Compass Gas e Energia SA

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Q4 FY2025 · Earnings Call TranscriptMarch 4, 2026

Operator

Bom dia a todos e todas, e obrigado por aguardarem. Sejam muito bem-vindos à conferência de divulgação de resultados do quarto trimestre de 2025 e fechamento do ano consolidado da Compass Gás e Energia S.A.

Informamos que essa conferência está sendo gravada e será disponibilizada no site de RI da companhia, em www.compassbr.com, onde se encontra disponível o material completo da nossa divulgação de resultados. É possível também fazer download da apresentação no ícone de chat.

Durante a apresentação da companhia, todos os participantes estarão com o microfone desabilitado. Em seguida, daremos início à sessão de perguntas e respostas.

Após a apresentação dos resultados, iniciaremos a sessão de perguntas e respostas com a presença do CFO Marcos Fernandes e CEO Antonio Simões. As perguntas devem ser enviadas por meio do ícone de Q&A no botão inferior de sua tela.

Por padrão da dinâmica, pedimos que se identifiquem ao enviar as perguntas, que serão lidas pelo operador em voz alta. As declarações contidas nessa apresentação relativas às perspectivas dos negócios da Compass Gás e Energia S.A., às projeções e ao seu potencial de crescimento constituem-se em meras previsões e foram baseadas nas expectativas da administração em relação ao futuro da companhia.

Essas expectativas são altamente dependentes de mudanças no mercado, no desempenho econômico geral do país, do setor e dos mercados internacionais, estando sujeitas a mudanças. Considerações futuras não são garantias de desempenho.

Elas envolvem riscos, incertezas e premissas, pois se referem a eventos futuros e, portanto, dependem de circunstâncias que podem ou não ocorrer. Investidores devem compreender que condições econômicas gerais, condições de mercado e outros fatores operacionais podem afetar o desempenho futuro da Compass Gás e Energia S.A.

e conduzir a resultados que diferem materialmente daqueles expressos em tais considerações futuras. Passarei a palavra para o senhor Marcos Fernandes, CFO da Compass.

Marcos Fernandes

Bom dia a todos. Sejam bem-vindos à teleconferência da Compass referente aos resultados do quarto trimestre de 2025 e fechamento do ano de 2025.

Iniciando a nossa apresentação pelo slide de destaques operacionais e financeiros, o segmento de distribuição encerrou o quarto trimestre de 25 com 3.100.000 clientes conectados, uma adição de 190.000 novos clientes nos últimos 12 meses. Distribuímos 14,4 milhões de metros cúbicos/dia de gás natural no trimestre e mantivemos a expansão da nossa operação com cerca de 28.000 km de rede de distribuição.

No segmento de marketing e serviços, comercializamos 4,8 milhões de metros cúbicos/dia no mercado interno, atendendo todos os clientes que optaram pela migração para o mercado livre. Geramos EBITDA de R$ 1 bilhão e 115 milhões no trimestre.

O lucro líquido foi de R$ 255 milhões e finalizamos o trimestre com uma alavancagem de 2,2 vezes dívida líquida sobre EBITDA, reforçando a nossa disciplina financeira. Dessa forma, a Compass fecha mais período com sólidos resultados e resiliência em suas operações.

Passamos para a seção de desempenho das operações no segmento de distribuição. No quarto trimestre de 2025, distribuímos 14,4 milhões de metros cúbicos/dia, uma redução de 2% quando comparado com o mesmo período de 2024, explicada pelos altos estoques do setor ceramista no segmento industrial e pela competitividade do preço do GNV frente a outros combustíveis no segmento automotivo.

Vale ressaltar o crescimento de 15% no segmento residencial, reflexo do forte ritmo de novas conexões, uma marca da Compass, e por temperaturas mais amenas no período. Por fim, tivemos crescimento de 5% no segmento comercial, com destaque para o setor gastronômico.

Como resultado, o segmento de distribuição totalizou EBITDA de R$ 1 bilhão e 85 milhões, uma redução de 17% versus o quarto trimestre do ano anterior, afetado pela alienação da Norgás em 2024. Em bases recorrentes, a variação foi positiva em 2%.

No ano, distribuímos 14,7 milhões de metros cúbicos de gás por dia, aumento de 4% quando comparado com 2024. Encerramos o ano com EBITDA de R$ 4 bilhões e 491 milhões, uma redução de 2% quando comparado com o ano anterior.

