Cia de Ferro Ligas da Bahia

Cia de Ferro Ligas da Bahia

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Q2 FY2026 · Earnings Call TranscriptAugust 12, 2026

Operator

Boa tarde a todos. Sejam muito bem-vindos à conferência de resultados do segundo trimestre de 2026 da Ferbasa.

Estarão participando conosco hoje: Silvano Andrade, Diretor-Presidente, Financeiro e de Relações com Investidores; Carlos Henrique Temporal, Gerente de Relações com Investidores; além das equipes de RI e contabilidade. Informamos que a apresentação está sendo gravada.

Os slides apresentados já estão disponíveis para download no nosso site de RI. Eventuais declarações que serão feitas durante essa conferência em relação às perspectivas de negócios da Ferbasa constituem convicções e premissas dos administradores da companhia, baseadas em informações disponíveis até este momento.

Considerações futuras não são garantias de desempenho. Elas envolvem riscos, incertezas, premissas relacionadas a eventos futuros e dependem de circunstâncias que podem ou não ocorrer.

Condições econômicas gerais, dos setores de negócio em que a Ferbasa atua e outros fatores operacionais podem afetar o desempenho futuro da companhia. Orientamos que as perguntas sejam enviadas durante a apresentação via ícone de Q&A no botão inferior de sua tela.

Após o encerramento da apresentação, daremos início à sessão de perguntas e respostas. Agora gostaria de convidar o senhor Silvano Andrade para iniciar a apresentação.

Silvano Andrade

Boa tarde a todos e bem-vindos à conferência de resultados do segundo trimestre de 2026 da Ferbasa. Eu vou iniciar abordando brevemente o momento pelo qual passamos e o panorama geral do que apresentaremos hoje.

Os últimos trimestres têm exigido elevada resiliência e foco constante na otimização de recursos para a gestão das nossas operações. De forma geral, o segundo trimestre de 2026 registrou melhorias nos custos, nos preços e no volume de venda das ligas, o que contribuiu para o resultado.

Entretanto, a desvalorização cambial manteve as margens do negócio bastante comprimidas. Adicionalmente, a companhia enfrentou dificuldades logísticas em suas exportações decorrentes do congestionamento nos portos de destino, o que impediu o reconhecimento de parte do volume vendido no segundo trimestre.

Soma-se a isso o desafio na geração de energia da BW Guirapá, que lida com restrições persistentes impostas pelo ONS, principal fator limitador da geração líquida nos parques nos últimos dois anos. Diante deste cenário, evidencia-se momento de cautela para a Ferbasa, que, além de manter o compromisso com a eficiência operacional e a redução de custos, focará também na readequação dos investimentos para a preservação do caixa.

Quero agradecer a presença de Luciano, nosso diretor adjunto financeiro, e o empenho das nossas equipes de contabilidade e relações com investidores aqui também presentes. Passo a palavra para Temporal, que detalhará os resultados da companhia no segundo trimestre.

Ao final, retornarei para atualizar o status dos projetos estratégicos e apresentar as readequações em andamento nos nossos investimentos em face do atual cenário.

Carlos Henrique Temporal

Obrigado, Silvano. Boa tarde a todos.

Bom, seguimos agora para o slide de agenda, por favor, o slide de número 3. Bom, nossa conferência ela ela está estruturada da seguinte forma: iniciamos apresentando uma breve visão institucional da companhia e, nesse trimestre, visando uma apresentação também mais curta, nós eliminamos o vídeo institucional.

Estamos trabalhando internamente aqui para fazer uma versão reduzida, mas espero que que ele volte em breve. Mas nesse momento, a gente vai seguir basicamente com os dois slides seguintes, que são os slides que darão uma visão bastante razoável aí institucional da companhia.

Em seguida, passaremos pelos principais destaques aí do trimestre, o segundo trimestre de 2026. Comentaremos na sequência sobre o desempenho operacional e financeiro, lembrando que numa visão consolidada, né, do grupo Ferbasa.

Na sequência, falarei pouco sobre o panorama geral de mercado de ferroligas e também do mercado siderúrgico, com a breve atualização sobre as medidas protecionistas em vigor nos Estados Unidos e também na Europa. Por fim, retornarei a palavra para Silvano, que fará o fechamento da apresentação comentando sobre os projetos estratégicos da companhia.

Seguimos, por favor, para o próximo slide. Bom, nesse slide apresentaremos uma importante característica, né, da companhia, onde todas as unidades de negócios da Ferbasa encontram-se localizadas no estado da Bahia e, juntas, geram matéria-prima, como vocês observam no no slide, que são necessárias à operação fabril para a produção das ferroligas em Pojuca, caracterizando assim modelo de de verticalização do nosso processo produtivo, que vem sendo aspecto fundamental para a sustentabilidade econômica do negócio ao longo de toda a nossa história.

