Operator
Bom dia, senhoras e senhores. Agradecemos a audiência e lhes desejamos boas-vindas a mais uma videoconferência de resultados da Dexus Participações S.A., a qual chamaremos de Companhia daqui em diante.
Nesta apresentação serão abordados os resultados da Companhia relativos ao quarto trimestre e ano de 2025. Gostaríamos de informá-los que este evento está sendo gravado.
Estamos transmitindo ao vivo via plataforma Zoom, com a imagem do palestrante, áudio e slides, que poderão ser acessados no site de Relações com Investidores da Companhia no endereço www.dexus.com.br. Após a apresentação da Companhia, o palestrante responderá perguntas recebidas durante a apresentação.
As perguntas devem ser enviadas por escrito dentro da plataforma do Zoom. Antes de prosseguir, é importante ressaltar que a apresentação projetada está atualizada até sua data de realização e a Companhia não se obriga a atualiz-la mediante novas informações e/ou acontecimentos futuros.
As informações aqui apresentadas correspondem a informações consolidadas da Companhia, exceto as da Metanor S.A. - Metanol do Nordeste e Copenor - Companhia Petroquímica do Nordeste, as quais são reconhecidas por equivalência patrimonial ou, se explicitamente indicado.
Os resultados dos segmentos Químico e Aço representam, respectivamente, os números da controlada GPC Química S.A. e os números consolidados da Apolo Tubos e Equipamentos S.A., empresas controladas pela Companhia.
Eventuais declarações que possam ser feitas durante esse evento relativas às perspectivas de negócios e/ou suas controladas, projeções e metas operacionais e financeiras, constituem-se em crenças e premissas da diretoria da Companhia, bem como em informações atualmente disponíveis. Considerações futuras não são garantias de desempenho.
Elas envolvem riscos, incertezas e premissas, pois se referem a eventos futuros e, portanto, dependem de circunstâncias que podem ou não ocorrer. Investidores devem compreender que condições econômicas gerais, condições da indústria e outros fatores operacionais podem afetar o desempenho futuro da Companhia e podem conduzir a resultados que diferem materialmente daqueles expressos em tais considerações.
Está presente hoje o senhor Rafael Alcides Rafael, CEO da Companhia. Eu gostaria de passar a palavra ao senhor Rafael, que dará início à apresentação.
Rafael Alcides Rafael
Bom dia a todos, obrigado por mais uma participação aqui na na apresentação de resultados da Dexus Participações. Hoje nós apresentamos os resultados referentes ao quarto trimestre do fechamento do exercício de 2025.
Ao final da apresentação teremos a nossa sessão de perguntas e respostas. Aqui observem o link do Q&A e fiquem à vontade para enviar suas perguntas durante a apresentação, que ao final vamos procurar responder a todas como de costume.
E fiquem à vontade para enviá-las também durante a apresentação, que a gente vai resgatar aqui ao final dos comentários. Começando aqui no slide 4, com uma visão de alguns dos principais indicadores de desempenho e destaques do ano de 2025.
Em seguida, ao longo da apresentação, vamos analisar e comentar também o panorama dos segmentos da Companhia e dos nossos principais mercados de atuação. Acho que cabe aqui nesse overview de destaques do ano fazermos uma contextualização da perspectiva de 2025.
De uma forma geral, tivemos período bastante difícil em diversos aspectos. Foi ano marcado por muita instabilidade e tensões no cenário global, com destaque para a política comercial dos Estados Unidos e a permanência de intensos conflitos geopolíticos, alguns deles, inclusive, agravados mais recentemente nesse início do ano de 2026, como é o caso da guerra do Irã.
Vamos comentar também ao longo da apresentação essa perspectiva e os possíveis impactos relacionados às nossas operações. Esse ano de 2025 também foi marcado por grandes desafios no cenário macroeconômico brasileiro, com constantes preocupações relacionadas ao equilíbrio fiscal e pressões monetárias com a persistência da taxa de juros básica em níveis muito elevados, impactando fortemente a atividade econômica e empresarial.
Diante desse contexto, a Companhia encerrou o ano com resultados, de maneira geral, positivos e com bastante solidez financeira, reafirmando a capacidade de enfrentar com resiliência os períodos de adversidade. Diante de cenário macro repleto de instabilidades e desafios, fechamos o ano sustentando o patamar de resultados e uma estrutura de capital bastante sólida.
A receita líquida de 2025 aumentou 18%, atingindo R$ 2,1 bilhões, enquanto o EBITDA chegou a patamar de R$ 243 milhões de reais, 2,5% a menos que o ano anterior. O lucro líquido também ficou próximo ao patamar anterior, com redução de 1,3%, atingindo o resultado de R$ 143,7 milhões de reais no ano de 2025.
A alavancagem manteve-se bastante controlada, fechando o ano com o indicador invertido de -0,1 vez o EBITDA, com saldo de caixa líquido em nível positivo de R$ 32,6 milhões de reais. Ainda na visão da gestão financeira, tivemos novas captações no quarto trimestre de 2025, que totalizaram aproximadamente R$ 65 milhões.
Foram cerca de R$ 30 milhões junto ao BNDES e R$ 35 milhões de reais junto à FINEP, reforçando o nosso posicionamento de caixa e seguindo com nossos esforços de manter o perfil do endividamento alongado e com custo reduzido. Essa atenção na gestão financeira tem permitido avanços muito positivos na alocação estratégica de capital, sustentando a continuidade dos investimentos em projetos estratégicos e a evolução na geração de retorno aos acionistas.
