Cia de Ferro Ligas da Bahia

Cia de Ferro Ligas da Bahia

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Q1 FY2026 · Earnings Call TranscriptMay 13, 2026

Operator

Boa tarde a todos. Sejam bem-vindos à conferência de resultados do primeiro trimestre de 2026 da Ferbasa.

Estarão participando conosco hoje: Silvano Andrade, Diretor-Presidente, Financeiro e de Relações com Investidores; Carlos Henrique Temporal, Gerente de Relações com Investidores; além das equipes de RI e contabilidade. Informamos que a apresentação está sendo gravada.

Os slides apresentados já estão disponíveis para download no nosso site de RI. Eventuais declarações serão feitas durante essa videoconferência em relação às perspectivas de negócios da Ferbasa e constituem convicções e premissas dos administradores da companhia, baseadas em informações disponíveis até este momento.

Considerações futuras não são garantias de desempenho. Elas envolvem riscos, incertezas e premissas relacionadas a eventos futuros e dependem de circunstâncias que podem ou não ocorrer.

Condições econômicas gerais, dos setores de negócio em que a Ferbasa atua e outros fatores operacionais podem afetar o desempenho futuro da companhia. Orientamos que as perguntas sejam enviadas durante a apresentação via ícone de Q&A no botão inferior de sua tela.

Após o encerramento da apresentação, daremos início à sessão de perguntas e respostas. Agora, gostaria de convidar o senhor Silvano Andrade para iniciar a apresentação.

Silvano Andrade

Boa tarde a todos. Eu sou Silvano Andrade, sou o CEO da Ferbasa, e é prazer estar aqui compartilhando essa conferência com vocês.

Houve algumas mudanças na estrutura da Ferbasa, e eu, que já estou há quase 4 anos na posição de CEO, fui designado na última reunião do Conselho de Administração da companhia, que ocorreu no dia 20 de abril, para assumir, de forma cumulativa, as diretorias financeiras e de RI, dando continuidade ao trabalho do Heron Albergaria. O controller Luciano Viana também passou, na mesma data, a ocupar a função de Diretor Financeiro Adjunto, o qual também está presente aqui na conferência.

Muitos de vocês já me conhecem das reuniões anuais da APIMEC ou de participações pontuais em conferências como esta, mas aproveito o momento para reforçar nosso compromisso com o diálogo cada vez mais próximo e direto com o mercado. Conto aqui também com a presença dos Gerente de Relações com Investidores Carlos Temporal e sua equipe, e da Contabilidade e Fiscal, Arnaldo Anastácio, a quem direciono meus agradecimentos pelo empenho de suas equipes no trabalho.

Agradecemos também aos analistas, agentes de mercado, investidores, pela credibilidade conferida à companhia e à audiência em geral que aqui nos acompanha. Nesse sentido, reiteramos nosso compromisso com a qualidade e tempestividade na divulgação de informações, com a preservação de princípios tais como integridade, transparência, equidade e independência, e com o uso das melhores práticas de relacionamento com as diferentes partes interessadas.

Aqui também agradecimento especial a todos os ferbaseiros por seu empenho e dedicação na superação diária de desafios em suas atividades. Então, eu vou passar a palavra para Carlos Temporal, nosso Gerente de Relações com Investidores, para iniciar a nossa apresentação, destacando os fatores mais relevantes que influenciaram o desempenho da companhia nesse primeiro trimestre do ano, e, ao final, eu voltarei com a atualização sobre os projetos estratégicos da companhia, fechando a conferência com sessão de perguntas e respostas.

Então, Temporal, por favor, fique à vontade. Obrigado.

Carlos Henrique Temporal

Obrigado, presidente. Boa tarde a todos.

Bom, vamos iniciar aí nossa conferência. Por favor, passem para o próximo slide.

Bom, no slide 3, onde consta a agenda da nossa conferência, que está estruturada da seguinte forma, né? Começaremos apresentando vídeo institucional da companhia, como de praxe, né?

Eu sei que muitos de vocês já conhecem, mas é sempre bom revisitá-lo pelo educativo que ele tem. Em seguida, veremos os principais destaques do primeiro trimestre de 2026.

Comentaremos sobre o desempenho operacional e financeiro, né, do grupo Ferbasa. É uma visão que nós sempre trazemos, que é uma visão consolidada.

Na sequência, apresentaremos breve painel sobre o mercado de capitais, falando da evolução da ação FESA4 e o histórico de distribuição de proventos. Seguimos apresentando panorama geral do mercado de ferroligas e também do setor siderúrgico, com uma breve atualização aí das medidas protecionistas que estão em vigor na Europa e nos Estados Unidos.

E, por fim, retorno a palavra para Silvano, né, como já dito, para fazer o fechamento, comentando aí sobre os nossos projetos estratégicos. Por favor, passem para o próximo slide, de número 4.

Bom, vamos agora exibir aí o nosso vídeo institucional que oferece uma visão, como eu disse, né, panorâmica aí da companhia, sobre a qual eu gostaria de destacar, né, que as características de integração verticalizada em suas operações, entender o ambiente mercadológico no qual a empresa está imersa e também a sua atuação, que, sem dúvida, é dos pilares da cultura empresarial nos nossos programas de responsabilidade social. Por favor, vamos passar o vídeo.

