EZ TEC Empreendimentos e Participacoes SA

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Q2 FY2026 · Earnings Call TranscriptAugust 7, 2026

Pedro Lourenço

Senhoras e senhores, sejam bem-vindos à teleconferência de resultados do segundo trimestre de 2026 da EZTEC. For those who want to listen to this conference call in English, please use the translation button in your Zoom platform.

Oi, eu sou Pedro Lourenço, gerente de finanças corporativas e RI da companhia, e conosco para essa apresentação estão presentes os senhores Silvio Ernesto Zarzur, presidente da companhia e membro do conselho de administração; também temos Flávio Ernesto Zarzur, presidente do conselho de administração e vice-presidente da companhia; Samir El Tayar, vice-presidente do conselho de administração; Marcos Ernesto Zarzur, membro do nosso conselho de administração; Marcelo Ernesto Zarzur, diretor da companhia; e Emilio Fugazza, diretor financeiro e de relações com investidores. Informamos que este evento está sendo gravado e que todos os participantes estarão apenas ouvindo a teleconferência durante a apresentação da companhia.

Em seguida, iniciaremos a sessão de perguntas e respostas, quando maiores instruções serão fornecidas. Caso algum dos presentes necessite de assistência durante a conferência, queiram, por favor, solicitar ajuda do suporte RI EZTEC através do nosso chat.

E em caso de falha na conexão, reutilize o mesmo link ou ID que estão disponíveis no nosso site, ri.eztec.com.br, para assim retornar à apresentação. Também no nosso site vocês podem encontrar os slides da apresentação na nossa central de downloads.

Informações estão disponíveis em reais e em BR GAAP aplicável à entidade de incorporação imobiliária do Brasil; do contrário, estará sendo indicado. Antes de começar, gostaria de mencionar que eventuais declarações durante essa teleconferência relativas a perspectivas de negócios da EZTEC, tais como projeções, metas operacionais e financeiras, constituem-se em crenças e premissas da diretoria da companhia, bem como informações atualmente disponíveis.

Considerações futuras não são garantias de desempenho. Elas envolvem riscos, incertezas e premissas, pois se referem a eventos futuros e, portanto, dependem de circunstâncias que podem ou não ocorrer.

Investidores devem compreender que condições econômicas gerais, condições da indústria e outros fatores operacionais podem afetar o desempenho futuro da EZTEC e podem conduzir a resultados que diferem materialmente daqueles expressos em tais considerações. Agora, gostaria de passar a palavra ao senhor Emilio Fugazza, diretor financeiro de RI, que iniciará a apresentação.

Por favor, Emilio, pode prosseguir.

Emilio Fugazza

Obrigado, Pedro. Bom dia a todos.

É uma honra, como sempre, estar aqui na divulgação de resultados do segundo trimestre de 2026. Começamos diretamente falando do nosso trimestre na performance de lançamentos, onde atingimos R$ 773 milhões de lançamentos.

Notem, nas barras em vermelho, o maior volume de lançamentos para segundo trimestre do ano, bem como o maior volume de lançamentos para primeiro semestre num ano de operação da companhia, indicando então que nós estamos num novo momento, momento importante onde R$ 1,700 bilhão lançados apenas no primeiro semestre indica mais de 50% do ponto médio do guidance já atingido, guidance esse de R$ 2,5 bilhões a R$ 3,5 bilhões oferecidos como informação ao mercado no começo do ano. Esses lançamentos se cumprem através do Reserva São Caetano Bosque, onde terminamos o lançamento da fase Bosque com 40% vendido nessa fase, sendo também empreendimento que já está com reconhecimento contábil realizado agora no segundo trimestre, já compõe a nossa receita.

Depois, o lançamento da terceira fase do projeto de São Caetano, que é o Grand Resort Reserva. Essa fase lançada de R$ 457 milhões está com 45% vendido, essa fase ainda não reconhecida nos números da contabilidade, muito provavelmente será reconhecida agora no terceiro trimestre de 2026.

Lançamos também empreendimento na cidade de Osasco, muito próximo da entrada do Bradesco, na Cidade de Deus, onde nós denominamos como Azure Resort Life, primeira fase dele com R$ 200 milhões, já 58% vendido, também não reconhecido na contabilidade nesse trimestre, mas muito em breve, seja no terceiro ou no quarto trimestre, estará compondo os nossos resultados. Para o terceiro trimestre, já temos alguns lançamentos começando, por exemplo, Cidade Parque Guarapiranga, em parceria com a Cury.

Essa já são segunda e terceira fase do projeto, projeto com muito sucesso lançado no mês de fevereiro. Essa fase conta com 1.600 unidades, R$ 264 milhões de VGV EZTEC, já iniciamos vendas.

Também do Grand Resort Reserva São Caetano, a segunda fase desse Grand Resort, R$ 243 milhões, em breve iniciaremos venda. Iniciamos ontem as vendas da segunda fase do Azure Resort Life, são mais de R$ 218 milhões de VGV na cidade de Osasco.

E, por último, devemos lançar a segunda fase do projeto Pop Osasco, projeto esse que se encontra no Rodoanel, na cidade de Osasco, na beira do Rodoanel, a segunda fase é participação EZTEC de R$ 117 milhões, em breve teremos esse lançamento. Falando ainda de questões operacionais, foi trimestre bastante proveitoso também do ponto de vista de entregas, totalizando R$ 775 milhões em entregas, sendo obviamente grande expoente o Lindenberg Ibirapuera, empreendimento de características e projetos absolutamente espetaculares ali na beira da 23 de Maio, no bairro Paraíso, muito próximo do Parque do Ibirapuera, e que conta com 80%, mais de 85% de suas unidades vendidas.

Então, todos os projetos entregues pela companhia durante o ano de 2026 encontram-se pouco mais de 80% vendido e totalizam R$ 951 milhões de VGV. Com essas entregas, encerramos as entregas do ano, recomeçamos as nossas entregas de empreendimentos a partir do primeiro trimestre de 2027.

Fecho a questão operacional com vendas líquidas. Vendas líquidas nesse trimestre atingindo R$ 578 milhões, número bastante relevante.

Se eu observar em termos de VSO, a VSO da companhia segue aumentando desde o segundo trimestre de 2025, onde ela atingiu 39%. Hoje a nossa VSO é muito próxima de 43%, indicando que a companhia está fazendo mais lançamentos, esses lançamentos estão se transformando em vendas, em vendas de lançamentos, onde nós já temos crescimento de vendas líquidas em 12 meses apontando para quase R$ 2,4 bilhões.

