Compass Gas e Energia SA

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Q3 FY2025 · Earnings Call TranscriptNovember 14, 2025

Operator

Bom dia a todos e todas, e obrigada por aguardarem. Sejam muito bem-vindos à conferência de divulgação de resultados do terceiro trimestre de 2025 da Compass Gás e Energia S.A.

Informamos que esta conferência está sendo gravada e será disponibilizada no site de RI da companhia, www.compassbr.com, onde se encontra disponível o material completo da nossa divulgação de resultados. É possível fazer download da apresentação também no ícone de chat.

Durante a apresentação da companhia, todos os participantes estarão com o microfone desabilitado. Em seguida, daremos início à sessão de perguntas e respostas.

Após a apresentação dos resultados, iniciaremos a sessão de perguntas e respostas com a presença do CFO, Marcos Fernandes, e CEO, Antonio Simões. As perguntas devem ser enviadas por meio do ícone de Q&A no botão inferior de sua tela.

Por padrão da dinâmica, pedimos que se identifiquem ao enviar as perguntas, que serão lidas pelo operador em voz alta. As declarações contidas nesta apresentação relativas às perspectivas dos negócios da Compass Gás e Energia S.A., às projeções e ao seu potencial de crescimento constituem-se em meras previsões e foram baseadas nas expectativas da administração em relação ao futuro da companhia.

Estas expectativas são altamente dependentes de mudanças no mercado, no desempenho econômico geral do país, do setor e dos mercados internacionais, estando sujeitas às mudanças. Considerações futuras não são garantias de desempenho.

Elas envolvem riscos, incertezas e premissas, pois se referem a eventos futuros e, portanto, dependem de circunstâncias que podem ou não ocorrer. Investidores devem compreender que condições econômicas gerais, condições de mercado e outros fatores operacionais podem afetar o desempenho futuro da Compass Gás e Energia S.A.

e conduzir a resultados que diferem materialmente daqueles expressos em tais considerações futuras. Passarei a palavra para o senhor Marcos Fernandes, CFO da Compass.

Marcos Fernandes

Bom dia a todos. Sejam bem-vindos à teleconferência da Compass referente aos resultados do terceiro trimestre de 2025.

Iniciando o nosso call pelo slide de destaques operacionais e financeiros, o segmento de distribuição ultrapassou a marca de 3 milhões de clientes conectados, uma adição de 181 mil novos clientes nos últimos 12 meses, mais passo importante na jornada de expansão do gás natural. Distribuímos 15.5 milhões de metros cúbicos/dia de gás natural e mantivemos a expansão da nossa operação com mais de 28 mil quilômetros de rede de distribuição.

No segmento de Marketing e Serviços, comercializamos 4.4 milhões de metros cúbicos/dia no mercado interno, ampliando nossa atuação e representatividade no atendimento a clientes de setores estratégicos do mercado livre por meio de diferentes fontes de originação. Geramos EBITDA de R$ 1 bilhão 346 milhões.

Nosso lucro líquido foi de R$ 432 milhões e finalizamos o trimestre com uma alavancagem de 1.9 vezes dívida líquida/EBITDA. Dessa forma, a Compass fecha mais trimestre com sólidos resultados e resiliência em suas operações.

Passamos agora para a seção de desempenho operacional do segmento de distribuição. No terceiro trimestre de 2025, distribuímos 15.5 milhões de metros cúbicos/dia de gás natural, crescimento de 3% quando comparado com o mesmo período de 2024.

Esse aumento é consequência do forte ritmo de novas conexões, da consolidação da Compagas e melhor desempenho dos seguintes segmentos: no residencial, além das novas conexões, também tivemos temperaturas mais baixas no período; no comercial, maiores volumes distribuídos nos setores de logística e saúde; no industrial, menor demanda nos setores químico e de alimentos e bebidas, compensado com a consolidação da Compagas. O setor automotivo permanece afetado pela competitividade frente a outros combustíveis.

Como resultado, o segmento de distribuição totalizou EBITDA de R$ 1 bilhão 268 milhões, crescimento de 11% versus o terceiro trimestre do ano anterior. No acumulado do ano, somamos R$ 3 bilhões 406 milhões, crescimento de 4% versus 2024 e 16% em bases recorrentes.

Passamos agora para o segmento de Marketing e Serviços, representado pela Edge. No terceiro trimestre de 2025, comercializamos 397 milhões de metros cúbicos de gás natural, crescimento de 54% quando comparado com o mesmo período do ano anterior, reflexo da expansão do mercado livre onde ampliamos expressivamente o número de clientes atendidos pela Edge.

Importante mencionar que nosso portfólio permite o uso de fontes distintas de gás natural, como GNL, pré-sal, Bolívia e outros. Como resultado, a Edge totalizou EBITDA de R$ 114 milhões no período.

O EBITDA normalizado, que considera o diferimento das cargas antecipadas no primeiro trimestre a fim de manter o impacto financeiro no mesmo período em que este volume é entregue aos clientes, foi de R$ 193 milhões, crescimento de 25% comparado com o ano anterior. Na próxima seção, apresentamos o desempenho financeiro consolidado da companhia, onde totalizamos EBITDA de R$ 1 bilhão 346 milhões no trimestre, crescimento de 6% versus o ano anterior.

No acumulado, a variação foi de 9% e, desconsiderando os efeitos não recorrentes do ano anterior, o aumento é de 17%. Somamos lucro líquido de R$ 432 milhões, uma redução de 7% quando comparado ao terceiro trimestre de 2024, consequência da maior depreciação e do serviço da dívida líquida.