Observem todas as operações, como eu disse, né, localizadas no estado, desde operações de mineração de cromo, de quartzo, de de calcário até nossas áreas florestais. Fora da Bahia, destaco na Colômbia, né, o destaque que existe na Colômbia, mesmo não sendo uma operação, mas uma parceria comercial importante no suprimento de de coque metalúrgico de alta qualidade para a nossa metalurgia.

Esses insumos aí são direcionados para a nossa planta metalúrgica em Pojuca para a produção das das nossas ferroligas. Eu cito também, ali no no mais ao sul da Bahia, né, o complexo eólico da BW Guirapá, na região de Pindaí e Caetité, e nosso escritório corporativo aqui em Salvador.

Temos também, né, uma unidade que está em desenvolvimento aí na região uma unidade florestal que está em desenvolvimento na região de Maracás e Planaltino. Em suma, nossas nossas operações atualmente elas atuam em 18 municípios do estado e geram direta e indiretamente cerca de 4.750 empregos.

Passem, por favor, para o próximo slide, o de número 5. Aí, como uma uma visão complementar à à visão anteriormente apresentada, uma visão mais geográfica, aqui eu apresento o fluxo das principais matérias-primas produzidas pela companhia, apontando seu destino na fabricação de cada grupo de ferroligas.

Eu tô falando das ligas de cromo e das ligas de silício. Essa verticalização nos processos produtivos, como já dito, é uma estrutura que nos proporciona maior controle sobre a cadeia de suprimentos, além de uma melhor gestão sobre a qualidade e custos, né, desses materiais estratégicos.

Das minerações, extraímos o minério de cromo, o quartzo e o calcário, de onde se produz a cal. E das florestas de eucalipto, obtemos a madeira que possibilita a produção de biorredutor, que é o carvão vegetal, né, o redutor utilizado em nos processos na nossa metalurgia.

Todos esses materiais são transportados para o parque metalúrgico, cuja capacidade instalada hoje é de cerca de 342 mil toneladas anuais, isso considerando as ligas de cromo e de silício. Mais à direita do slide, importante ter ter colocado essa esse posicionamento aí, nós temos o o o complexo eólico da BW Guirapá, que produz uma energia renovável destinada à Câmara de Comercialização, né, a CCEE, né, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, para atender contrato exclusivo que nós temos de venda de energia de reserva até 2036.

Portanto, atualmente, importante esclarecer esse ponto, atualmente a nossa planta metalúrgica ela não utiliza a energia gerada no nos nossos parques. Por favor, passem para para o próximo slide, de número 6.

Bom, seguimos para nesse slide onde nós abordamos os destaques do trimestre, né, no caso aqui do segundo trimestre de 2026. Esse período, de forma geral, até já comentado por também pouco por Silvano, os custos e preços das ferroligas contribuíram com a maioria do resultado em relação a ao primeiro trimestre de 2026.

No entanto, a desvalorização do câmbio ainda manteve nossas margens, né, bastante comprimidas. No que se refere à à comercialização de ferroligas, houve-se acréscimo de 4,1% no volume de vendas, tornando o principal elemento impulsionador da receita líquida consolidada no no segundo trimestre de 2026, cujo cujo crescimento nós registramos aí em torno de 3,4% com relação também ao primeiro trimestre de 2026.

Além do volume de vendas, compõe este resultado da receita a estabilidade do preço de vendas, né? Basicamente nós tivemos crescimento aí próximo de 1% no preço em dólar de nossas ferroligas.

Tivemos também a desvalorização de 4,3% no dólar médio praticado, além das altas também das receitas que compõem, né, a energia a energia eólica e demais produtos. Quanto ao CPV das ferroligas, o avanço registramos, né, avanço aí de 2,6% entre os trimestres, que se justifica basicamente pelo pelo aumento do volume de vendas e por menores custos de produção quando fazemos essa análise trimestre a trimestre.

Nesse contexto, a geração operacional de caixa, medida, né, pelo parâmetro EBITDA ajustado, se consolidou agora no no 2T num aumento de R$ 6,2 milhões, ou aproximadamente 14,4%, diante do do do valor registrado, né, no no trimestre anterior. Já o lucro consolidado, né, no nesse segundo trimestre, foi de R$ 4,5 milhões, indicando avanço de R$ 6,9 milhões em relação ao prejuízo de R$ 2,4 milhões que foram apurados no trimestre anterior.