Há mais de 60 anos, a Ferbasa está presente em sua vida e você nem imagina. As ligas de cromo produzidas na Ferbasa são destinadas, principalmente, à indústria de aços inoxidáveis, que fabrica diversos itens que você utiliza diariamente na sua casa, no trabalho, transportes públicos e até nas ruas.

Já as ligas de ferro silício são divididas em standard e alta pureza. A standard é destinada à indústria siderúrgica na produção do aço utilizado em vergalhões para a construção civil e a fabricação de veículos.

As ligas de alta pureza passam por rigoroso processo de seleção de matéria-prima para que se preserve a qualidade do ferro silício que será destinado à produção de aços utilizados em geradores e motores elétricos, aparelhos de ar-condicionado e carros híbridos e elétricos, cada vez mais presentes no seu dia a dia. A Ferbasa é líder nacional na produção de ferroligas, sendo a única produtora integrada de ferro cromo das Américas.

O parque industrial de Pojuca conta com 14 fornos elétricos, dos quais 8 fabricam ferro cromo e 6 ferro silício. Os principais produtores brasileiros de aço consomem os produtos da Ferbasa, assim como diversas indústrias localizadas nos Estados Unidos, União Europeia, Japão e outros países da Ásia.

A Ferbasa conquistou o mundo pela qualidade dos produtos, por honrar os compromissos assumidos e pela segurança envolvida em todos os processos. Para você entender melhor essa história, vamos voltar pouco no tempo e mostrar como surgiram e se desenvolveram as unidades de mineração, metalurgia, recursos florestais e energia renovável.

Com a visão de que o minério de cromo se tornaria em pouco tempo uma matéria-prima estratégica no Brasil, José Carvalho fundou em 1961 a Ferbasa, atuando inicialmente apenas na mineração em Campo Formoso na Bahia. Hoje a companhia é detentora de cerca de 95% das reservas de cromita conhecidas do Brasil, distribuídas em dois grupamentos mineiros: em Campo Formoso, operando com mina a céu aberto; e outro em Andorinha, operando com mina subterrânea.

Adicionalmente, possui atividades de extração de quartzo em diversos municípios da Bahia e lavra de calcário de alta qualidade em Euclides da Cunha, utilizado para a produção de cal virgem. Além das operações de mineração e metalurgia, a Ferbasa atua também no segmento de produtos florestais renováveis, com uma área de 64.000 hectares distribuída em 9 municípios da Bahia.

Desse total, 25.000 hectares são florestas de eucaliptos, cuja madeira produzida é destinada para a produção de biorredutor. A companhia ainda preserva mais de 45% do total de florestas com mata nativa, tendo assim mais do que o dobro exigido por lei.

Nesse ativo está incluída a manutenção de 1.243 hectares de reserva particular do patrimônio natural, além de ações permanentes de recuperação das nascentes e matas ciliares.

Trabalhar na terra é muito prazeroso, e você plantar uma mudinha e ver toda essa floresta linda como vocês puderam ver.

Floresta dessa aí quem vem aqui se encanta. Tanto você explora, como você reflora.

Caminham junto.

De olho no futuro, a Ferbasa deu mais passo para a sustentabilidade e perenidade do negócio, com a aquisição de 7 parques eólicos destinados à produção de energia renovável. A responsabilidade social também está no DNA da empresa, que desde o início das suas atividades busca contribuir para o desenvolvimento das comunidades localizadas no entorno das suas operações.

José Carvalho

Não representa simplesmente uma companhia. É uma história de vida que vai se acumulando de responsabilidades e compromissos, inclusive, individuais com a gente mesmo.

Fazendo valer a sua cultura de empresa cidadã e empenhada em servir como alavanca das transformações sociais tão necessárias, a Ferbasa investe em ações nas áreas de educação, arte e cultura, desenvolvimento rural e comunitário, meio ambiente, esporte e saúde, beneficiando milhares de pessoas. Aos 44 anos, José Carvalho decidiu ampliar a dimensão do seu trabalho desenvolvido na Ferbasa ao criar a Fundação José Carvalho, instituição sem fins lucrativos destinada a educar jovens e crianças carentes.

José Carvalho

Empresa que o lucro todo que ela tem é meio, aquilo não pode ser fim nunca. Como eu sempre imaginei uma empresa, nunca imaginei uma empresa com os dividendos fosse o final dela.

Ferbasa, 60 anos de história com você.

Carlos Henrique Temporal

Bom, como observado no vídeo, nesse slide seguinte, né, que é o slide número 5, nós apresentamos uma importante característica da companhia, que, com exceção dessa parceria que nós temos na Colômbia para fornecimento de coque metalúrgico de alta qualidade, todas as nossas operações estão localizadas no estado da Bahia e, juntas, geram, né, matérias-primas que são necessárias à fabricação fabril para a produção de nossas ferroligas em Pojuca, na nossa unidade metalúrgica, caracterizando assim a verticalização do nosso processo produtivo, que vem sendo aspecto fundamental para a sustentabilidade econômica do negócio ao longo de toda a história da companhia. Nossas operações atuam diretamente em 18 municípios do estado e geram, direta e indiretamente, cerca de 4.750 empregos, uma participação de fato relevante.

Por favor, passem para o próximo slide. Nesse slide, também muito importante para esse momento de entendimento da apresentação, ele mostra, né, detalha ainda mais esse fluxo de matérias-primas produzidas pela própria companhia e que são internamente destinadas às nossas fábricas, né, localizadas em Pojuca para a produção das ligas de cromo e de silício.

