Dexxos Participacoes SA

Dexxos Participacoes SA

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Q2 FY2026 · Earnings Call TranscriptAugust 12, 2026

Operator

Bom dia, senhoras e senhores. Agradecemos a audiência e lhes desejamos boas-vindas a mais uma videoconferência de resultados da Dexxos Participações S.A., a qual chamaremos de Companhia daqui em diante.

Nesta apresentação serão abordados os resultados da Companhia relativos ao segundo trimestre de 2026. Gostaríamos de informá-los que este evento está sendo gravado.

Estamos transmitindo ao vivo via plataforma Zoom com a imagem do palestrante, áudio e slides, que podem ser acessados no site de Relações com Investidores da Companhia no endereço: www.dexxos.com.br. Após a apresentação da Companhia, o palestrante responderá perguntas recebidas durante a apresentação.

As perguntas devem ser enviadas por escrito dentro da plataforma do Zoom. Antes de prosseguir, é importante ressaltar que a apresentação projetada está atualizada até a sua data de realização e a Companhia não se obriga a atualizá-la mediante novas informações e/ou acontecimentos futuros.

As informações aqui apresentadas correspondem às informações consolidadas da Companhia, exceto as da Metanor S.A., Metanol do Nordeste, e Copenor, Companhia Petroquímica do Nordeste, as quais são reconhecidas por equivalência patrimonial, ou se explicitamente indicado. Os resultados dos segmentos químico e aço representam, respectivamente, os números da controlada GPC Química S.A.

e os números consolidados da Apolo Tubos e Equipamentos S.A., empresas controladas pela Companhia. Eventuais declarações que possam ser feitas durante esse evento, relativas às perspectivas de negócios da Companhia e/ou suas controladas, projeções e metas operacionais e financeiras, constituem-se em crenças e premissas da diretoria da Companhia, bem como em informações atualmente disponíveis.

Considerações futuras não são garantias de desempenho. Elas envolvem riscos, incertezas e premissas, pois se referem a eventos futuros e, portanto, dependem de circunstâncias que podem ou não ocorrer.

Investidores devem compreender que condições econômicas gerais, condições da indústria e outros fatores operacionais podem afetar o desempenho futuro da Companhia e podem conduzir a resultados que diferem materialmente daqueles expressos em tais considerações. Estão presentes hoje os senhores Rafael Alcides Rafael, CEO, Adroaldo Roberto Castronovo Carvalho e Igor de Oliveira Gomes, diretores executivos da Companhia.

Gostaria de passar a palavra ao senhor Rafael, que dará início à apresentação.

Rafael Alcides Rafael

OK. Bom dia.

Áudio tá OK? OK.

Bom dia. Obrigado a todos pela participação em mais uma apresentação de resultados da Dexxos Participações.

Hoje nós apresentamos os resultados e destaques referentes ao segundo trimestre e o acumulado do primeiro semestre de 2026. Ao final da apresentação teremos a nossa sessão de perguntas e respostas.

Temos aqui o nosso link do Q&A, portanto fiquem à vontade para enviar suas perguntas durante a apresentação, e ao final vamos procurar responder a todos. Passando aqui para os nossos destaques, só comentando também que mais uma vez eu conto com a presença dos meus colegas de diretoria, Adroaldo Carvalho e Igor Gomes, que irão trazer também boas informações, atualizações e complementar a nossa visão dos segmentos de operação da Companhia.

Em seguida eu vou passar a palavra a eles para que eles possam comentar o panorama das operações dos nossos mercados. Então começando a apresentação aqui pelo slide 4, com os principais destaques do período, temos inicialmente o comparativo dos indicadores do segundo trimestre de 2026 com o mesmo período do ano anterior.

Encerramos o trimestre com a receita líquida de 460 milhões, o que representou uma redução de 22,9%, impactado por menores volumes em ambas as operações, químico e aço, devido a fatores que iremos comentar a seguir na análise dos segmentos. O lucro bruto e o EBITDA também apresentam reduções no resultado absoluto e têm uma melhora no indicador de margem.

O lucro bruto foi de 83,9 milhões, redução de 9,6%, e a margem aumentou 2,7 pontos percentuais, atingindo 18,2%. O EBITDA do trimestre ficou em 58,8 milhões, que representou uma redução de 13,2%, e resultou em aumento de margem de 1,4 ponto percentual, chegando a 12,8%.

Não obstante a redução nesses indicadores financeiros, o resultado alcançado no lucro líquido demonstrou uma boa resiliência, aumentando em 8% na análise comparativa e atingindo o patamar de 42 milhões no trimestre, com margem de 9,1%. Além da relevância desse indicador, é importante ressaltar que ele ocorre diante de cenário persistentemente desafiador nos mercados.

Esse foi mais trimestre marcado por incertezas e instabilidades, com ambiente macroeconômico adverso, atividade doméstica ainda contida e condições financeiras restritivas. Tivemos movimentos mais consistentes de flexibilização monetária pelo Banco Central, mas continuamos atravessando período prolongado de juros mais elevados, agora em 14% ao ano.

Isso pressionando a atividade econômica e limitando uma recuperação mais acelerada dos investimentos privados. Além disso, persistem também os fatores de incerteza geopolítica, com impactos na volatilidade de preços das commodities e os desafios relacionados ao comércio internacional.

Todo esse cenário, ele reforça a importância da disciplina operacional, financeira e da alocação eficiente de recursos da Companhia. Dentro desse contexto e voltando aqui nos destaques, é importante também ressaltar o indicador de alavancagem que permaneceu invertido, fechando o trimestre com caixa líquido de 16,6 milhões, representando uma evolução de quase 100 milhões, 98,7 milhões em relação ao mesmo período do ano anterior.

Esse posicionamento não somente reafirma a solidez financeira da Companhia, como também permite realizar uma gestão com consistência nas operações, reforçando a capacidade de abastecimento nos nossos mercados e minimizando os impactos da volatilidade de preços. Outro destaque que também ilustra essa estratégia e reforça a capacidade financeira da Companhia é o contrato celebrado com o BNDES com uma linha de 100 milhões para a GPC Química, conforme foi anunciado em fato relevante no final de junho.

Ainda na perspectiva da gestão financeira e alocação estratégica de capital, seguimos reforçando o pilar da remuneração aos acionistas. No final de março, foi aprovado o segundo programa de recompra, que abrange 3,6 milhões de ações ordinárias, representando 3% das ações em circulação, com prazo de 18 meses.