Já em bases recorrentes, a variação foi positiva em 10%. Esse melhor desempenho é explicado principalmente por maiores volumes, melhor mix residencial e comercial e reajuste das tarifas.

Na próxima página, apresentamos o segmento de marketing e serviços, representado pela Edge. No último trimestre do ano, comercializamos 437 milhões de metros cúbicos de gás natural, crescimento de 63% quando comparado com o quarto trimestre de 2024.

No ano, atingimos mais de 1 bilhão e 500 milhões de metros cúbicos comercializados no mercado interno, crescimento acima de 100%, consequência da expansão do mercado livre e ampliação do número de clientes atendidos pela Edge através de diferentes fontes de originação. Como resultado, fechamos o quarto trimestre de 2025 com EBITDA de R$ 83 milhões.

O EBITDA normalizado, que considera o diferimento das cargas antecipadas no primeiro trimestre a fim de manter o impacto financeiro no mesmo período em que este volume é entregue aos clientes, foi de R$ 162 milhões, uma redução de 35% versus o mesmo período devido à concentração de otimizações de carga no período anterior. No ano, o resultado da Edge foi de R$ 653 milhões, aumento de 6% comparado ao ano anterior, e em bases recorrentes o aumento foi de 13%.

A seguir, apresentamos o desempenho financeiro consolidado da companhia. Totalizamos EBITDA no quarto trimestre de R$ 1 bilhão e 115 milhões.

O EBITDA normalizado, que reflete o ajuste temporal das cargas antecipadas no primeiro trimestre de 25 com o objetivo de manter o impacto financeiro no mesmo período em que este volume é entregue aos clientes, foi de R$ 1 bilhão e 195 milhões, uma variação de -4% em bases recorrentes. No ano, fechamos o EBITDA em R$ 4 bilhões e 974 milhões, praticamente em linha com o resultado do ano anterior, porém, se comparado em bases recorrentes, tivemos crescimento de 11%.

Somamos lucro líquido de R$ 255 milhões, queda de 66%, consequência das variações de EBITDA já explicadas, maior serviço da dívida líquida e por efeitos pontuais que impactaram o ano de 2024. No ano, o lucro líquido resultou em R$ 1 bilhão e 460 milhões, menor em 31% versus 2024, porém 8% abaixo quando comparado em bases recorrentes.

Por fim, finalizamos o período com R$ 683 milhões em investimentos, empenhados na expansão da distribuição de gás, conforme os planos regulatórios das distribuidoras e na finalização dos projetos de expansão da Edge. No ano, nossos investimentos somaram R$ 2 bilhões e 229 milhões, em linha com o ano anterior.

Passando para o slide de endividamento, encerramos o período com uma dívida líquida de R$ 10 bilhões e 462 milhões, sendo 87% no longo prazo e mais de 94% indexadas ao CDI. Fechamos o trimestre com custo médio de dívida de 100,4% do CDI e prazo médio de 5,5 anos.

Por fim, encerramos o ano com uma alavancagem de 2,2 vezes dívida líquida sobre EBITDA. Encerro aqui a minha apresentação e passo a palavra para o nosso CEO, Antonio Simões, que fará as considerações finais antes de passarmos para a nossa sessão de perguntas e respostas.

Muito obrigado.

Antonio Simões

Bom dia a todos. Queria agradecer aí a participação de vocês aqui no call.

Queria abrir fazendo comentário inicial e pedido também. Na semana passada, a Cosan soltou fato relevante, que também foi seguido por fato relevante da Compass, dizendo que ela avalia aí a realização de IPO, mas ainda sujeito a uma série de fatores e uma série de aprovações.

Queria dizer que a gente tá, por enquanto, ainda sem novidade sobre o processo e que, caso esse processo avance, a própria Cosan vai tá fazendo os seus comunicados no tempo correto. E aí pedir também pra que a gente concentre aqui a nossa conversa no resultado de 2025.

O foco realmente do call é o resultado de 2025 e o último trimestre. Dizer também, né, que a gente segue aqui muito focado nas entregas e ano que já começou também, já vai aí pra quase o final do seu primeiro trimestre.

Então, bom call a todos aí e a gente fica aberto as perguntas.

Operator

Obrigado. Daremos início à sessão de perguntas e respostas que serão respondidas pelo CEO da Compass, Antonio Simões, e pelo CFO da companhia, Marcos Fernandes.

Pedimos por gentileza que se identifiquem e façam todas as perguntas de uma única vez, aguardando a resposta da companhia. Lembrando que para fazer perguntas basta clicar no ícone Q&A no botão inferior de sua tela e enviar a sua pergunta.