Essa verticalização, ela é uma estrutura que proporciona maior controle sobre a cadeia de suprimentos, além de uma melhor gestão sobre a qualidade e também dos custos desses materiais estratégicos. Em suma, nas minerações, extraímos o minério de cromo, o quartzo e o calcário, de onde se produz a cal, e das florestas obtemos a madeira que possibilita a produção de biorredutor, que é o carvão de origem vegetal.

Todos esses materiais são transportados, em sua maioria, via rodoviária, mas também parte do nosso minério via ferroviária, para o parque metalúrgico, cuja a capacidade instalada é de hoje de 342.000 toneladas de ferroligas anuais, de cromo e de silício, né? E observem ponto importante nesse slide, é que nós temos mais à direita o complexo eólico da BW Guirapá, que produz energia renovável destinada especificamente para a Câmara de Comercialização de Energia, a CCEE, para atender a contrato exclusivo de venda de energia de reserva até 2036.

Portanto, essa energia, ela não é uma energia gerada destinada à nossa unidade metalúrgica, pelo menos até 2036. Por favor, passem para o próximo slide.

Os destaques de 2000 do primeiro trimestre de 26, quando comparados aos do quarto trimestre de 2025, são os seguintes: no primeiro trimestre de 26, o EBITDA ajustado atingiu R$ 44,1 milhões ante os R$ 4,3 milhões registrados no 4T25. Apuramos, no primeiro trimestre de 26, prejuízo consolidado de R$ 2,4 milhões contra lucro líquido de cerca de R$ 100 milhões no 4T25, e uma posição de caixa de R$ 781 milhões no primeiro trimestre de 26, superior R$ 12,6 milhões à registrada no trimestre passado.

Quando falamos de comercialização de ferroligas, tivemos decréscimo de 13,5% no volume de vendas. Isso reflete diretamente as retrações registradas, né, de 18,8% nas nossas exportações e de 8,6% nas vendas para o mercado nacional, também, né, comparando aí com o trimestre anterior.

Houve também uma desvalorização de 1,5% no dólar médio praticado e ligeiro incremento, vamos dizer assim, de próximo de 1% no preço médio de venda em dólar de nossas ferroligas. Quando olhamos na ótica operacional, a produção total de ferroligas, ela recuou 2,9% entre os trimestres, com redução de 5,3% nas ligas de cromo e aumento de 3,3% na fabricação das ligas de silício.

Indicamos também a redução de 12,5% no CPV das ferroligas, justificada principalmente pelo recuo no volume de vendas de 13,5% e também por maiores custos de produção. No âmbito financeiro, ainda comparando o primeiro trimestre deste ano e o último de 2025, registramos a redução de 52,9% no resultado do período, decorrente da redução de 23,8% na receita financeira e da perda com variação cambial agora no primeiro trimestre de 26.

Sobre os investimentos, o CAPEX realizado de R$ 40,6 milhões no 1T26 ficou 4,5% inferior àquele registrado no 1T25, né, na comparação anual, e 63,7% abaixo ao do trimestre anterior. Todos esses fatores, eles serão melhor detalhados, né, a partir de agora nos slides seguintes.

Por favor, o próximo slide. Bom, apresentamos aqui o desempenho operacional da companhia, destacando as variações aí entre o 4T25 e o 1T26.

O gráfico de barras do lado esquerdo, ele mostra a evolução da produção de ferroligas desde o primeiro t de 24. E, como já indicado, no 1T26 houve uma retração de -2,9% na produção de ferroligas em relação ao trimestre anterior.

Isso é o resultado de recuo de 5,3% na produção das ligas de cromo e avanço de 3,3%, né, na composição aí com as ligas de silício. Vale sempre recordar, né, que uma parcela das ferroligas fabricadas na companhia são consumidas internamente no processo produtivo.

Eu vou apenas especificar aqui uma situação, é que o ferro cromo alto carbono, parte dele é utilizado para a produção do ferro silício cromo, e esse, por si, ele é utilizado como matéria-prima importante na produção do ferro cromo baixo carbono. Portanto, vale essa menção aí na análise aí dos aspectos produtivos e de vendas.

Bom, a análise do gráfico de barras que fala da evolução de vendas do lado direito, nós observamos uma diminuição, né, de 13,5% do volume de vendas de ferroligas, né, entre o 1T26 e o 4T, e que deve-se, basicamente, né, a queda de 18% 18,8% nas exportações. E aí refletindo em grande parte o elevado volume exportado no 4T25, quando foram realizados volumes postergados ali basicamente no segundo semestre e que só foram registrados aí no quarto já no final do ano, né, no 4T25, basicamente redirecionados por conta das medidas protecionistas adotadas pelos Estados Unidos.

Já no mercado nacional, observamos o declínio de 8,6% na comercialização das ferroligas, influenciado por paradas para manutenção na siderurgia brasileira e pelo acirramento da competição interna, né, no mercado de ferroligas, inclusive com o maior consumo de alguns materiais alternativos na produção de aço. Passemos, por favor, para o próximo slide, o slide número 9.

Nesse slide, apresentamos a evolução trimestral da produção do nosso parque eólico, a BW Guirapá, e os fatores que afetaram a sua geração de energia no primeiro trimestre do ano. O primeiro gráfico acima, ele mostra a evolução da produção de energia entre o 1T24 e o 1T26, apontando também o volume de energia com compromisso de entrega, né, a energia contratada a cada trimestre para cumprimento do contrato firmado junto à CCEE.

