Eucatex S.A. Industria e Comercio

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Q1 FY2026 · Earnings Call TranscriptMay 13, 2026

Operator

Bom dia a todos e sejam muito bem-vindos à conferência de divulgação dos resultados do primeiro trimestre de 2026 da Eucatex. Informamos que essa conferência está sendo gravada e será disponibilizada no site de RI da companhia, onde se encontra disponível a respectiva apresentação.

Para o Q&A, sessão de perguntas e respostas, orientamos que sejam enviadas via ícone de Q&A no botão inferior de sua tela. Ressaltamos que as informações contidas nessa apresentação e eventuais declarações que possam ser feitas durante a videoconferência relativas às perspectivas de negócios, projeções e metas operacionais e financeiras da Eucatex constituem-se em crenças e premissas da administração da companhia, bem como em informações atualmente disponíveis.

Considerações futuras não são garantias de desempenho. Elas envolvem riscos, incertezas e premissas, pois se referem a eventos futuros e, portanto, dependem de circunstâncias que podem ou não ocorrer.

Investidores devem compreender que condições econômicas gerais, condições de mercado e outros fatores operacionais podem afetar o desempenho futuro da Eucatex e conduzir a resultados que diferem materialmente daqueles expressos em tais considerações futuras. Agora, gostaria de passar a palavra para o senhor José Antonio Goulart de Carvalho, Diretor Vice-Presidente Executivo e de Relações com Investidores da companhia, para iniciarmos a nossa apresentação.

José Antonio Goulart de Carvalho (Diretor Vice-Presidente Executivo e de Relações com Investidores): É, bom dia a todos. Obrigado por estarem nos acompanhando nessa teleconferência na qual vamos apresentar os resultados do 1T de 2026.

Essa esse primeiro tri sempre fica muito próximo aos resultados do final do ano, né? Não faz muito tempo que estávamos aqui apresentando o 4T de 25.

Nesse trimestre a gente nesse último trimestre do ano a gente viu uma desaceleração bem nítida dos segmentos de atuação da companhia, né? E de certa maneira a expectativa nossa para esse início de ano era, ainda que de forma mais suave, era que houvesse uma continuidade desse desse movimento de desaceleração.

E o que a gente vai mostrar agora para os senhores vai ser justamente movimento no sentido contrário, quer dizer, a maioria dos segmentos de mercado em que nós participamos, todos eles apresentaram resultados positivos, todos eles apresentaram crescimento. Então, é assim, fazendo uma reflexão, quer dizer, a primeira reflexão óbvia é que nessa queda de braço entre Banco Central e governo, o governo tá ganhando, quer dizer, esses diversos programas de transferência de renda, a questão da reajuste de real do salário mínimo, a isenção de imposto de renda, quer dizer, todos esses incentivos têm sido eficazes e têm eh assim, vencido essa queda de braço com o com o Bacen, que continua com juros bastante altos e a gente continua com o cenário de endividamento das famílias, mas mesmo assim esses setores nossos de atuação apresentaram crescimento.

Uma outra reflexão que a gente pode fazer eh para de alguma forma explicar esse movimento, além desse da de da enfim desse mencionado sobre as medidas do governo, é a questão da guerra do Irã com os Estados Unidos. Quer dizer, no primeiro momento a gente teve uma escalada forte aí do dos preços dos preços de petróleo.

Essa escalada ela gradativamente ela vem de alguma forma se se disseminando, né, influenciando fretes, insumos de insumos e matérias-primas. E isso pode ter feito com que eh os clientes ou os os participantes aí desses segmentos em que a companhia atua, eh percebendo esse movimento, fizeram uma antecipação de compras.

Então o que a gente pode ter tido nesse primeiro tri é e a gente acredita nisso, é certo movimento de antecipação de compra. Hum.

Eh bom, e uma outra consequência, por assim dizer, dessa dessa guerra, que é uma consequência eh não positiva, mas já perceptível também, é a questão da inflação. Hoje mesmo tá tá nos jornais aí que o IPCA desse mês é o maior dos últimos, para o mês de abril, né, o maior dos últimos 4 anos, né?

Isso tem feito com que obviamente o Banco Central faça uma reflexão sobre a a queda de juros. Se esperava uma queda num ritmo maior, esse ritmo eh já se mostrou reduzido e enfim, existe até algumas correntes dizendo que esse movimento pode ser interrompido.