Nossa primeira pergunta vem do senhor Matheus Enfeldt, da UBS. Por favor, Matheus, seu microfone está liberado.

Matheus Enfeldt

Bom dia, Antonio, Marcos. Obrigado pelo tempo e por pegar minhas perguntas.

Minha primeira pergunta, eu queria discutir pouco a evolução da margem de Edge. A margem média do trimestre de R$ 0,37 versus o que foi uma média dos primeiros 9 meses foi de R$ 0,45.

Primeiro eu queria entender essa pressão de margem de quase 20% sequencialmente, se esse é o novo patamar de margem sustentável que dá pra esperar do negócio. E quando a gente pensa no crescimento de volume, falando especificamente do on-grid, tá, não do off-grid, se esse patamar é o que vocês esperam daqui pra frente.

E parece também que o volume marginal que vocês têm adicionado sempre tem sido com margens menores nesses últimos trimestres. Só pra tentar entender se isso é assumption válido daqui pra frente e como pensar essa evolução de margem à medida que o volume cresce daqui pra frente.

Essa é a primeira pergunta. E daí a segunda, eu queria pensar pouco a estratégia da Compass daqui pra frente.

E eu entendo, não queria discutir a oferta em si, mas o que foi o movimento que trigou essa necessidade de analisar uma oferta, porque vocês estão realmente relativamente desalavancados a 2,2 vezes, são bons geradores de caixa, bons pagadores de dividendo, têm talvez alguns projetos que talvez não estejam mapeados agora, mas é mais entender qual é a necessidade de caixa ou se existe algum use of proceeds que levou a essa necessidade de discussão sobre eventual IPO pelo lado de vocês e a análise do lado de vocês. São essas duas.

Obrigado.

Antonio Simões

Bom dia, Matheus. Eu vou começar pela segunda pergunta.

Enfim, mesmo tendo feito aí disclaimer inicial, decisão se for tomada é nesse sentido do acionista, né, ou dos acionistas. Então acho que cabe a eles aí uma explicação melhor.

Mas o ponto que é importante com relação à Compass é que, né, até como vocês têm acompanhado, a gente mantém a empresa pronta aí, categoria A, desde sempre, desde aquela tentativa em 2020, governança, né, de padrões internacionais. Então, o nosso papel aqui é apresentar as alternativas pros acionistas.

De fato a gente não tem uso, né, pros recursos. A alavancagem tá, né, controlada dentro dos parâmetros que a gente sempre indicou que são parâmetros saudáveis pra gente.

E agora a gente de fato aguarda. Tem uma questão também de mercado, obviamente, tudo que tá acontecendo, né, início de ano com bastante entrada de recursos.

Acho que tudo isso influenciou aquele primeiro fato relevante lá. E agora o nosso papel aqui é, de lado, focar no negócio, continuar focado no nosso negócio, mas ao mesmo tempo, né, trabalhar pra dar essa alternativa caso o acionista de fato decida por esse caminho, tá?

Eu vou passar pro Marcos, ele começa falando sobre margens e eu complemento também.

Marcos Fernandes

Obrigado, Matheus. Falar pouquinho aqui sobre Edge.

A Edge começou, se a gente pensar aqui, tem praticamente dois anos, né? A gente entrou em operação ali com o terminal.

A gente começa com o terminal atendendo principalmente a Comgás no primeiro momento. E no ano passado a gente começa a destravar muito forte o mercado livre, né?

A gente em 24 testou praticamente que cinco clientes. Era ponto que ainda o mercado falava se iria, né, destravar, o mercado livre viria, se as indústrias viriam.

E rapidamente a gente viu que no ano passado a gente evoluiu bastante em número de clientes e o mercado todo como todo já migrou bastante pro mercado livre. Então a tese também que a gente começou a Edge era não só de atender distribuidoras, mas também ser líder aí destravando o mercado livre, dando competitividade, dando flexibilidade pros nossos clientes.

Isso se realizou. Durante o ano, o que a gente viu foi ali no primeiro trimestre, né, a gente teve algumas oportunidades de estar vendendo algumas cargas antecipadas em relação ao momento que a gente estaria entregando essa carga pros nossos clientes.

Ao longo do ano a gente veio contratando mais clientes, viemos tendo mais volume. O volume, todos os meses ele veio crescendo tanto também no mercado livre.