Concluindo o nosso overview dos destaques, reiteramos aqui uma importante realização da Apolo, onde tivemos o lançamento da linha de tubos galvanizados Artemis. É uma tecnologia pioneira e exclusiva no Brasil, com potencial de maior eficiência e ampliação do portfólio, permitindo atingir novos nichos de mercado e aumentar a nossa participação no segmento.

O Igor vai trazer mais novidades a seguir no nosso panorama desse segmento. Então passamos aqui ao slide 5, com os destaques operacionais e financeiros do segmento químico.

Temos aqui na análise trimestral dos volumes: o segundo trimestre apresentou redução na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior de 26,2% e de 3,6% contra o primeiro trimestre de 2026. Esse impacto maior no comparativo com o ano anterior tem influência principalmente do portfólio de distribuição, relacionado a restrições na revenda de metanol, que tem uma participação relevante quando se trata de volumes.

Na análise comparativa do semestre, a redução do volume foi de 21,6%, onde os drivers são, em essência, semelhantes a esses do trimestre. Na análise da receita bruta, o indicador em linhas gerais reflete o impacto dos volumes, apresentando no segundo trimestre de 2026 uma redução de 19,1% em relação ao segundo tri de 2025.

Na comparação com o primeiro tri de 26, mesmo com a queda em volumes, tivemos aumento de 19,9% na receita, causado fundamentalmente pelo impacto dos preços nas matérias-primas, que sofreram aumentos significativos nesse trimestre devido ao conflito no Oriente Médio, notadamente relacionado às restrições no Estreito de Ormuz. Na análise do semestre, a redução da receita foi de 23%, refletindo essa combinação de fatores.

Em seguida o Adroaldo complementa essa análise com mais detalhes dos nossos mercados de atuação. Mas antes, concluindo aqui esse slide com a análise do EBITDA ajustado, apesar do impacto de volumes, tivemos no segundo trimestre de 26 desempenho bastante positivo, superando o mesmo período do ano anterior em 5,6%.

Tivemos redução de 12,8% na comparação com o primeiro trimestre de 26, onde tivemos reconhecimento maior dos ganhos de escala nas matérias-primas, tipicamente mais concentrados no primeiro trimestre. E na análise do semestre, também apresentamos aumento no indicador, que superou o mesmo período do ano anterior em 1%, chegando ao resultado de quase 120 milhões nesse primeiro semestre de 2026.

Resultado bem expressivo, sobretudo diante das adversidades enfrentadas. Bom, passamos aqui então ao slide 6.

Temos alguns destaques complementares referentes ao panorama do segmento químico, e eu aproveito para passar então a palavra ao Adroaldo, que vai poder complementar com mais detalhes desse nosso segmento. Adroaldo, por favor.

Adroaldo Roberto Castronovo Carvalho

Bom dia a todos. Como o Rafael já falou, sou Adroaldo Carvalho, diretor da Dexxos e também diretor de operações da GPC Química.

Estou falando de uma das nossas fábricas localizada em Araucária, no Paraná. Explorar pouquinho mais então com algum detalhamento dos resultados obtidos pela GPC Química que o Rafael já apresentou anteriormente, passando pouco mais de detalhamento de cada dos itens aqui apontados.

Nós destacamos a questão da diversificação do portfólio, dizendo que a ampliação do mix é muito importante porque podemos notar que mesmo com volume total de vendas inferior no período, a GPC apresentou desempenho bastante positivo. Na verdade, o resultado reflete a eficácia da estratégia de diversificação dos nossos negócios e segmentos, que adotamos já há algum tempo, e isso reafirma a resiliência da operação e fortalece a confiança na continuidade dessa diretriz estratégica.

A questão da aceleração de vendas de resinas termofixas. A IBÁ, a associação que mede o desempenho da produção de painéis de madeiras reconstituída a partir de fibras e/ou partículas, demonstrou crescimento importante no primeiro trimestre e algum crescimento também no segundo trimestre do ano.

Esses painéis de madeiras são o grande propulsor do volume de vendas que a GPC Química faz em resinas termofixas. E o que podemos dizer é que continuamos muito bem posicionados nesse negócio principal e conseguimos performar de acordo com o crescimento que a IBÁ demonstrou, mantendo a nossa posição e até com crescimento de market share significativo no período.

As tarifas que o governo estadunidense fez sobre as exportações, em geral do Brasil, mas focado principalmente no segmento madeireiro, essas medidas tarifárias representam efetivamente desafio pro setor madeireiro brasileiro, especialmente no segmento com maior dependência de exportações destinada aos Estados Unidos. No caso da GPC Química, o impacto esperado é relativamente reduzido em razão principalmente do posicionamento predominante nos mercados de painéis de fibras e partículas.

Basicamente estamos falando de MDF e MDP, onde as exportações para o mercado americano deste tipo de painel é menor, é menos significativo. Porém, o segmento de painéis de compensados fenólicos é bastante dependente de exportações americanas, e esse segmento deverá ser mais fortemente impactado.

Nós, na GPC, teremos esse efeito mitigado porque conseguimos, através de outras aplicações, realocar as resinas de base fenol para outros segmentos e outras aplicações, o que novamente reforça a importância da diversificação de mercados e realmente mitiga pouco o fato de sofrermos então esta pressão. A distribuição de produtos químicos.

Como dizemos ali, o processo administrativo relacionado à revenda de metanol continua em trâmite junto à ANP. O segmento de distribuição tivemos desempenho reduzido, sim, mas estamos trabalhando fortemente pra voltarmos à performance esperada a seguir.

Sobre a gestão de supply chain, como o Rafael mencionou anteriormente, todas essas questões geopolíticas, estamos falando que a indústria química brasileira, notadamente a GPC Química, tem na sua matriz de suprimento uma dependência bastante grande das commodities internacionais. Lembrando que produzimos resinas termofixas e outras resinas especiais a partir de metanol, de ureia, de melamina, e todas essas commodities químicas atualmente são 100% importadas.

O Brasil não produz estes insumos. Já produzimos ureia, mas atualmente ainda não estamos produzindo ureia técnica.

E o que podemos dizer aqui é que a robusta experiência da GPC Química na gestão de suprimentos e estoque de commodities químicas, além, obviamente, das sólidas parcerias que montamos nestes anos já com fornecedores globais, possibilitaram com que tivéssemos êxito no abastecimento do mercado brasileiro em todo o primeiro semestre. Nós devemos continuar aperfeiçoando os nossos processos de planejamento, de gestão de estoque e monitoramento do cenário internacional, desafiante inclusive, pra mitigar os riscos e responder com rapidez às mudanças do ambiente de negócio.