No acumulado, o lucro líquido ficou 13% abaixo ao mesmo período do ano anterior. Ao desconsiderar os efeitos não recorrentes que impactaram o ano de 2024, o lucro líquido acumulado cresceu 4%.

Por fim, finalizamos o período com R$ 642 milhões em CAPEX. Os mesmos foram empenhados na expansão da distribuição de gás, conforme os planos regulatórios das distribuidoras, e na finalização dos projetos de expansão da Edge.

No acumulado, nossos investimentos ultrapassam a marca de R$ 1 bilhão 546 milhões, com crescimento de 6% comparado ao mesmo período do ano anterior. Passando para o slide de endividamento, encerramos o período com uma dívida líquida de R$ 9 bilhões 890 milhões, sendo 84% no longo prazo e mais de 95% indexadas ao CDI.

Fechamos o trimestre com custo médio da dívida de 102% do CDI e prazo médio de 5,2 anos. Por fim, encerramos o trimestre com uma alavancagem de 1.9 vezes dívida líquida/EBITDA.

Muito obrigado a todos. Encerro aqui a minha apresentação e passaremos agora para a nossa sessão de perguntas e respostas.

Operator

Obrigada. Daremos início à sessão de perguntas e respostas, que serão respondidas pelo CEO da Compass, Antonio Simões, e pelo CFO da companhia, Marcos Fernandes.

Pedimos por gentileza que se identifiquem e façam todas as perguntas de uma única vez, aguardando a resposta da companhia. Lembrando que para fazer perguntas basta clicar no ícone de Q&A no botão inferior da sua tela e enviar a sua pergunta.

Nossa primeira pergunta vem de Pedro Gama do Citi. Pedro, o seu microfone está liberado.

Eu acredito que o Pedro esteja com alguns problemas técnicos. Nós vamos passar para a próxima pessoa, que é a Monique Greco do Itaú BBA.

Por favor, Monique.

Monique Greco

Oi, pessoal. Bom dia.

Bom dia, Antonio, Marcos. Eu vou fazer duas perguntas aqui.

A primeira é uma mais geral sobre alocação de capital, com esse novo momento da Cosan, pós-injeção de capital, como é que fica a cabeça aqui na Compass para alocação de capital olhando para frente, uma vez que a holding vai precisar puxar menos dividendos? Quais seriam as principais avenidas aqui orgânicas e inorgânicas?

E já na minha segunda pergunta, já puxando uma dessas avenidas, que é o B2B GNL e off-grid, né? Vocês podem compartilhar com a gente os principais tempos e movimentos aqui desse crescimento no B2B GNL?

Entendo que vocês estão numa fase de investimentos, mas em quanto tempo vocês pretendem ali alcançar a estimativa potencial, que eu acredito que é 3 milhões de metros cúbicos/dia, né? Obrigada.

Marcos Fernandes

Bom dia, Monique. Obrigado pela pergunta.

Eu vou começar aqui pouquinho falando sobre alocação de capital. A gente veio aí nos últimos anos, né, fazendo sólidos resultados.

A gente subiu os dividendos, payout acima do que está no nosso estatuto, né, que é no mínimo 50%, tanto no resultado de 2023, no resultado de 2024. A gente fez a nossa redução de capital agora em fevereiro de R$ 1.5 bilhão.

Esse ano a gente tem ainda a pagar, já deliberado em cima dos resultados de 2024, R$ 263 milhões que a gente tem aqui por obrigação subir. E eu acho que agora com a entrada dos novos sócios, né, tudo que vocês já sabem que vem acontecendo, não muda muito para a gente em termos do que a gente vem investindo, né?

Nossa estratégia em nenhum momento ela se alterou, né? A gente teve ali em 2022 a entrada de todas as empresas que vieram da Gaspetro, a formação da própria Commit.

A gente veio na Edge também fazendo e desempenhando toda a estratégia que primeiramente em 2024 era garantir, né, que o terminal operasse, a gente vem crescendo bastante no mercado livre. Para frente, o que eu posso dizer, e a gente vem falando desde do início quando a gente começou a fazer nossos calls, é que a gente quer, a gente estava subalavancado, né, a gente estava ali abaixo de 1,5, e o que a gente quer é não passar ali de 2,5, no máximo 3, tá?

Então não só por questões de subida de capital, mas também por questões de investimento, a gente sempre vai estar olhando para tentar não ter uma alavancagem acima de 2,5. Para frente é seguir dentro das distribuidoras.

A gente teve agora nesse trimestre, né, grande parte do de-risking que a gente tinha para o ano era passar aí pela revisão tarifária tanto da Comgás quanto da Necta. Então a gente passa, agora a gente tem plano de investimento muito robusto aí dentro do ciclo que a gente aprovou com o poder concedente.

Seguiremos fazendo todos esses planos nas distribuidoras, tudo que a gente colocou na Necta. Na Necta tem uma discussão ainda com o poder concedente com relação ao biometano.

A gente tinha colocado dentro da discussão de RTQ já também para ver esse plano. É plano que também tem investimentos.

Na medida que a gente destrave com o poder concedente, a gente vê também caminho de investimentos ali dentro da Necta principalmente. Na Sulgás e na Compagas, Compagas a gente já tinha plano aprovado de 5 anos, então é seguir com os planos que a gente tem.