E o que a gente faz em termos de precificação ou quando a gente olha pra determinado cliente é garantir uma margem mínima, né? Então a gente sempre vai estar olhando o quanto que vai ser pra levar pro cliente, dando sustentabilidade também pro lado da indústria, pro lado do cliente, dando bastante flexibilidade e competitividade pra ele ver a atratividade também pra estar migrando aqui pro mercado livre, saindo ali do mercado cativo.

E o que a gente vai ter é essa garantia, né, de margens saudáveis pra estar a gente tendo a rentabilidade dos nossos negócios. Entre trimestres, você pode ter alguma flutuação pra cima e pra baixo, mas o que a gente vê no destravar aí é que as margens vão sempre ser saudáveis com a evolução também dos nossos volumes, tá?

Eu acho que é ponto importante pra colocar aqui é que isso, né, são só os primeiros streams que a gente fala que a Edge tá atuando. Ela começou com a distribuidora, veio agora pro mercado livre, mercado que ainda tem muito a crescer, né, ainda tem muita indústria que tá ali olhando pra esse tipo de segmento, vendo pra ter a atratividade pra migrar pro mercado livre.

A Edge acho que tem uma base muito forte comercial pra estar junto demonstrando essa força que ela consegue dar pros clientes. Mas uma coisa muito boa também é que a gente terminou ao final do ano outras duas vertentes.

A gente termina o nosso investimento no biometano, então a gente começa agora a ir e também dar esse processo de também dar pouco mais de descarbonização pros nossos clientes, que também vão ter mais esse apelo pra vir à Edge, pra estar construindo junto todo esse processo. E a gente terminou também o investimento que a gente sempre falou durante o ano inteiro, até do ano anterior, que era o GNL B2B, né?

Então agora a gente tá pronto, a balsa tá pronta, já tá rodando, a gente já começou a atender nosso primeiro cliente. E todos esses elos vão construindo a margem da Edge pra frente, tá?

Acho que tem muita coisa pra destravar, mas é o que eu posso dizer aqui, Matheus.

Antonio Simões

Deixa eu complementar, Marcos. Enfim, acho que alguns calls atrás surgiu uma pergunta parecida, né, com relação a margens, e acho que uma parte conceitual é que a gente não tá longo produto, né?

A gente tem uma plataforma aqui e portfólio que a gente criou que nos dá muitas opções de otimizar, né? A gente tem agora, né, uma série de opções de originação além do terminal.

O terminal que nos dá uma grande flexibilidade e tem também agora portfólio de clientes que cada, né, com a sua necessidade, vai nos dar também, acho que uma responsabilidade, né, ao estar atendendo plenamente, mas ao mesmo tempo essa base aumentar ela vai dando também mais oportunidades de otimizações sem posições descobertas, né? Então a gente, à medida que a gente vai crescendo, a gente vai chamando volume, né?

Eu não tenho uma pressão, né, de compressão de margem para que eu possa crescer. A gente não tem alvo de market share.

O que a gente tem, de fato, é uma vantagem competitiva e o negócio é muito novo. A gente considera as margens saudáveis e vai continuar crescendo com margens saudáveis daqui pra frente, tá, Matheus?

Eu acho que complementaria aí o Marcos com esses pontos.

Matheus Enfeldt

Tá certo, obrigado.

Operator

A próxima pergunta vem da senhora Monique Greco, do Itaú BBA. Por favor, Monique, seu microfone está liberado.

Monique Greco

Oi, pessoal, bom dia. Obrigada pela oportunidade de fazer perguntas.

Eu vou fazer duas aqui também. A primeira é bem do curto prazo que a gente tá vendo aqui agora, assim nesse contexto de turbulência global com disrupção de supply da QatarEnergy, né?

As cotações de preço de gás explodiram lá fora. Queria ouvir de vocês como que isso se relaciona aqui com as operações da Compass, se faz sentido a gente entender que isso gera uma oportunidade ainda maior pro resultado de otimização de cargas que vocês já vêm fazendo.

E a minha segunda pergunta era resgatar pouco ponto que vocês já até comentaram no último call de resultados sobre as perspectivas pro LRCAP. Como é que vocês tão olhando esse leilão, quais as perspectivas que podem vir pra companhia ali do resultado do leilão no final de março?

Obrigada.

Antonio Simões

Bom dia, Monique. Obrigado aí pelas perguntas.

Vou começar aí pela primeira. De fato esses deslocamentos de preço, né, eles tendem a gerar oportunidades.

Sempre tem sido o nosso argumento, tá? Acho que em qualquer direção, esses movimentos eles, né, nunca acontecem globalmente da mesma forma, eles têm impactos diferentes e acabam gerando oportunidades, né, de alguma otimização.