No primeiro trimestre de 26, a geração líquida de energia da BW Guirapá atingiu 29,5 megawatts médios, patamar este 18,6% inferior ao mesmo trimestre, né, do ano anterior. É importante a gente fazer essa comparação para que a gente possa respeitar a similaridade na sazonalidade do clima.

Então, como observado no gráfico também abaixo, esse desempenho, ele foi fortemente influenciado pelo clima e pelo volume das restrições impostas pelo ONS, né, que é o Operador Nacional do Sistema Elétrico, que, juntos, suprimiram 25,9 megawatts médios na geração de energia no período. Vale aqui uma menção, importante reforçar, quanto da intensificação destas restrições impostas, né, pelo ONS, que se mantém como uma conjuntura bastante adversa para todo o segmento eólico nacional, afetando sobretudo as usinas instaladas no Norte e Nordeste do país.

A Ferbasa, ela participa, né, já comentamos isso em momentos anteriores, de uma ação judicial coletiva junto à ABEEólica, né, que é a Associação Brasileira de Geradores de Energia Eólica, contra essas diretrizes da ANEEL que regulam os cortes de geração. Paralelamente, a própria BW Guirapá moveu processo individual para preservar a companhia ante os efeitos financeiros destas restrições.

A nossa tese, ela se fundamenta no contrato firmado junto à CCEE, que classifica a produção do complexo eólico BW Guirapá de maneira exclusiva como energia de reserva. Quando a gente fala dos fatores já gerenciáveis, né, tivemos uma menor participação no resultado do período e foram influenciados aí basicamente por calibragem de equipamentos, né, que orientam os aerogeradores, e por danos, né, pequenas manutenções nas nossas turbinas eólicas, em especial nos gearboxes.

Por favor, passe para o slide número 10. Nesse slide, consta a evolução da receita líquida e da taxa de câmbio média praticada entre o primeiro trimestre de 24 e o primeiro trimestre de 2026.

As barras verdes identificam, né, a receita líquida do grupo Ferbasa, exceto aquelas que estão ali em azul, né, do complexo eólico. E, no caso do primeiro trimestre de 2026, nós registramos aí uma receita líquida consolidada, né, portanto a soma ali do 491.7 e do 14.7, de R$ 506,4 milhões.

Isso representou uma redução de 16% frente ao quarto trimestre de 25, acompanhando o declínio, né, de 15,2% na receita com ferroligas. Esse desempenho, ele foi a combinação entre os recuos de 13,5% no volume de vendas e de 1,5% no dólar médio praticado.

Por outro lado, registramos, né, uma discreta alta de cerca de 1% no preço médio das ferroligas na análise do período. Vale ainda indicar que quando olhamos o breakdown da receita no primeiro trimestre de 26, 56% ela foi oriunda de comercialização no mercado nacional e 44 de nossas exportações.

Por favor, passem para o slide 11. Bom, veremos agora falar pouquinho da evolução dos custos de produção e das respectivas composição de custo, né, das nossas ferroligas.

Observem no gráfico acima, né, a trajetória de produção das ligas de cromo e silício nos gráficos de barra e os seus respectivos custos de produção nos gráficos de linha. Os gráficos de linha foram normalizados lá no 1T25 para facilitar, né, a avaliação das oscilações trimestrais.

Na parte inferior do slide, né, apresentamos a composição dos custos de produção do ferro cromo alto carbono e do ferro silício 75, né, no primeiro trimestre de 26, já que são os nossos produtos que representam o maior volume na produção das ferroligas. Então, comentando agora sobre os destaques dos custos de produção entre o primeiro trimestre de 26 e o primeiro trimestre de 25, podemos indicar a redução de 12,5% no CPV das ferroligas, decorrente da queda de 13,5% no volume de vendas e de maiores custos de produção, sobretudo com minério de cromo e com ferro silício cromo utilizado para a produção do baixo carbono.

No caso da energia elétrica, houve praticamente uma manutenção no custo de energia consumida nos fornos da metalurgia na análise desse período. No caso do ferro cromo alto carbono, registramos uma estabilidade nos custos de produção, garantida aí por menores dispêndios, né, menores valores com relação ao coque e também refletindo pouco da redução do volume produzido no custo total.

No caso do baixo carbono, o aumento do custo foi basicamente explicado por aumentos, né, nos custos com cal virgem, com o próprio minério de cromo e também com o ferro silício cromo, como já citamos. Neste mesmo sentido, o custo do ferro silício 75 também cresceu, e nós acusamos aqui incremento aí nos gastos com quartzo e insumos em geral, somados também ao efeito de uma menor produção no período analisado.

Por favor, passem para o próximo slide. Bom, sigamos a apresentação agora abordando o desempenho financeiro da companhia, na qual apresentamos no gráfico a evolução da reserva financeira e do endividamento consolidado entre o primeiro trimestre de 24 e o primeiro trimestre de 26.

Considerando caixa, equivalente caixa e aplicações financeiras, a companhia gerou total de R$ 7,1 milhões no primeiro trimestre de 26, cujos fatores determinantes foram: o resultado operacional de R$ 46,9 milhões, incluindo as variações na necessidade de capital de giro, pagamento de juros e impostos; a amortização de empréstimos e financiamentos no valor de R$ 6,8 milhões; o desembolso de R$ 40,6 milhões em CAPEX e de R$ 5 milhões na BW Guirapá, referente a saldo residual do processo de aquisição desse parque, que aconteceu junto ao Santander e à Braswind lá em 2018. Por fim, encerramos o primeiro trimestre de 2026 com uma reserva financeira consolidada de R$ 1 bilhão e 92 milhões de reais ante uma dívida também consolidada de R$ 361,4 milhões, portanto uma posição líquida, né, de caixa de R$ 731 milhões.