E na Sulgás também a gente tem muito, nessas empresas que a gente entrou, a gente tem muito potencial de crescimento, haja vista, né, a penetração principalmente residencial, comercial, que é muito baixa quando a gente compara, por exemplo, com a Comgás. A gente ainda vai continuar fazendo e destravando aí com bastante eficiência, né, no que a gente vem focando, para a gente continuar crescendo e colocando ali o playbook, tudo que a gente aprendeu na Comgás nas demais distribuidoras.

Em termos de Edge também não muda, né? A gente tem os investimentos que a gente veio fazendo, os dois projetos.

Eu vou deixar pouquinho para o Antonio comentar pouquinho mais aí sobre o projeto da Orizon e do small-scale, mas a gente veio fazendo todos os investimentos. A gente pretende aí já estar pronto para operar aí no final do ano em ambos os projetos, projetos esses que ficaram dentro do CAPEX que a gente colocou.

Importante lembrar que a Edge ali no início do próprio mercado livre, ela foi uma das precursoras, né, que começou ali com 5 clientes em 2024 e rapidamente alavancou muito o mercado livre. E a gente quer fazer o mesmo nos clientes off-grid, né, com esse projeto de fase do small-scale, que a gente sabe que a gente vai começar pequeno para garantir também que a gente, né, não vá além na parte da nossa estrutura de capital, mas na medida que a gente começa a destravar bastante cliente a gente vê potencial dentro de addressable market que é muito grande da gente ir para uma fase dois.

Isso tudo dentro de uma alavancagem que a gente entende que a gente consegue ficar aí ali até 2,5. Então assim, para a gente não muda muito.

A gente em nenhum momento deixou de fazer nossos investimentos nesses últimos anos, seguindo obviamente, né, olhando para a nossa estrutura de capital e garantindo que a gente não tenha nenhum problema com os nossos fluxos de caixa, tá? Vou deixar para o Antonio falar pouquinho aqui sobre os dois projetos.

Antonio Simões

Bom dia, Monique. Bom dia a todos.

Muito bom estar com vocês aqui hoje. Vou começar falando sobre o small-scale, que foi a sua pergunta, depois eu só concluo ali sobre o biometano, tá?

Que são os dois grandes projetos aí em fase de investimento na Edge. No caso da fase, só relembrando aqui, esse é projeto que a gente já está desenvolvendo há bastante tempo e ele tem aí uma expectativa de conclusão até o final do ano.

Ele está em fase final realmente de obras num primeiro cliente âncora aí, que enfim deve começar a operar na virada do ano com o GNL, e também em Santos ali no terminal, com toda a parte ali da balsa que vai estar fazendo o transporte e os caminhões também. Então, realmente é uma fase final aqui de conclusão, licenciamento, comissionamento para início de operação aí, testes no final do ano para início de operação no começo de 2026.

Então, tudo dentro do esperado. E como o Marcos falou, esse é projeto muito importante.

Ele tem uma capacidade de 300 a 400 mil metros cúbicos/dia e com isso a gente testa o mercado, comprova a tese, até aqui, né, tudo indica que os números que a gente vê de addressable market e também de margens eles vão se confirmar, e a gente já tem desenvolvida a fase dois, que é para terminal de envase que a gente espera aí estar discutindo com os acionistas aí ao longo dos próximos meses para início de investimento em 2026 para 2027, tá? Não dá para fazer uma estimativa de quando a gente vai chegar em maturidade dos 3 milhões, mas a gente começa muito confiante com o projeto de fase e com isso a gente parte para uma aprovação desse segundo passo adiante.

Falando do biometano, também uma fase final, conclusão do projeto. A gente já está em comissionamento e aguardando as últimas licenças, mas também sem nenhuma expectativa de atraso por conta disso, está dentro do curso normal.

E também aí falando pouco também do mercado, a nossa expectativa ela é muito boa para a entrada do projeto, principalmente a partir da promulgação do Combustível do Futuro, né, que trouxe uma perspectiva de mandato para o produto e também uma perspectiva de regulamentação do certificado, que vai aí sim atribuir valor ao atributo verde, né, num mercado que ainda está em sua infância, mas que tem tudo para se desenvolver. Então, projeto, como eu disse, né, bem encaminhado aqui para conclusão também até o final do ano e a partir do ano que vem a gente já entregando para alguns clientes e desenvolvendo as várias possibilidades aí para esse produto.

Lembrando, né, a nossa estratégia ela é de que esse produto ele seja produto primeiro utilizado como blend junto com o gás natural, e aí a gente tem uma vantagem competitiva que é poder usar a flexibilidade do terminal para customizar qualquer tipo de blend em qualquer tipo de sazonalidade para clientes finais. A segunda vertente é a entrega direta para clientes que valorizam esse atributo e que têm aí uma estratégia mais clara de descarbonização.

E a terceira é a terceira vertente aí, o terceiro segmento bastante importante, mobilidade, né? Se a gente comparar o biometano com gás natural, você tem uma diferença de preço que tem que ser valorizada pelo atributo, mas quando você vai para a mobilidade o biometano ele é bem competitivo e a gente acredita que pode ser mercado bastante explorado nos próximos anos e a gente já vê uma série de movimentos nesse sentido, tanto em frota pesada quanto em mobilidade urbana, e também a gente tem participado aí de várias discussões para ter aí uma participação relevante nesses mercados.

Monique Greco

Obrigada, Antonio, Marcos.

Operator

Nossa próxima pergunta vem de Pedro Gama do Citi. Por favor, Pedro.

Pedro Gama

Olá, pessoal. Bom dia.

Obrigado por pegarem as perguntas. Antonio e Marcos, eu tenho aqui dois pontos.