Nesse sentido, foram distribuídos em 2025 montante de R$ 100 milhões de reais em dividendos. Além do saldo remanescente de R$ 40 milhões referentes ao ano de 2024, que foi pago no mês de maio, também realizamos o pagamento de R$ 60 milhões de reais referentes ao ano de 2025 antecipadamente em dezembro, o que permitiu evitar uma tributação adicional aos acionistas decorrente da nova lei de impostos sobre dividendos.
Além disso, reforçando esse compromisso de retornar valor aos nossos acionistas, o Conselho de Administração da Companhia aprovou, em 24 de março de 2026, novo programa de recompra de ações, que dá sequência ao programa concluindo nessa mesma data, onde nós atingimos total acumulado de aproximadamente 2 milhões de ações ordinárias recompradas, representando investimento de cerca de R$ 15 milhões em prol dos acionistas da Companhia. E para esse novo ciclo, o programa vai prever uma vigência de 18 meses a partir dessa data de aprovação, 24 de março de 2026, e possibilitará a recompra de até 3,6 milhões de ações, correspondente a aproximadamente 3% das ações em circulação.
Isso reforçando ainda mais o potencial de remuneração aos acionistas. Passado aqui os destaques, a gente passa ao slide 5, com quadro resumido da evolução de indicadores de desempenho da Companhia que ilustra também aspectos importantes relacionados à gestão estratégica de capital.
Nessa análise fica bem ilustrado aqui nesse primeiro quadrante a entrega de resultados da Companhia, sustentando o patamar próximo a R$ 250 milhões de reais mesmo diante desse contexto de adversidades. Os demais quadrantes complementam a análise demonstrando a evolução da alocação estratégica de capital.
A gente observa aqui no quadrante de investimentos que realizamos ciclo bastante relevante: foram quase R$ 270 milhões de reais nos últimos 5 anos, reforçando o posicionamento e a visão estratégica da Companhia em ambos os segmentos. Também fica bem demonstrado aqui no quadrante de remuneração aos acionistas a evolução dessa alocação com mais de R$ 250 milhões de reais distribuídos nos últimos 5 anos e crescimento consistente no payout.
Isso sem falar na alocação do programa de recompra onde foram investidos cerca de R$ 15 milhões nesse primeiro ciclo, e agora, como eu comentei há pouco, tivemos essa autorização para iniciar mais ciclo com vigência para os próximos 18 meses. E concluindo aqui essa análise, temos o quadrante com os indicadores de endividamento que evidenciam aqui o foco no controle da alavancagem em consonância com esse processo de alocação estratégica de recursos.
Agora a gente passa ao slide 6, onde nós temos os destaques da operação começando pelo nosso segmento Químico. Na análise trimestral dos volumes, o quarto trimestre apresentou uma redução nas comparações com o mesmo trimestre do ano anterior de 6,7% e ficou próximo do terceiro trimestre de 2025 com uma redução de 1,2%.
E no resultado anual tivemos aumento de 6,4%, atingindo volume de 645 mil toneladas em 2025. Na análise da receita bruta, o trimestre acompanhou o desempenho de volumes, apresentando queda de 11,3% em relação ao quarto trimestre do ano anterior e de 5,6% na comparação com o 3T25.
No fechamento de 2025, a receita bruta teve aumento de 16,5% em relação a 2024, atingindo quase 1,9 bilhão de faturamento. Na análise do EBITDA ajustado, tivemos aumentos em ambas as comparações, sendo de 7,3% em relação ao mesmo período do ano passado e 4,3% em comparação ao trimestre anterior.
E na análise do exercício tivemos crescimento de 6,9% em relação a 2024, atingindo resultado de R$ 206 milhões de reais no ano de 2025. Passando ao slide 7, temos alguns destaques complementares referentes ao panorama do segmento Químico.
Primeiramente, destacamos o processo administrativo em trâmite junto à ANP que ensejou restrições à importação de metanol para revenda. Essa é uma questão que nós já abordamos em comunicado ao mercado no sentido em que não acarreta impactos nas operações industriais da GPC Química, não afeta o core business da GPC Química, mas pode ensejar impactos na linha de distribuição, que tem sido uma vertente complementar da estratégia de diversificação da operação.
A Companhia vem atuando com diligência nas tratativas no sentido de restabelecer integralmente essa questão. Também falando de diversificação, temos destaque relacionado ao avanço da unidade de resinas especiais, que superou a ocupação de 50% da capacidade instalada e reforça o posicionamento da GPC Química nesse segmento de resinas para aplicações industriais.
Ainda esperamos avançar nesse ramp-up da unidade ao longo desse ano e desenvolver cada vez mais o potencial de crescimento existente para essa unidade de negócios. Outro aspecto de interesse aqui nesse panorama diz respeito ao impacto no mercado a partir do conflito do Irã.
Essa é uma região muito importante no fluxo de commodities químicas, onde algumas delas fazem parte da matriz de insumos da GPC Química, notadamente aqui a ureia, metanol e melamina. A Companhia, ela vem muito atenta a esses impactos no sentido de mitigar os riscos de fornecimento e garantir o abastecimento das operações e dos nossos clientes.
É muito provável que tenhamos período de aumento de preços nessas matérias-primas, já podemos observar esse movimento. A dinâmica do segmento normalmente prevê a acomodação desses aumentos com ajustes na precificação, ou seja, há uma gestão comercial importante a ser considerada nesse momento e a nossa equipe está constantemente, diariamente acompanhando o tema visando o melhor equacionamento de eventuais impactos.