Aspecto positivo desse primeiro tri, ainda no contexto geral, né, que nós tínhamos mencionado eh nessa conferência do recente relativa ao último trimestre do ano, foi a a queda da da taxação, do tarifaço americano. A gente vinha numa situação muito complicada num mercado que é muito importante para a companhia, que é o mercado americano.

A gente vinha sendo taxado em 50%. Que esse 50 era só para o Brasil, né, no nosso segmento de painéis estava sendo duramente afetado.

E essa prerrogativa do foi derrubada pela Suprema Corte. Essa prerrogativa do governo Trump foi derrubada.

E as tarifas agora, e a gente acha que ainda de forma provisória, porque elas podem cair também, mas enfim, elas passaram de a ser tarifas gerais para todos os países, não mais individualizadas para o Brasil, e não mais 50%, agora 10%. Então isso recompõe muito a nossa capacidade de a nossa competitividade no mercado americano e deve nos ajudar bastante a impulsionar ainda mais as nossas vendas nos Estados Unidos.

Bom, é nesse contexto que nós desenvolvemos aí o nosso nossas atividades no primeiro tri, nós vamos mostrar resultados positivos eh em todos os nossos segmentos, notadamente no mercado interno, eh mas também no no no mercado externo. Então vamos vamos começar a nossa apresentação.

Vamos para o diretamente aqui para o slide 3. Eh, e como sempre fazemos, a gente traz informações ou traz alguns índices eh que retratam aí os segmentos de atuação da companhia.

A gente tá começando com bem abrangente, que é o a ABRAMAT, quer dizer, esse aqui ele abrange todo toda a indústria de material de construção. E assim, esse é índice que, ao contrário dos demais que nós vamos mostrar, ele ele ele tá apresentando recuo.

Os demais estão apresentando crescimento. Ficamos refletindo pouco sobre por que que a ABRAMAT tá com esse recuo quando outros índices tão avançando, e aí uma reflexão que nos ocorreu é que eh é sabido que a cidade de São Paulo é extremamente representativa eh no que diz respeito a lançamento de novos lançamento e venda de imóveis novos, né?

Quase 30% do que acontece no Brasil em termos de novos imóveis eh São Paulo a cidade de São Paulo é responsável por esses 30%. E a gente teve uma espécie de apagão na concessão de alvarás nos últimos quase 90 dias aqui na cidade, houve uma questão eh certo imbróglio jurídico e a verdade é que esses alvarás foram suspensos.

Talvez isso tenha influenciado esse índice da ABRAMAT, eh principalmente naqueles materiais mais básicos de início de obra, quer dizer, cimento, vergalhão, enfim, e outros e outros itens dessa ordem, né? Mas a verdade é que a gente já pode notar isso aqui avançando pro para o slide 5, que foi movimento absolutamente oposto, por exemplo, o que aconteceu no segmento de tintas, onde nós tivemos crescimento nesse primeiro trimestre muito expressivo, da ordem de 10%, né?

Então aqui eu acho que vale aquilo que nós acabamos de comentar, primeiro não foi atingido aí por esse apagão de alvarás, se é que isso aqui influenciou a ABRAMAT, eh já que tinta é é algo que entra no final das obras, né, são obras que tão para serem concluídas, né, tão do meio para o fim. E aqui também eh eh nós acreditamos pode ter havido movimento de antecipação de compra eh pela preocupação dessa escalada que está vindo, né?

Ela tá nítida essa escalada de custos agora nesse segundo tri e eh os clientes podem ter se antecipado eh e feito estoque eh nesse primeiro trimestre. Nessa mesma direção, eh nós temos o piso, né, essa essa estatística do IBÁ para pisos laminados, tem crescimento, ainda que mais modesto que o de tintas, mas é crescimento, é positivo, de 3,7%, depois de de o número de equilíbrio em 2025 e de quedas sucessivas a partir de 22 até 24, né?

Aqui nesse período a gente já explicou, né, foi muito vamos dizer assim, concorrência do piso vinílico, que roubou espaço do laminado. O laminado retoma o seu espaço aí a sua o seu ritmo a partir de 2025, e agora 2026 tem tem número mais expressivo e crescimento e avanço maior.

Eh esse último aqui é do mercado de painéis. É uma estatística de que que traz aí a oferta e a demanda de painéis, né, dos três tipos de painéis que são produzidos no Brasil: a chapa de fibra, que nós somos praticamente o único produtor, MDF e MDP.