Mas o primeiro semestre podemos nos orgulhar de que efetivamente abastecemos a contento o mercado. Sobre as oscilações de commodity, bom, aqui é uma questão bastante interessante.

Os preços das commodities químicas em todo o semestre, mas notadamente a partir de março, sofreram elevações globalmente muito fortes. A GPC Química, ao longo do tempo, desenvolveu histórico de gerenciamento dessas variações, e conseguimos adotar algumas estratégias que mitigam, o que for possível, os impactos em nossos resultados.

Além disso, o mercado que atuamos também desenvolveu mecanismo de comunicação e alinhamento que buscam alguma transparência e previsibilidade aos agentes envolvidos, que visam permitir o mais possível o repasse, equilibrando as variações ao longo da cadeia e assegurando a todos os elementos a continuidade o mais sustentável possível de todas as operações. Então, finalizando: semestre desafiante, segundo trimestre pouco mais desafiante que o primeiro, mas os resultados que a GPC Química entregou foram bastante bons, e queremos continuar fazendo isso então.

Rafael, acho que explorei o slide mostrando pouco das nossas operações. Se você precisar alguma coisa adicional, estarei disponível.

Rafael Alcides Rafael

Tá ótimo, Adroaldo. Explorou muito bem.

Obrigado. Vamos seguir aqui então, passando ao nosso slide 7, retomando aqui com a apresentação no segmento da Apolo, segmento aço.

Esse trimestre na Apolo ainda foi período marcado por condições mercadológicas desafiadoras, resultados pressionados por uma combinação de fatores que impactam no desempenho da nossa operação. Nós já notamos uma retomada em volumes com alguns mercados ganhando maior tração.

O Igor a seguir vai poder comentar com mais detalhes essa visão. E nessa linha o resultado começa a apresentar ponto de inflexão, também refletindo parte dos movimentos de reestruturação que nós vimos realizando, visando maiores ganhos de eficiência.

Nessa linha, analisando aqui os indicadores de volumes, tivemos nesse segundo trimestre de 26 aumento de 19,1% em relação ao trimestre anterior, atingindo 14,6 mil toneladas no período. Apesar do avanço, esse volume ainda é 25% inferior ao mesmo período do ano passado, quando tivemos o cenário de demanda mais favorável e concentração maior nas entregas de projetos.

Nesse sentido, a análise semestral apresenta redução de 39% em relação ao primeiro semestre de 2025. Na análise da receita bruta, o indicador de certa forma acompanha o desempenho dos volumes, apresentando também uma redução de cerca de 32% em relação ao segundo trimestre de 2025 e aumento de 13,2% em relação ao primeiro trimestre de 26, conforme essa evolução dos volumes.

E no semestre a redução foi de 42%. Passando aqui à análise do EBITDA ajustado, o trimestre reflete, ainda de forma bem contida, essa inflexão que comentamos, fechando esse trimestre no positivo em 1,6 milhão.

No semestre o indicador acumula resultado ainda negativo de 3 milhões no período. Não obstante o potencial de retomada de alguns dos nossos mercados de atuação, a Companhia vem trabalhando muito fortemente nas iniciativas que a gente controla e que podem trazer ganhos estruturantes de produtividade e eficiência para a operação.

Nesse contexto também temos a consolidação de ciclo de investimentos estratégicos que começam efetivamente a avançar. O Igor vai comentar pouco mais sobre esses aspectos.

Então aproveito aqui o ensejo para passar para o slide seguinte, o slide 8, com o panorama do segmento aço, e passo a palavra para o Igor para que ele possa complementar e comentar com mais detalhes esse nosso panorama da Apolo. Igor, por favor.

Igor de Oliveira Gomes

Legal. Bom dia a todos.

Obrigado, Rafael. Uma satisfação novamente estar aqui e compartilhar algumas informações adicionais sobre a nossa Companhia.

Bem, trazendo panorama da área aço, a gente trouxe principalmente quatro destaques, sendo o primeiro deles sobre o lançamento da linha Artemis. Compartilho aqui que a linha de produção foi totalmente concluída e finalizada no último trimestre.

Isso quer dizer que o comissionamento foi encerrado com êxito, em conjunto com as empresas que nos apoiaram neste projeto, que foi o mais relevante da Companhia nos últimos anos dentro do braço siderúrgico. Dessa forma, com o ciclo industrial encerrado e com o fim do startup, iniciamos a produção e o ramp-up com aumento de eficiência da linha, atendendo inicialmente uma carteira de pedidos que vai seguir uma curva típica de adoção pelo mercado consumidor.

Com esse produto, o Artemis, a nova geração de galvanizados da Apolo sendo introduzido gradativamente ao mercado, o próprio mercado vai identificando vantagens e diferenciais, que em seguida nós exploramos juntamente com os casos de sucesso e que depois serão escalados ao longo do tempo. Com relação a esse mercado consumidor, estamos trabalhando de forma intensa as iniciativas comerciais para dar visibilidade adequada à nova geração de galvanizados da Apolo.

Como tratam-se de novos mercados e uma ampliação do portfólio, estamos seguindo com rigor plano voltado a nichos de mercado dentro da área estrutural, diferente daqueles que historicamente temos atuado. Aqueles que nos acompanham sabem, nós temos atuado principalmente nos tubos de condução.

Então a linha Artemis é extremamente voltada aos tubos estruturais. E alguns exemplos desse mercado são principalmente a indústria automotiva, estruturas metálicas e outras aplicações também dentro do segmento de agro.

Passando ao segundo tópico, que é a ampliação da oferta ao mercado solar, a gente vai ver novamente destaque relacionado à linha Artemis. Isso porque nos obtivemos recentemente a aprovação e homologação deste produto para atendimento aos projetos de energia fotovoltaica.

Sabemos que o mercado de energia fotovoltaica, ele é segmento extremamente representativo, a gente viu isso em 2025, e com potencial. E essa homologação ocorreu com a retirada de amostras e seguiu protocolo de testes que ao final deste protocolo, nós fomos aprovados e homologados.

Essa aprovação é reconhecimento da inovação tecnológica trazida pela Apolo e do sucesso da implementação da linha. Então, além dos mercados que eu comentei, mercado automotivo e estruturas metálicas e também o segmento agro, a linha Artemis a partir de agora também passa a ser solução dentro do mercado de energia fotovoltaica, concorrendo com outras soluções que a gente já conhece.