Por fim, aqui nesse panorama do segmento Químico, destacamos o desempenho do setor de painéis de madeira, que em 2025 retomou as máximas de produção e atingiu o patamar superior a 9,7 milhões de metros cúbicos. Como nós sempre ressaltamos, esse é segmento com muito potencial aqui no Brasil, não somente pelas alavancas de demanda, como o déficit habitacional do país, mas também pela produtividade do setor e a capacidade de explorar mercados internacionais.
E a GPC Química segue reafirmando sua liderança no setor, reforçando seus diferenciais competitivos e a sua capacidade de fornecimento para esse segmento. Passando aqui agora ao slide 8, com destaques do segmento Aço.
O quarto trimestre de 2025 na Apolo apresentou uma combinação de fatores que culminaram em resultados negativos no trimestre. Além das dificuldades cíclicas do segmento de construção e infraestrutura, que atualmente sofrem os impactos da atividade econômica pressionada com as elevadas taxas de juros, tivemos nesse período alguns apertos importantes também em outros nichos relevantes de atuação da Apolo.
A indústria de óleo e gás onshore no Brasil, que é nicho de atuação importante da da operação da da Apolo, sinalizou com uma postergação de projetos revisando a alocação de capex em função da conjuntura, novamente aqui a pressão monetária e altas taxas de juros, e também considerando os menores patamares de preços de petróleo. Acho que é algo que pode ser revisto nesse momento com os recentes aumentos, mas precisamos acompanhar se serão de fato aumentos estruturantes.
Além disso, foi período em que tivemos hiato dos projetos do segmento de energia solar fotovoltaica, que teve a sua demanda muito concentrada no primeiro semestre do ano. Sempre comentamos aqui sobre alguns segmentos que, apesar da atratividade e do potencial, podem ter comportamentos mais erráticos, com períodos de maior concentração e outros de mais escassez.
E esse tem sido o caso do segmento fotovoltaico. Por isso a importância de olharmos sempre para o longo prazo, procurando normalizar esses picos e vales do setor.
Do ponto de vista da operação, esse também foi período complexo onde tivemos a execução de algumas etapas importantes dos projetos da Apolo que envolviam a reconfiguração de ativos industriais visando uma maior eficiência operacional e permitindo a captura de sinergias nas operações. E esses eventos acabam trazendo alguns impactos pontuais em termos de eficiência operacional e custos de implantação não recorrentes.
Com isso, tivemos nesse quarto trimestre aqui, olhando voltando aos indicadores, no 4T25 uma queda do indicador de volumes, que apresentou redução de 39% em comparação ao 3T25 e de 10,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Na comparação anual, tivemos aumento de 28,5%, refletindo principalmente o desempenho do setor fotovoltaico concentrado nos primeiros trimestres do ano, principalmente até ali o início do terceiro trimestre.
Na análise trimestral da receita bruta, o comportamento desse indicador acompanhou a evolução dos volumes, apresentando queda de 45% em relação ao trimestre anterior e 21% na comparação com o mesmo período do ano passado. No resultado anual, tivemos o crescimento de cerca de 23%, atingindo uma receita de quase R$ 770 milhões nesse ano.
A análise do EBITDA ajustado reflete não somente a queda dos volumes do trimestre, mas também os efeitos da conjunção de fatores que comentamos aqui há pouco. Com isso fechamos o trimestre com o resultado negativo de -R$ 6 milhões de reais.
O resultado do ano também ficou pressionado, com queda de 29% em comparação com o ano anterior, atingindo R$ 46,6 milhões de reais no fechamento do exercício. Passando aqui ao slide 9, seguimos complementando o panorama do segmento Aço trazendo alguns destaques da Apolo.
Começamos pelo destaque das iniciativas de diversificação, ressaltando o desempenho da Companhia no segmento solar fotovoltaico, que teve uma representatividade relevante nesse ano de 2025, reafirmando o posicionamento da Apolo nesse nicho de atuação. Também refletindo os esforços de diversificação da Companhia, avançamos na execução dos investimentos da Apolo, viabilizando o lançamento da linha Artemis, com o desenvolvimento de tecnologia inovadora e exclusiva de galvanização.
É projeto pioneiro no Brasil que permite alcançar ganhos de eficiência e ampliar o alcance do portfólio, podendo atingir com eficácia novos nichos de mercado. Outro destaque aqui da Apolo também está relacionado à consolidação dos investimentos onde foram realizados projetos visando a captura de sinergias das unidades industriais e ganhos de eficiência nas operações.
São iniciativas e investimentos que permite permitem incrementar a eficiência operacional de forma que possamos obter resultados a partir daquilo que a gente controla, reduzindo a dependência dessas respostas do mercado que tipicamente sofre com a questão da ciclicidade, minimizando então esses impactos dos ciclos de baixa e já com essa conclusão e o avanço nesses investimentos nós vamos buscar perseguir o retorno desses investimentos através de eficiências e maior sinergia nas operações. Por fim, destacamos aqui também a permanência das barreiras comerciais para exportações, notadamente nos Estados Unidos, onde temos mercado que reconhece muito bem o produto da Apolo para óleo e gás, mas que ultimamente temos enfrentado restrições que limitam a nossa atuação nesse mercado.