Por fim, a posição de caixa líquido, né, posição líquida de caixa, totalizou R$ 538 milhões ao final de do do de 2000 e do segundo trimestre de 2026, que representam montante 180 de R$ 180,3 milhões inferior ao registrado aí no último dia, né, do 4T25, do último dia de 2025. Então tivemos, sim, consumo de caixa bastante relevante nesse semestre.

Bom, esses mais à frente, né, na sequência dos próximos slides, esses slides esses fatores serão melhor detalhados. Seguimos agora para para o slide número 7, onde falaremos da do desempenho operacional e, especificamente nesse slide, da produção e do volume de vendas do primeiro, sempre fazendo uma análise aí, do primeiro com o segundo trimestre de 2026.

Como observado, nesse segundo trimestre, o bom desempenho do mercado interno foi ofuscado pelas exportações, que enfrentaram dificuldades logísticas e impactaram negativamente o volume total de vendas. O gráfico de barras à esquerda mostra que a produção total de ferroligas ela expandiu.

Expandiu 10,8% e representou a utilização de 85,5% da capacidade instalada da fábrica no segundo trimestre de 2026. Isso significa entre o primeiro trimestre e o segundo, incremento de 7,6 pontos percentuais quando nós falamos de variação da capacidade instalada, refletindo, sim, aumento na produção tanto nas ligas de cromo quanto nas ligas de silício.

Vale também recordar que uma parcela das ferroligas fabricadas ela é consumida internamente na produção de outros, né? Como a gente já comentou anteriormente aqui, o ferrocromo alto carbono utilizado para a produção do ferrossilício cromo, o ferrossilício cromo, por sua vez, utilizado na produção do do baixo carbono.

Então, a análise de produção e vendas ela precisa considerar que existe esse consumo de ferroligas internamente. Bom, no gráfico à direita do slide, é gráfico de barras que que mostra o incremento de 4,1% no volume total de vendas de ferroligas no segundo trimestre de 2026, também em relação ao primeiro.

No tocante ao mercado nacional, é importante para as nossas para o nosso entendimento, nós registramos uma alta de 17% na comercialização de ferroligas. Isso reflete, em grande parte, o aumento da produção, tá, da da siderurgia nacional, basicamente para momento de recomposição dos estoques de aço.

Já as exportações, nós registramos recuo de 11,8%, e aí devido, como já já comentado, principalmente aos atrasos causados aí por congestionamentos nos nos terminais portuários dos países de destino, né, da do destino da exportação, o que impediu o recolhimento de parte desse o reconhecimento, né, de parte desse desse volume ainda no segundo trimestre de 2026. Passemos, por favor, para para o slide seguinte, o slide número 8, onde abordaremos agora a receita líquida e a taxa de câmbio.

É, até como eu falei, taxa de câmbio é a taxa de câmbio média praticada nos dois primeiros trimestres do ano, evidenciando que, de fato, o faturamento com ferroligas ela ele permaneceu estável no período e que a melhora de 3,4% da receita consolidada no segundo trimestre de 2026 pode ser atribuída, em grande parte, à BW Guirapá. Como demonstrado no gráfico à à esquerda, gráfico de barras, neste gráfico as barras escuras identificam ali a receita líquida do grupo Ferbasa, exceto aquela que representa está representada ali pela pela receita líquida da BW.

Já no gráfico centralizado, que é gráfico de pizza, apresentamos a composição desta receita líquida, que foi uma receita consolidada de R$ 523,5 milhões agora no segundo trimestre, período em que a receita líquida com ferroligas representou 92% e permaneceu praticamente em linha com aí eu tô falando de incremento de 0,5% com relação ao primeiro trimestre de 2026. E os principais fatores, né, que influenciaram esse essa variação foram o aumento, a alta de 4,1% do volume de vendas, praticamente a manutenção do preço médio das ferroligas em dólar e, como né com aspecto negativo, a desvalorização de 4,3% do preço médio do do dólar médio praticado.

Seguimos, portanto, agora para o próximo slide. Voltamos aqui pra pra área produtiva, falar pouco sobre sobre a BW.

Nesse slide a gente apresenta, né, o o trimestralmente a produção de energia na BW e os principais fatores que afetaram a sua geração de energia nesse segundo trimestre do ano. Dentre eles, não não temos como não destacar, continuar, né, destacando as restrições do Operador Nacional do Sistema Elétrico, a ONS, que se mantém bastante desafiadoras pra gente alcançar os volumes, né, a geração líquida da BW e os volumes acordados em nosso em nosso contrato, nosso PPA com o governo.