Por favor, passem para o próximo slide. Ainda no desempenho financeiro, na tabela à direita, observem o resultado financeiro consolidado e à esquerda constam os aspectos mais relevantes na nossa avaliação trimestral.

Então eu cito, né, a receita financeira de R$ 36,6 milhões no primeiro trimestre de 26 e que recuou 23,8% em relação ao quarto trimestre de 25, quando registramos a receita de R$ 11,8 milhões, basicamente em atualização monetária de créditos, né, tributários que foram recuperados no período. A despesa financeira totalizou aí R$ 12,7 milhões no primeiro trimestre e avançou 10,4% frente ao trimestre anterior, basicamente em virtude da majoração da TJLP e da captação do Brasil Soberano no final do 4T25.

Uma variação cambial líquida negativa de R$ 5,4 milhões no 1T26 também importante, né, apresentar, o que significou uma oscilação negativa aí de R$ 8,2 milhões frente a o quarto trimestre de 25. Em resumo, o resultado financeiro no 4T25 retrocedeu 52,9% em relação ao realizado no trimestre anterior.

Passem para o próximo slide, de número 14, por favor. Observem agora a trajetória do nosso lucro líquido, do EBITDA e da margem EBITDA aí num período de tempo aí do primeiro trimestre de 2024 até o primeiro trimestre de 2026.

Então, agora no 1T26, o EBITDA ajustado foi de R$ 44,1 milhões e a margem EBITDA de 4,3%, quando a gente compara aí com o trimestre anterior, salto de mais de 900%, 9 vezes em relação ao baixo patamar registrado no 4T25. Por outro lado, registramos prejuízo líquido consolidado de R$ 2,4 milhões com margem negativa de 0,5% ante o lucro líquido de cerca de R$ 100 milhões de reais no 4T25.

A variação entre os resultados do 4T25 e do primeiro trimestre de 26 se deve a uma conjunção de fatores mercadológicos, operacionais e financeiros que foram comentados, né, no transcorrer desta apresentação e que nós sumarizamos aqui, né, para uma melhor análise. Então citamos aí avanço de 0,9% no preço médio das ferroligas entre esse período analisado, uma desvalorização de 1,5% no dólar médio praticado, uma redução relevante de 13,5% no nosso volume de vendas, recuo de 12,5% no CPV das ferroligas, uma queda de 52,9% no resultado financeiro.

Também registramos prejuízo de R$ 14,4 milhões da BW Guirapá. E também vale pontuar que no quarto trimestre de 25 foi trimestre impactado pelo efeito positivo de R$ 50,1 milhões referente ao ajuste do ativo biológico e também pela receita de quase R$ 30 milhões oriunda de créditos tributários.

Por favor, sigam para o próximo slide, número 15. Bom, tratamos agora sobre mercado de capitais, no qual apresentamos no gráfico da esquerda a evolução do número de acionistas desde 2020, assim como, né, gráfico de linha aí com a liquidez da ação preferencial FESA4, né, medida aí pelo seu ADTV, que é basicamente o volume médio negociado, no caso aí em milhões, né?

Nós estamos falando aí de R$ 6,7 milhões, como vocês podem observar aí no primeiro trimestre de 26. Esse é o volume médio negociado diariamente pelas ações FESA4.

Também apresentamos no gráfico da direita a distribuição regular, né, de proventos desde 2018, que é uma marca relevante da companhia. Sobre o comportamento do ADTV, né, voltamos ao gráfico anterior, o indicador de liquidez da ação, ele saltou 43% em relação ao último trimestre, maior patamar trimestral desde o 2T24, impulsionado, na nossa visão, né, pelas altas de 32% no volume médio das preferenciais negociadas e de 8,4% no preço médio da ação.

A evolução contínua da liquidez reflete perspectivas mais favoráveis do mercado em relação a FESA4 aliadas à injeção expressiva e crescente de capital estrangeiro na Bolsa desde 2025. Reforçando a prática de distribuição regular de proventos, a companhia deliberou a distribuição de R$ 240 milhões ainda em 2020 e 25, tendo R$ 140 milhões remanescentes que ainda serão distribuídos agora em junho de 2026.

Caminhando aí já para os finalmentes da minha participação, sigamos para o slide 16. Veremos agora panorama sobre os mercados de ferroligas e siderúrgico.

Comecemos aqui nesse slide abordando o mercado de aços brutos e das ligas de ferro silício. No gráfico de barras à esquerda, e de acordo com dados do World Steel Association, a produção mundial de aços brutos avançou 6,6% entre o 4T e o primeiro t de 26.

Os destaques positivos deste aumento foram basicamente a China, né, que cresceu 15,4%, a Alemanha vindo na sequência aí com 7%, e a Índia com 5,2%. Por outro lado, os piores desempenhos entre os maiores produtores mundiais foram a Rússia, a Turquia e o Brasil, cujas produções recuaram respectivamente aí 4 e 3 4 3 4,3 e 2,2% nesse período.