Embora essa esse seja o status, né, o atual situação, esse cenário a gente entende que pode estar sujeito a mudanças e nesse sentido estamos sempre acompanhando e buscando oportunidades para explorar esses upsides para a Apolo. Passando agora ao slide 10, temos os destaques na visão consolidada da receita bruta da Dexus.
Nessa análise consolidada, tivemos uma redução de 18,2% em relação ao trimestre anterior e de 13,6% no comparativo com o mesmo período do ano passado. No comparativo anual, tivemos aumento de 18,5% em relação a 2024, atingindo quase R$ 2,7 bilhões no período.
Passando ao slide 11, temos aqui a análise consolidada do lucro bruto. Nessa análise, tivemos no quarto trimestre redução de cerca de 14% em relação a ambos os comparativos, com o trimestre anterior e na comparação com o mesmo trimestre do ano passado.
Nesse caso, tivemos o desempenho do segmento Aço como ofensor e destaque para a evolução da margem bruta da GPC Química. No resultado anual, o indicador teve redução de 3,5% em relação ao ano de 2024, também impactado pelo desempenho do segmento Aço.
Passando agora ao slide 12, com a análise do SG&A consolidado da Dexus. Na análise dos trimestres, tivemos redução de 0,8% em relação ao anterior e aumento de 1,9% na comparação com o mesmo período do ano passado.
No resultado anual, o aumento foi de 6,6%, fechando o ano com a métrica representando 9,5% da receita líquida. Vamos passar agora o slide 13, com os resultados do consolidado da Dexus para os indicadores de EBITDA e lucro líquido ajustados.
Na análise do EBITDA referente ao quarto trimestre de 2025, tivemos reduções em ambas as comparações, sendo de 28,9% em relação ao terceiro trimestre de 2025 e 33% na comparação com o 4T24. No comparativo anual, o indicador permaneceu próximo ao patamar do ano anterior, com uma redução de 2,5%, atingindo aproximadamente R$ 243 milhões de reais e uma margem de 11,4%.
Na análise do lucro líquido, o indicador do quarto trimestre de 2025 acompanhou a tendência do EBITDA, apresentando redução de 26,6% em relação ao 3T25 e 38% em comparação com o 4T24. No fechamento do exercício, o lucro líquido atingiu aproximadamente R$ 144 milhões de reais, sustentando patamar semelhante ao ano anterior, com pequena redução aqui de 0,8%.
Seguindo agora para o slide 14, apresentamos os indicadores de endividamento e de alavancagem da Companhia. Conforme comentamos nos destaques, a alavancagem permanece bem controlada, com o indicador invertido de -0,1 vez o EBITDA, correspondendo a caixa líquido de R$ 32,6 milhões de reais.
Outro destaque nessa análise é a posição de caixa da Companhia, que fechou o ano com uma posição bem robusta de quase R$ 400 milhões de reais — aqui foram R$ 395,3 milhões —, já considerando as captações realizadas no quarto trimestre que comentamos aqui junto ao BNDES e FINEP, conforme já destacado. O perfil da dívida também seguiu com bons indicadores, com mais de 80% da dívida vencendo no longo prazo e com prazo médio de mais de 5 anos.
E fechando essa análise, destacamos também o custo médio da dívida, que fechou o ano em 9,3% ao ano, excelente indicador, principalmente quando consideramos os atuais níveis da taxa básica de juros no Brasil. Então trabalho aqui bem consistente na questão da gestão de passivos e do perfil do endividamento.
Bom, com isso chegamos ao final da nossa apresentação e podemos passar para a sessão de perguntas e respostas. Acho que já temos algumas perguntas aqui.
Primeira pergunta vem do Fernando Lopes: "Como a empresa está agindo com essa questão da ANP e se a empresa, se a empresa vê uma resolução em breve do do problema?" Essa é a primeira pergunta, tem uma segunda aqui na sequência.
Mas endereçando a primeira questão do Fernando: a a empresa vem agindo de uma forma bastante diligente e intensa no sentido de equacionar logo na maior brevidade possível as questões relacionadas a esse a esse trâmite, de forma que a gente possa retomar integralmente essa esse processo de importação para revenda, né? A gente vem operando dentro de uma algumas possibilidades de revenda, mas ainda não no modelo ideal, então a gente vem trabalhando com bastante diligência, bastante intensidade e com foco de retomar isso, de prestar todas as questões e informações necessárias para retomar na maior brevidade possível e integralmente esse modelo de revenda para o metanol.
A segunda pergunta, também do Fernando Lopes: "Se existem possibilidades reais da Dexus exportar para os Estados Unidos em possível fim de governo Trump e uma possível flexibilidade das tarifas atuais?" É, essa é uma questão, Fernando, que ela é, como a gente vem acompanhando acho que quase que diariamente nos noticiários, ela ela é bem complicada de prever.
A possibilidade naturalmente existe. Nós não contamos com com essa questão no cenário-base.
A gente trabalha com o cenário com essa a oportunidade como upside, seguimos perseguindo as janelas de oportunidade como ao longo dos anos já tivemos algumas, lembrando que essas restrições elas começaram mais fortemente em 2018 no primeiro mandato do governo Trump com cotas de de importação. E e nesse período a gente buscou sempre com muito atenção as oportunidades.