Passando ao terceiro tópico, com a recuperação de volume, tivemos aí quase 20% de incremento de volume comparado ao trimestre anterior. Esse aumento de volume, ele reflete uma recuperação em alguns mercados específicos.

Dentro da infraestrutura e construção civil, a gente vê uma relativa estabilidade, dentro de uma tolerância normal de mercado, mas a gente vê impacto desse volume principalmente no mercado de energia, tanto em óleo e gás quanto no fotovoltaico. Este último, o fotovoltaico, apesar de ainda enfrentar questões regulatórias e de curtailment, a gente teve, sim, destravamento de alguns projetos que estavam adormecidos e que tivemos sucesso em capturar essa demanda desses projetos devido ao nosso posicionamento extremamente sólido nesse setor, juntamente com a nossa nova linha de produtos, que é a Artemis.

Então, basicamente, o setor de óleo e fotovoltaico, eles foram os responsáveis por esse incremento de volume no último trimestre. Caminhando para o último tópico e já finalizando, com a questão geopolítica que envolve o Estreito de Ormuz, já explorado pouquinho aí pelo Rafael e pelo Adroaldo na química, o que vemos é que existe hoje uma abordagem diferente para o mercado com relação ao preço do petróleo.

Então essa abordagem, ela traz uma volatilidade implícita maior e que gera oportunidades de curto prazo. Então as empresas exploradoras de petróleo tentam se aproveitar dessas oportunidades de curto prazo, só que isso demanda extrema agilidade na implementação de novos projetos ou de retomada de projetos anteriores.

Então isso demanda muita agilidade e muita velocidade de entrega. Então o que eu quero dizer é que a gente vê movimento em função dessas variações da commodity, movimento com mais apetite, mesmo que seja oportunístico.

Então essas empresas, elas entendendo esse movimento, tentam se aproveitar, mesmo sabendo que do dia pra noite alguma notícia aleatória pode refletir no preço. Mas mesmo assim demanda uma extrema agilidade e velocidade pra poder atender esses projetos e capturar essas oportunidades, mesmo que sejam de curto prazo.

Bom, basicamente acho que esses foram os principais destaques para o panorama aço. Agradeço o convite novamente e devolvo o comando da apresentação ao Rafael.

Rafael Alcides Rafael

OK. Obrigado, Igor, pelos seus comentários.

Voltando aqui à sequência da apresentação, eu passo então ao slide 9, onde nós temos a visão consolidada da receita bruta da Dexxos. Nessa análise tivemos uma redução de 22,8% em relação ao segundo trimestre de 25 e crescimento de 18,2% no comparativo com o trimestre anterior, refletindo a evolução do indicador em ambos os segmentos, sendo que na GPC Química foi impulsionado pela oscilação dos preços das matérias-primas e também variação cambial, enquanto na Apolo a métrica acompanhou a evolução dos volumes.

No comparativo do semestre, o indicador teve redução de 29%, nesse caso refletindo uma contração nos dois segmentos. Passando aqui ao slide 10: lucro bruto consolidado.

Na análise trimestral do lucro bruto, o segundo trimestre de 26 apresentou redução de 9,6% em relação ao mesmo período do ano passado e de 2% na comparação com o primeiro tri de 26. Na análise semestral, a redução foi de 15%, com maior impacto vindo do segmento aço pelos motivos já abordados aqui anteriormente.

Passando ao slide 11, com a análise do SG&A consolidado, as despesas de SG&A no trimestre recuaram 5,7% contra o mesmo período de 2025, com redução das despesas com vendas em consequência da variação dos volumes nas operações e também devido a menores despesas gerais e administrativas. Na comparação com o primeiro tri de 26, houve aumento de 15% devido principalmente ao incremento de despesas com vendas nesse período.

No comparativo semestral, houve redução de 7,5%, com o indicador atingindo 11,3% da receita líquida. A gente passa agora ao slide 12, com a análise dos resultados consolidados da Dexxos com os indicadores de EBITDA e lucro líquido.

Na análise trimestral do EBITDA ajustado, apresenta aqui uma redução de 13% em relação ao mesmo período do ano anterior e ligeiro aumento de 0,4% em relação ao primeiro tri de 26. No semestre houve redução de 24,8%, com o indicador atingindo 117 milhões nos seis primeiros meses de 2026.

Já na análise do lucro líquido, o indicador do segundo trimestre de 26 reduziu 18% em relação ao trimestre anterior e teve aumento de 8% em comparação com o mesmo período de 2025, atingindo 42 milhões nesse trimestre. Na análise do acumulado do ano, houve aumento de 2% em relação a 2025, fechando esse primeiro semestre de 2026 com lucro líquido de 93,4 milhões e margem de 11%, demonstrando bom desempenho e a boa resiliência desse indicador.

A gente passa aqui agora ao slide 13, apresentando os indicadores de endividamento e alavancagem da Companhia. A alavancagem, ela permanece bem controlada, fechamos mais trimestre com esse indicador invertido em -0,1 vez o EBITDA, com uma posição de caixa líquido no fechamento do período de 16,6 milhões.

O perfil do endividamento também segue bem controlado, com mais de 80%, 82,2% da dívida vencendo no longo prazo e prazo médio de 5,2 anos. E o custo da dívida também segue bem ajustado, fechando o trimestre com o custo médio de 8,8% ao ano.

Finalizando aqui a apresentação, a gente traz retrospecto dos investimentos da Companhia aqui no slide 14. Em 2026 estamos com o acumulado de 38 milhões no consolidado, sendo 17,2 milhões na GPC Química e 20,8 milhões na Apolo.

Pra esse ano nós apresentamos guidance da ordem de 62 milhões, onde pouco mais da metade, cerca de 60%, está alocado na GPC Química, ou seja, pro segundo semestre do ano a gente deve ver uma alocação maior dos recursos de investimentos direcionados na operação da GPC Química e avanço proporcionalmente menor do capex da Apolo, tendo em vista inclusive essa consolidação do maior ciclo de investimento no aço que a gente vem comentando aqui e que o Igor também ressaltou. Claro que essa é uma pauta dinâmica, tá sempre sujeita a ajustes no percurso, considerando o melhor cenário e o melhor timing de execução dos projetos.

A gente vai estar atentamente avaliando isso pra capturar a melhor eficiência nessa execução, além, naturalmente, da melhor alocação de capital pra Companhia e os melhores cenários de retorno para os acionistas. Bom, com isso a gente chega ao final da apresentação e podemos passar pra nossa sessão de perguntas e respostas.