No Brasil, segundo o Instituto Aço Brasil, né, que é o IABr, a produção de aço bruto decresceu no 1T26 frente ao 4T25 devido à ainda elevada entrada de aços importados no país, que cresceu 32% quando a gente faz a análise aí do período, responsáveis por atender boa parte do crescente consumo aparente, né, consumo aparente nacional que vem crescendo e nesse período cresceu 3,5% na comparação entre o 1T26 e o 1T25. Analisando o gráfico de linhas da direita, o qual apresentamos a evolução do preço spot do ferro silício em três de nossos principais mercados, percebemos que o preço médio em dólar desta ferroliga cresceu na China, Europa e Estados Unidos entre o quarto trimestre de 25 e esse primeiro de 2026.

Na China, a melhora dos preços se deu pela redução da produção local em meio ao crescimento, né, da demanda interna e também externa por esse ferro silício chinês que é exportado. Na Europa, as salvaguardas, né, que é sistema de cotas que a gente vai falar pouquinho mais à frente, vem impulsionando o preço do ferro silício no final do 4T25.

E nos Estados Unidos, observamos uma estabilidade no preço do ferro silício no período. Passem para o próximo slide, por favor.

Vejamos agora o comportamento dos mercados, né, já para o caso dos aços inoxidáveis e de ferro cromo. De acordo com o gráfico de barras à esquerda, no 1T26 estima-se ter ocorrido declínio de 3,6%, né, uma redução de 3,5% na produção mundial de aços inoxidáveis em relação ao 4T25, puxado basicamente pelo decrescimento de 5,6% na produção da China.

No mesmo período, Europa e Estados Unidos registraram avanços da ordem de 9% na produção dos aços inoxidáveis. No Brasil, estimativas dos analistas apontam para a manutenção na produção de aços inoxidáveis no 1T26 frente ao 4T25.

Já no análise anual, a produção brasileira avançou aí próximo de 2%. No gráfico da direita, percebemos a evolução do preço spot do ferro cromo alto carbono também nos Estados Unidos, Europa e na China.

Observe que o preço médio do ferro cromo permaneceu inalterado na China entre o 4T e o 1T26, pressionado para baixo pela redução da demanda e para cima pelo aumento do custo com o minério, que voltou a superar os 300 dólares por tonelada. A produção sul-africana de ferro cromo alto carbono, que representou apenas 20% do mundo no 1T25, despencou cerca de 80% ante ao 1T26 e passou a perfazer menos de 5% da oferta mundial.

Lembrando que a África do Sul, ela detém as maiores reservas, né, de cromita do mundo. Entre o 4T25 e o 1T26, o preço médio do ferro cromo alto carbono se elevou na Europa e nos Estados Unidos pelo terceiro trimestre consecutivo.

Sigamos aí para o slide seguinte. Falar pouquinho agora da conjuntura geopolítica, né, pouco sobre as ações protecionistas que estão aí na nossa atualidade, em especial a atenção às barreiras comerciais na Europa e também nos Estados Unidos.

Vamos tentar, né, nesse momento buscando avaliar os impactos sobre as operações da companhia, né, sobre as nossas vendas. Apresentamos alguns pontos importantes nesse breve slide.

Então, começando aí pelos Estados Unidos à esquerda, o cenário tributário, ele passou por uma reconfiguração relevante quando agora em fevereiro, né, a Suprema Corte americana declarou a inconstitucionalidade do tarifaço. As tarifas anteriores sobre ferro silício e ferro cromo foram extintas.

O governo reagiu imediatamente, né, com a nova tarifa com base na famosa Section 122, né, o 122, e específica para o ferro silício, que, somada às medidas remanescentes, totaliza atualmente, né, conforme vocês podem observar, uma sobrecarga ainda de 28,9%. No entanto, a decisão da Suprema Corte beneficiou bastante o cromo, que passou a gozar de uma isenção total das tarifas, permitindo, sim, uma janela estratégica para a retomada de nossas vendas para o mercado americano.

Paralelamente, o aço brasileiro e também praticamente de todo o mundo ainda enfrenta uma barreira severa de 50% para entrar nos Estados Unidos, mercado este que representa hoje 50% das exportações brasileiras. Quando falamos aí já da União Europeia, o foco recai sobre as salvaguardas, né, o controle de cotas para o ferro silício que tá válido até 2028 e a implementação do CBAM, que eu vou explicar pouquinho mais à frente, mas é basicamente controle sobre produtos que emitem, né, alto teor de carbono, né, para a atmosfera e que exige uma auditoria, uma regulamentação específica de fronteira.

No caso do ferro silício brasileiro, né, foi impactado aí pelas salvaguardas, a cota ela foi estipulada em cerca de 25.000 toneladas por ano, com limite trimestral aí em torno de 6.000, né, toneladas por ano, onde, após o atingimento desta marca, o preço ele deixa de ser de livre negociação. Então, até o atingimento das cotas, ele é de livre negociação.

Quando ele atinge essa cota, ele passa a vigorar valor mínimo determinado pela União Europeia de 2.408 € por tonelada. Quando falamos do CBAM, né, União Europeia, ela busca controlar a importação de produtos com elevado teor de carbono.

Aí, nesse caso, impactando diretamente o ferro cromo alto carbono e ferro cromo baixo carbono. A partir de agora, né, 2026, as empresas exportadoras serão objeto de auditoria para certificação das emissões de suas mercadorias e a tarifação será então definida com base nas emissões do CO2.