Tivemos algumas janelas até relevantes, salvo engano foi ali entre 2022, 2023, de possibilidade de campanhas de exportação aproveitando a as janelas de de cotas de exportação, que era o regime naquele período, acho que 21, 22, mas enfim, só para ilustrar a a possibilidade. Mas o nosso cenário-base não trabalha, tanto é que passou por mais governo de alternância de governo e as e as cotas se mantiveram e nessa nesse novo mandato do Trump ele veio com a questão das tarifas, que hoje estão em patamares muito elevados para o aço especificamente, né?
Houve uma redução para outros segmentos, mas para o aço continuou bastante elevado, impossibilitando essa atuação comercial. Numa requalização dessas tarifas no patamares mais razoáveis, nós entendemos que temos condições de competir mesmo com algum nível de tarifação em função da capacidade de entregarmos esse produto com eficiência e pelo reconhecimento que existe no produto da Apolo para o segmento de óleo e gás, que é tipicamente o produto que nós visamos nesse nicho de exportação para a América do Norte.
Então é upside, sendo mais objetivo aqui na na resposta, é upside, mas que não tá no nosso cenário-base, mas a gente acompanha atentamente essas oportunidades. E e no complemento da tua pergunta, se a gente entende que é possível uma flexibilidade, é possível.
A gente pode esperar acho que pouco de tudo, né, dessa dessa gestão que que o governo Trump vem fazendo. A questão é acompanhar.
Então vamos seguir atentamente aí buscando capturar essa essas oportunidades e os upsides. Tem uma próxima pergunta aqui do Norton Mello a também a respeito do processo administrativo junto à ANP: "Qual a previsão de encerramento do processo e retorno das vendas de metanol junto ao mercado interno?
Ainda sobre o assunto, qual o impacto até o momento à receita da empresa?" Bom, acho que eu já enderecei boa parte dessa questão na pergunta do Fernando, né?
Então não existe ainda uma previsão exata, o que a gente tem é trabalho bastante intenso para poder prestar as informações necessárias no sentido de restabelecer integralmente esse esse formato de de operação e a gente tá agindo de que de forma que isso possa ocorrer na maior brevidade possível, mas sem poder com precisão de informar uma data nesse momento. E e com relação ao impacto, como a gente já comentou no no comunicado ao mercado que foi publicado no início desse ano, acho que meados de janeiro, tem sim impacto que pode ser da ordem de 15% se se abranger a totalidade desse desse nicho, pode ser de 15% em termos de faturamento para para a Dexus.
A gente sabe que o impacto do faturamento não necessariamente corresponde ao impacto de resultado, né? São linhas de revenda e distribuição, trabalham com produtos de menor agregação de valor na cadeia, né?
Normalmente a gente tem uma agregação maior na no nos segmentos industriais onde não somente a gente tem mais valor agregado ao produto, mas também mais rentabilidade, as margens são superiores à de distribuição. Então esse impacto de 15% em termos de faturamento não se reflete necessariamente da mesma forma em termos de resultado, tá?
Nesse início de ano foi possível realizar algumas foi possível realizar algumas comercializações dentro de formato que a gente não considera o o ideal. Como eu falei, busca ainda restabelecer o o formato ideal para operar nesse nesse atendimento ao mercado consumidor do metanol.
Então a gente vem buscando restabelecer, mas precisamente dizer o impacto no primeiro trimestre a gente já tá entrando pouquinho na questão do guidance, né? A gente tem evitado trazer guidance de projeções da da Companhia, mas em linhas gerais é isso que foi colocado no no no comunicado ao mercado e pouco dessa dinâmica que eu tô comentando aqui, né, que esse reflexo não não se traduz diretamente em termos de resultado em função da comportamento de margens para cada tipo de produto, para para cada mix da operação.
Aqui tem mais uma pergunta do Felipe, Felipe Barateiro: "Bom dia a todos, sou investidor pessoa física, Dexuspar. Minha pergunta é sobre a visão estratégica de longo prazo.
Perdão. Considerando a solidez atual, como a diretoria avalia o cronograma para simplificação da estrutura da holding e eventual migração para o Novo Mercado?"
Tem uma segunda pergunta aqui na sequência do também do Felipe: "Além do ganho de governança e liquidez das ações, já existe mapeamento ou target interno sobre os ganhos operacionais, sinergias administrativas ou eficiências tributárias que essa unificação de estruturas poderia destravar para acionistas e para a empresa?" Obrigado, Felipe, pela pergunta.
Então, esse essa questão da da simplificação, né, da da estrutura de holding e eventual migração, ela passa por uma restrição que nós já tivemos a oportunidade de colocar aqui, inclusive já fizemos alguns movimentos para equacionar, que é a a existência de uma classe de ações preferenciais, que é uma ela é uma uma requisito para a migração para o Novo Mercado. Então isso naturalmente tá na nossa pauta de evolução da governança.
Ao longo dos anos a gente vem demonstrando aqui uma evolução consistente na governança da Companhia, com a migração para o Nível 1 de governança da B3, com a implementação de atributos de Novo Mercado no estatuto da Companhia, com a formação de comitês. Tudo isso é é é uma é processo constante de constante evolução da Companhia.
Mas essa questão específica da migração para o Novo Mercado depende de requisito que que a gente vem tentando equacionar. Já fizemos assembleias no sentido de promover a migração da da classe de preferenciais para ordinárias, não tivemos êxito em relação ao quórum mínimo para aprovar essa matéria.
Então nós seguimos monitorando a a base de acionistas para avaliar da da classe preferencial para avaliar oportunamente se temos aí a a condição de atingir esse esse quórum mínimo para aprovação, né? Chegamos acho que razoavelmente perto na última nas últimas tentativas, né?