Dito isso, é importante passarmos agora diretamente para o financeiro. O financeiro nos demonstra a receita líquida no trimestre de R$ 377 milhões.

Quero lembrá-los que até o ano de 2025 as entregas significavam que as obras estavam em fase final de andamento, então, portanto, o receitamento trimestral era muito consistente, muito intenso. Nós agora estamos numa outra fase: lançando bastante, vendendo bastante, isso está pouco a pouco se transformando em obras.

Então, obviamente, se estamos caminhando no sentido de R$ 3 bilhões em lançamentos, caminharemos paulatinamente a este volume também de receitas, à medida em que as obras, propriamente dito, gerem este volume de POC. A receita do segundo trimestre foi de R$ 377 milhões, uma receita que nos dirige a lucro bruto de R$ 150 milhões com margem de 40%.

Importante ressaltar o reconhecimento, então, como eu já mencionei, da fase Bosque de São Caetano, de economias de obras também, como já mencionamos no nosso release de resultados, economias nas obras entregues. Então, quando eu olho para todas as obras entregues no ano de 2026, eu encontro economias realizadas nessas obras.

Então, a companhia segue com consistência muito dentro daquilo que nós temos demonstrado como sendo a margem REF da companhia. A margem REF da companhia é uma margem de 38% aproximadamente, e essa margem REF de 38%, ela pode ser impactada positiva ou negativamente por variações, principalmente em termos de eventos não recorrentes ou eventuais forças na venda do estoque pronto.

Resultado financeiro, como sempre, tem sido uma força extremamente importante da companhia. Resultado financeiro acumulado de 12 meses já está em R$ 208 milhões contra R$ 143 milhões há ano atrás, sendo que impacta em R$ 67 milhões o segundo trimestre de 2026.

Se os senhores notarem nas linhas da abertura de linhas que a equipe de RI fez no release, devem perceber que grande parte desse incremento se deve à nossa carteira de alienação fiduciária, carteira essa que inicia o ano com R$ 615 milhões, está hoje em R$ 756 milhões. Mas aqui eu chamo a atenção não apenas para crescimento de quase R$ 150 milhões, e portanto aproximadamente 25% dentro de trimestre ou semestre, mas eu chamo a atenção dos R$ 98 milhões pagos, o que significa que é praticamente 30% da carteira sendo paga se eu anualizasse essa informação, o que mostra o quanto essa carteira é saudável, o quanto ela é importante como uma ferramenta de vendas, seja de imóveis performados, obviamente, que é uma situação direta de impacto na carteira, mas também nos imóveis em construção ou nos imóveis em lançamentos dos clientes que resolvem ficar como clientes da EZTEC.

Hoje estamos com 1.819 unidades financiadas a uma taxa média entre 10% e 11%, indexados metade metade a IGP e a IPCA. Tudo isso nos remete a lucro líquido de R$ 110 milhões.

Se a gente observar nos últimos três trimestres, é lucro líquido bastante em linha, com uma margem líquida muito próxima de 30%. O lucro líquido é lucro líquido 12 meses de R$ 531 milhões, que nos remete no consolidado a ROE de aproximadamente 10,4%.

Esse ROE caminhará, obviamente que caminhará, à medida em que nós tivermos o maior receitamento das nossas obras, nós veremos esse ROE se encaminhando para onde ele deve de fato se comportar. Dois slides para o final, dividendos foi aprovado pelo nosso conselho de administração a distribuição de 25% desse resultado, indicando aproximadamente R$ 26 milhões, R$ 0,09 por ação, sendo a data de corte 13 de agosto, portanto a data ex-dividendos em 14 de agosto, para pagamento já no final do mês de agosto.

A estrutura de capital da companhia indica, do ponto de vista de caixa e dívida, uma situação absolutamente equilibrada. Nós estamos com o mesmo volume de caixa em relação ao volume de dívida, sendo obviamente que na holding nós carregamos caixa líquido da ordem de R$ 400 milhões.

Essa dívida líquida, então, ela está nas SPEs, especificamente por conta do próprio Esther Towers, onde nós temos R$ 669 milhões de dívida à produção, mas carregada a custo da ordem aí de menos 70% do CDI, então algo bastante bastante equilibrado no endividamento geral da companhia. Dito isso, vou passar as palavras para comentários iniciais do nosso presidente da companhia, Silvio Ernesto Zarzur, e depois abriremos a sessão para perguntas e respostas.

Silvio, por favor.

Silvio Ernesto Zarzur

Eu queria agradecer a todos aí pela audiência, dar bom dia para vocês, e fazer uma colocação. O momento da companhia e o tipo de produto, né, Flávio, que estão compondo esses lançamentos que nós tivemos, eles têm reconhecimento de receita muito baixo pelo custo do terreno.

O custo do terreno nesses produtos, ele é baixo e as obras ainda estão iniciando. Então, realmente, quando a gente imagina de atingir aí R$ 3 bilhões nessa faixa de lançamentos no ano, com vendas próximas a esse número, uma hora essa receita vai chegar na empresa e a gente vai ver esse ROE, eu vou falar, andar para frente, né?

E o cenário, de verdade, também o cenário como todo, eu acho que a gente está operando relativamente bem dentro do cenário que nós temos, porque com esses juros altos e com o aumento que teve na taxa de construção, no custo de construção por causa da guerra, etc., etc., isso realmente atrapalhou, vou falar, os nossos resultados. Mas, dentro do cenário que tá posto, nós vamos conseguir melhorar muito esse ROE aí nos próximos 12 meses, é natural pelo andamento.

Tá, né? É só construir os prédios, continuar a vender que a gente vai conseguir.

E é dentro do plano que a gente tinha traçado aqui de a médio prazo conseguir trazer essa empresa para ROE superior. Acho que é isso.

Acho que a operação tá tranquila, a empresa tá com as contas, vamos falar, em ordem. Nós temos controle total da companhia, estamos aqui, assim, vamos falar, navegando ela com tranquilidade num cenário que não é tão tranquilo.

Então, a gente tá, vamos falar, firme num cenário que não é tão tranquilo, tão positivo para o nosso setor. É isso.

Mas acho que a gente tá indo muito bem. É isso.

Pedro Lourenço

Obrigado, senhores. Daremos início agora à sessão de perguntas e respostas.

Aqueles que queiram fazer respostas, por favor, utilize a funcionalidade raise hand, assim o nosso time de RI poderá colocá-los dentro da nossa fila. Começaremos seguindo a fila pré-estabelecida dos analistas sell side que cobrem a companhia e daremos oportunidade, caso ainda haja espaço dentro do tempo previsto da teleconferência, para demais perguntas.