A cobrança relacionada aos volumes entregues durante 2026 será realizada apenas em 2027. A Ferbasa, ela já vem informando suas emissões relacionadas à produção do ferro cromo alto carbono aos nossos clientes na União Europeia.

Ademais, né, a alta participação de fontes renováveis na matriz energética brasileira, né, ela irá, né, favorecer a competitividade da companhia para essas operações. Bom, vamos passar agora para o slide 19 para falar pouco sobre os projetos estratégicos, e aí eu retorno aí a palavra para o nosso presidente Silvano.

Obrigado a todos.

Silvano Andrade

Obrigado, Temporal. Então, retornando, vamos falar pouco aí sobre os projetos estratégicos, né?

Mas como já apresentamos de forma detalhada o status desses projetos na nossa última apresentação da APIMEC, realizada agora recentemente em abril, nosso objetivo é fazer pequeno briefing, né, dessas iniciativas que buscam garantir a perenidade da Ferbasa através da verticalização e eficiência das nossas operações, como também busca de diversificação das atividades, não é? Trazendo os principais projetos estratégicos, temos: no biorredutor, em relação à produção de biorredutor, nós estamos investindo na construção de 46 fornos na unidade de Maracás, tá, com os primeiros entrando em operação ainda no final de 2026.

Então, essa expansão nos permitirá aumentar a produção em mais 25.000 toneladas anuais de biorredutor, aproveitando a madeira das florestas plantadas na região. Então, isso vai ser importante passo aí na busca, né, da nossa auto-suficiência na produção de biorredutor, tá?

Na metalurgia, o grande marco é a nossa nova fábrica, né, de ferro cromo, a fábrica 3, como está sendo designada, né, internamente, com o primeiro forno previsto para início de operação bem no início de 2030. É forno fechado com tecnologia moderna, né, que visa a economia de energia, eficiência metalúrgica e ganho de produtividade, consequentemente redução de custos, né, permitindo ainda operar com alguns fornos da fábrica atual, e, com isso, temos o aumento de capacidade, tá?

Que a gente vai explorar de acordo com disponibilidade de minério e mercado, tá? Na mineração, principalmente na mina a céu aberto lá de Campo Formoso, os pushbacks vêm garantindo a continuidade da operação da mina a céu aberto de Coqueirinho até 2028.

Isso aí já tá completamente desenhado, projetado. Mas, esse ano, nós vamos fazer estudos para verificar a máxima extração mineral via céu aberto do ponto de vista econômico, né?

Com isso aí, o objetivo é postergar o máximo o investimento, né, da abertura da futura mina subterrânea mais para diante. Então, quanto mais a gente expandir a vida útil da céu aberto com custo competitivo, melhor para a companhia, né?

Então, não somente pela questão do custo, também, vamos dizer assim, a colocar os investimentos da mina subterrânea pouco à frente. Além disso, nossa equipe de geologia de exploração segue focada na descoberta de novos recursos minerais com foco em reposição das reservas de cromo e quartzo, né, e ainda em busca, né, de minerais estratégicos para diversificar o nosso portfólio, né?

E também a gente sempre analisa, né, prospectos de aquisição de áreas em pesquisa ou em diferentes estágios de avanço, tá? E, por fim, consolidamos com tudo isso a nossa cultura Lean na busca de otimização contínua de nossos processos, né, redução de desperdício, melhoria de produtividade, redução de custos, e ainda prosseguimos com a nossa carteira de desenvolvimento de novos projetos em busca da diversificação das nossas atividades que nos ajude a manter a nossa competitividade.

Em resumo, esses projetos estratégicos refletem o que planejamos para manter a empresa eficiente, moderna e lucrativa para o futuro.

Carlos Henrique Temporal

Podemos seguir aí para a sessão de perguntas e respostas.

Operator

Reforçamos que as perguntas sejam enviadas via ícone de Q&A. Aquelas já recebidas durante a apresentação estão sendo selecionadas para iniciarmos agora a sessão de perguntas e respostas.

Carlos Henrique Temporal

Bom, presidente, eu peço permissão aqui só para aproveitar esse momento de sessão de perguntas e respostas para a gente aproveitar fazer momento aqui com o mercado. A gente está no período de informe de imposto de renda, né, de declaração de imposto de renda, e nós já enviamos os informes para nossos acionistas, mas alguns não receberam.

Então eles estão entrando nos procurando e a gente incentiva sim que quem estiver tendo dificuldade de buscar diretamente com o Banco Itaú, que entre em contato com nós aqui da área de RI. Pode ser pelo e-mail [email protected] e também pelo Fale com o RI, né?

Entrando no site de RI você vai ter uma abinha Fale com o RI, tem uma caixinha lá, vocês informam para a gente, né, mandem o máximo de informações possíveis que a gente vai interagir com vocês dando as orientações para acessar o mais rápido possível o informe de rendimento de vocês. OK?

Bom, seguimos a sessão de perguntas e respostas, presidente. Nós temos algumas perguntas que chegaram agora do Gildo, né, do Gildo Araújo de Moraes da GS Investimentos.

Ele fala: "Boa tarde. Parabéns pela apresentação.

Com a GSF em 85% e o risco de bandeira vermelha no segundo semestre, qual o hedge de energia para 2026 e qual o impacto no custo caixa por tonelada?"

Silvano Andrade

Ô Gildo, obrigado aí pela pergunta. É, assim, ó, a Ferbasa ela trabalha com contratos de longo prazo no fornecimento de energia, né?