Acho que o quórum mínimo é é 50% da da classe e a gente chegou em torno de 42%, 43%, algo, né, nessa ordem de grandeza. Então não é algo muito distante, mas como é uma base bastante pulverizada, requer entendimento, refinamento aí para que a gente possa ser mais assertivo nessa nessa condução, tá?
E aí pegando aqui a segunda parte da pergunta, se além da governança, já existe o mapeamento target interno para ganhos operacionais de sinergias administrativas, eficiências tributárias: sim, existem upsides de que a gente tem vem vem estudando em relação a alguma reorganização da questão da estrutura societária organizacional das das empresas, né? Mas a maior parte das sinergias administrativas, essas eficiências já foram capturadas, na verdade elas vêm sendo capturadas ao longo dos anos desde que nós iniciamos esse nosso processo de reestruturação, que já tem pouco mais de 10 anos.
A gente já já unificou muita coisa em relação às empresas do grupo, né? Nós tínhamos uma administração segregada entre holding, Apolo, GPC Química, Apolo Tubulares e e ao longo dos anos nós integramos essa administração numa única gestão.
Também integramos todas as estruturas de backoffice, com a parte de financeiro, recursos humanos, TI, jurídico. Todo esse trabalho já vem sendo feito desde o início da reestruturação, né?
Aí no meio do caminho também quando avançamos no plano estratégico da da Apolo com a recompra da participação da United States Steel também integramos essa administração, essa gestão, capturando mais sinergias para trazer eficiência nessa parte administrativa, no backoffice e também nas operações. Então isso vem sendo feito com muita intensidade ao longo dos anos e é uma pauta que não não ela é constante, ela não sai do nosso radar.
Nós estamos sempre revisitando e buscando essas oportunidades de maximizar a estrutura e e acho que a tua pergunta tá tá muito pertinente em relação ao que a gente vem buscando. Mais uma pergunta aqui do Norton a respeito da linha Artemis: "Qual é a estimativa de receita adicional para esse ano e quais setores podem ser contemplados com essa nova linha de produtos e se já há negociações para vendas para players do mercado interno e externo?"
Então, Norton, novamente a gente recai aqui numa limitação de de não prover o guidance para para as operações da Companhia, mas o que a gente pode dizer é que sim, já existe trabalho comercial, né? O investimento, como a gente falou, tá ele tá se consolidando, tá na na fase de conclusão e a gente vai poder dispor dessa linha de produto já agora nesse nesse próximo período com esforços comerciais em andamento para poder trazer com com eficácia essa tecnologia, esse produto diferenciado que pode ter a possibilidade de atingir diversos mercados com bastante apresentando bons diferenciais, né?
Você pergunta aqui também quais os os setores que podem ser contemplados. Então, tipicamente são setores que demandam tubos estruturais galvanizados, né?
E a gente tem aí uma gama de setores onde a gente já atua, mas outros que nós não atuamos, então isso pode abrir uma uma nova avenida de crescimento para para a questão do portfólio. Então existe essa oportunidade, existe uma aproximação em relação aos nichos de consumo e aí a gente tá falando de nichos que vão desde o automotivo, passando pela pecuária, agricultura, a parte estrutural, como eu falei, de construção e vai haver uma aproximação com essa diferenciação de marca, né, que vai unir não só quase 9 décadas, né, quase século de tradição da Apolo com a inovação trazendo uma aproximação de de marca de de aplicação nos nichos desses mercados de consumo.
Então acho que vai ser movimento bastante positivo de posicionamento para mercadológico para a Apolo e e a gente vai avaliar essa esse desempenho em relação a a vendas para poder comentar aqui e aí efetivamente entrar nessa primeira questão aí da tua pergunta, tá? Mais uma pergunta aqui: Fernando Lopes novamente: "Se a Dexus pretende mudar o cronograma de dividendos devido à taxação ou manterá seu cronograma?"
É, então, Fernando, como eu toquei ali na durante a apresentação, nós fizemos esforço importante ali, acho que felizmente nós contávamos com uma postura uma posição de de caixa, de estrutura de capital muito favorável, né? Essa mudança na legislação ocorreu nessa virada de ano, então as as ações deveriam ser tomadas até o 31 de dezembro de forma que de uma forma segura, né?
Existem assim teses judiciais para tentar acomodar essa questão, mas de forma bem direta a virada ocorreu no no final do do ano passado. Então muitas empresas buscavam opções para viabilizar financeiramente esse esse essa distribuição antecipada, o que no nosso caso felizmente foi viável em em função do nosso posicionamento na gestão de da estrutura de capital, posicionamento que tem sido no sentido de manter a Companhia com a com a alavancagem muito controlada, com uma posição de caixa robusta para poder justamente fazer frente a essas oportunidades, ter ganhos oportunísticos na operação, fazer frente a capital de giro que tem de tempo em tempo tem uma demanda mais relevante, mesmo que pontual, na operação.
Então a gente tem procurado fazer nossa gestão nesse formato e nesse caso foi muito oportuno a gente ter poder contar com uma uma posição de caixa favorável para poder antecipar esse movimento de distribuição de dividendo que foi feito em dezembro do ano passado, favorecendo, privilegiando aí o o acionista, favorecendo a a remuneração sem ainda ter a a tributação dos dividendos, tá? Então agora em relação ao cronograma para frente, hoje essa taxação já está vigente, então eu acho que não tem muita muita alternativa hoje.