O primeiro trimestre foi bastante positivo no mercado interno, com 7,3% de crescimento. Aqui a gente também vê esse esse movimento de antecipação de compras que deve ter influenciado esse esse número.

No front externo, uma queda expressiva, né, de 16%. Aqui dois aspectos: primeiro talvez pouco menos de menos atratividade na questão do câmbio; e segundo, pouco de direcionamento de produto para o mercado interno, que estava bastante aquecido, e a retirada dessa de parte dessa oferta no mercado externo.

A verdade é que a ociosidade, essa coluna amarela ali eh mostrando 24%, essa essa ociosidade ela se reduziu bem quando a gente compara a a aos anos anteriores. Dificilmente esse número chega em 100%, né, porque esse, de alguma forma, é número teórico, né?

É número que as empresas são capazes de produzir em determinado momento, mas é difícil sustentar essa produção nesse patamar. E além disso, há sempre paradas para para manutenção, às vezes mais longas.

Então esse número de 24% é número muito positivo em termos de em termo de ociosidade. Bom, agora falando saindo pouco do contexto geral e indo para contexto mais focado aqui na Eucatex, no slide 9, sempre bom mostrar esse slide porque aqui a gente consegue enxergar bem a forma como a Eucatex tá organizada, como ela organiza a sua área de sua área comercial.

Então a gente tem três grandes áreas, né? As duas da esquerda, Indústria e Revenda e Construção Civil, são atuantes aqui no mercado interno, e obviamente a terceira, a Exportação, é atuação no no no mercado externo, fora do Brasil, né?

Eh nós conseguimos crescimento aí, atingindo crescimento de 5,2% na receita, o que é eu reputo bastante relevante dado que a gente ainda eh dado que a gente ainda tá trabalhando com, quer dizer, todo esse primeiro trimestre se desenvolveu debaixo do tarifaço, né? A gente continua agora a gente eh caiu, mas ele esse tarifaço ele acabou sendo eh reduzido ou eliminado em em meados de fevereiro, quer dizer, durante boa parte desse primeiro tri a gente vendeu sob o tarifaço.

Além disso, a gente teve, como eu já mencionei, recuo importante do câmbio no comparativo, né, do 1T de 26 com o 1T de 25, a gente tem uma diferença de quase 10% em termos de câmbio. O câmbio no 1T de 25 tava em torno de R$ 5,80, R$ 5,85, e nesse 1T de 26 em torno de R$ 5,20, R$ 5,25.

Então é uma diferença expressiva. E quando a gente considera que nós exportamos nesse período em torno de R$ 40 milhões, você ter aí uns 50, 60 centavos a menos por dólar faz uma diferença muito grande.

Então acho que foi crescimento positivo de 5,2%. Eh 38% dessa receita ela vem do do lado esquerdo, do segmento de Indústria e Revenda.

Eh os produtos que são vendidos nesse segmento que estão ali embaixo, basicamente são chapas, né, são os três tipos de chapas que nós produzimos. Aqui a gente sempre faz valer muito a nossa a nossa estratégia que é de venda de produtos de de de maior valor agregado.

Então tudo aquilo que nós fazemos, tudo aquilo que nós produzimos, sempre procuramos fazer eh com diferencial, sempre procuramos fazer buscando nichos de mercado, nichos onde a empresa seja mais relevante, nichos onde a nossa participação seja mais significativa. Eh nesse segmento, né, nós acabamos tendo crescimento de 11,4%, atingindo quase R$ 300 milhões.

Na parte central a gente tem o segmento de Construção Civil, é uma outra diretoria que é a gente sempre comenta que é uma espécie de guarda-chuva, né, com vários produtos oriundos de painéis de madeira. Aqui bastante aqui vale bastante a nossa estratégia de verticalização, né, quer dizer, fugindo das commodities e transformando o painel de madeira em produtos diferentes para atingir diferentes mercados, diferentes segmentos.

Então a partir de painéis de madeira nós fazemos os pisos laminados, fazemos as portas, fazemos os batentes, fazemos o sistema de divisórias. E aqui nesse segmento que também muito importante, contribui em torno de 50, 60% das vendas aqui nesse segmento, nós temos as tintas, né?

Bom, aqui nós crescemos 11,5%, também próximo de R$ 300 milhões. Estamos focando bastante no nesse segmento, principalmente em construtoras.