Eu vejo que a gente já tem aqui algumas perguntas, começando aqui pela pergunta do Gustavo Cunha, do BTG. Obrigado, Gustavo, pela sua participação.

A pergunta vem de: capital de giro: como devemos pensar sobre a dinâmica de capital de giro e capital empregado nos próximos trimestres? A expectativa é de estabilização enquanto o conflito persistir e posteriormente de uma normalização, redução de capital empregado com a resolução do conflito?

Tem a segunda pergunta, mas deixa eu explorar aqui primeiro a primeira questão do Gustavo. Com relação ao capital de giro, acho que é bom ponto.

A gente comentou no último call que havia feito esse movimento visando ter mais segurança no nosso abastecimento. O Adroaldo explorou bastante bem esse assunto com relação à nossa gestão de supply chain.

A gente tem uma parceria com fornecedores globais de altíssima confiabilidade, mas ainda assim a gente entende que é uma prerrogativa, é pilar da estratégia da GPC Química ter disponibilidade pra abastecer prontamente nossos clientes. Isso tem sido diferencial importante em todos esses momentos de instabilidade.

A gente tem procurado manter uma política de segurança no abastecimento, e isso também ajuda na questão de minimizar a alta volatilidade de preços nesse período. Então ajuda também na formação de uma política de estoque com preço mais adequado, mais organizado, e a gente tá conseguindo, com bom êxito, fazer essa gestão.

Do primeiro pro segundo tri, não diria que foi uma normalização ainda, a gente segue com capital empregado maior. Além disso, o próprio preço unitário das matérias-primas impacta também diretamente no capital de giro, então a gente tá falando aqui de dois fatores que influenciam diretamente.

Mas a tendência é que com a normalização desse cenário a gente possa trabalhar com níveis mais reduzidos, mas ainda com uma margem de segurança por essas questões que nós ressaltamos aqui. Isso é a parte que impacta o segmento químico principalmente.

Quando a gente fala do segmento aço, essa retomada de volumes que eu comentei brevemente na apresentação e o Igor teve a oportunidade também de aprofundar pouco mais, é movimento que emprega mais capital de giro nesse ciclo de gestão de estoques principalmente, e isso se acomoda ao longo do tempo. Então essa é uma outra variável que tende a normalizar.

A gente tem talvez uma pressão mais pontual, mas a gente, como vem dizendo aqui, vem se preparando pra esses movimentos. Parte dessa nossa estratégia de ter balanço desalavancado e bem sólido também nos auxilia a poder fazer essa gestão na operação com maior eficiência e atender melhor os nossos mercados, o nosso posicionamento competitivo e diferencial no atendimento aos clientes.

Então isso tem favorecido bastante a operação. Então além do conservadorismo em função de toda a instabilidade de mercado, a gente tem esse posicionamento em relação ao nosso balanço também pra poder favorecer a eficiência e o posicionamento nas operações.

Passando aqui então à segunda pergunta do Gustavo: GPC Química, metanol: se puderem, gostaria também de uma atualização sobre a paralisação parcial da operação de metanol na GPC Química, qual o status atual e qual seria a expectativa de normalização da operação? Se existe algum timeline que possam compartilhar?

Então, Gustavo, difícil passar timeline preciso porque isso é processo que tem andamento próprio da agência, da ANP. Ela que conduz, é processo administrativo que a gente tem, como eu já tive a oportunidade de comentar aqui, apresentado todas as informações necessárias requeridas pela agência, então a gente entende que está atendendo as informações solicitadas pra que eles possam fazer a melhor avaliação desse processo.

Acho que pelo andar do processo e o nível de detalhamento e informações que foram fornecidas, a gente pensa que estaria mais pro final desse período de avaliação, mas não há essa possibilidade da gente poder precisar por não haver cronograma estabelecido. É cronograma que a própria agência conduz, então não consigo responder com precisão, mas a gente entende que o processo já tá bem maduro em relação às etapas de processo administrativo em função do nível e do detalhamento de informações que a gente já prestou e vem trabalhando junto à agência.

Passando aqui a uma próxima pergunta, a pergunta do Luiz Felipe Brandão. Bom dia, Luiz Felipe.

Obrigado pela participação e pelas perguntas. São três perguntas aqui.

A primeira sobre se a administração da Dexxos segue com o propósito de submeter aos acionistas a unificação das classes de ações da empresa e, em caso positivo, se não seria adequado aproveitar a mesma AGE para propor o cancelamento de parte ou de todas as ações já em tesouraria? Obrigado então, Luiz Felipe.

Perguntas bastante pertinente aqui na nossa pauta. Esse assunto da unificação das classes de ação, como a gente já teve a oportunidade de explorar, é assunto que está na nossa pauta.

A gente já teve momento onde nós apresentamos essa proposta que na ocasião não tivemos êxito em atingimento do quórum necessário para aprovar essa matéria. Então a gente segue revisitando esse tema para identificar o melhor momento para que a gente possa, sim, buscar essa proposta e ter a possibilidade de êxito de atingimento de quórum necessário para aprovação.

Entendemos que é uma matéria que ela favorece aqui a toda a visão de governança que a gente vem trabalhando na Companhia. A gente já adotou diversas medidas na evolução da governança, e essa seria mais uma que permite a concentração em uma única classe de ação, que isso é percebido como uma evolução de governança, além de poder favorecer a liquidez das ações, que hoje a ação preferencial ela trabalha com baixíssima liquidez, então fortaleceria a liquidez da Companhia, das ações da Companhia ao concentrarmos em uma única classe de ação, no caso as ações ordinárias.

E o complemento dessa tua pergunta, se faria sentido aproveitar essa mesma ocasião para cancelamento das ações em tesouraria: o timing desses dois momentos, obviamente se eles coincidirem faz sentido, sim, que seja na mesma assembleia, mas caso não seja, esse é outro assunto que tá na nossa pauta, o cancelamento das ações em tesouraria, objetos aí da recompra. Já como comentamos aqui que a intenção, dos objetivos é que essas ações venham a ser canceladas, uma vez que a intenção do programa é reforçar o potencial de remuneração dos nossos acionistas.

Então isso é algo que oportunamente a gente vai conduzir também para que isso seja feito adequadamente. Então obrigado mais uma vez por esse complemento na pergunta, que também é bastante pertinente.

Na segunda pergunta do Luiz: diante dos resultados apresentados no exercício e da situação do caixa da empresa, há intenção de se realizar uma distribuição antecipada de dividendos como ocorrido nos dois últimos anos? Também, Luiz, esse é outro assunto que está constantemente sendo discutido aqui na nossa pauta.