Nossa primeira pergunta vem do senhor Piero Trotta, do banco Citi. Senhor Piero, pode fazer a sua pergunta.

Piero Trotta

Bom dia a todos. Obrigado pelo call.

Eu tenho duas perguntas. A primeira é sobre reconhecimento de receita.

A gente viu que nos últimos cinco, seis trimestres teve uma volatilidade, a gente entende pela questão de safras que aconteceram, que foram entregues. E aí a gente vê que esse foi o terceiro trimestre seguido com crescimento tri a tri nessa linha.

E aí eu gostaria de entender o que que seria a expectativa de vocês para crescimento dessa linha no segundo semestre, né? Pode se manter nesses 17% que apresentou nesse segundo tri ante o primeiro tri de 2026?

Ou se a gente poderiam esperar uma aceleração, né? A gente sabe que tem algumas variáveis nisso, como venda de estoque pronto, superação de cláusula suspensiva, mas uma cor ajudaria bastante a gente nesse tema para o segundo semestre.

E a segunda pergunta é sobre geração de caixa, que ela desacelerou pouco e dos motivos foi pela maior destinação aí de R$ 115 milhões para formação de novas carteiras de alienação fiduciária, né? Então entender pouco o que que aconteceu nesse trimestre, se os bancos foram pouco mais restritivos no repasse desses clientes ou se teve algum outro motivo que levou a essa formação pouco maior da carteira.

São esses dois pontos, pessoal. Obrigado.

Emilio Fugazza

Piero, bom dia. É prazer receber aqui a tua pergunta, Piero.

Vamos começar na receita. Eu vou endereçar a questão da receita com você.

A primeira coisa importante a mencionar na receita, como eu até disse durante o call, é o que ocorre: nós estamos dentro de crescimento operacional que ele é bem forte. Esse crescimento operacional de lançamentos pouco a pouco tá se traduzindo em vendas.

E as vendas, obviamente, elas demoram alguns trimestres para se traduzir em receita de fato por conta da evolução das obras. E quando as obras começam, elas começam com serviços muito pequenos do ponto de vista do consumo de caixa, né?

O que a gente vê ali, movimentação de terra, fundações, etc., consome muito pouco recurso e, portanto, gera muito muito pouco POC. A verdade é que a gente entende que existirá uma aceleração tanto no terceiro quanto no quarto trimestre que dará aumento, eu diria para você, natural pra gente chegar mais perto daquilo que a gente tá vendo do volume de vendas trimestral da companhia.

Então, se você olhar o que a gente viu de vendas líquidas na companhia nos últimos quatro trimestres, você vai ver alguma coisa mais ou menos da ordem ali de R$ 500 milhões. Então, é absolutamente natural de falar que eu preciso encontrar uma receita líquida da ordem de R$ 500 milhões, e isso deve acontecer com naturalidade a partir dos próximos trimestres.

Então, nós estamos nessa direção, Piero. Agora eu deixo pro Silvio falar a questão da alienação fiduciária e geração de caixa.

Silvio Ernesto Zarzur

Olha, é assim, ó: a alienação fiduciária, ela é instrumento muito importante de vendas pra gente, e é demonstrado aí pelo aumento dela, né? Assim, o cliente que não consegue pro banco, ele vem, ele financia com a gente, ele fica tempo na carteira.

Nós temos levantamento que ele acaba ficando em média menos de 5 anos, hein? Se você pegar a carteira como todo, apesar de a gente vender essa carteira, não sei, em 15 anos, 20 anos de prazo médio desse financiamento que a gente fornece, no final das contas, eles ficam no média 5 anos.

Então, é bom pra gente, ela é saudável saudável, né? Esse fato de eles estarem diminuindo o prazo para pagamento ratifica a adimplência forte que tem essa carteira, e é instrumento muito poderoso de venda.

Eles usam isso como uma ponte: ou para pegar o financiamento ou para obter os recursos para pagar. Então, acho essa carteira de alienação espetacular.

Mas é isso. Então, eles usam como uma ponte, às vezes para vender imóvel, para esperar receber algum dinheiro que eles têm, e tem funcionado muito bem, tem ajudado a gente a vender.

É isso. Não acho que os bancos tão dificultando financiamento mais do que antes, não.

A gente não tem visto isso.

Emilio Fugazza

Piero, respondemos sua pergunta?

Piero Trotta

Responderam sim, ficou super claro. Muito obrigado, pessoal.

Bom dia.

Emilio Fugazza

Obrigado, Piero. Bom dia.

Pedro Lourenço

Obrigado, Piero. Nossa próxima pergunta vem do senhor Jorel Guilloty, do banco Goldman Sachs.

Senhor Jorel, pode prosseguir.

Jorel Guilloty

Bom dia a todos. Obrigado por tomar a minha pergunta.

Eu queria focar no guidance de lançamentos. Então, vocês ficaram com o mesmo guidance de lançamentos, vai de R$ 2,5 bi a R$ 3,5 bi.

Então, eu queria entender o que vocês teriam que ver para ir a qualquer lado desse guidance, é dizer, o que tem que ver com juro, tem que ver com as vendas do estoque agora, então só para entender como vocês chegam às duas pontas. E a segunda pergunta é sobre o que falta para ser lançado nesse ano.

Eu queria entender sobre o terreno, o terreno é basicamente swaps ou é terreno que vocês já compraram com caixa? Então, seria isso.

Obrigado.

Emilio Fugazza

Jorel. Jorel.

Jorel.

Silvio Ernesto Zarzur

Jorel, bom dia aí, obrigado pela pergunta, viu, Jorel? É assim: todos os nossos terrenos tão pagos em dinheiro.

Aí e os nossos projetos, no ponto de vista operacional, eles estão todos muito, assim, prontos para ser lançados. O que eu chamo operacional?

Aprovados, com plantão quase pronto, com assim, todo o aspecto legal e operacional para lançar esses empreendimentos que a gente tem aí até o final do ano tão muito tranquilos, né? No final do ponto, o que poderia eventualmente trazer alguma diferença pra gente são as vendas, que estão indo bem, né?

Então, eu não tenho uma certeza absoluta. Ó, nós temos eleição pela frente, nós temos cenário conturbado ainda com a guerra, cada hora é uma coisa nova, petróleo, ele sobe, ele impacta várias coisas aqui na economia brasileira.

Então, acho que a gente tá mais, vamos falar, a mercê de fator de economia geral do que de qualquer outra coisa pra gente poder cumprir esse guidance aí que nós estamos falando. Do ponto de vista operacional da empresa tá tudo certo.

Agora, se a economia permanecer mais ou menos como ela tá, a gente deve conseguir. Se tiver uma discrepância muito grande, aí não posso afirmar.