Esse primeiro no esse primeiro gráfico, né, de barras, mostra a evolução da produção de energia desde ali do segundo trimestre de 2025 até o esse agora de 2026, apontando também o volume de energia do qual nós temos o compromisso de entrega a cada trimestre para cumprimento desse desse contrato junto à CCEE. Então observe que no no segundo trimestre de 2026 a geração líquida de energia da BW atingiu 51,9%, patamar 22,5% inferior ao mesmo trimestre do ano passado.

E desse é o é o motivo, né, que nós precisamos fazer essa análise para que haja uma comparação do mesmo período em função da da da sazonalidade que existe dentro do ano, né? Vale pontuar também, conforme apresentado no gráfico já no no gráfico de passagem abaixo, o desempenho do segundo trimestre continuou sendo fortemente impactado pelo volume das restrições, que nesse trimestre frustraram praticamente 16,7 megawatts médios de geração agora no no segundo trimestre.

Na ausência dessas restrições, a geração líquida dos parques superaria em 0,7 megawatt a energia contratada. Quando olhamos os fatores gerenciáveis, que vem sendo que vem tendo uma menor participação no desempenho do parque, são influenciados pela performance e e disponibilidade dos parques.

Vale aqui o reforço, né, que a que a intensidade das restrições determinadas pela ONS se mantém como uma conjuntura bastante adversa para todo o segmento eólico nacional, afetando sobretudo as usinas instaladas no Norte e Nordeste do país. Bom, importante também comentar, né, o o clima, né?

O clima foi fator o vento foi foi fator bastante favorável ao processo de geração. E ainda voltando à questão das restrições, é importante também lembrar que a Ferbasa ela participa de uma ação judicial coletiva junto à ABEEólica contra essas diretrizes, né, da ANEEL, que regulam os cortes de geração, e também, paralelamente, a BW ela moveu processo individual para preservar a companhia ante os efeitos financeiros financeiros destas restrições.

A tese ela se fundamenta no contrato firmado junto à CCEE que classifica a produção do complexo eólico de maneira exclusiva como energia de reserva. Por favor, passem para o slide seguinte, número 10.

Nesse slide vamos veremos pouco como se comportou a composição de custo de produção das ligas de cromo e de silício. E aqui, especificamente, fazendo uma análise semestral desse primeiro semestre de 2026 com o primeiro semestre de 2025, onde a estabilidade praticamente as variações são são justificadas aí dentro de uma estabilidade de forma geral nos custos das ligas de cromo e aumento nas de silício quando comparamos semestre a semestre.

Então, sendo bem direto aí sobre as variações de custo de todas as ligas entre o semestre, podemos, como o slide indica, a redução aí para o caso do do ferrocromo de forma de forma geral para todas as ferroligas, a redução de 10,2%, né, no no CPV das ferroligas, que refletiu a queda de 12,1% do volume de vendas. No entanto, ainda com com crescimento de alguns custos de produção.

E também, no caso da da energia elétrica, houve incremento de 3% no custo da energia consumida nos fornos da metalurgia entre os semestres. Analisando agora individualmente a variação do custo de cada liga, podemos assim destacar, né: no ferrocromo alto carbono, a a redução dos custos de produção, né, foi basicamente garantida por menores dispêndios aí com com o coque e pela discreta retração no custo do minério de cromo.

No caso do do baixo carbono, do ferrocromo baixo carbono, elemento que a gente tá trazendo novo aqui para essa apresentação, o aumento do custo ele foi basicamente motivado sobretudo, né, por por maiores gastos com o minério de cromo refinado, que é minério produzido especificamente para a produção do ferrocromo baixo carbono, e do ferrossilício cromo, que é o seu seu redutor, o seu redutor. Vale aqui ponto de atenção, né, sobre o ferro o ferrossilício cromo, que ele é produzido internamente, né, a partir do ferrocromo alto carbono e que ele compõe cerca de 50% do seu custo total.

Ainda falando das ferroligas ali no no mesmo sentido, o custo do ferrossilício 75 também cresceu, basicamente acusando aí o o encarecimento, né, do custo com energia elétrica, com quartzo e, em menor proporção, de insumos para o forno como camisas de eletrodo e pasta de revestimento que também tem essa contribuição. Bom, sigamos agora para o para o slide número 11, na qual abordaremos a variação de caixa líquido consolidado, também slide numa nova configuração aqui na nossa apresentação, no caixa líquido consolidado entre o quarto trimestre de 2025 e o segundo trimestre de 2026, comentando, sim, os principais fatores que estão ali entre esses dois esses dois elementos num gráfico de passagem que impactaram esta variação.