A gente tem adotado uma postura de certa forma conservadora, mas sempre evoluindo em relação a essa pauta de dividendos. Sempre ano após ano a gente vem crescendo o payout e inclusive fortalecendo essa pauta com o programa de recompra que foi recém renovado, o segundo programa por mais 18 meses.

Agora, com relação à antecipação como foi feito nos últimos anos, a gente não tem ainda uma definição. Como eu comentei, isso vai estar na nossa pauta nos próximos meses, nas próximas reuniões, e possivelmente isso pode ser uma alternativa em função dessa questão da alocação estratégica de capital.

No ano passado, lembrando aqui, a gente fez uma antecipação maior numa parcela única, nos anos anteriores a gente fez uma antecipação parcial. No ano passado a gente, em função até de potencial de favorecer ainda mais o acionista vis-à-vis a questão da reforma da tributação dos dividendos, que estava para ocorrer na virada do ano, nós antecipamos de forma que a gente pudesse também privilegiar essa questão da remuneração do acionista, e fizemos toda essa antecipação em dezembro, antes dessa virada do ano.

Isso também foi algo que nos permitiu fazer em razão da nossa capacidade de balanço, de alavancagem controlada e de caixa bastante robusto, como a gente continua com essa posição de caixa, como você bem notou aqui na tua pergunta. Então é uma ferramenta que a gente pode utilizar e vai estar avaliando atentamente nesse final de ano pra oportunamente comunicar se vamos fazer.

Essa definição, como eu disse, não está tomada, mas é uma possibilidade que a gente vem trabalhando ano após ano e vai estar na nossa pauta daqui pro final do ano. E temos ferramentas para poder trabalhar nesse sentido, com uma estrutura de capital bem controlada, uma alavancagem invertida nesse momento e caixa com uma posição bastante robusta.

Passando aqui então, tem mais uma última pergunta do Luiz Felipe: no segundo trimestre, como já havia ocorrido nos primeiros, se observa aumento substancial de capital de giro. A que se deve essa pressão e que segmentos ela está ocorrendo: em química, aço ou nas duas?

Acho que de certa forma, Luiz, eu acabei passando por essa questão na pergunta do Gustavo, a primeira pergunta aqui do call. Mas só reforçando então, a gente teve nos dois segmentos impacto nesse momento aqui, nesse período de capital de giro, e se deu principalmente aqui no caso da química por uma questão de instabilidade em relação às cadeias de suprimento e a nossa prerrogativa, a nossa estratégia de estar bem fortalecida e posicionada para manter o abastecimento com alta confiabilidade aos nossos clientes.

Então a gente prezou por elevar o nosso nível de estoque e concomitantemente também o preço unitário aumentando, isso é outra variável que pressiona o capital de giro. A gente entende que isso pode vir a se normalizar, mas é algo que é muito difícil prever nesse momento.

Então a normalização disso, ela deve ocorrer sem ainda sem uma previsibilidade que eu possa colocar aqui. E no caso do aço a mesma coisa, acho que eu comentei também rapidamente reiterando aqui o que foi comentado na pergunta do Gustavo, que são movimentos que têm ciclos em função de entrega de projetos.

A gente tá numa retomada de volumes agora, como não só apontamos no indicador, como também o Igor teve a oportunidade de detalhar. A gente tá então preparando esses programas para que a gente possa atender tempestivamente e também com alto nível de confiança os nossos clientes.

Isso é outro movimento que tende a se normalizar também com o tempo. Bom, tem mais algumas perguntas aqui, agora do Matheus Paulini: obrigado pela oportunidade das perguntas e parabéns pelos resultados nesse trimestre, que mostram a resiliência do balanço da empresa.

Obrigado, Matheus. Do meu lado tenho três perguntas que considero relevantes.

Com relação ao segmento aço, qual o cronograma para o EBITDA da Apolo voltar positivo? Qual a contribuição esperada da linha Artemis em volume, margem no segundo semestre de 2026?

E como está o pipeline de óleo e gás frente às tarifas americanas? Vamos lá, antes de passar pra segunda, vamos tentar explorar aqui essa primeira questão do Matheus.

Matheus, com relação a cronograma Na verdade a gente até teve positivo agora nesse trimestre, a gente fez esse ponto de inflexão como eu comentei na apresentação, ainda abaixo do potencial que a gente espera. Mas assim, não existe cronograma especificamente que eu possa colocar, até por restrições que a gente tem do guidance.

A gente não adota uma política de guidance, então a gente fala bastante em relação aos mercados, ao panorama e conjuntura em que a gente vem atuando, mas a gente não coloca projeções de resultado. Então eu vou ficar limitado aqui pouco nessa resposta, mas acho que a gente teve a oportunidade de comentar que não somente a gente tem visto alguma retomada de tração de alguns desses mercados, o Igor fez bons comentários nesse sentido, e a gente tem também consolidado uma série de iniciativas de ganhos de eficiência que vão favorecer também a melhor produtividade e eficiência da operação.

E é o que a gente espera consolidar e realizar para que esse resultado volte a se apresentar positivamente. Com relação à pergunta do Artemis, também a gente tem essa mesma restrição em relação a guidance.

É projeto que foi comissionado muito recentemente, ele já começa a entrar num ramp-up de não só de produção, mas também de entregas de pedidos. A gente teve o exemplo da homologação de alguns mercados, homologação inclusive pro mercado fotovoltaico, como destacou bem o Igor, que é mercado que tem não somente potencial bastante interessante, mas também a gente tem bom posicionamento.

E isso traz mais reconhecimento dessa tecnologia e mais reconhecimento de que a gente tá atuando de forma eficiente nesse nicho de mercado. Então é processo de ramp-up que vai seguir aí nos próximos 12 a 18 meses, até que a gente atinge aí uma maturidade e uma estabilidade.

É produto que tem esforço de desenvolvimento comercial para ser superado, uma vez que é uma tecnologia nova, mas o que a gente pode comentar que teve início de processo bastante satisfatório, tendo em vista essas homologações e a recepção que a gente tem tido nesses primeiros movimentos mercadológicos, mas novamente sem poder dar muito detalhe em relação a volumes e margens em razão dessa restrição de guidance que a gente coloca no nosso posicionamento. E nessa mesma pergunta você coloca aqui a questão de óleo e gás frente às tarifas americanas.

