com o quarto tri de 2025. E agora passando aqui na sequência com o slide 14, onde nós apresentamos os indicadores de endividamento e alavancagem da companhia.

A alavancagem da companhia permanece bem controlada. Fechamos esse trimestre com uma posição de caixa líquido de R$ 32,7 milhões, representando indicador invertido de alavancagem de -0,2 vez o EBITDA.

Também permanecemos com indicadores sólidos em relação ao perfil do endividamento, que segue com mais de 80%, aqui 83,1% da dívida vencendo no longo prazo e com prazo médio de quase 5 anos e meio. E o custo da dívida também apresenta bom indicador, fechando o trimestre com o custo médio de 8,8% ao ano.

Bom, com isso nós chegamos ao final da nossa apresentação e podemos passar para a sessão de perguntas e respostas. Já temos aqui algumas perguntas chegando.

Primeira pergunta vem do Evaldo Batista, que pergunta sobre o acordo Mercosul-União Europeia: se pode impactar positivamente as exportações feitas pela empresa? Qual a expectativa de vocês sobre esse tema?

Bom, Evaldo, obrigado pela pergunta. Sempre separando aqui por segmento, né, a gente quando trata de Apolo, as nossas exportações têm sido mais direcionadas para o mercado norte-americano, que, como o Igor comentou, tem estado restritas nos últimos anos em função da questão primeiramente da Seção 232, que impôs cotas ao Brasil, e na sequência, nesse segundo mandato Trump, com as tarifas.

Então é uma vertente que a gente não tem considerado no cenário-base, e Europa não vem sendo destino para esse portfólio de produto. Na parte da madeira, por sua vez, as resinas elas não são tradable, não é produto que nós exportamos somente para vizinhos aqui pelo shelf life do produto.

Então é produto que perde funcionalidade quando viaja longas distâncias. Então para exportação direta de resinas não seria aplicável o caso da União Europeia.

Mas a gente tem aqui potencial que pode ser explorado através dos nossos clientes, né, que a gente fornece para produtores de painéis de madeira, como o Adroaldo também comentou durante o panorama do segmento químico. A GPC Química tem o papel de liderança no segmento de painéis de resinas termofixas para painéis de madeira, madeira reconstituída, MDF, MDP, compensados, e esses produtores de painéis brasileiros, eles têm potencial de exportação bastante interessante.

O mercado doméstico por si já é mercado bastante pujante, mas que eles têm buscado uma alternativa comercial nos mercados internacionais e são, acho que, muito bem posicionados para esse tipo de direcionamento comercial. Então pode ser que através dos produtores de painéis a gente tenha ali potencial a ser desenvolvido com essa relação.

Não é algo que a gente está considerando em relação às projeções de cenários-base, então pode ser upside a ser explorado, mas como vocês sabem a gente não costuma colocar guidance em relação a esses mercados, e a gente só comenta aqui em relação à perspectiva que o mercado pode desenvolver a partir dos eventos que ocorrem no contexto geral da economia mercadológica. E aí tentando endereçar aqui a tua questão, sem dar nenhuma projeção específica da companhia, a gente entende que tem potencial aí para ser desenvolvido pelos produtores no eventual avanço dessa relação comercial.

Tem aqui uma nova pergunta do Fernando Lopes: "Bom dia. Essa medida da ANP pode se tornar uma regularização severa permanente?"

Fernando, obrigado pela pergunta. A gente, como também comentado aqui, o Adroaldo colocou o status do processo administrativo que está em curso, a GPC Química vem prestando todas as informações solicitadas e necessárias para uma apreciação do caso, que nós entendemos que temos total confiança de retomarmos na integralidade essa atividade, mas é uma decisão que não compete somente à GPC Química, então é uma competência da agência reguladora, que pode tomar decisões no sentido de uma restrição maior e mais permanente.

Nós entendemos que temos aqui uma posição relevante nesse segmento como uma prestação de serviço de qualidade, já presente nesse segmento há mais de cinco décadas. A GPC Química, que é uma companhia com mais de 70 anos, durante mais de cinco décadas atua na cadeia do metanol, então tem uma posição de relevância para não só como consumidor, mas também com prestação de serviço.

Fomos durante algumas décadas produtores também dessa molécula, então é uma atuação que sempre foi pautada muito na responsabilidade e na diligência, que é o que nós pretendemos continuar fazendo, mas obviamente dependemos de uma apreciação, uma decisão da agência reguladora que está avaliando o processo em curso, como comentou na exposição do Adroaldo, tá? Aqui tem mais uma pergunta.

Não está identificado aqui de quem vem a pergunta, mas: "Sobre o segmento químico, como a GPC Química tem garantido o fornecimento durante o momento de conflito no Oriente Médio, que impactam a relação entre oferta e demanda pelas commodities? Contratos, políticas de estoque, monitoramento, cenário global?"

Bom, uma pergunta acho que muito pertinente. Adroaldo já deu pouco de detalhes de como nós vimos tratando essa questão.

A GPC Química, ela tem uma equipe de gestão de supply chain que diariamente está muito atenta a essas oscilações de mercado, é pautada também por relações de longo prazo com contratos globais de fornecimento, onde nós temos aqui relacionamento com os fornecedores que é muito estreito e nos permite uma boa agilidade, uma boa segurança no fornecimento. Mas, além de todo esse aspecto, nós temos aproveitado também da nossa fortaleza em termos de estrutura de capital e balanço para poder fazer uma formação de estoques mais robusta durante esse período, de forma que a gente não tenha questões relacionadas ao abastecimento, que a gente possa seguir abastecendo o nosso mercado com eficiência, com confiabilidade.