Primeiro, eu queria pegar follow-up com relação à pergunta da Monique. Eu entendi que vocês comentaram que a alocação de capital da companhia continua mantida, assim, a estratégia, mas imagino que daqui para frente o cenário vai mudar pouco, principalmente porque a Cosan já conseguiu realizar o seu aumento de capital e, possivelmente, a gente pode ter uma menor necessidade de dividendos vindo da Compass.

Aí eu queria ver se isso aí poderia mudar daqui a ano, se vocês poderiam ver anúncio mais acelerado de projetos da Edge, porque, como vocês já comentaram e eu também imagino, a companhia tem extenso pipeline de projetos para poder surfar esse crescimento do mercado de gás natural no Brasil. E queria ver se, por exemplo, essa alavancagem de 3 vezes que vocês hoje veem como o limite superior, ela poderia ser deslocada para o, vamos dizer assim, algo mais perto do meio da banda que vocês veem?

E o meu segundo ponto seria mais com relação aos volumes da Edge, que, se eu não me engano, alguns trimestres atrás ele era cerca de 400 mil metros cúbicos por dia no mercado livre e hoje em dia já passa dos 4 milhões. Então eu queria, assim, entender se essa próxima pernada de crescimento no próximo ano, nos próximos 2 anos, ela vem só do GNL B2B e do biometano ou a gente poderia ver novo crescimento nesses volumes comercializados, e se esse cenário de menor preço de petróleo preocupa vocês, seja em addressable market, seja em margens?

Queria ouvir pouco de como é que vocês veem esse cenário. É isso.

Obrigado.

Antonio Simões

Oi, Pedro. Acabou que foram várias perguntas aí.

Eu vou tentar iniciar aqui, se precisar de algum follow-up você avisa, tá? Eu vou começar pelo final.

Você falou de preços. Acho que isso a gente já abordou em algum momento no passado, né?

Preço estruturalmente mais baixo não preocupa a gente, né? Nem pelo ponto de vista da distribuição, nem no ponto de vista da Edge, né?

Na distribuição, se você imaginar que você tem custo de gás mais baixo, possivelmente você pode inclusive destravar volumes aí que estão ociosos na indústria, enfim. E no caso da Edge, também não é uma ameaça, pelo contrário, pode ser aí fator até de crescimento também, porque a gente trabalha com spreads e a volatilidade que tenha, né, sido presente nesses mercados aí tem possibilitado a gente com o portfólio tanto de originação quanto de clientes se beneficiar aí através de operações de otimização, trocas, enfim.

Então, no geral, isso é uma coisa que não dá para estimar, é muito difícil, né? A gente tem cenário de muita volatilidade, mas não preocupa não.

Isso para a gente é parte aqui do nosso negócio e enfim, não tem nenhuma preocupação estrutural. Estou pensando aqui tentando lembrar as suas perguntas, mas falando de alocação de capital na Edge, tá?

Assim, o ponto é que a Edge não tinha constraint de alocação de capital por conta da estrutura anterior da Cosan. A gente vem desenvolvendo os projetos no pace que a gente imagina condizente com a abertura de mercado e condizente também com a nossa ambição, né?

É claro, esse mercado ele tem outros competidores também, a gente já falou sobre isso no passado, a gente tem que ser muito consciente nesse crescimento para ir trazendo volumes e chamando volumes à medida que o mercado vai se transformando, né? A gente já tem uma migração bem acima do que se imaginava nesse ano de 2025 e a gente espera que a migração para o mercado livre continue acontecendo no ano que vem.

Portanto, no caso do terminal, o investimento está feito e a nossa estratégia comercial ela segue aí, enfim, entendendo que também tem outros players e que a gente tem algumas vantagens competitivas e tentando tirar proveito dessas vantagens competitivas, né? A flexibilidade do terminal, a possibilidade de utilização do biometano e também acho que a expertise do time para poder customizar produtos aí para os diversos tipos de clientes, né?

Mas não houve constraint, não há constraint e a aceleração ela vai se dar à medida que o mercado, né, se desenvolve também. A gente, como eu falei anteriormente aqui para a Monique, né, no caso do B2B small-scale aí, a gente tem aí uma expectativa, realmente o mercado endereçável ele é muito grande quando a gente pega tanto mobilidade quanto a substituição de outros combustíveis nas indústrias, e a gente parte aí para teste.

Aqui a questão de acelerar ou não, a gente tá sendo é muito consciente e prudente aqui de fazer a primeira fase, operar a primeira fase e aí sim partir para uma decisão de investimento na segunda fase, que aí engloba aí terminal de envase, tá? Mas não é por constraint e sim por estratégia mesmo de ir acompanhando os nossos investimentos ao crescimento, desenvolvimento do mercado que, como eu falei, ainda está na sua infância aí.

A gente tem sido surpreendido positivamente, mas a gente vai seguir a estratégia que a gente já tinha determinado aí, a não ser que a gente de fato veja uma necessidade de aceleração.

Marcos Fernandes

Eu vou, obrigado, Antonio, vou só falar pouquinho sobre alavancagem, reforçar o ponto que a gente veio subindo, né, bastante dividendos realmente acima do payout que a gente tem no nosso estatuto. Agora para frente a gente continua com os 50%, né, subindo dentro do que a gente tem acordado, mas os futuros dividendos vão ser sempre discutidos com os nossos acionistas.

Eu acho que, né, com a entrada do capital na Cosan tira pouco da pressão, mas a gente vai estar discutindo, vai estar sempre analisando os projetos que a gente tem aqui dentro dos paces corretos, como o Antonio falou. A gente quer perseguir 2,5 como sendo ali teto, tá?