A gente vai seguir buscando as as melhores alternativas, mas é é o que tá no cenário hoje. E a gente, por já ter antecipado, né, tá propondo a nossa proposta que vai ser encaminhada à assembleia foi no no montante direcionado, distribuído em dezembro de de R$ 60 milhões, que foi colocando aqui, diga-se de passagem, dos maiores valores, né?
A gente até retomando aqui a curva da gestão estratégica de capital, pegando aqui a curva histórica, foi o maior valor dessa dessa história aqui da Dexus. Então é uma evolução constante nessa no no payout e na remuneração aos acionistas.
Agora vamos avaliar ao longo do ano, né? A gente tem ano, como eu comentei nos comentários iniciais, ano de bastante instabilidade, incertezas, não só no cenário global, mas também como aqui no Brasil.
Então a gente vai estar avaliando e, obviamente, buscando muito atentamente privilegiar o o acionista como nós já demonstramos aqui que vimos fazendo. Então se houver oportunidade esse assunto tá na pauta da administração, vai ser discutido junto ao nosso conselho e se houver a oportunidade a gente vai estar sempre buscando antecipar da melhor forma possível dentro do melhor melhor evolução desse payout, tá?
Vamos ver aqui. Tem mais perguntas aqui.
Felipe Barateiro novamente: "Sobre a alocação de capital da Companhia em 2026, com a posição de caixa líquido robusta e o encerramento do ciclo de investimentos pesados em 2025, gostaria de entender qual é a prioridade da gestão hoje? O foco está 100% no crescimento orgânico e o ganho de eficiência nas plantas ou a Dexus está avaliando aquisições de M&A para diversificação de portfólio?"
Tem uma segunda pergunta, mas deixa eu endereçar aqui a primeira para não não me perder muito aqui. Então, de fato a gente tem privilegiado estar com essa posição até pouco mais conservadora em função dessa dessas instabilidades de mercado, mas o que traz o potencial de fazer uma boa gestão de alocação estratégica de capital, né?
Para 2026, acho que você analisou bem aqui, a gente passou por forte ciclo de investimentos. Quando a gente olha aqui no caso da Apolo, tá inclusive aqui no gráfico, né, os últimos 2 anos foram anos de grande intensidade nesses investimentos que estão sendo concluídos, né, como eu tive a oportunidade de comentar aqui, estão sendo concluídos e a gente não não temos o guidance ainda para o capex do ano, mas a gente entende que a maior parte desse ciclo de investimento foi realizada, então a gente agora tá vai avançar no sentido de buscar os ganhos oriundos desses investimentos já realizados ou em em fase de consolidação, né?
Então deve tende a ser ano com uma consumo de capex, no caso da Apolo, muito menor do que tipicamente ocorreu nesses últimos 2 anos. E mas a gente tá atento a sempre pipeline de projeto é uma coisa muito dinâmica e assim como essa gestão de alocação de capital.
A gente tá atento para novas oportunidades, sejam elas orgânicas, e aí pegando a segunda parte da tua questão, né, sejam ela orgânica ou inorgânicas, né, eventual M&A, existe, tá no nosso radar, mas isso sempre em consonância, né, muito em com muita coerência com a nossa visão estratégica. A gente não vai buscar investimentos que não tenham correlação com o nosso negócio principal, com a nossa visão estratégica e com sinergias que possam somar com a nossa operação e o nosso posicionamento mercadológico.
Então, sim, é possível que a rota de de crescimento inorgânico seja explorada, mas sempre dentro de uma coerência com a nossa estratégia que é explorar essa cadeia do aço para consumidores de tubo, né, dentro de uma visão de fortalecer o mercado de atuação e expandir, diversificação para para novos mercados para consumidores de tubo de aço. É essa é a nossa linha.
Então estamos atentos a isso. E com relação a Tem uma segunda pergunta aqui também.
Desculpa, só completando aqui, eu comentei do aço, mas não na no foi na questão da química. Também fizemos aqui ciclos importantes de investimento na GPC Química.
É, temos a não temos o guidance para comentar aqui detalhadamente para 2026, isso deve sair em formulário de referência em muito breve, mas a gente tem pipeline também sendo trabalhado de forma muito dinâmica aqui na GPC Química para poder calibrar o o melhor timing de execução desses projetos. Isso é sempre envolve diversas variáveis e você imagina que são variáveis que já são complexas.
Quando a gente tá falando de período de instabilidade nos mercados, a complexidade se torna ainda maior. Então a gente vai estar olhando isso muito atentamente para poder entender o timing de sensibilidade e entrada desses projetos no mercado vis-à-vis, né, as demandas de mercado, vis-à-vis as avaliações de necessidades da operação, capacidade e desenvolvimento de de novos projetos, novos negócios.
Isso tá sendo olhado, mas em princípio a o montante os principais ciclos de investimento já foram também bastante consolidados e numa eventual novo investimento a gente vai trazer aqui para para comentar e para poder sinalizar com mais pouco mais de detalhamento a questão do guidance de capex para 2026 e talvez para os próximos anos. A segunda pergunta aqui do do Felipe também: "Além disso, sobre a Metanor/Copenor, existe algum avanço ou intenção estratégica da Dexus em aumentar sua participação ou adquirir o controle total visando simplificar ainda mais a estrutura e capturar as sinergias que essa integração total poderia trazer?"