Eu acho que é isso, o ponto de atenção é a economia geral.

Flávio Ernesto Zarzur

Permite só complementar?

Silvio Ernesto Zarzur

Também queria complementar, Flávio.

Flávio Ernesto Zarzur

Bom dia para todos. É só para acrescentar no Silvio e só para que o Jorel deu gancho, a gente tem tentado e tem procurado comprar terrenos com prazo mais alongado, que é justamente para que ele não é uma permuta, mas ele impacta menos no fluxo de caixa.

Então, essa é a primeira que a gente tá tentando comprar terrenos e nós temos comprado terrenos com prazo mais alongado. Segundo, a gente atua numa faixa de média renda, principalmente a nossa faixa.

E aqui eu entendo tanto pisando pelo conselho como pisando na diretoria, o nosso drive é o volume de vendas, como ele colocou, e a gente fica de olho nisso. E sempre quando a gente começa, a gente também tá olhando lá.

Dia alguém falou que o CDI vinha para 12%, e o CDI resiste por n motivos, desde os motivos políticos quanto os motivos externos, guerra e subida de petróleo. Nesse cenário todo, acho que nós estamos nos desempenhando extremamente bem, dado o setor que a gente trabalha, a faixa que a gente trabalha e que as coisas não aconteceram exatamente como a gente gostaria, que era CDI nesse final de ano próximo a 12%.

É isso.

Emilio Fugazza

Jorel, olhando para os números, quando você menciona a questão do guidance, de qualquer forma, o que nós mostramos na apresentação já adiciona agora, no terceiro trimestre, R$ 900 milhões. Então, nós tínhamos lançado já R$ 1,700 bilhão com R$ 900 milhões.

Então, nós já vamos para R$ 2,600 bilhões, que já ultrapassa o piso mínimo do guidance. Então, faltarão apenas três projetos pra gente chegar muito próximo ou ao topo do guidance.

Então, a companhia caminha com uma tranquilidade operacional para o cumprimento do guidance. Jorel, respondemos às suas perguntas?

Jorel Guilloty

Sim, obrigado.

Emilio Fugazza

Obrigado, Jorel, bom dia.

Pedro Lourenço

Obrigado, Jorel. Nossa próxima pergunta vem do senhor Elvis Credendio, do banco Itaú BBA.

Senhor Elvis, pode prosseguir.

Elvis Credendio

Bom dia a todos. Tem dois tópicos aqui que eu queria abordar.

O primeiro na geração de caixa, até fazendo link aí com a questão da carteira, né? Se vocês pudessem recapitular todo esse movimento aí de entregas desde o segundo semestre do ano passado, que foi bastante forte, o que de fato ainda tá para ser repassado, né?

Quando a gente olha ali o contas a receber, né, performado, menos o que tá em carteira, dá mais ou menos ali uns R$ 300 milhões. Queria entender o quanto que vocês esperam de coleta, né, desse por repasses daqui para frente e como isso poderia ajudar a geração de caixa para frente.

O segundo tópico é sobre a Esther Towers, né? Não sei o quanto que vocês podem comentar aqui, passar update pra gente sobre o processo de locação, né?

Mas pelas notícias na mídia a gente tem visto aí algumas potenciais locações que seriam relevantes. Queria entender em que pé de fato essas negociações elas estão, momento mais inicial, mais avançado, e como as negociações em termos de aluguel por metro quadrado, eles se comparam com a expectativa de vocês.

É isso, obrigado.

Emilio Fugazza

Obrigado, Elvis. Obrigado pela pergunta, bom dia.

Eu começo falando da questão da geração de caixa. Bom, nós estamos numa situação onde as entregas ocorreram, então nós ainda temos, como você bem mencionou, alguma coisa de performados.

Na minha opinião, esses performados acabam representando metade deles em geração de caixa diretamente por conta de repasses ou de quitações, e metade deles vai acabar ficando na nossa carteira performada. As vendas de performados que a gente tem obtido na companhia tem sido mais ou menos isso também, meio a meio entre repasse e permanência na nossa carteira.

Nós acreditamos que o ano de 2026 é ano onde essa trajetória que você viu entre caixa líquido e dívida líquida por valores muito muito próximos permanecerá, então equilíbrio entre caixa e dívida até o final do ano. Então, não existirá uma geração de caixa, vamos dizer, expressiva por conta de que acabaram de fato as safras de entregas, e isso dependerá do volume de vendas do estoque performado.

Em relação a Esther Towers, eu passo aqui para o Marcelo, nosso vice-presidente, fazer os comentários.

Marcelo Ernesto Zarzur

Elvis?

Emilio Fugazza

Elvis.

Marcelo Ernesto Zarzur

Elvis, nós estamos mantendo ativos todos os nossos esforços para a locação do Esther Towers, e estamos animados porque o mercado de locação voltou a se movimentar. Então, é o que a gente tem para falar agora.

Emilio Fugazza

Uma obra que vai muito bem, nós já estamos com essa obra em fase final, isso é muito importante mencionar, uma fase final que significa entre esse ano e o próximo ano termos o habite-se completo das torres. Elvis, conseguimos responder às suas perguntas?

Elvis Credendio

Conseguiram sim. Obrigado, pessoal.

Bom dia e bom final de semana.

Emilio Fugazza

Muito obrigado, Elvis. Bom dia para você também.

Pedro Lourenço

Obrigado, Elvis. Nossa próxima pergunta vem do senhor Marcelo Motta, do banco J.P.

Morgan. Senhor Marcelo, pode prosseguir.

Marcelo Motta

Opa, bom dia. Obrigado aí por pegar a pergunta.

Duas também. Primeiro ali no DRE, quando a gente olha aquela linha de outras receitas e despesas operacionais, acabou vindo ali - R$ 11 milhões, o tri passado tinha sido R$ 4 milhões positivo.

Enfim, existe sempre alguma volatilidade nessa linha, mas só para entender se tem algo muito relevante que passou esse trimestre, entender enfim o que poderia ser isso. E a outra pergunta, se pudessem comentar pouco sobre as economias de obra, né?

Se vocês acham que isso enfim ainda pode perdurar ao longo dos próximos trimestres, né? Vocês comentaram que não tem mais entrega, né?

Então imagino também que você acaba não tendo esse efeito para passar na entrega da obra, mas dentro do que vocês estão em construção e evoluindo no POC, se vocês notam aí, né, algum conservadorismo no orçamento que pode, né, que vem gerando economia de obra ou não. Obrigado, gente.