Obviamente a gente entende que pode chegar a 3 se for necessário, mas a gente gostaria aqui, como management, de ficar próximo dos 2,5 para a gente poder seguir indo com os investimentos nos nossos projetos, né? Tem bastante coisa para acontecer, essa discussão a gente sempre vai estar tendo com os nossos acionistas, tendo bastante cuidado com a nossa estrutura de capital, tá?

Então acho que é só para garantir, a gente está com 1.9 vezes, terminamos mais trimestre aí de forma sólida, e o que foi no passado a gente vai estar discutindo, né, o futuro com os nossos acionistas novos também que estão entrando aí em conjunto com a Cosan, tá? Nenhum ponto adicional.

Pedro Gama

Não, está ótimo, pessoal. Obrigado aí.

Operator

Nossa próxima pergunta vem de Matheus Enfeldt do UBS.

Matheus Enfeldt

Opa, bom dia, Antonio, Marcos. Obrigado pelo tempo.

Minha primeira pergunta, ainda em Edge, é assim, a gente tem visto, além do crescimento de volume, crescimento de margem bastante expressivo e, particularmente, nesse trimestre daí pode ser meio vício de olhar a distribuidora de combustível, mas uma margem volumétrica bastante forte, margem EBITDA volumétrica bastante forte. Minha dúvida é: tem espaço para mais captura de margem ou para aumento desse retorno continuar ou se vocês entendem que o resultado agora já é resultado de estabilidade e é muito mais uma questão de ganho de volume que foi discutido aqui?

E talvez nesse mesmo tópico, como é que vocês enxergam a margem do small-scale GNL à medida que isso entra a partir do começo do ano que vem? Essa é a primeira pergunta.

A segunda é sobre subida da serra e gasoduto de transporte, malha de transporte no geral, se tem alguma atualização sobre as discussões disso com a ARSESP e a ANP? E também pensando na malha de transporte, se vocês enxergam a visibilidade de eventualmente conectar o terminal também à malha de transporte para daí dar uma outra oportunidade de uso desse gás, talvez em outras regiões além da malha da Comgás?

São essas duas. Obrigado.

Marcos Fernandes

Eu vou começar falando pouquinho aqui sobre a Edge, depois eu passo para o Antonio falar da sua segunda pergunta do Subida da Serra, tá? Eu gosto sempre de lembrar, né, que a Edge é uma empresa que começou a gente estava celebrando aqui 1 ano há 2, 3 meses atrás, né?

No início, muitas vezes quando a gente falava sobre o projeto ainda tinham muitas incertezas e o que a gente veio rapidamente acelerando. A Edge começou ali com o contrato da Comgás e colocando alguns clientes para testar o mercado livre.

Rapidamente esses clientes se expandiram, acho que a própria indústria conseguiu entender todas as soluções que a Edge veio a prover, né, de dar flexibilidade, dar competitividade, agora já com o biometano também poder dar blend, falar pouco mais de descarbonização, e aí acho que os volumes vieram acontecendo porque a gente também era muito nova e ela foi conquistando esse volume no decorrer do tempo, né? Em termos de rentabilidade, eles tão, obviamente, tentando subir os volumes com rentabilidade, que é parte de qualquer empresa e o que a gente tem que perseguir.

O que eu poderia dizer é que na parte do off-grid nosso objetivo também é continuar garantindo que a gente tenha margens bem saudáveis, né? São margens que, se comparados aos demais, elas podem vir a ser até pouco maior por ser também uma operação diferente, que não está on-grid, né?

A gente tem que ir nos clientes que estão até 1.000 quilômetros de raio aí do nosso terminal, então a tendência é a Edge vai ainda, na nossa visão, destravar bastante volume no mercado livre, vai conquistar volumes até dentro de outras distribuidoras, dentro do mercado cativo, e vai começar com essa primeira fase do off-grid para depois testar, né, uma vez dando certo, adicionar muito mais volume, seja ele dentro de uma indústria que queira trocar ali o óleo combustível ou seja ele dentro da parte de mobilidade também trocando o diesel com margens que sejam também bem robustas, tá? Então a gente entende que tem caminho para aumentar margem, tem caminho bastante ainda só o início dos volumes e aí é acompanhando, mas também sempre com bastante disciplina de capital, que é o que a gente vem sempre falando para vocês aqui, testando os nossos projetos.

Uma vez que a gente vê que os clientes tão receptivos a gente faz os nossos aumentos, tá?

Antonio Simões

Vou pegar aqui então Subida da Serra e conexão ao transporte. Com relação ao Subida da Serra, Mateus, o processo não tem grandes novidades no momento.

Ele segue no STF. Após a tentativa de conciliação na câmara de conciliação lá do STF, na NUCON, o processo retornou para o relator e ele aguarda agora a tramitação lá, né?

O relator mudou do Fachin para o Barroso por conta das alterações no Supremo, e com a saída do Barroso ele aguarda ali a nomeação do próximo ministro que deveria ser o relator desse processo. De qualquer forma, lembrando, né, essa é uma discussão aí sobre conflito de competências, pacto federativo, então a gente tem muita confiança no caso que foi apresentado pelo estado de São Paulo, mas também a gente segue acreditando que essa nova rodada de mudanças aí, independente de qualquer coisa, possa trazer uma alternativa também de se discutir novo acordo.