Acreditamos que eh construtoras vai vai ser o segmento que enfim, onde vai continuar se beneficiando dos programas governamentais, né, do tipo Minha Casa, Minha Vida. E tanto assim, nós já comentamos, mas enfim, estamos nós criamos uma uma Gerência Nacional de Construtoras e, ao contrário do que a gente tem para os demais produtos, né, que é foco da gerência em produto, né, então nós temos uma gerência de piso, nós temos uma gerência de porta, temos uma gerência de tintas, no caso das construtoras, nós vamos trabalhar com todos os produtos.

E aí é é é foco no canal e não foco no produto. Esse gerente já foi contratado, começou a trabalhar há algumas semanas e a gente acredita que vai trazer bons resultados para a companhia.

Depois, no segmento das exportações, como eu falei, foi aí num período relativamente difícil por duas razões: primeiro por período importante aí que que vigeu o tarifaço; e segundo pela questão do câmbio, o câmbio se eh o real se apreciou, né, e o dólar se depreciou em torno de 10% no comparativo com o ano passado. E aí, não obstante a gente tenha crescido eh em torno de 2% em volume, 2% em receita em dólar, quer dizer, nossos preços ficaram estáveis, mas a gente cresceu 2% em volume, a gente acabou tendo recuo nas receitas em reais fruto dessa depreciação do dólar, né?

Então a gente acabou registrando aí -8,4%, não obstante tenha crescido em volume. Aqui também nós estamos reforçando o time, aqui também nós estamos nós trouxemos novo gerente de exportação, uma pessoa bastante experiente para atuar de forma geral em todos os mercados não Estados Unidos, né?

Nos Estados Unidos a gente já comentou várias vezes, a gente tem uma empresa já lá há mais de 20 anos, com uma estrutura para para distribuição no mercado americano, com com a enfim, funcionários americanos e diversos armazéns. Mas nós trouxemos o gerente justamente para reforçar todos os demais mercados não Estados Unidos.

A gente começou também recentemente e nós acreditamos bastante que virão bons resultados. Eh aqui mais alguns números, agora focando mais financeiramente falando da Eucatex.

A questão da receita a gente já comentou, que cresce 5,2%. Aqui no lucro bruto, margem bruta, a gente tem crescimento nominal, ainda que modesto, eh do nosso lucro bruto, mas tem uma pequena perda na no no relativo à receita.

E aqui duas explicações básicas para essa para essa perda relativa: a primeira, a própria questão do câmbio, né, a gente já mencionou que a influência da eh dessa questão eh de de insumos etc. ainda não não pegou o primeiro tri, mas o que pegou fortemente é que a gente tem esse em algo que representa 25% da nossa receita a gente tem uma queda de 10% na na na questão cambial, então isso influenciou a nossa margem; e a segunda, nós crescemos a venda de tintas bastante nesse trimestre, foi trimestre muito positivo para tintas, nós aliás vimos, né, que a Abrafati cresceu 10%, e tinta eh na última linha ela tem até número bastante parecido com painéis de madeira, mas no que diz respeito a lucro bruto ela tem uma margem pouco menor que painéis de madeira, então isso também influenciou eh nessa mudança de 37,7% para 36,9%.

Nossas despesas administrativas e comerciais tiveram comportamento, diria, benéfico, elas ficaram estáveis, né, considerando que há uma inflação entre o primeiro tri do ano passado e o primeiro tri desse ano, então é benéfico que elas tinham se que elas se mantiveram estáveis e, consequentemente, elas caíram com relação à à receita, né, de 19,2% para 18,3%. Bom, quer dizer, consequência de tudo isso, né, desse crescimento de faturamento, receitas, perdão, despesas eh controladas, a gente tem EBITDA crescente e lucro crescente.

O nosso EBITDA cresce 8,6% e a representatividade dele vis-à-vis a ROL vai de 24,3% para 25,1%. Nosso lucro líquido recorrente tem uma subida importante de 37,3%, alcançando R$ 138 milhões.

Então números bastante positivos e o desempenho da companhia no primeiro tri. Bom, falando de endividamento, eh bom, eh primeiro assim, olhando aqui a questão da dívida líquida, a gente tem uma redução da dívida líquida em relação ao fechamento do ano eh em torno de 7%.