Então neste neste período, de forma geral, o resultado operacional não foi suficiente, se nós formos resumir a mensagem do slide, o resultado operacional ele não foi suficiente para suprir os desembolsos que estavam previstos para o período, exigindo a realização de resgate das aplicações financeiras para cumprimento das obrigações que já estavam previstas. Considerando como caixa líquido sempre a linha caixa, equivalente de caixa e aplicações financeiras, descontados da da dívida consolidada, durante o semestre houve consumo de R$ 180,4 milhões deste caixa líquido, cujos principais elementos eles foram, assim detalhados aqui no nosso slide, né: o resultado operacional de R$ 37,5 milhões, incluindo as variações aí de capital de giro, pagamento de juros e impostos, cujos fatores já foram bem detalhados aqui durante a durante a apresentação; o capex, né, considerando também o desembolso aí de R$ 104,6 milhões ocorrido durante o o semestre também dentro de uma de uma composição que foi bastante priorizada aí para a florestal e de mineração, como vocês podem observar no gráfico.

Também, como já comentado, pontuamos o resgate de R$ 141,7 milhões das aplicações financeiras para a conta caixa e equivalentes de caixa que foram necessários para cobrir as obrigações, principalmente o pagamento de R$ 131 milhões, né, nesse caso aqui já líquidos, né, de de imposto de renda, que foi feito na forma de JCP referente à segunda parcela de uma deliberação que foi ocorrida ainda lá no quarto trimestre de 2025. Bom, considerando também ainda a variação negativa de R$ 94,9 milhões na conta aplicações financeiras, basicamente por esse resgate e outras variações, e a variação positiva de outras oscilações, e a variação e a oscilação positiva de R$ 11,2 milhões referente à redução do endividamento da companhia, chega-se ao final de do do segundo trimestre agora de 2026 a posição de caixa líquido de R$ 538 milhões, sinalizando ponto de atenção para a administração, já que representou consumo da ordem de 150 R$ 180 milhões dentro do semestre.

Passem, por favor, para os slides seguintes. Falar pouco agora sobre o lucro.

E aí eu tô trazendo também gráfico num slide novo, slide que faz a é gráfico de passagem do prejuízo do do primeiro trimestre até o lucro do segundo trimestre de 2026, considerando aí nessa passagem os principais elementos, né, que e aí vale nessa análise que o momento de desvalorização cambial praticamente neutralizou o avanço promovido pelo incremento do volume de vendas e pouco também da da da da evolução também que aconteceu no preço das ferroligas. Observe que o lucro líquido consolidado no segundo trimestre de 2026 foi de R$ 4,5 milhões, o que significou uma variação positiva de R$ 6,9 milhões perante o prejuízo registrado no primeiro trimestre de R$ 2,4 milhões.

A melhora do resultado ela se deu por uma série de fatores, que são fatores mercadológicos, operacionais e financeiros que já foram comentados também dentro da da apresentação e que podem ser aqui sumarizados. E aí inicio comentando aí sobre o crescimento de R$ 13,1 milhões no faturamento da BW, principalmente, como também já comentei, pela melhora do clima, né, dos ventos, e ainda assim enfrentando todo o processo restritivo promovido aí pela ONS.

Portanto também, aí já na na na operação de ferroligas, a adição de R$ 2,5 milhões no faturamento, né, na variação do faturamento, né, e aí nós já nós já comentamos, né, R$ 19,3 milhões do faturamento em função do crescimento de 4,1% no volume de vendas, os R$ 4 milhões referente ao preço das nossas ferroligas, isso em função do do do crescimento de 0,9% no preço médio das ferroligas em dólar. No entanto, impacto aí de negativo de R$ 20,7 milhões referente à desvalorização de 4,3% no dólar médio praticado.

Então o dólar sendo realmente vilão para o para o resultado da companhia. Ainda mais, desconto de 6,5% referente ao CPV e uma redução de R$ 3,3 milhões em despesas.

Ainda somamos aí de, né, como elemento contribuidor, né, R$ 3,6 milhões do resultado financeiro, lembrando que voltamos que eu tô falando aqui de uma de uma variação entre o alcançado entre o primeiro do primeiro trimestre e o segundo trimestre pra gente fazer a construção do gráfico de passagem. Essa foi uma oscilação basicamente gerada por por variação cambial, tá?

E assim também e a dedução aí de R$ 4 milhões de de impostos, né, de imposto de renda e e CSLL entre os trimestres, chegando a lucro de R$ 4,5 milhões no segundo trimestre de 2026. Por favor, passem para para o próximo slide, de número 13.