Emilio Fugazza

Marcelo, obrigado pela pergunta. Eu vou começar aqui pela pergunta da DRE, outras receitas e outras despesas.

Marcelo, essa linha é sempre uma linha muito volátil. Nessa linha abrange duas ou três coisas, e essas duas ou três coisas são as seguintes: uma delas é ágio.

Quando nós fazemos parcerias, por exemplo, e a gente compra determinadas parcerias, eventualmente você tem ágio, chega momento que você tem que amortizar esse ágio. Por exemplo, ao longo de alguns anos nós vamos amortizar ágio na própria aquisição das ações da Cal.

Então, a nossa participação na Cal, da Construtora Adolpho Lindenberg, de 47%, significará uma amortização de ágio ao longo do tempo, e essa amortização é pouquinho volátil. Não obstante a Cal, nós temos outras SPEs em que isso acontece.

Esse é fator. Não obstante a esse fator, também temos os acertos e ajustes que são feitos entre sócios por mais ou menos trabalho operacional dentro das SPEs.

Como nós estamos crescendo a nossa operação, naturalmente crescerá pouco a volatilidade dessa linha. Essa linha foi negativa esse primeiro trimestre, mas concretamente nós não temos grandes motivos para ela continuar sendo negativa nos demais trimestres, porque, via de regra, a EZTEC é a companhia que realiza os trabalhos nas SPEs.

E quando ela realiza esses trabalhos, muitas vezes há, de qualquer forma, algum ajuste positivo para nós, e é por isso que historicamente essa linha costuma ser positiva, Marcelo. Em termos de economias de obras, eu vou passar a palavra ao Marcelo para ele fazer a menção.

Marcelo Ernesto Zarzur

Marcelo, a maioria das obras da EZTEC, elas estão no começo. Tem algumas terminando, mas elas estão no começo.

As obras estão super bem controladas, super bem administradas. Agora, falar em economia de obra agora é difícil, e ainda mais com o mercado que a gente tá passando com Estados Unidos, Irã e não sei o que, e isso afeta muito nos preços.

As obras estão controladas, não vai ter estouro, mas a economia é difícil a gente prometer economia relevante.

Emilio Fugazza

Marcelo, conseguimos responder sua pergunta?

Marcelo Motta

Sim, super claro. Obrigado, Emilio.

Obrigado, Marcelo.

Emilio Fugazza

Obrigado, Marcelo. Bom dia para você.

Pedro Lourenço

Obrigado, Marcelo. Nossa próxima pergunta é do senhor Rafael Rehder, do Banco Safra.

Rafael, pode prosseguir.

Rafael Rehder

Bom dia. Acho que agora foi, perdão.

Eu queria tocar pouco mais no tópico do ambiente de competição em São Paulo, mais tipo quando vocês veem os competidores, se vocês já tão sentindo outras incorporadoras também dando desconto ou se o mercado tem segurado o preço, pelo menos até agora. E o outro ponto, até olhando pro landbank de vocês, a gente ainda vê uma porção bem grande na região metropolitana de São Paulo, né?

E é exatamente os lançamentos que vocês vêm fazendo nesses últimos anos que tão tendo uma performance muito boa. E até entender assim, com vocês olhando pros lançamentos para frente, se vocês esperam continuar focando mais na região metropolitana ou vão lançar mais assim nos principais bairros em São Paulo.

Emilio Fugazza

Obrigado, Rafael. Você pegou todas as perguntas?

Silvio Ernesto Zarzur

Não. Ô Rafael, olha, por exemplo, só para falar de competição, né?

O mercado imobiliário de São Paulo, ele é acho que o principal mercado do hemisfério sul. Então, é mercado muito muito concorrido.

Nesse momento, em especial, ele está mais concorrido do que o normal. Então, tem muita competição, tem muita disputa.

Você tem que fazer o preço comercial, você não vai fazer preço levando em conta seu custo, você tem que fazer o custo e encontrar o preço de venda que você vai conseguir comercializar. Alguma coisa de desconto tem naturalmente.

Eu não acho que são descontos importantes por enquanto. Você pegar a nossa margem, ela nem tem sido afetada por isso.

Mas a gente mantém todos os nossos produtos com preços competitivos, em geral abaixo da concorrência. A gente opera, por enquanto estamos indo bem, continuamos conseguindo operar sem tomar.

Realmente todos os bairros de São Paulo estão super ofertados e é uma mecânica que nós trabalhamos assim a vida inteira e estamos acostumados com isso. Dito isso, assim, faz parte da estratégia da empresa fazer essa migração da região de São Paulo para a região metropolitana.

Nós entendemos que a concorrência na região metropolitana, por vários motivos, ela é pouco menor. Não é super menor, mas ela é pouco menor.

Funciona muito bem dentro da estratégia da empresa, nós estamos acostumados a operar esses grandes empreendimentos nessas regiões. Por exemplo, no momento nós somos a maior construtora de São Caetano, já fomos a maior construtora de Santo André, já fomos a maior construtora de Guarulhos, já fomos a de Osasco.

Então, seguidamente nós estamos representados nessas cidades e a gente tem reconhecimento de marca importante e a gente tem usado isso. Então, nós vamos permanecer, sim, na Grande São Paulo, nos focos principais da empresa.

E quando você vai fazer o plano de negócios da empresa, consumo de caixa, etc., etc., você lançar na Grande São Paulo, você consome menos caixa, porque o terreno ele é muito mais barato em relação à mercadoria. Então, o dinheiro que você investe é dinheiro menor, é muito mais difícil de operar, porque tem que ter uma engenharia muito forte, uma empresa de vendas cavalhar, que nós temos.

É muito mais difícil de operar, mas você investe menos dinheiro e usa mais financiamento bancário. Então, funciona bem pra gente.

E sim, a gente vai continuar, vocês devem ver uma continuidade da nossa atuação na Grande São Paulo, o que não tira a atuação em São Paulo. Nosso landbank em São Paulo é muito grande e nós estamos aqui presentes aí em vários locais e vamos continuar até.

Mas a Grande São Paulo deve avançar alguma coisa em percentuais no nosso VGV total lançado.

Emilio Fugazza

Rafael, respondemos sua pergunta?

Rafael Rehder

Não, perfeito, pessoal, super claro. Obrigado, viu?

Bom fim de semana.

Emilio Fugazza

Obrigado, Rafael. Bom dia para você também, bom final de semana.

Pedro Lourenço

Obrigado, Rafael. Nossa próxima pergunta vem do senhor Luís Assis, do Banco Santander.

Luís, pode prosseguir.

Luís Assis

Oi, pessoal, bom dia. Aqui eu queria até explorar pouco mais desse aumento na região metropolitana, né?