Aqui a gente tem diversos eventos, eventos eh vamos dizer assim, a influenciar positivamente a dívida, como a venda da fazenda, de uma fazenda que nós comentamos, uma fazenda importante que nós começamos a receber nesse trimestre. Do outro lado também nós temos aí o pagamento de alguns eventos eh que contribuíram negativamente para o caixa, mas a verdade é que o resultado é benéfico, a gente teve uma redução da dívida, como já disse, em torno de 7%.

Nossas disponibilidades se mantiveram estáveis, né, em torno de R$ 530 milhões, o que dá mais do que duas vezes o que a gente tem para vencer nos próximos 12 meses, né, esses R$ 236 milhões que, do ponto de vista percentual, se mantiveram relativamente estáveis, né? Se a gente olhar o nosso número no final do ano passado, a relação de curto e longo tava mais ou menos nesse patamar.

Eh nós tivemos uma pequena redução, né, na nossa na nossa relação dívida/EBITDA, quer dizer, ela ficou mais saudável ainda, né, já estava abaixo de 1, agora foi para 0,7, número bastante eh importante em numa época em que os juros estão e devem continuar altos por algum tempo, então isso é muito benéfico para a companhia. Eh do ponto de vista de administração de giro, foi bom trimestre.

Eh ficamos com eh ciclo financeiro de 119 dias. Então foi bom trimestre desse ponto de vista.

Nós acreditamos que esse número possa melhorar pouquinho mais. A nossa expectativa é que a gente possa ter uma redução de estoques na na Eucatex North America nesse segundo trimestre, o que pode aí baixar pouco ainda mais esse esse estoque, o número de dias em estoque, e fazer com que o ciclo seja pouquinho mais até mais benéfico do que foi.

Eh bem, toda essa essa questão da disponibilidade de recursos e da baixa alavancagem permite que a gente desenvolva a estratégia que, vou dizer assim, de certa maneira é uma estratégia anticíclica, né, uma estratégia de pé no acelerador no que no que diz respeito a a investimentos. Hum, nós eu digo anticíclica porque o que a gente tem visto na maioria das empresas é justamente o movimento contrário, né, as empresas procurando vender ativos, vender eh participação participações em outras empresas no sentido de reduzir endividamento.

Eh e nós tamos justamente no sentido contrário, nós tamos acelerando. Nosso programa de investimento para esse ano deve alcançar R$ 500 milhões.

Eh boa parte disso é é ainda relativa aos gastos o o os investimentos que nós temos em sustentação, tanto florestal quanto fabril, mas nós temos investimento investimentos bastante importantes, tão aqui na parte de baixo aqui do slide, são investimentos bem estratégicos, muito alinhados à nossa à nossa estratégia, né, de de diferenciação, diversificação, eh de busca de nichos, né? E a gente cita alguns desses investimentos.

Eh o primeiro deles que tá aqui na lista é uma nova prensa de BP que vai ser instalada na unidade de Salto. É uma prensa de BP, de alguma forma ela é convencional, né, quer dizer, todos os nossos concorrentes indistintamente têm prensas de BP.

A grande diferença dessa prensa é que ela vai permitir a prensagem de chapas finas. Não existe, pelo menos que a gente tenha notícia no mercado, eh esse tipo de acabamento BP, que é acabamento de alta resistência, em chapas finas, chapas de 3.

E nós vamos ter essa prensa que a gente adquiriu. O fato da gente adquirir essa prensa e sermos os únicos produtores de chapa de fibra vai vai permitir que a gente tenha esse tipo de acabamento em painéis finos, que são muito utilizados em em fundo de móvel.

Então nós vamos poder oferecer o fundo do móvel combinando com a estrutura do móvel, com o mesmo papel de acabamento, o que vai nos diferenciar, e muito alinhado a logo a parte de baixo aqui, que é a modernização da fábrica de portas, vai permitir que a gente lance uma linha de portas com acabamento em BP, algo que também eh em 3 não existe. Então, muito alinhado a também a essa nova prensa tá a modernização da fábrica de portas e painéis, eh onde nós vamos eh mais do que dobrar nossa capacidade de produção de kits de portas eh e kits eh com reduções importantes de custos, com menos intervenção humana, com eh com as uma uma segurança maior em termos de qualidade e menos custos.

Nós vamos aumentar a nossa área plantada, nós vamos ver no slide seguinte, nós vamos para mais de 8.000 hectares. Eh estamos fazendo uma fábrica, vamos chamar assim, de slurry.