Né, veremos agora já partindo aí pra finalizar a nossa apresentação, veremos agora panorama sobre os mercados de ferroligas e também do setor siderúrgico. Iniciamos abordando o mercado de aços brutos e das ferroligas, no caso das ferroligas de silício.

No gráfico de barras à esquerdas à esquerda e de acordo com com dados do do World Steel Association, a produção mundial de aços brutos avançou 2,9% entre o primeiro e o segundo trimestre de 2026. Os destaques positivos dentro desta variação foram o crescimento do do do Vietnã, que representou crescimento de 37,5%, Turquia com 4,1% e Estados Unidos com mais 3,8%, que mostra, né, também movimento importante acontecendo nos Estados Unidos.

Por outro lado, o pior desempenho entre os maiores produtores mundiais foram da Índia, que recuou 5,4%, além da da Alemanha e da Coreia do Sul, que permaneceram com suas produções siderúrgicas praticamente estáveis. No Brasil, segundo o Instituto Aço Brasil, a produção nacional de aço bruto cresceu 3,8% nesse segundo trimestre frente ao primeiro, sendo o resultado de efeitos das reduções de aproximadamente 3,7% do consumo aparente e de 8,3% das exportações, mas principalmente devido à relevante redução de 34,3% no volume de aços importados, principalmente da China.

No gráfico da da direita, né, o gráfico de linha da direita, na qual apresentamos a evolução dos preços do do ferrossilício em três dos dos seus principais mercados, também principais mercados atuantes da companhia, percebemos que os preços dessas ferroligas cresceram na China entre o primeiro e o e o segundo trimestre de 2026 devido basicamente ao aumento dos custos com energia e frete, além da apreciação, né, do do renminbi do renminbi frente ao ao dólar. Em oposição a essa situação, o preço europeu recuou ao mesmo patamar que estava antes do anúncio das salvaguardas no quarto no quarto trimestre de 2025.

E nos Estados Unidos, apesar do crescimento do do da produção de aço, né, como verificamos, observamos a estabilidade no preço do ferrossilício pelo segundo trimestre consecutivo. Passem, por favor, para o para o slide seguinte.

Bom, vamos falar agora sobre o comportamento do mercado, agora especificamente dos aços inoxidáveis e do ferrocromo. No gráfico da esquerda, observamos a evolução do preço spot do ferrocromo alto carbono nos Estados Unidos, Europa e também na China.

Observe que o preço médio do ferrocromo alto carbono se elevou na Europa e nos Estados Unidos pelo quarto trimestre consecutivo em função, sem dúvida, de uma maior demanda da indústria de aços inoxidáveis nesse nesses nessas regiões, tá? Na China, no entanto, o preço médio do ferrocromo alto carbono aumentou entre o primeiro e o segundo trimestre, pressionados aí pela alta demanda e também por por elevação também do dos custos do com minério de cromo, que vem que pressiona, né, o que que funciona ali como suporte para os preços.

Registramos, portanto, uma uma retomada, né, da produção sul-africana, importante comentar isso, né, de ferrocromo, que saltou 100 próximo de 120% frente ao primeiro trimestre de 2026, alcançando seu recorde em em quatro trimestres, refletindo, com certeza, as melhores condições de preço, né? Processo de fato de de retomada na África do Sul, principalmente por conta, né, dessa dessas condições melhores de preço na Europa e também no nos Estados Unidos, como eu já comentei.

Entendemos que isso ainda não reflete, né, toda a discussão que está acontecendo na na África do Sul sobre desconto no na tarifa de energia elétrica que está que foi iniciado apenas agora em julho. Vamos, olhando para o gráfico da da direita, né, de acordo com também com com dados internacionais, no segundo trimestre de 2026 estima-se uma estima-se, né, que é uma esses valores esses dados eles ainda não não foram publicados, estima-se uma expansão de 6,2% na produção mundial de aços inoxidáveis com relação ao primeiro trimestre de 2026, puxada aí principalmente pelo crescimento de 8,2% na produção chinesa, apontando apontado basicamente como novo recorde trimestrais aí pelos analistas de mercado.

No mesmo período, credita-se salto de 17% na produção de aços inox nos Estados Unidos, que teria alcançado também o maior patamar trimestral desde 2021. Em contrapartida, na Europa a produção de inox recuou 3%.