Agora também é uma coisa muito recente, né? A gente ainda tá aí avaliando os impactos na curva.

Apesar de, né, no curto prazo é muito difícil você tomar alguma decisão, né, porque essas coisas tão, né, unfolding aí, tão desenrolando a cada hora, né? Mas o que a gente tá de fato olhando e avaliando é o impacto na curva, o impacto realmente no suprimento mais de médio prazo.

Mas sem dúvida nenhuma, né, pode apresentar oportunidade. Isso a gente tá aí, o time, né, tá muito focado ali pra, caso isso se concretize, a gente, né, poder, em comum acordo aí com os supridores, a gente, né, tentar achar algum espaço.

Agora, isso funciona, né, normalmente quando é pra cima, quando é pra baixo. Esses deslocamentos aí a gente tem argumentado que são, pro negócio de otimização do programa aqui, eles sempre trazem alguma oportunidade, tá?

Com relação ao LRCAP, o que a gente tem agora, né, tá na iminência aqui do leilão e a gente tem se posicionado como supridor pra alguns projetos dos quais a gente acha que alguns aí a gente vai ter sim uma competitividade, né, pela nossa localização e pela flexibilidade que o terminal nos permite também oferecer pros clientes. Então, na nossa visão, de qualquer forma, né, o próprio fato de você ter o leilão, ele vai gerar oportunidades e liquidez pro mercado, independente de quem seja o supridor, né, oficial dos projetos.

Enfim, sempre que houver despacho você vai também trazer uma liquidez e movimento pro mercado. Então, direcionalmente, a gente tá se posicionando, a gente acha que tem competitividade pra alguns projetos, mas só o fato de você ter esse leilão e despachos aí ao longo dos próximos anos, pode ser já fato interessante pra aumentar a liquidez do mercado.

Monique Greco

Obrigada, Antonio.

Operator

A próxima pergunta vem do senhor Vinicius Andrade, do Safra. Por favor, Vinicius, seu microfone está liberado.

Vinicius Andrade

Oi, pessoal, bom dia. É, recentemente a gente tem escutado a ANP comentando aqui sobre uma certa prioridade na desconcentração do mercado de gás natural, e que nesse sentido ainda em 2026 poderia ser adotado mecanismo de gas release.

Como segmento de distribuição acaba sendo elo bem importante aqui na cadeia, gostaria de saber de vocês se vocês têm tido algum tipo de interação com a ANP nesse sentido. E também gostaria de ouvir a visão de vocês sobre o que vocês acreditam que falta o framework regulatório avançar pra gente conseguir ver aí uma aceleração na desconcentração do mercado de gás natural.

Antonio Simões

Bom dia, Vinicius. Vou tentar aqui resumir pouco.

É, com relação aí especificamente ao gas release, eu acho que a tua segunda pergunta também vai pouco nessa linha da regulação. É, o que a gente tem visto nos últimos anos é acho que é uma intenção muito clara, né, tanto do Ministério de Minas e Energia quanto da ANP, é de trazer mais transparência e mais competitividade pro mercado.

Nesse sentido, é a gente que participa do mercado é, né, fica a acompanhar e nos envolver também com a agenda. A gente tá sempre ali disposto a tecnicamente trazer os nossos temas, enfim.

Mas, de maneira geral, a gente vê com bons olhos a iniciativa de trazer mais competitividade e transparência pro mercado. O gas release eu acho que é uma das medidas aí que tá sendo discutidas e já há muito tempo também.

Então acho que não dá pra gente fazer previsões de como vão ser os próximos passos e, enfim, qual vai ser o resultado final. Mas, de maneira geral, né, trazer volume pro mercado de maneira ordenada, obviamente, trazer competitividade, transparência, mas também respeitando os contratos, é uma coisa que a gente vai tá sempre apoiando, né?

E acho que isso vale também pra agenda mais ampla, né? Tem uma série de medidas, isso já vem sendo discutido há muito tempo, é, né, revisões tarifárias, além do gas release, toda uma discussão aí pra que a gente tenha mercado que continue crescendo.

A gente já tem bons indicativos de que as medidas até aqui e também a entrada de alguns players, como a própria Edge e outros comercializadores, têm trazido avanço grande pro mercado, né? A gente vê a migração pro mercado livre acontecendo.