Slurry é tipo de carga que é utilizado eh na produção de tintas. Hoje nós nos abastecemos somente com dois fornecedores, a gente fica numa situação às vezes tanto quanto apertada.

Nós vamos fazer uma fábrica de slurry para que esse insumo na produção de tinta, que a gente fique independente na produção desse insumo, algo bastante estratégico para a companhia. Nós vamos adquirir uma caldeira, aí tá faltando aí eh também uma caldeira para a fábrica de fibra, uma nova caldeira, e também aquecedor de óleo térmico para a fábrica de MDP.

Eh esses dois geradores, né, de energia térmica vão ser bastante relevantes para a nossa estratégia porque eles vão poder utilizar todo tipo de material: material reciclado, casca de árvore, o que vai permitir que a gente não mais queime madeira oriunda das nossas florestas, mas queime todo tipo de material que não só é mais barato como mais fácil de encontrar. A gente sabe que a demanda por madeira no estado de São Paulo tá muito forte, os preços subiram muito.

Então vai ser bastante estratégico nós termos essa caldeira nova e esse aquecedor de óleo térmico. E, finalmente, uma nova envasadora para a fábrica de tintas, uma envasadora para para tintas base d'água que deve aumentar bastante a nossa produção e a nossa velocidade.

Então é isso. É importante a gente ver que a a nós estamos acreditando bastante e estamos nos preparando eh para estarmos bem mais eh com bem mais preparados aí nesse final de ano e para o ano de 2027 numa política agressiva aí de investimentos.

Eh aqui informativo do que nós eh enfim, da quantidade de de florestas que nós dispomos, né, que são quase 40.000 hectares de florestas plantadas, né, 39.800. Do lado aqui o raio médio para essas fazendas.

Eh a gente tem raios sempre mais favoráveis para as unidades de de Botucatu e Salto, né, que tá se beneficia de estar mais próximo de São Paulo e do centro consumidor, mas tá mais distante das florestas. Esse ano a gente pretende plantar 8.250 hectares.

E esse começo de ano agora tá pouquinho atrasado, mas enfim, vamos tirar essa diferença e devemos fechar na projeção aí do ano. Bom, aqui não tem nenhuma novidade, mas enfim, mais para reforçar, quer dizer, a nossa forte disposição e e irmos progredindo aí no que diz respeito à governança corporativa, irmos avançando, né?

Então a gente cita algumas algumas iniciativas, já algumas mais antigas, outras mais novas, né, quer dizer, a presença de três membros independentes no nosso conselho de administração, os diversos comitês que, sem dúvida nenhuma, trazem aperfeiçoamento na questão de gestão de governança, né, que é o de que é o Comitê de Auditoria, o de Ética, o de Pessoas, o de Estratégia. Eh temos também canal de ética muito, enfim, independente e que funciona bastante de bastante de forma bastante eficaz.

Eh enfim, criamos o regimento do conselho de administração, nós temos o conselho fiscal instalado, temos uma Big Four como auditor e temos grupo aí multidisciplinar trabalhando aí em temas ESG. Bom, esses são os últimos dois slides.

Eh foram investimentos importantes. A companhia participou aí na Expo Revestir ainda no primeiro trimestre, é uma feira muito relevante aí cujo público-alvo são arquitetos e designers, quer dizer, é uma oportunidade não só para a gente mostrar o que a gente tem de novidade, mas também avaliar e e enfim, e ter uma ideia do que se pretende lançar, qual seria a repercussão e a aceitação disso junto aos formadores de opinião.

Então é uma uma feira bastante importante com nível de visitação bastante alto e repercussão em mídias sociais e e diversas publicações. E além da Revestir, já no segundo trimestre a gente participou da Feicon.

É uma é uma feira talvez pouco mais democrática no que diz respeito a a a quem frequenta, eh pouco mais ampla, né, mas também uma oportunidade de testar tendências e de expor os nossos produtos. Então foram investimentos bastante relevantes que a gente julga muito importante para o nosso estratégico.

Então era eram esses os slides que nós tínhamos para apresentar e agora ficamos à disposição aí para eventuais perguntas e dúvidas. José Antonio Goulart de Carvalho (Diretor Vice-Presidente Executivo e de Relações com Investidores): Bom, vamos lá.

Temos aqui, pelo que eu tô vendo, duas perguntas. Uma da Sheila, que a gente agradece.