No Brasil, também ainda segundo estimativas, aponta-se para crescimento de de 6,5% na produção de aços inoxidáveis agora no segundo trimestre frente ao primeiro. Já em relação quando a gente faz uma uma análise do primeiro semestre de 2025 com o primeiro semestre de 2026, nós observamos uma redução de cerca de 10% na produção de aços inoxidáveis.

Seguimos para finalizar essa essa parte de mercado, falar pouco aqui sobre uma breve atualização da conjuntura geopolítica atual no que diz respeito às barreiras comerciais nos Estados Unidos e na Europa por conta dos impactos, né, e na Europa e os impactos que isso vem gerando, né, aqui para na nas operações da companhia. Nos Estados Unidos, o cenário tributário ele segue passando por uma reconfiguração constante, né?

A última atualização agora já em em julho de em julho, antes da Section 122 expirar, foi sancionada uma nova Section, a Section 301, com mais 25% de tarifa no Brasil para as para as ligas de silício, né, brasileira. Portanto, desde o início desse mês de agosto, as ligas de silício da companhia acumulam uma sobretarifação de 44%.

Então novo patamar, antes em 19%, voltamos a 44%, referente aí ao antidumping, que é o que nós já tínhamos, e essa nova Section 301. No entanto, as ligas de cromo elas continuam, né, na lista de produtos isentos desde fevereiro, portanto gozando aí da de isenção total das tarifas, o que tem permitido, né, uma retomada de nossas vendas aí para o mercado americano.

Para o aço, também nos Estados Unidos, enfrentamos barreiras, né, continuamos com uma barreira de 50% para entrar nos Estados Unidos, mercado este que historicamente representa cerca de 50% das exportações brasileiras, portanto impactando severamente aí as exportações brasileiras para esse país. Falando da Europa, basicamente não não tivemos mudança, mas é só importante recapitular a questão das salvaguardas e da e do do CBAM.

E elas importante também, quando a gente fala de salvaguarda, nós estamos falando especificamente de ferrossilício e e o CBAM especificamente para as ligas de cromo. No caso do ferrossilício brasileiro, a cota trimestral, eu tô falando da salvaguarda, foi estipulada em cerca de 6 mil toneladas no no trimestre, né, portanto 25 aproximadamente 25 mil toneladas o ano.

Uma vez atingido esse limite, passando a vigorar valor mínimo passa, né, a vigorar valor mínimo determinado de de 2.408 €/t de preço para cada tonelada que passa a estourar essas cotas, né, seja ela trimestral, seja ela anual. Com relação ao ao CBAM, a União Europeia ela busca com com esse com esse dispositivo, né, controlar a importação de produtos com elevado teor de carbono desde o início de 2026, né, já desde o início de 2026.

As emissões de de dióxido de carbono relacionadas às ligas de cromo importadas passam a ser monitoradas pelo bloco e devem ser certificadas por uma auditoria externa para que sua tarifação seja definida com base nas emissões diretas de sua planta produtiva, né, no caso da nossa planta de Pojuca, e a cobrança passa a ser realizada em 2027. Nossa nossa análise e também seguindo alguns analistas independentes, as emissões diretas da Ferbasa estariam entre as mais baixas do mercado.

Ademais, a alta participação de fontes renováveis na nossa matriz energética, né, na matriz energética brasileira, tende a favorecer a competitividade da companhia à medida que os demais escopos sejam incorporados ao cálculo das emissões. Eu eu encerro aqui minha minha participação, né?

Já passo aqui a palavra para para Silvano, nosso presidente, para comentar aí sobre nossos nossos projetos estratégicos.

Silvano Andrade

Ok, Temporal. Obrigado.

Então, retomando aqui com vocês, vamos passar para o slide 16. Bem, pessoal, como vimos ao longo da da apresentação, o primeiro semestre de 2026 impôs desafios significativos ao setor de ferroligas.

Enfrentamos adversidades de mercado, preços em patamares historicamente baixos, né, câmbio desvalorizado e o aumento de barreiras protecionistas, né, especialmente sobre o ferrossilício, condições que têm impactado os resultados e a situação financeira da companhia. Diante desse cenário, o plano de investimentos passa por readequações.

Conforme destacado no slide, a conjuntura exige conservadorismo na condução dos nossos projetos estratégicos, priorizando a preservação do caixa e a eficiência das operações. Portanto, vamos comentar aqui cada dos das iniciativas de estratégicas de crescimento aí da companhia, tá?

Quanto ao ao projeto de autossuficiência de biorredutor referente à construção dos 46 novos fornos de carvoejamento na unidade de Maracás, originalmente previsto para o final de 2026, foi decidido, ainda sob o processo orçamentário, desacelerar o ritmo de desembolsos, estendendo a conclusão para 2027. Ou seja, nós diferimos esse projeto, a construção dos fornos, para dois anos, sendo parte dele em 2026 e parte em 2027.