Obrigado novamente, Felipe, pela pergunta. Essa esse foi ponto aqui que nós já exploramos em outras oportunidades.
É foi é ativo importante da da Dexus, da do segmento químico. É é ativo que não é uma gestão direta nossa, nós temos indicações a partir da nossa participação societária igualitária junto à Petrobras, então é uma joint venture com a Petrobras onde ela tem a sua própria gestão, uma operação que tá muito consistente na sua atuação de mercado e e vem e vem sendo importante ativo da Companhia.
Não existe hoje nenhuma discussão relacionada a aumento de participação, aquisição. Isso já foi aventado há alguns anos atrás quando a Petrobras manifestou seu interesse de desinvestir nesse ativo.
Isso foi no final, salvo engano, no final de 2022. Logo após houve uma mudança de diretriz, acho que em função de mudanças na na visão estratégica de portfólio da Petrobras, então eles resolveram permanecer no ativo e e seguimos com uma relação muito boa de na gestão desse ativo como sócios e uma relação que já já perdura por muitas décadas.
E hoje a visão é de que não não existe uma discussão pelo menos exposta de que pode haver algum tipo de interesse em alienação, aquisição do ativo. Então a visão hoje é que nós sigamos aqui nessa gestão compartilhada e numa sociedade igualitária, preservando o máximo o o valor desse ativo que tem, como eu falei, tem a sua a sua relevância, a sua importância para o nosso segmento químico.
Tem aqui mais uma pergunta, acho que acho que é a última até o momento, do Gabriel Hetori: "Qual a expectativa de impacto nas margens com possível alta dos preços dos insumos da GPC Química?" Obrigado, Gabriel, pela pergunta.
Em princípio, talvez seja muito cedo para dizer ainda, né? A gente tem aí pouco mais mais ou menos mês que esse assunto ganhou mais intensidade e aí talvez ainda seja pouco cedo para dizer, mas o que a gente pode colocar é que normalmente as oscilações nos preços dos insumos, e aqui acho que a pergunta é muito pertinente porque aquela região e o fluxo ali no Estreito de Ormuz a gente tem impactos que trazem realmente o potencial de alta de preço dos insumos da GPC Química, citei aqui a melamina, a ureia, o próprio metanol.
Isso tudo pode ser impactado sim, se houver alguns movimentos de de alta de preço. Nossa preocupação inicial ela além do preço, ela tem também a questão do abastecimento, porque o fluxo começa a ficar mais restritivo.
Então até o momento a gente não não tem tido nenhuma questão, nenhum problema que possa comprometer o abastecimento, vamos seguir atentamente observando essa questão. Mas voltando para a pergunta, nos preços, nesse momento a gente tipicamente a gente tem uma dinâmica de precificação que já contempla o o repasse, né, a a a atualização desses preços das matérias-primas na precificação do nosso produto final, das resinas termofixas.
Então é uma é impacto que em termos de margens pode ter uma alguma oscilação ali dentro do mês, que esses preços tendem a ser reajustados numa base mensal, né, seja seja por contrato, seja por vendas spot. Então pode ter alguma oscilação ali dentro do mês, mas normalmente ela é absorvida de mês para outro.
Então a a o impacto em termos de margens pode existir, mas não não é uma coisa, em princípio, muito substancial em função dessa dinâmica que já prevê a preservação dessa margem em termos absolutos, né? Em termos percentuais, ela pode ser que caia em função daquela questão do fator denominador que a gente já comentou algumas vezes, porque você aumenta a receita mantendo o mesmo padrão de margem absoluta unitária, a a margem percentual ela pode ficar mais pressionada pelo fator denominador, mas a margem em termos absolutos ela tende a ser preservada e e a dinâmica do setor já prevê isso.
O ponto aqui, talvez a preocupação olhando mais para o longo prazo, é até que ponto isso pode ser uma uma situação duradoura e de longo prazo que possa vir a pressionar a nossa cadeia de consumo, nossa cadeia produtiva, que passa aí pela produção de painéis ou de outros produtos do segmento industrial até o consumidor final. Então, a partir do momento que isso começa a impactar o custo, o poder de compra do consumidor, e aí a gente passa até também pela questão dos fretes, né?
A gente tem ali a questão dos combustíveis impactando podendo impactar os fretes. Isso tudo acaba onerando a a cadeia produtiva e o e afetando o impacto do o poder de consumo na ponta da cadeia.
Se essa situação é duradoura, isso pode ter efeito mais, vamos dizer, voltado para a questão macroeconômica, né, para para a questão de consumo. E isso é ponto de observação, de atenção, que a gente precisa estar atento aí nesse movimento, mas de curto prazo a gente tende a absorver e e preservar a questão das margens.
Bom, obrigado, então, Gabriel, espero ter respondido aqui a tua pergunta. Eu tô olhando aqui para ver se caiu mais alguma pergunta.
Creio que não. Bom, e não havendo novas perguntas, eu coloco aqui disponível também o nosso endereço do do Departamento de Relações com Investidores.
Fica disponível caso tenham outras questões, outras dúvidas, por favor, fiquem à vontade para encaminhar suas suas questões. Teremos prazer de responder prontamente.
Agradeço mais uma vez a participação em mais uma apresentação de resultados da Dexus e desejo aqui bom dia a todos. Obrigado.
Operator
A videoconferência de resultados relativos ao quarto trimestre e ano de 2025 da Dexus Participações S.A. está encerrada.
Agradecemos a participação de todos e tenham uma boa tarde.
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