Dizem que nós anunciamos então uma nova prensa industrial, né, essa prensa que eu mencionei, a prensa de BP, e qual o diferencial desse projeto e quais são as expectativas? De certa maneira a gente mencionou isso na apresentação, quer dizer, eu vejo como grande diferencial não é a prensa em si, porque prensa de BP a gente encontra em outros competidores, mas o grande diferencial vai ser essa possibilidade de prensar BP em chapa fina.

Né? Então não é todo mundo que percebe, mas obviamente todo móvel tem fundo, né?

Quando você tem uma estante, essa estante tem fundo. Normalmente esse fundo ele é uma chapa fina, né, diferente da parte estrutural do móvel que são chapas grossas, chapas em torno de 15, a chapa do fundo é fina.

Quando você tenta combinar a chapa do fundo com o restante do móvel, você tem duas alternativas: se esse móvel for móvel de BP, você provavelmente vai ter que colocar uma chapa pouco mais grossa no fundo do móvel, tipo 6, e isso vai encarecer o móvel. Agora nós, Eucatex, vamos dar a oportunidade de você colocar uma chapa fina no fundo e essa chapa fina, do ponto de vista de custo estaria adequada porque vai ser de 3 e vai combinar com o restante do móvel.

E o outro, talvez mais relevante ainda, seja a oportunidade de lançar portas com acabamento BP, não só uma linha própria da Eucatex, como fornecer capa de porta porque nós temos muitos parceiros que são prensadores de porta ou fabricantes de kit que vão ter a oportunidade de comprar chapas finas com acabamento em BP. Então, Sheila, obrigado.

Aí nós temos aqui uma do Fernando: "Como a companhia está lidando com o aumento dos custos de matérias-primas?" Então, o que a gente viu nesse primeiro trimestre foi pouco perceptível esse movimento de aumento de custo, né?

Agora, isso se tornou absolutamente nítido agora no decorrer do segundo trimestre. Já no mês de abril a gente tem uma espécie de cesta de materiais, né, onde a gente traz todos os materiais e as suas participações relativas no custo, né, a gente chama de cesta de materiais.

Essa cesta de materiais da Eucatex variou em torno de 8% para cima no mês de abril e nesse mês em curso de maio tá variando em torno de 7%. Então, são variações muito significativas.

Num primeiro momento a nossa avaliação, e obviamente a depender da guerra e da regularização, principalmente do petróleo, mas que a gente percebe que isso, a nosso ver, é uma questão relativamente pontual. É obviamente uma inflação de custos muito mais por falta de oferta do que propriamente de demanda.

Então, no primeiro momento nós vamos ser muito cautelosos no eventual repasse desses custos para preço. Obviamente, se esses aumentos perdurarem por prazo mais longo, nós vamos ter que fazer algum tipo de correção nas nossas tabelas, né, e vamos ter que reajustar os nossos preços.

Esse movimento de reajuste, como eu disse, não é que não foi feito, tem sido feito de uma maneira cautelosa, ele já ocorreu pouco em abril, tá ocorrendo pouco em maio, mas obviamente com cautela porque a gente acha que esse movimento vai refluir e nós, enfim, não queremos no primeiro momento tá sendo muito reativo e tá perdendo market share, né? Então estamos fazendo isso com cautela, ainda que estejamos fazendo, estamos fazendo com cautela.

Temos uma pergunta do senhor Orozimar Cunha. Obrigado, Orozimar, pela pergunta.

Tá nos parabenizando pelo resultado, muito obrigado. Tá perguntando sobre revestimento cerâmico.

Talvez o senhor Orozimar deva nos acompanhar e certamente nos acompanha por algum tempo, tá fazendo uma pergunta porque nós, acho que em 24, 23 ou 24, nós fizemos ensaio de entrar no segmento de revestimento cerâmico. Creio que como o senhor Orozimar coloquei, faz sentido para a companhia do ponto de vista de canal, né?

Quer dizer, quando a gente olha os canais onde a empresa tá, de certa maneira você trabalhar com revestimento cerâmico seria movimento natural. Por outro lado, já faz algum tempo que o segmento vem enfrentando muita dificuldade, né?

A gente percebe pelos resultados de empresas que atuam fortemente nesse setor, inclusive algumas abertas. Há uma ociosidade grande, é uma capacidade instalada grande, há muitos fornos ociosos.