Então, não tem nenhuma informação nova nossa aqui, mas sempre houve disposição pelo lado aqui do estado de São Paulo e nossa também de buscar acordo e a depender aí das próximas nomeações, enfim, dos próximos meses, pode ser que abra-se uma oportunidade novamente. Então, difícil dizer agora, mas o processo segue lá tramitando e do nosso lado o duto está operacional e, enfim, qualquer discussão aqui ela não ameaça aí a operação da Comgás.

Com relação à conexão ao transporte, esse é tema que a gente já está também há algum tempo com ele tramitando e ele está numa fase também agora aguardando a apreciação lá da ANP. Já foi protocolado pedido e contrato também entre a Edge e a NTS e ele aguarda agora a tramitação.

Tem uma série de outros requisitos lá que a ANP fez, principalmente para a NTS, mas a gente está acompanhando de perto e também confiantes aí que é projeto importante para a Edge, para a NTS, para a ANP e para todos os usuários também, e deve ser confirmado aí em algum momento, tá? É uma obra relativamente simples e a gente também tem oferecido toda a informação necessária para que ele tramite rápido.

Matheus Enfeldt

Perfeito. Muito obrigado.

Operator

Nossa próxima pergunta vem de Régis Cardoso da XP.

Régis Cardoso

Bom dia, pessoal, Antonio, Marcos. Obrigado pelo espaço.

Talvez uma pergunta aqui pensando em CAPEX e EBITDA para o próximo ano no consolidado da companhia, se, vamos dizer, é razoável imaginar que os crescimentos devem ser acima de inflação? Especificamente talvez na Sulgás, não sei se talvez você puder dar panorama e uma atualização sobre RTO 25 e se ainda tem algum tema pendente 24, enfim, queria entender pouco como é que tá lá o processo de tarifas, né, na Sulgás.

E se me permitir talvez só follow-up, o 2,5 o objetivo é estar numa alavancagem em torno de 2,5 ou o objetivo é ficar abaixo de 2,5? Obrigado.

Antonio Simões

Eu vou começar com a Sulgás, tá, Régis? E depois o Marcos fala sobre CAPEX e sobre alavancagem, tá?

Com relação à Sulgás, a gente segue em algumas discussões lá com o estado, né, poder concedente, com a agência, no intuito de pacificar aí o entendimento de ponto que ficou pendente, que se referia aí à cláusula de ajuste volumétrico. Mas o mais importante ainda é de definir o plano de investimentos para o ano que vem, que a gente está propondo aí plano bem robusto aí, em linha com o que a gente acredita que é a vocação lá do estado do Rio Grande do Sul.

Já falei algumas vezes, a gente, né, tem uma confiança grande lá, é estado que colocou adiante uma estratégia de privatizações bem-sucedidas e tem tido realmente uma interlocução com a iniciativa privada de modo a incentivar o desenvolvimento no estado, e a gente tá lá para isso, para ser realmente parceiro do estado nesse desenvolvimento. Essas idas e vindas elas são naturais.

O que a gente precisa agora é pacificar e montar de fato plano bem relevante aí para o ano que vem, tá? A gente está também confiante que nas próximas semanas a gente possa concluir esse processo lá junto com o estado do Rio Grande do Sul.

Marcos Fernandes

Régis, bom dia. Com relação ao seu ponto sobre o EBITDA e o CAPEX do próximo ano, a gente ainda não soltou o guidance, né?

A gente soltou o guidance desse ano, que a gente já tá finalizando aqui, de 4.7 a 5.1 bilhões. A gente deve estar soltando o guidance no primeiro trimestre, tá?

Então, esse é o que eu posso te responder. Eu acho que assim, a gente, se você olhar entre anos, nos últimos anos, a gente vem com bons crescimentos, tá?

Então, na hora que a gente soltar o guidance do ano que vem a gente pode comentar pouquinho mais sobre o próprio EBITDA e o CAPEX, tá? Falando sobre a alavancagem de 2,5, o que a gente vê para frente aí vai depender muito, obviamente, né, de todos os planos de novos projetos que a gente tem aqui na pauta para tocar, mas a gente vê a alavancagem ficando próximo dos 2,5, podendo ficar pouco abaixo, pouco acima, mas não muito fora disso, tá?

Obviamente, eu não vou estar sempre querendo endividar até 2,5. Temos que entender também o que vai acontecer aí com as taxas de juros, né, porque nesse momento, com os valores que a gente tem, realmente, né, o serviço de dívida fica muito alto.

Na medida que a gente consegue também ter entendimento disso, vendo o nosso fluxo de caixa, a gente entende que a gente vai flutuar muito próximo disso, podendo, ao longo prazo, como nós somos uma geradora de caixa, principalmente na parte de distribuição, muito forte, cair pouquinho, tá? Então, obviamente, a gente vai estar sempre conversando com vocês e garantindo que fique em torno desses 2,5, pouco acima, pouco abaixo, tá?

Régis Cardoso

Perfeito. Entendido.

Obrigado.

Operator

Nossa próxima pergunta vem de Vinicius Andrade do Safra. Vinicius, seu microfone está liberado.

Vinicius Andrade

Me ouvem? Tá.

Bom dia, Antonio, Marcos e Gustavo. Eu tenho duas perguntas aqui do meu lado.

Primeiro aqui seria entender se nas distribuidoras controladas da Commit vocês enxergam espaço para entregar mais ganhos de eficiência que possam eventualmente serem refletidos aí em maiores rentabilidades? E desdobramento dessa pergunta seria saber se em algum momento, num futuro próximo ou até talvez num futuro ali pouco mais distante, a gente consiga ver as controladas da Commit com nível de rentabilidade estrutural pouco mais parecido com a Comgás?