Bom, óleo e gás já é tema que a gente já trata aqui há bom tempo, porque essa restrição em relação ao mercado norte-americano, que é mercado que reconhece muito bem o nosso produto, é mercado que atua muito fortemente no onshore, e o nosso produto ele é bem aplicado e bem reconhecido para aplicações no onshore, tanto de exploração como produção de petróleo e gás. Então a gente já vem trabalhando essa questão desde 2018, quando teve o primeiro mandato do Trump, onde ele impôs o regime de cotas e de tarifas para o aço brasileiro.

Então desde 2018 a gente vem tratando esse tema e considera o nosso caso base sem contar com as exportações para os Estados Unidos. Então essa mudança de tarifas não traz impacto substancial em relação ao nosso caso base, mas a gente trata como upside.

E ao longo desse período, de 2018 pra cá, a gente teve algumas janelas de oportunidade onde conseguimos exportar bons volumes com bons resultados para os Estados Unidos. Então a gente tá atento, mas isso vai ser caso que a gente vai tratar como upside e vamos buscar explorar essa oportunidade o máximo possível.

Uma segunda pergunta aqui do Matheus: processo ANP: qual o status do processo, prazo estimado? Acho que a pergunta tá muito em linha com a do Gustavo.

E se existe uma receita anualizada de distribuição que está sendo perdida? Há plano B para esse canal?

A pergunta semelhante, acho que boa parte dela eu já respondi em relação à primeira pergunta, à pergunta do Gustavo. Sim, existe uma perda de receita, a gente comentou isso inclusive no nosso fato relevante quando comunicamos essa questão ao mercado.

Foi outro ponto que o Adroaldo explorou bem: a gente tem ao longo dos anos, como estratégia, buscado a diversificação do portfólio da GPC Química. Então a composição e a compensação dessa perda a gente vem trabalhando, de uma forma geral, ampliando e robustecendo o nosso mix de produtos.

Então a gente espera e tem muita confiança que vai retomar esse canal de comercialização. É canal que tá muito alinhado com as competências e as capacidades da GPC Química.

A gente é uma empresa que é player de metanol há muitas décadas, então a gente entende que isso é algo que não só faz parte das nossas competências, mas como traz uma prestação de serviço muito boa pros nossos clientes, pro nosso mercado. Então a gente tá muito confiante que vai buscar essa retomada, porém é difícil precisar agora em função da não conclusão ainda do processo.

Então oportunamente a gente vai trazer mais informações acerca dessa questão, mas de uma forma geral a gente viu o resultado aí do acumulado do ano, a gente tá inclusive superando o ano passado, que apesar dessa restrição em relação a essa linha de produto, porque temos outras linhas do portfólio que não só compõem bem o nosso posicionamento, mas também compõem o nosso core business, como a linha de resinas e mais recentemente as resinas especiais que ganharam boa unidade pra poder escalar também na atuação de mercado. Tem uma terceira aqui pergunta do Matheus, acho que a terceira é com relação ao capital de giro: estoques e recebíveis crescendo com receita em queda.

Isso é posicionamento deliberado, importações pré-Ormuz, prazo a clientes de óleo e gás ou há risco de normalização forçada com margem no segundo semestre de 2026? Matheus, acho que uma pergunta também que passou pelas questões tanto do Gustavo quanto do Luiz Felipe.

Então até em razão do tempo, entendo que a gente já endereçou essa questão do capital de giro. Caso você ainda tenha alguma dúvida, alguma questão relacionada, fica à vontade para encaminhar outras perguntas aqui e até no nosso canal de RI, que vai ficar disponível.

Mas acho que essa terceira questão a gente já atendeu nas perguntas anteriores. E tem mais duas perguntas aqui, acho que a gente tem mais alguns minutinhos, dá para cobrir bem.

Pergunta do Fernando Lopes: a Dexxos pretende recorrer à Justiça sobre a proibição da revenda de metanol? Bom, Fernando, aqui a gente tem uma situação que a gente tem processo administrativo.

Processo administrativo a gente tem confiança que ele vai atender e responder as informações que a gente tá fornecendo no sentido de que a gente tem total condição de retomar esse processo não só com a competência, mas trazendo nível de serviço adequado pra esse mercado. Então a gente segue confiante aqui no nível administrativo.

A via judicial, ela é sempre uma alternativa, a gente poderia, sim, buscar esse recurso, mas a gente segue, como eu falei, confiando e avançando nessa via administrativa nesse momento. Aqui tem uma pergunta do Matheus Oliveira: prezados, parabéns pelos resultados.

Como está o desenvolvimento e o ramp-up da planta de químicas especiais? Em relação à unidade químicos, quanto os especiais já representam em relação à receita líquida e à margem?

E em relação à unidade termofixas, etc.? Bom, acho que é uma pergunta pouco aberta, mas acho que o ponto é voltado pro entendimento da participação de resinas especiais.

Obrigado, Matheus, pela sua pergunta. A planta de resinas especiais, ela tá completando aqui quase dois anos que a gente fez o startup dela, então ela passou por esse período inicial de ramp-up, de homologações de produto junto a novos clientes, e é processo mais lento do que a gente vinha fazendo no nosso core business, onde a gente já tem produtos e resinas homologadas em praticamente todos os clientes.

No caso de especiais, são novos mercados, são novos clientes, novas aplicações, então é natural que a gente tenha tempo mais cadenciado pra essa aderência, esse desenvolvimento comercial. A gente avançou bem, chegando a superar hoje 60%, atingir 60% da ocupação dessa unidade.

Acho que ainda temos espaço para avançar. E em função até do crescimento dos demais volumes, eu não tô com o número exatamente aqui, mas é alguma coisa em torno de 5%, 6% de participação que nós temos nesse momento.

Então a gente tem espaço para crescer, é uma unidade escalável, onde a gente tem, em função do êxito dessas homologações, já projetos para poder ampliar desenvolvimentos, ampliar novas formas de comercializar, mas isso vai levar o seu tempo. Mas é uma unidade que a gente tá bastante confiante que encaixou bem nas competências e nas capacidades aqui técnicas e industriais da nossa equipe de adentrar e de se posicionar nesse mercado.

Mais uma pergunta aqui do Matheus. Acho que a gente bateu o nosso horário aqui, mas eu vou esticar pouquinho se me permitirem.

Vemos a margem se manter em bons patamares mesmo com o aumento do preço do petróleo. Podemos esperar uma piora no terceiro trimestre quando os estoques possivelmente foram adquiridos a preço mais caro, justamente por causa do barril?