Que vocês estão fazendo mais fases agora do mesmo projeto em São Caetano, né, em Osasco. E eu queria entender como é que vocês estão vendo a demanda, né?

Só para entender se a gente não precisa ficar talvez pouco preocupado com uma saturação, até canibalização dessa concentração de lançamentos nessas regiões, né? Eu acho que outro ponto é tentar entender o que poderia fazer vocês talvez passarem o guidance ou ficar nesse patamar, né?

O Emilio comentou aqui que vocês já devem nesse terceiro trimestre ficar acima do bottom do guidance, né? Queria entender se dependendo, por exemplo, de resultado de eleição, talvez vocês não lancem no quarto trimestre ou se nada muda, se vocês estão super tranquilos com qualquer cenário aqui para frente.

Emilio Fugazza

Marcelo, por favor, ou Luís.

Marcelo Ernesto Zarzur

Fala, Luís, tudo bem? Ô Luís, a gente tem muita experiência na região metropolitana, né?

Os terrenos que a gente tem, eles são na borda de São Caetano, eles são super bem posicionados em Osasco. Então, a demanda lá não é só da cidade, ela é da região.

Então, em São Caetano tem muitos compradores de São Paulo, tem muitos compradores de São Bernardo, de Santo André. Então, não é só a cidade de São Caetano, não é só a cidade de Osasco.

Nosso empreendimento em Osasco é a 20 minutos do Parque Villa-Lobos, 20 minutos com trânsito, sem trânsito é muito menos. Então, quer dizer, muitas pessoas da cidade de São Paulo migram para essas regiões.

São Caetano tem IDH fantástico, falam que é dos maiores no Brasil. Então, assim, a migração é natural e a gente não acredita só que a demanda seja só a cidade, e sim o entorno das cidades.

Silvio Ernesto Zarzur

Deixa eu complementar. Mais do que acreditar, a gente sabe já pela experiência que a gente já tinha de outros empreendimentos e pelo endereço, vou falar, de quem tá comprando os empreendimentos tem uma parte que é levante de São Paulo.

E eu acho outra coisa interessante é assim, ó: a Grande São Paulo, isso é uma coisa demográfica, a Grande São Paulo tá crescendo muito mais que São Paulo. Então, quando a gente pega o crescimento da cidade de São Paulo, ele é mais lento.

O crescimento da Grande São Paulo, ele é mais vigoroso, até por causa de custo, etc., isso que o Marcelo falou: o cara compra apartamento maior e mais barato, o custo de vida pra você contratar serviço qualquer em São Paulo é menor. Então, isso estabelece uma migração permanente de São Paulo pra Grande São Paulo.

E conforme a gente falou, a concorrência é menor. Eu tenho mais confiança na liquidez daquilo que a gente tem na Grande São Paulo, pra você ter uma ideia, do que o geral de São Paulo.

Quando você olha o geral de São Paulo e olha onde a gente tá posicionado na Grande São Paulo, eu acho que a Grande São Paulo tem mais estabilidade na liquidez.

Emilio Fugazza

Guidance e eleição.

Flávio Ernesto Zarzur

Primeiro assim, a questão de eleição, a gente não tem torcida, não é? Nem vai para lá ou para cá, nem isso não vai mudar para nós.

A gente sim fica pouco apreensivo, outubro e novembro, com o que virá de política econômica pela frente, né? Então, a gente sempre tem uma incógnita e isso pode ser determinante para nós, né?

E lembrando que sempre tem vento a favor e vento contra. Eu gostaria se tiver uma política econômica com maior disciplina que remeta alguma acomodação da taxa de juros, vai ser vento a favor.

E a gente não tem visto isso nos últimos anos, mas mesmo assim reforço que a gente tá muito confortável com o andamento.

Silvio Ernesto Zarzur

Agora é óbvio, se a gente, ó, você perguntou se a gente vai lançar em qualquer cenário. Não, nós não vamos lançar em qualquer cenário.

Se o cenário, conforme eu falei, se o cenário econômico geral tem uma deterioração, a gente vai mais devagar, isso é natural. Mas o que tá desenhado é que a se manter como está, estamos caminhando para cumprir o guidance.

É isso, se mantendo como está.

Emilio Fugazza

Luís, respondemos a sua pergunta, Luís?

Luís Assis

Ótimo, muito obrigado, pessoal. Ótimo final de semana.

Emilio Fugazza

Obrigado, Luís, bom final de semana também.

Pedro Lourenço

Obrigado, Luís. Nossa próxima pergunta vem do senhor Ygor Altero, do Banco XP.

Senhor Ygor, pode prosseguir.

Ygor Altero

Oi, pessoal, bom dia. Obrigado aí por pegar a pergunta.

Do nosso lado aqui, queria primeiro começar tocando em relação à restrição dos bancos, né? A gente tem visto aí que a Caixa fechou pouco mais a torneira ali do crédito, tanto em junho quanto julho, né, aparentemente ali pro segmento econômico.

Eu queria entender se vocês viram, né, de fato, né, essa maior restrição, se isso impactou a venda de vocês, se vocês viram isso aí mais no segmento de baixa renda ou foram outros segmentos também que pegaram, né? E perguntar também como é que vocês estão vendo essa questão com os bancos privados, né?

Se vocês estão vendo os bancos privados também pouco mais, né, nesse cenário de inadimplência pouco mais alto, retomada de imóveis, né? Se vocês estão vendo ambiente pouco mais restritivo ali dos bancos privados.

É isso, obrigado.

Emilio Fugazza

Bom dia, obrigado pela pergunta, Ygor. Eu vou começar pela pergunta da Caixa Econômica.

Na Caixa Econômica, veja só: ela hoje tem uma importância para nós principalmente no repasse dos imóveis prontos quando o cliente opta pela Caixa Econômica Federal. Mas de fato a gente tem visto, vamos dizer assim, majoritariamente os clientes indo para bancos privados.

Então, a Caixa com crédito para imóvel pronto no patamar em que a gente trabalha, ela não é relevante na companhia. É relevante Itaú, Bradesco, são bancos relevantes.

Nós não temos sentido nenhuma mudança significativa. Nós temos visto até durante esses últimos meses uma estabilidade de taxa, a taxa do repasse para o crédito imobiliário não piorou.

Mas, obviamente que para nós continua sendo uma força muito importante a carteira de alienação fiduciária, já por todos os fatores que o Silvio mencionou. Então, do ponto de vista de repasse, a nossa carteira cumpre papel em que de fato esse estrangulamento que eventualmente a Caixa possa estar tendo nesse momento, cumpre esse papel para fazer o repasse para nós.