E a segunda pergunta aqui seria no GNL B2B. Salvo algum engano, a intenção inicial era atender os clientes que se localizam num raio ali de até 1.000 quilômetros do terminal.

Gostaria de saber se existe a possibilidade de em algum momento posterior acontecer algum tipo de redimensionamento do projeto para que vocês consigam atender raio maior ou se atender além desses 1.000 quilômetros deixaria a operação inviável? São essas perguntas do meu lado e obrigado pela oportunidade.

Marcos Fernandes

Bom dia, Vinicius. Eu vou começar falando pouco aqui sobre os ganhos de eficiência.

Você falou das controladas da Commit, né? É importante ressaltar aqui, desde 2012, né, com a aquisição da Comgás, tudo que veio sendo feito, né, a gente consegue ver uma evolução muito grande: penetração, redução de OPEX por cliente, CAPEX por cliente, diversas coisas que foram sendo feitas, o que fez também ser base da tese da Compass lá em 2020 também na entrada em outras distribuidoras, e também, né, depois de todas as teses em outras linhas com o início da Edge, mas focando mais nas distribuidoras, o que a gente fez agora esse ano, a gente tem uma estrutura, a gente fez Núcleo de Excelência Operacional para ter o entendimento, né, de tudo que tem de bom e tudo que já foi feito na Comgás, mas também entender como as outras distribuidoras também estão bem colocadas nessa parte.

A gente focou em três grandes vertentes: a gente está focando na parte de suprimentos, de inteligência de mercado e de engenharia. Nessas três vertentes a gente está vendo muita oportunidade, oportunidades essas de implementação nessas empresas da Commit, mas também de trazer coisas que a gente viu que as demais distribuidoras faziam muito bem para a Comgás.

Então eu acho que é só o começo, tá? A gente tem conseguido entender bem a parte de escopo, de engenharia, garantindo ali uma conexão e colaboração junto com o time de suprimentos e com o time de inteligência de mercado, e esses três andando juntos a gente está destravando muito valor, entendendo que a gente está no primeiro ano aqui do nosso Núcleo de Excelência Operacional.

O Antonio colocou uma diretoria só para olhar para esse tipo de eficiência e a gente vê aqui. E ponto importante, né, assim, nossos contratos, quando a gente olha para a Compagas, vai até 2054, a Sulgás vai até 2044, a gente está discutindo a prorrogação da Necta agora, a gente já está com a Comgás indo até 2049, então são processos para aumento de rentabilidade que com certeza virão também nas demais distribuidoras, mas não é uma coisa que a gente consegue fazer de ano para o outro, né?

Se a gente compara a parte de penetração residencial, por exemplo, do comércio e tudo mais na Sulgás, na Compagas, com o que a gente vê na Comgás de 24 a 25%, a gente tem caminho de investimento e conexão desses clientes pela frente aí pelos próximos anos. E na medida que a gente vai fazendo essas conexões de uma forma onde a gente vai extrair o máximo do CAPEX que a gente consegue colocar, trazendo mais conexões com o menor nível de CAPEX, garantindo o OPEX e assim sucessivamente, com certeza a gente vai ver aumento da rentabilidade de todas essas distribuidoras, mas isso com o passar do tempo, tá?

Então acho que esse é o ponto aqui, tem bastante coisa para destravar valor, tem bastante coisa para crescer. A gente acha ainda que na Comgás a gente tem uma concessão que vai até 2049, tem bastante caminho.

A gente colocou aqui que a gente fez mais, entre todas as distribuidoras, mais de 181 mil clientes conectados nesses últimos 12 meses, então tem muita coisa para acontecer aqui na Comgás também. E vamos seguir firme aí nessa parte garantindo que conectemos mais com a excelência e com eficiência dentro do nosso CAPEX e OPEX, tá?

Antonio Simões

Vou pegar aí, Vinicius, a pergunta sobre o GNL B2B. De fato, essa questão da quilometragem, ela é uma estimativa, né, por conta de competitividade, né?

Não tem relação com o projeto em Santos, por exemplo, e sim a questão da penetração desse produto dentro do interior do Brasil, tá? Mas ainda assim, ela não seria necessária, porque de fato a gente tem mercado endereçável muito muito relevante, tá?

Então, só para te dar número aqui, mobilidade, que é, né, dos maiores potenciais que a gente tem para esse mercado, o mercado de diesel no Brasil, ele seria equivalente a 150 milhões de metros cúbicos/dia de gás. 70% da frota do Brasil está nesse raio de 1.000 a 1.200 quilômetros que você citou.

Então, você imaginar que percentual relativamente pequeno desse mercado de diesel de frota pesada possa migrar para o GNL ou para o GNC já daria, né, para a gente certo conforto na quantidade que a gente tem disponível lá no terminal. Além disso, você também tem as indústrias, que aí você vai estar competindo com outros energéticos e, enfim, e aí tendo que olhar caso a caso, até nesses casos provavelmente você não precise ir tão tão distante.

Então, assim, em resumo, né, o tamanho da demanda não é o desafio, né? A demanda potencial é altíssima e o que a gente precisa de fato é acompanhar o nosso investimento ao desenvolvimento desse mercado, principalmente mobilidade, que também tem uma questão de substituição de frota, de construção também de pontos avançados de logística, então não é realmente problema de demanda, e sim o pace natural de substituição que a gente vai estar medindo para poder entrar com o nosso investimento.

Vinicius Andrade

Perfeito. Muito obrigado, pessoal.

Operator

Nossa próxima pergunta vem de Thiago Duarte do BTG.