Então é algo que a gente acha que faz sentido, mas que precisa ser analisado com muita cautela. Temos mais uma pergunta do senhor Guilherme Cambraia.

Obrigado, Guilherme. Também nos parabeniza pelos resultados, muito obrigado.

Se a gente poderia comentar sobre estratégia para o mercado americano ao longo do ano, agora que as tarifas trouxeram uma isonomia maior de competição. "O responsável por essa unidade de negócios vai ter qual agenda?

Se puderem comentar também a expectativa de vocês sobre o ressarcimento das tarifas de exportação pagas ao longo do ano." OK.

Então, primeiramente, com relação ao mercado americano, e a gente obviamente vive momento de alívio, mas mesmo quando nós estávamos lá no calor da tarifa, em nenhum momento nós reputamos ou consideramos a saída do mercado americano. Nós continuamos a fornecer mesmo com o sacrifício aí dos 50%, porque a gente entende que o mercado americano é estratégico.

Foram mais de 20 anos para conquistar a posição que nós temos lá. Hoje a gente é uma empresa visível, é uma empresa que goza de boa reputação, a gente tem uma estrutura de distribuição, do ponto de vista de empresas brasileiras, única.

Nós temos uma estrutura realmente diferenciada nos Estados Unidos e a gente em momento nenhum considerou abrir mão desse mercado. Claro que agora estamos respirando aliviados e vamos seguir com a nossa estratégia.

A gente tem uma estratégia de criação de produtos. Recentemente nós introduzimos vários novos painéis no mercado americano, entre eles os painéis ripados.

A aceitação foi muito grande. Isso deve ou já está permitindo que a gente conquiste novas lojas dentro dessas cadeias que a gente atua, ou se não são novas lojas, pelo menos é mais espaço nas prateleiras.

Então a gente tá crescendo o nosso portfólio no mercado americano, tá melhorando esse portfólio. Então a nossa visão é uma visão positiva e de crescimento.

Como a gente falou, mesmo diante de todas as condições adversas do primeiro tri, né, em termos de câmbio, em termos de tarifaço, a gente ainda assim cresceu o volume, ainda que modestamente, mas crescemos em 2%. E a agenda desse nosso responsável pelo negócio, né, no mercado americano é principalmente essa busca de novos produtos, né, num trabalho muito próximo com a área de desenvolvimento aqui no Brasil, e a busca de novas lojas e de mais espaços nas lojas existentes.

E temos aí, como nós mencionamos, novo profissional. A agenda desse novo profissional é, no primeiro momento, principalmente aqui a América Latina, né, quer dizer, viajar aqui pela América do Sul e pela América Latina buscando ampliar os nossos clientes, ampliar a nossa presença desses clientes, trabalhando os nossos produtos, trabalhando principalmente painéis de madeira, que são produtos mais adequados para a exportação, mas também trabalhando porta, também trabalhando tinta.

A questão do tarifaço, nós temos número em torno de $6,4 milhões de dólares que nós pagamos como tarifas. Nós já nos habilitamos para ressarcimento desse volume de dinheiro.

Em torno de $3,7 milhões desses $6,4 nós já estamos habilitados e, vamos dizer assim, liberados, né? E acreditamos que devemos receber esses $3,7 milhões ainda nesse primeiro semestre, né, até o final do mês de junho.

A diferença, esse saldo de $3,7 para $6,4 milhões, a gente ainda não está com todos os carimbos, vamos dizer assim, necessários para permitir o ressarcimento. A gente tá trabalhando nisso.

Mas a gente tem a comprovação de que as importações foram realizadas e as tarifas pagas. Mas esse segundo tranche pode demorar pouquinho mais, talvez fique mais para final aí do terceiro tri ou meados do terceiro tri esse saldo entre $6,4 e $3,7 milhões.

Bom, acredito que eram essas as perguntas e, de qualquer forma, até colocando aqui o nosso último slide, aqui tem os nossos contatos: o meu, do Sérgio, que é o diretor de controladoria, responsável aqui por todas as informações que a gente apresentou, e a Tatiana, que é a de Relações com Investidores. Quer dizer, qualquer outra dúvida, vocês têm total liberdade aí e a gente interesse em tá respondendo, em tá acessando.

Muito obrigado a todos e bom dia. A videoconferência de resultados da Eucatex está encerrada.

O departamento de Relações com Investidores está à disposição para responder às demais dúvidas e questões. Muito obrigado aos participantes e tenham uma boa tarde.