Então a gente está procurando fazer uma política de estoque mais reforçada nesse período, até porque parte da nossa estratégia como posicionamento da companhia é trazer para o nosso mercado, para os nossos clientes, uma visão de confiabilidade no fornecimento, de forma que não falte nosso produto. Então a gente tem adotado também essa prática no sentido de garantir essa gestão das commodities químicas num momento bastante delicado que o mundo está passando.

Tem aqui mais uma pergunta agora que também não identificada agora sobre a Apolo. Temos aqui duas perguntas, na verdade: "Se podem comentar pouco mais sobre o papel da Artemis na estratégia da companhia?

Qual é a expectativa e quais mercados devem ser atendidos aqui?" Com relação à expectativa, né, de vendas, novamente eu reitero que nós como posicionamento não trazemos guidance e projeções comerciais, mas a gente pode sim comentar sobre o papel da Artemis na estratégia da companhia.

A Apolo, ela é uma companhia que tem posicionamento muito consolidado em relação à qualidade dos seus produtos, a sua atuação no mercado de produção de tubos de aço carbono. Tem uma tradição de mais de quase 90 anos, é uma tradição quase centenária da Apolo, que a gente tem ao longo dos anos desenvolvido também com uma vertente de inovação para que a companhia possa estar sempre atualizada em relação a essa união de tradição e inovação.

E a Artemis vem nesse sentido, né, de trazer o mercado que a Apolo sempre atuou, que foi o mercado de tubos galvanizados, agora com uma nova geração, como o Igor colocou com algum nível de detalhe, uma tecnologia que traz mais eficiência, com mais capacidade de trabalhar a camada de zinco e com mais capacidade de endereçar o produto conforme as especificidades de cada nicho de mercado. Então ela permite, do ponto de vista de estratégia, trazer mais eficiência à operação de mercado onde a companhia tem posicionamento já consolidado tradicionalmente, mas ao mesmo tempo trazer uma eficiência de operação e a capacidade de diversificação, que é outro pilar importante da nossa estratégia, onde esse produto, ele permite a entrada com mais efetividade, mais eficácia em determinados nichos de mercado onde a Apolo não vinha atuando fortemente.

Então isso abre leque de mercado que pode ser desenvolvido a partir daí, tá? Então esses são os principais atributos em relação à estratégia que a gente traz com esse projeto.

E a segunda pergunta: "Sobre volatilidade do petróleo, do Brent: como vocês esperam que deve impactar nas atividades de óleo e gás onshore?" Bom, é uma boa pergunta.

A gente tem vivido recentemente uma intensidade muito grande na volatilidade dos preços de commodities, do preço de petróleo principalmente. Assim como eu comentei na química, dos principais drivers para isso é o próprio petróleo.

E o impacto disso nas operadoras, né, que são os nossos clientes no nicho de petróleo e gás, é talvez ainda precoce de ser avaliado, né. Essas empresas, elas trabalham com uma curva de preço de longo prazo, são projetos que levam anos, às vezes até décadas para serem desenvolvidos desde a etapa de exploração, desenvolvimento e produção de campos de petróleo.

No caso do onshore, nós temos aqui uma realidade de campos mais maduros, onde a fase de exploração ela é mais curta. Então existe muita intervenção em poços maduros, onde esse potencial de preço pode ser que traga uma dinâmica de intervenções maiores.

Novamente eu digo que a gente considera ainda cedo para fazer essa análise, até porque são projetos de longo prazo, né, a alocação de Capex tem retorno de longo prazo. Então imagino que essas operadoras estejam avaliando quão sustentáveis são esses níveis de preço para poder traçar as suas curvas de receita e assim tomar decisões de novos investimentos, novas alocações de Capex.

Mas é algo que influencia sim positivamente o setor, né, com relação a intervenções para aumentar níveis de produção. E a Apolo, ela está pronta em termos de capacidade.

O Igor comentou, ressaltou bem esse ponto também na exposição dele, que a gente tem trabalhado muito a questão da eficiência e da reconfiguração industrial para que tenhamos a capacidade disponível e pronta para atender esses mercados com as suas demandas e com os seus acenos em termos de crescimento. Então a Apolo, que vem atuando no mercado onshore há quase 20 anos, é posicionamento já consolidado e que a gente pretende seguir desenvolvendo na mesma linha, né, trazendo cada vez uma oferta de produtos e uma confiabilidade de entrega muito grande para o nosso mercado, para os nossos clientes, e vamos acompanhar aqui atentamente como esse indicador de preço pode vir a influenciar demandas, de forma que a gente possa estar prontos para poder atender da melhor forma esse mercado.

Bom, eu estou vendo aqui, por enquanto não temos mais perguntas. A gente teria aqui ainda tempo disponível, mas sem mais perguntas no momento.

Acho que a gente pode então encerrar. Não sei se Adroaldo e Igor querem complementar algumas dessas perguntas.

É, sendo assim, acho que a gente pode encerrar por aqui o nosso call, deixando aqui à disposição o nosso contato no canal de RI da companhia, e estaremos aqui disponíveis para responder qualquer questão subsequente, qualquer dúvida, qualquer interesse com relação à nossa companhia. Agradeço mais uma vez a participação no nosso call de resultados e desejo a todos bom dia.

Operator

A videoconferência de resultados relativos ao primeiro trimestre de 2026 da Dexus Participações S.A. está encerrada.

Agradecemos a participação de todos e tenham uma boa tarde.