Eu dou exemplo aqui de São Paulo, esse ano a gente já tá com 70% das indústrias no mercado livre. Isso não acontece por imposição, isso acontece porque de fato os clientes estão percebendo valor em fazer a migração ao poder discutir com vários fornecedores formato de contrato que seja mais adaptado à sua realidade, e isso tá se traduzindo em valor financeiro também, senão a gente não teria essa migração tão grande aí acontecendo, principalmente ali a partir de meados de 2024.

Então acho que a gente tá no caminho certo. É, tem uma agenda intensa aí ao longo do ano que tá proposta, publicada lá pela ANP, mas também o que tá acontecendo no Ministério de Minas e Energia.

A gente tanto do lado de distribuição quanto do lado de marketing e serviços aí, a gente acompanha muito de perto e vai tá aí apoiando a discussão, de novo, pra trazer competitividade, trazer transparência, mas também sempre com a preocupação de respeito aos contratos.

Vinicius Andrade

Tá claro. Muito obrigado e bom dia.

Operator

Nossa próxima pergunta vem do senhor Matheus Enfeldt, da UBS. Por favor, Matheus, seu microfone está liberado.

Matheus Enfeldt

Bom, eu de novo. Obrigado pelo tempo mais uma vez.

É, três follow-ups aqui mais rápidos. É, a primeira é como é que tá a discussão de conexão do TRSP com a malha de transporte?

Sei que tinha alguns projetos avançando, como é que tá o pipeline pra isso entrar no calendário? É, e daí o segundo follow-up também do lado meio regulatório, é como é que tão as conversas pra resolução da devolução de créditos tributários pela saída do ICMS da base do PIS/COFINS, decisão do STF?

É, como é que vocês entendem o impacto disso, como é que vai funcionar o pass-through de tarifas pros clientes e como escalonar essa devolução no tempo, mas entender como é que funciona esse processo. Então esses dois follow-ups.

Muito obrigado.

Antonio Simões

Beleza, Matheus. Eu vou começar com a conexão.

É, processo não teve muita novidade recente, mas o fato é que a gente tem trabalhado já há algum tempo em conjunto lá com a NTS pra viabilizar essa conexão. É, já foi submetido à ANP e tá agora aguardando ali uma fase final de aprovação.

A gente quer muito que isso aconteça no curto prazo e também, né, nos parece que é só uma questão de trâmite burocrático aqui, mas não tem, pelo menos, né, ao que a gente possa observar, nenhuma grande pendência com relação ao processo, tá? Então é uma questão de tempo de processamento lá, enfim, a gente tá muito próximo acompanhando aí pelo interesse que a gente tem em seguir, tá?

É, com relação ao PIS/COFINS, né, a deliberação da ARSESP é, né, mais passo na conclusão da consulta pública. É, a gente ao longo desse processo apresentou uma série de argumentos e ainda tem espaço aí pra recursos e não tá muito claro ainda como que vai funcionar isso, tá?

Então a gente tá também com o time muito próximo pra, né, avaliar qual o melhor caminho e depois de uma definição aí seguir com a implementação.

Matheus Enfeldt

Perfeito, muito obrigado.

Operator

A sessão de perguntas e respostas está encerrada, e agora gostaríamos de passar a palavra para o senhor Marcos Fernandes, que fará as considerações finais da companhia.

Marcos Fernandes

Obrigado pela presença de todos. Fechamos mais ano robusto, né, mais resultado sólido conforme a gente vem fazendo desde o início da Compass em 2020.

Com tudo que a gente colocou na nossa tese quando criamos a Compass, a gente veio desbravando esse mercado de gás natural que a gente entende que tem muito espaço ainda pra crescer, e a gente veio garantindo tudo com uma alocação de capital muito responsável. A gente veio com mais ano de resultados crescendo na distribuição 10%, a Edge também colocando os seus projetos pra andar.

A gente vê agora o biometano pronto, a parte do GNL B2B também pronto pra operar, já operando no primeiro cliente. Então a gente vai continuar com bastante foco, disciplina na execução, excelência operacional, buscando o máximo de eficiência em todos os nossos ativos.

E a gente espera aí ver vocês novamente com o resultado do primeiro trimestre pra gente falar e responder todas as perguntas. E agradeço a todos aí a presença no call, tá?

Muito obrigado.

Operator

A conferência de resultados do quarto trimestre de 2025 e do ano de 2025 da Compass Gás e Energia S.A. está encerrada.

Lembramos que o departamento de relações com investidores está à disposição para responder demais dúvidas e questões. Muito obrigado aos participantes e tenham bom dia.