Então nós estamos já com energia contratada com cerca de 95% de tudo que a gente consome, tá certo? Então a gente tem uma exposição baixa realmente a essas oscilações.

Não costuma fazer hedge, não, mesmo porque a exposição que a gente fica é muito pequena, né, de cerca de 5%. E isso a gente deixa essa margem de flexibilidade justamente para a gente ter uma margem de manobra aí com eventuais manutenções que a gente tem e precisa reduzir potência do forno ou desligar por período curto.

A gente administra esses 5% aí, mas 95% da nossa energia ela já tá assegurada, né, por contratos de longo prazo, tá?

Carlos Henrique Temporal

Bom, temos mais uma pergunta. "As siderúrgicas brasileiras estão reduzindo produção por causa de aço importado chinês.

Vocês já viram queda de volume nos pedidos para o Q2?"

Silvano Andrade

É, veja bem, não, para o Q2 eu acredito que a gente tenha cenário pouco diferente disso do Q1. Não estamos vendo essa queda de vendas, não, tá?

Eu acho que está mais para cenário aí de recuperação do que de queda.

Carlos Henrique Temporal

Bom, temos mais uma pergunta aqui da da Isabel da da Finclass: "Com a BW Guirapá gerando apenas 51% do contratado e prejuízo de 14 milhões, a tese de internacionalização da energia após 2036 de, perdão, de internalização da energia após 2036 ainda se sustenta economicamente ou há discussão sobre a cisão do ativo eólico, dado que o segmento tem destruído valor e parece descolado do core de ferroligas?"

Silvano Andrade

Ô Isabel, uma ótima pergunta, né? Agradeço aí pela oportunidade até de esclarecer pouco sobre a BW, né?

A gente vê o ativo da BW da seguinte forma: o ativo da BW ele operacionalmente ele é muito bom. É ativo que tem realmente custo muito sob controle.

Os gastos deles são bem equilibrados, tem processo operacional bem controlado, processo de manutenção bem controlado. Mas o grande problema que a gente tá tendo hoje é uma questão estrutural no Brasil, né?

É problema de restrições na transmissão. E isso não afeta só a BW, né?

Afeta os parques eólicos brasileiros, principalmente situados aqui no Norte, Nordeste, né? A gente entende que isso, apesar da Ferbasa já ter acionado judicialmente, né, alguns direitos que a gente entende ter à luz dos contratos que nós temos, né, de venda de energia, de energia de reserva, além disso, a gente tá entendendo que isso é uma coisa que vai passar.

É temporário, né? Então, daqui até 2036, a gente entende que o governo já tem que ter encaminhado uma solução para essa questão de transmissão no Brasil, né, e reduzido ou eliminado essas questões de restrições.

Então, eu diria que a performance da BW tá muito mais relacionada a essas questões de restrições que estão acontecendo momentaneamente agora do que uma visão de longo prazo. Então, a gente acredita que para 2036 a gente vai ter excelente ajuda porque os custos da BW produzindo, né, na normalidade dela, sem esse efeito das restrições da ONS, eles são custos bem interessantes em relação aos contratos que a gente tem, tá?

Então, mas a gente vai acompanhar isso daqui para lá, né? É uma decisão de mais longo prazo, mas, no momento, não tem essa sensação de cisão, não, tá?

Carlos Henrique Temporal

Bom, tá chegando mais algumas perguntas. Então, esperar, por favor, utilizem aí o chat.

Bom, acaba de chegar mais uma aqui do Gildo. "Presidente, é sobre o tema de terras raras.

A companhia tem algum projeto nesse"

Silvano Andrade

Ô Gildo, a gente tem, dentro do nosso programa de geologia de exploração, a gente tem alguns elementos foco, né? Então a gente centra no grupo de cromo, porque a gente tem que repor as nossas reservas de cromo, quartzo também, cromo e quartzo, e tem o que a gente chama de outras substâncias, tá, que não tão relacionadas a nossa suprimento de matéria-prima.

Mas isso a gente tem não só as terras raras, mas algum grupo de materiais que a gente chama de estratégicos, né, e de alto valor. Então, sim, ele tá no raio de busca, mas a gente não tem assim foco direto apenas em terras raras, tá?

Tem outros minerais aí do grupo estratégico, também outros de alto valor que compõem o raio de busca, tá, da equipe de exploração. Mas sua pergunta é muito pertinente, né, visto a grande evidência que as terras raras têm tomado aqui nas discussões aí recentes no cenário geopolítico internacional, né?

Mas a gente tem raio de busca pouco mais amplificado, OK?

Operator

Reforçamos que as perguntas sejam enviadas via ícone de Q&A. Não havendo mais perguntas, retornamos a palavra ao palestrante para as considerações finais.

Silvano Andrade

Muito bem. Então, em nome da Companhia de Ferro Ligas da Bahia, a Ferbasa, agradeço aos que nos acompanharam durante essa teleconferência de resultados do primeiro trimestre de 2026.

E se ficou alguma pergunta aí que não foi respondida, ainda responderemos por e-mail todos esses questionamentos. E se restou mais alguma dúvida, fiquem à vontade também de colocarem através dos nossos canais aí de RI.

Tá? Então, muito obrigado a todos que estiveram aqui na audiência e uma ótima tarde a todos.

Operator

A conferência da Ferbasa está encerrada. Boa tarde a todos.