Silvio, você quer comentar alguma coisa?

Silvio Ernesto Zarzur

Não, eu só assim, ele falou de repasse, mas também tem o crédito para produção, né, que nós estamos muito bem posicionados aí. Nós fechamos acho que pacote muito grande, né, Emilio, de financiamento, praticamente garantido o próximo período da companhia.

E eu acho assim: não tá fácil o crédito, realmente não tá fácil, mas pra gente tá correndo bem pela parceria que a gente tem, pelo como o Emilio desempenha as funções dele, nossos créditos para a produção, eles estão garantidos para o próximo semestre, o que é bem o que eu chamo de tranquilizador, com taxas boas, né?

Marcelo Ernesto Zarzur

A EZTEC tem, né? Não é para todo mundo.

Flávio Ernesto Zarzur

É, não, e a Caixa com os nossos parceiros também tem funcionado bem.

Emilio Fugazza

Ygor, conseguimos responder a sua pergunta?

Ygor Altero

Tá claro, senhores. Obrigado e bom dia.

Emilio Fugazza

Obrigado, Ygor, bom dia, bom final de semana.

Pedro Lourenço

Obrigado, Ygor. Nossa próxima pergunta vem do senhor Pedro Lobato, do banco Bradesco.

Senhor Pedro, pode prosseguir.

Pedro Lobato

Bom dia, pessoal. Obrigado pelo espaço.

São duas perguntas. A gente tem visto aí nos últimos tris esse esforço aí da companhia de monetizar alguns terrenos aí, principalmente fora de São Paulo, né?

Da cidade de São Paulo. Então, eu queria entender com vocês se vocês têm mapeado aí algum, né, potencial VGV a ser vendido desses terrenos, né?

Na Praia Grande foram dois. Enfim, só pra gente ter uma noção da magnitude disso.

E a segunda pergunta é sobre o G&A, né, que ele deu uma acelerada aí nesse primeiro semestre, em linha com o crescimento de lançamentos da companhia. Queria entender como, né, quando vocês entendem que esse nível de G&A se normaliza ou se ele deve continuar ainda crescendo bem acima da inflação aí nos próximos trimestres.

Marcelo Ernesto Zarzur

Pedro, tudo bem? Pedro, essa venda na Praia Grande são terrenos antigos que a gente comprou lá para trás, a gente acreditava no momento e a gente não acredita mais, por isso que a gente vendeu.

A gente não tá vendendo os terrenos para monetizar, é porque a gente investiu no mercado que a gente não acredita mais, então a gente vem vendendo. Então, não estamos monetizando terrenos.

Mas sempre olhando a oportunidade, se aparecer alguma coisa muito boa, a gente vende, mas não é o caso.

Silvio Ernesto Zarzur

Do G&A? Não, eu quero só complementar esse negócio de terreno.

Faz parte do negócio da companhia como todo arbitrar alguma coisa em valor de terreno. Então, se você for pegar aí ao longo do tempo, você pode pegar, não sei, nos últimos 10 anos, quase todo ano a gente fez algum movimento, eu vou falar, vou dizer oportunista, que acrescenta alguns milhões no nosso resultado.

Isso faz parte da nossa característica comercial de como a gente tá acostumado a operar no mercado imobiliário. Então, esses, vou falar, esses fatos não recorrentes, eles são recorrentes dentro da empresa.

Então, primeiro só para ter essa colocação, às vezes a gente compra terreno e já faz uma arbitragem, nós temos pouco esse perfil. E o G&A?

Marcelo Ernesto Zarzur

Quer que eu fale?

Silvio Ernesto Zarzur

Quer?

Emilio Fugazza

Quer que eu comece?

Silvio Ernesto Zarzur

O G&A, não, eu quero falar uma coisa, ó: é assim, nós estamos caminhando com calma, muita calma, para profissionalizar a companhia. E nós vimos por bem aqui contratar alguns executivos importantes.

E nós entendemos que estão suficientes. Então, eu entendo, junto com os meus irmãos, que o quadro de executivos da empresa está completo.

Então, você não deve esperar no médio prazo aumento nesse G&A. O que tinha que ter a gente já fez, nós já contratamos aqueles postos que a gente achava que precisava, e você não deve ver, eu tô falando mesmo nos próximos 2 anos, incremento de despesa insurgente no G&A, que não seja uma coisa orgânica, etc.

Nos próximos 2 anos não vai ter isso. Pode falar, Emilio.

Emilio Fugazza

É, eu acho que é só aqui mencionar para o Pedro que o que a gente viu são fatores normais da companhia. À medida em que ocorre o que o Silvio mencionou e ocorre também uma companhia se movimentando no ciclo operacional mais robusto, é natural existir algum nível de PLR que em determinado momento transita nesse resultado, e é o que aconteceu nesse segundo trimestre de 2026.

É isso, Pedro. Respondemos a sua pergunta?

Pedro Lobato

Tá ótimo, pessoal, muito obrigado. Bom fim de semana.

Emilio Fugazza

Obrigado, Pedro. Bom final de semana também.

Pedro Lourenço

Obrigado, Pedro. Nossa próxima pergunta vem do senhor Gustavo Fabris, do banco BTG Pactual.

Senhor Gustavo, pode prosseguir.

Gustavo Fabris

Oi, pessoal, bom dia. Agora sim.

São dois pontos rápidos aqui do meu lado. Primeiro, acho que até follow-up aqui na pergunta anterior, vocês chegaram a comentar em outras oportunidades, mas só para revisitar aqui o que que é a premissa de vocês aí de venda de terreno e SPE em termos de contribuição a resultado dessas linhas aí pensando para o resto do ano, essa seria a pergunta.

E a segunda, eu acho que vocês até chegaram a mencionar isso no release, que vocês mudaram pouco o disclosure de distrato nesse trimestre, né? E a minha dúvida é mais se teve alguma mudança ali na tendência mesmo do número de vendas não concretizadas que vocês acabaram não abrindo no trimestre, né, mais para pegar uma visão até qualitativa mesmo ali se eventualmente vocês viram alguma piora ou melhora também nesse índice de desistência no cliente nesse trimestre.

Obrigado.

Emilio Fugazza

Oi, Gustavo, bom dia. É prazer receber suas perguntas.

Vamos começar pela pergunta de venda de terrenos ou SPEs. O que acontece é que são situações sempre muito oportunistas.

Não existe guidance, não tem uma expectativa em relação a isso. Isso acontece, muitas vezes é negociado ao longo de 12 meses e simplesmente não dá frutos no final.