Thiago Duarte

Olá. Bom dia a todos, Antonio, Marcos, Gustavo.

Prazer falar com vocês. Acho que a maior parte dos grandes temas já foram discutidos.

Eu queria só voltar pra Edge, né, num contexto também do guidance de resultado de EBITDA que vocês têm para o ano, né? Eu entendo que a própria natureza do negócio da Edge, né, e ainda em processo de maturação, né, como vocês mencionaram antes, a companhia é relativamente nova, né?

Mas eu queria ouvir de vocês, né, enfim, já estamos na metade do quarto tri, né? Queria ouvir de vocês, né, considerando, obviamente, esse componente, né, oportunístico do negócio, né, que nunca dá para ser muito assertivo, mas queria ouvir de vocês se a gente deveria ou se há algum motivo pelo qual a gente deveria imaginar resultados da Edge, né, neste quarto tri, muito diferentes do que nós vimos, né, nesse último ou nos dois últimos trimestres, e tanto em termos de volumetria como em termos de margem de contribuição, duas questões já foram debatidas pouco em perguntas anteriores, mas queria ouvir na percepção de vocês se a gente deveria imaginar ou há motivos para imaginar algo muito diferente, né?

E aí, às vezes a pergunta eu extrapolo para a questão do EBITDA, né, do guidance de EBITDA para o ano, né, quando a gente faz uma conta relativamente simples e guardada, obviamente, a sazonalidade que o negócio de distribuição traz entre os trimestres de verão e os trimestres de inverno, queria ouvir se também tem algum motivo para a gente imaginar que vocês não pudessem chegar muito próximo do que seria o topo do guidance, que é o que sugere considerando o resultado performado até agora no ano. Seriam essas perguntas.

Obrigado.

Marcos Fernandes

Thiago, bom dia. Vou começar aqui.

O nosso guidance, que a gente falou de 4.7 a 5.1 bilhões, está mantido, tá? A gente está vendo o que a gente vem conseguindo entregar, resultados sólidos tanto no segmento de distribuição quanto na própria Edge.

Falando diretamente de Edge, a gente viu aí que entre trimestres a gente teve crescimento, todo tri contra tri a gente teve crescimento. Pro último trimestre, eu não posso falar que vai ser mais trimestre, a gente vai ter que ir entendendo o desenvolvimento dos próprios volumes, seja ele do mercado livre, seja ele dentro ali do nosso contrato da Comgás e demais distribuidoras.

Fato é que a gente viu esse crescimento. Não necessariamente vocês vão ver esse nível de crescimento todos os trimestres, tá?

Vão ter trimestres que vai ser mais forte, vão ter trimestres que pode ser pouco mais dentro de uma razoabilidade, porque esse último trimestre foi bem forte, se a gente olhar ali quase 25%. Mas o que a gente quer não é crescimento tri contra tri, é crescimento quando a gente olha num movimento mais alongado, que a gente vá crescendo todo ano.

A gente cresce esse ano num pace maior do que a gente fez no primeiro ano, para o ano que vem a ideia é, com a entrada desses novos projetos, também continuar o crescimento, desenvolver o mercado livre e assim sucessivamente. Então hoje a gente não daria aqui se eu tô indo para o topo do guidance, para o meio do guidance, mas o que eu posso dizer pelo momento é que a gente está com os resultados sólidos e que a gente vai conseguir ficar não só no EBITDA quanto no CAPEX dentro do guidance.

Não sei, Antonio, se você tem algum ponto a colocar, mas eu acho que é isso, tá, Thiago.

Antonio Simões

Não, eu acho que, como você falou, Marcos, também aqui o esforço da Edge é para seguir assinando os contratos. Esse já é momento que a gente começa a olhar para 2026, enfim, e montar o portfólio para 2026.

E também, mesmo para a Edge, tem pouco de sazonalidade, principalmente em dezembro, porque você tem aí paradas de indústria, enfim, que a gente tem que, de certa forma, atender, tá? Então a gente também tá aprendendo essa sazonalidade dentro do portfólio aqui, mas segue confiante aí que tanto para finalizar esse ano quanto para a abertura do ano que vem, a Edge está com uma estratégia sólida aí para seguir crescendo.

Thiago Duarte

Perfeito. Muito obrigado.

Operator

Obrigada. A sessão de perguntas e respostas está encerrada e agora gostaríamos de passar a palavra para o Marcos Fernandes, que fará as considerações finais da companhia.

Marcos Fernandes

Queria agradecer a todos a presença no nosso call do nosso terceiro trimestre. A gente entra agora na reta final do ano, né, já estamos aqui praticamente tendo mais mês aqui no meio de novembro.

Tendo dezembro, a gente vai estar focado não só na manutenção dos nossos resultados, das nossas operações, mas na nossa segurança das operações também. A gente segue, conforme eu falei, mantendo o nosso guidance.

E o que a gente espera aí é que a gente agora comece também a olhar para o ano que vem, garantir que a gente tenha também ano sólido, que a gente consiga destravar os valores que a gente tem a destravar na Edge, fazer tudo o que a gente falou dentro do nosso segmento de distribuição. E eu espero vocês aí no nosso call de quarto trimestre, tá bom?

Abraço a todos e nos vemos.

Operator

A conferência de resultados referentes ao terceiro trimestre de 2025 da Compass Gás e Energia S.A. está encerrada.

Lembramos que o departamento de Relações com Investidores está à disposição para responder as demais dúvidas e questões. Muito obrigada aos participantes e tenham bom dia.