Aqui acho que a questão tá pegando o impacto do preço do petróleo em relação às commodities químicas, né? Então isso com a queda do petróleo existe, acho que de fato, acho que o teu racional tá correto, uma tendência, uma possibilidade de que esses preços de commodities químicas venham a arrefecer também.

Isso é uma dinâmica que não dá pra prever exatamente como é que vai ficar essa correlação de preço, porque a boa parte, como o Adroaldo comentou, a gente consegue fazer repasse desse nível de preço pros clientes. Isso é entendimento do segmento que a precificação, ela absorve parte desse repasse.

Então com a queda, a gente naturalmente vai reajustar também o valor das commodities, de forma que essa volatilidade, ela é minimizada, tá? Então eu não vejo grandes impactos em relação a essa questão de o que a gente tem cuidado é que a gente possa manter preço médio razoavelmente estável pra tentar acomodar parte dessa volatilidade, o que vem de encontro também com a questão da segurança no abastecimento, que acho que é a nossa premissa principal em relação a essa confiabilidade como fornecedor de resinas, que é insumo tão relevante na nossa cadeia de produção, na cadeia do segmento.

E uma última pergunta aqui: por que nesse trimestre entraram várias ações preferenciais da decisão judicial, e a que se refere esse processo? Essas ações preferenciais foram originadas desde acho que 2017, quando elas foram subscritas pra atender requisito do plano de recuperação e ela foi inicialmente direcionada para atender uma situação de credores e que depois teve, em razão das alternativas que haviam no plano, houve mudanças, e essas ações elas foram retornadas para a Companhia.

Então não foi parte do programa de recompra. O programa de recompra tá voltado para as ações ordinárias, então essas ações preferenciais elas simplesmente têm essa origem mais remota e vão ser oportunamente também objeto de uma avaliação para cancelamento, pra que a gente possa dar andamento na questão principalmente até remetendo à pergunta do Luiz Felipe, uma intenção da Companhia de unificar as classes de ações.

Então não tem a ver com recompra, e tem esse propósito específico. E acabou de entrar mais uma pergunta aqui do Fernando Lopes: essa situação de capital de giro faz com que a Dexxos mude seu cronograma de dividendos?

A proibição afeta quanto à distribuição? Bom, se afeta o cronograma de dividendos, vou voltar à resposta da questão anterior do Luiz Felipe, onde a gente comenta que tem avaliado, tem posicionamento que tem buscado evoluir no payout e inclusive a gente tem evoluído no cronograma.

O cronograma hoje estabelecido em política define três pagamentos anuais no ano subsequente à declaração desse dividendo: em maio, agosto e novembro. E a gente tem antecipado, a gente tem feito não só antecipado para o exercício anterior, como foi nos últimos anos uma parcela, e antecipado as parcelas remanescentes antes até desse cronograma.

E no ano passado a gente antecipou a totalidade para dezembro em benefício aí da questão tributária. Então a gente tem conseguido não só cumprir, mas antecipar o cronograma.

Obviamente o capital de giro faz parte dessa alocação estratégica de capital, a gente tem aí equilíbrio entre investimentos, capital de giro, dividendos e em cima disso tudo o controle da alavancagem. Então é uma variável que influencia, mas a gente tem, como eu comentei em algumas das questões aqui hoje, uma expectativa que essa situação do capital de giro vá se normalizar e a gente não imagina que vai ter grande impacto em relação à questão dos dividendos.

Essas variáveis devem conviver conjuntamente sem problema. Pessoal, 12:06.

Entrou mais uma pergunta, eu vou fazer a última aqui, e a gente encerrando aqui, se necessário a gente vai ter o canal de RI para continuar com as respostas aqui. Acho que é prazer a gente poder responder a todas elas.

Vamos lá pra essa última: Rafael, boa tarde. Em relação à nova linha de tubos Artemis, que iniciou suas primeiras vendas no segundo trimestre de 2026, qual a expectativa da Companhia para a evolução desse produto nos próximos trimestres?

Vocês enxergam a Artemis como uma linha capaz de ganhar relevância material na receita e principalmente contribuir para a recuperação das margens do EBITDA do segmento aço? Há uma estimativa da capacidade, mercado potencial ou prazo para que essa contribuição se torne mais perceptível nos resultados?

Pergunta do Bruno Cataldi. Obrigado, Bruno.

Existe, sim, uma possibilidade de que essa linha de produtos, ela se torne uma parcela relevante. Só falando aqui em termos de estratégia, a gente não vai falar em termos de projeção, novamente pela questão do guidance.

A gente tem como estratégia uma linha que pode não só atender alguns mercados que nós já atuamos com mais eficiência, é uma linha que traz processo produtivo inovador e pioneiro aqui no Brasil, então vai trazer diferencial de eficiência e competitividade pra atuarmos em mercados que hoje nós já estamos presentes. Então nesse ponto não há uma expansão em termos de volume quando a gente tá falando de mercado onde a gente já está presente, mas há uma expansão em termos de rentabilidade e possivelmente até ganho de market share, uma vez que a gente passa a ter produto mais eficiente, mais competitivo frente às tecnologias usualmente aplicadas.

Então esse é o primeiro ponto. Além disso, nessa estratégia a gente também enxerga mercados potenciais onde nós não atuamos.

Então há uma possibilidade da gente entrar em mercados o Igor ressaltou bem isso: a gente tipicamente tem foco muito voltado para tubos de condução e a gente atua menos em tubos estruturais, e essa tecnologia nos permite posicionamento mais direcionado a esse segmento de tubos estruturais, onde o ganho de market share vai ser favorecido por estarmos mais incipientes na entrada desse mercado. Então existe esforço inicial para homologação e desenvolvimento de mercado, mas existe também potencial de crescimento maior.

Então a gente acredita que não só nos mercados de atuação aonde a gente já está presente, mas também nesses novos mercados a gente tem espaço pra crescer, e a gente espera que essa linha de produtos possa, sim, ter uma relevância em relação a participação e aos resultados da Companhia. Bom, eu acho que encerramos então.

Tô repassando aqui o chat, não temos mais perguntas. Acho que a gente avançou bem.

Eu agradeço mais uma vez a participação de todos nesse call de resultados e também agradeço bastante as perguntas. Acho que foram muito pertinentes e nos ajudam a poder trazer pouco mais da nossa visão da Companhia e das análises mercadológicas que a gente vem fazendo.

Agradeço também a participação do Adroaldo e do Igor, que complementaram aqui com boas informações dos segmentos, e desejo a todos uma boa tarde.