Então, nós não temos expectativa, isso é de fato evento não recorrente. Mas o que eu quero só salientar é que isso é feito com cuidado extremo, a ponto de ser algo que de fato gere resultado ou que a gente não tenha uma crença de que a gente possa na própria EZTEC fazer disso resultado melhor.

Então, essa venda acontece, então ela é uma expectativa. Do ponto de vista de distratos, eu começo te falando o seguinte: me incomodava o fato de a gente considerar uma desistência ou uma venda não concretizada distrato.

Mas acontece que do ponto de vista do trânsito de hoje como as coisas ocorrem no processo de venda, para você ter uma ideia, há 7 anos atrás uma venda ocorria com dois talões de cheque na mesa, onde os clientes preenchiam esses cheques, a gente depositava, o contrato era contabilizado após de fato o depósito do sinal. Hoje em dia isso não é assim, hoje em dia temos o Pix, hoje em dia temos os boletos, mas para tudo isso acontecer precisa existir contrato.

E muitas vezes o cliente simplesmente não confirma essa venda, e com isso a gente tem que retirar esse contrato. Isso é algo absolutamente operacional e não é distrato de fato.

Então, quando eu olho para distratos, eu vejo uma tendência inclusive pouca coisa menor do que a tendência histórica que nós já tivemos. E esse pouca coisa menor tem a ver muito com o aspecto de que o cliente tem uma sensação de perda de fato, a perda de 50% ela acontece de fato.

Os imóveis têm tido uma valorização, mas sobretudo o que acontece, Gustavo, eu comentava isso até ontem, veja só: a compra de imóvel na planta significa cliente se financiando a INCC, ele se financia a 6%. É muito mais barato se financiar num imóvel pronto hoje a IGP mais alguma coisa ou a uma taxa de financiamento bancário hoje que tá na ordem de 11% a 12% mais TR.

Então, o cliente prefere de fato hoje a compra na planta e ele faz de tudo para ficar com essa compra até o final e resolver a situação financeira dele no final. Então, respondendo a sua pergunta, nós não temos nisso uma situação de distrato distinta para pior, nós temos visto distinta para melhor nos últimos 2 anos.

Eu vou passar pro Silvio.

Silvio Ernesto Zarzur

E o Emilio tá falando em distrato real, porque tem o distrato o Emilio também tá falando, é o falso, porque faz parte da estratégia de venda você pressionar e botar o cheque do cliente o quanto antes. Então, quando a gente registra o contrato da pessoa, muitas vezes a venda não fecha, por quê?

Porque a chance que a gente tem de fazer a venda é uma, vamos falar, uma estratégia agressiva de venda, é isso. E a gente opera muito bem assim, e isso maqueia negativamente a quantidade de distrato que a gente tem.

Eu acho que essa medida que o Emilio tá tomando de modificação da apresentação, ela vai dar mais clareza para vocês o que tá acontecendo e não passar dado que na verdade fica pouco confuso para vocês entenderem. Gustavo, conseguimos responder a sua pergunta?

Gustavo Fabris

Perfeito, pessoal. Obrigado.

Emilio Fugazza

Muito obrigado, Gustavo. Bom final de semana.

Pedro Lourenço

Obrigado, Gustavo. Não há mais perguntas dos nossos sell sides.

Então, antes de caminhar para o final, gostaria também de anunciar aos nossos investidores que recentemente a companhia fez amplo movimento de melhorias na sua governança corporativa, disponibilizando inclusive materiais que estão na CVM e em nosso site. Recentemente, tivemos a publicação do Informe Brasileiro de Governança e podemos perceber que a companhia hoje figura entre as construtoras de melhor governança corporativa no Brasil, notícia essa que muito nos alegra e que acredito que também alegra os nossos investidores e quem acompanha a perenidade dos resultados da EZTEC.

Por isso, convido a todos a compreenderem e pegarem os documentos disponíveis no nosso site de RI. Agora sim, gostaria de passar a palavra para Silvio e Flávio fazerem as nossas considerações finais.

Flávio Ernesto Zarzur

Bom, é assim, né? Aqui, como o Pedro disse, nós agora estamos bem posicionados.

Não é que é uma novidade que a gente tava nesse nível de governança, essa já era uma maneira que a gente sempre fazia e que a gente fez formalmente o que a gente informalmente já fazia. Então, ficamos muito confortáveis com isso, não nos traz desconforto algum.

Uma coisa que eu quero reforçar para todos é assim: nós estamos muito confiantes no desempenho da empresa, estamos muito confiantes que nós estamos no caminho correto. É o mais importante de tudo, que a gente sempre tem como valor e cultura nossa, que a gente tá dirigindo, mas a gente chega em casa, a gente vai colocar a cabeça no travesseiro, vai dormir, porque a gente não tem nenhum descasamento muito descompensado.

E as dificuldades que a gente vai ter para frente, a gente corrige para colocar no rumo correto, ajusta a rota. Então, tô muito confortável com o desempenho que o Silvio tá fazendo aqui.

Eu ajudo ele aqui na diretoria, o Marcelo, os meus irmãos, o Marcos, que muitas vezes não tá tão próximo, mas ele também tá junto, meus cunhados, o Samir, que é nosso sócio há mais de 50 anos. Estamos todo dia aqui, estamos todo mundo de olho.

Nós vamos chegar lá e nós vamos chegar num ponto melhor, tá? Todos os executivos também são de longa data, tem alguns de longa data e tem os que vieram para somar.

Vamos tocar para frente. Desejo a todos bom final de semana.

E se alguém tiver alguma coisa a acrescentar, por favor.

Silvio Ernesto Zarzur

Só agradecer pela audiência aí e me pôr à disposição de vocês para responder perguntas. Eventualmente se vocês precisarem, me consultam aqui.

Então, só agradecer a audiência de vocês, tá bom? Obrigado.

Marcelo Ernesto Zarzur

Pessoal, vou dar só fechamentozinho aqui em nome aqui do conselho, falar que, embora a gente tá no conselho, a gente tá todos próximos e acompanhando bem de perto aí a companhia. Eu acho que tá de parabéns pelos resultados.

A gente já enxerga muitos bons resultados aí pela frente e a companhia tá sendo muito bem tocada. Como acionista, me vejo muito satisfeito e é como sempre meu pai falou: o acionista em primeiro lugar.

Obrigado para todos.

Emilio Fugazza

Obrigado a todos, bom dia. Obrigado pela audiência.

Pedro Lourenço

Obrigado a todos. Antes de encerrar, gostaria de desejar ótimo Dia dos Pais a todos que nos acompanham, a todos que estão aqui nessa teleconferência.

Um ótimo final de semana, bom final de semana para todos.