Vale notar que avaliamos, inclusive, a adequação da produção de de ferrossilício no segundo semestre em razão das condições desfavoráveis de mercado, tá? As obras prosseguem dentro do cronograma estabelecido, então estão bem aderentes a ao cronograma, e prevemos concluir metade dos fornos ainda esse ano, finalizando o conjunto em 2027, como já era previsto, né?

E o comissionamento dos fornos que já estiverem prontos ainda este ano deverá acontecer aí no último trimestre de 2026. Destacamos que esse projeto, que já foi concebido com queimador de gases, trazendo o conceito de sustentabilidade na sua concepção, está sendo financiado com recursos do Fundo Clima, que tem assim juros bem atraentes, né?

Justamente por causa dessa desse conceito, né, de sustentabilidade que ele traz no projeto. Além disso, essa iniciativa representa avanço no destravamento do valor dos ativos florestais de Maracás e Planaltino, reduzindo a dependência de biorredutor de terceiros e gerando impacto positivo em nossos custos.

Isso porque a gente já tem florestas maduras na hora de colher lá em no site de Maracás e Planaltino e não tinha unidade de carvoejamento. Então o o custo de trazer a madeira para processar aqui no litoral norte ele é elevado, então é muito mais vantajoso construir os fornos lá e é isso que nós estamos fazendo.

Bom, na mineração estamos reavaliando o projeto subterrâneo da mina de Coitezeiro. O o estudo de viabilidade conduzido por uma consultoria internacional está em fase de conclusão, os últimos ajustes aí, mas ele já aponta volume de investimentos incompatível com o momento da companhia.

Por isso, a sua implantação será postergada, privilegiando a produção nos próximos anos em áreas de menor custo de lavra e menor necessidade de aporte de investimentos, adiando a utilização dessa reserva subterrânea para momento futuro. Para compensar o adiamento da etapa subterrânea e assegurar o suprimento de minério de cromo para a metalurgia, estuda-se novo pushback para estender ainda mais a vida útil da operação da mina a céu aberto.

Avaliamos adicionalmente a reativação de uma outra mina a céu aberto na região de de Ipoeira, no site lá de Andorinha, atualmente fechada, visando a alternativa de menor desembolso no curto prazo. Ou seja, a ideia básica em relação à estratégia de mineração é a gente postergar investimentos maiores, que seriam para implantação de uma mina subterrânea, e a gente estender a vida útil a céu aberto da mina de Coitezeiro com mais pushback, ou seja, retaludar a mina para pegar minério mais em profundidade.

Depois de uma análise econômica, viu que isso é é bem mais interessante do que no momento fazer a mina subterrânea. Isso também estende a vida útil da mina a céu aberto com custo menor.

Mas o projeto de mina subterrânea fica mais para frente, deslocando a necessidade ou a contribuição desse minério para alguns anos à frente. Bom, na metalurgia, as atuais condições de mercado exigem extrema cautela, né, em relação ao projeto da Fábrica 3, a nova planta de ferrocromo que encontra-se em desenvolvimento.

A a maximização do retorno desse projeto se daria pela expansão da capacidade produtiva da liga, o que exige aportes substanciais nas minas para aumento de produção, né, somado à construção da nova unidade, representando capex expressivo. Diante desse cenário, estamos reconsiderando todo o conceito do projeto para tomada de decisão mais adiante.

Ou seja, para o aumento de produção na na linha de ferrocromo, além da do investimento na Fábrica 3, exige investimentos substanciais nas minas e isso a gente está considerando no momento uma reavaliação do conceito do projeto, tá? E a engenharia da nova fábrica se encontra em estágio bastante avançado, mas essa avaliação integrada de investimento entre mina e fábrica precisará de ser mais aprofundada e ajustada às condições de mercado e a reserva financeira da companhia.

Bom, em relação à parte de exploração geológica, pesquisa de novos ativos minerais, apesar da readequação tática geral, nossa equipe de geologia de exploração segue ativa na busca por ativos que reponham nossas reservas de cromo e quartzo, e também mapear minerais estratégicos para diversificação do portfólio no longo prazo. Em suma, o ajuste no ritmo desses projetos estratégicos reflete nossa responsabilidade com a saúde financeira da companhia, garantindo que a Ferbasa atravesse esse período de forma eficiente e segura, pronta para a retomada de mercado.

Ou seja, em função do momento, a gente tem que eleger dentro do dos capex estratégicos, né, o que que fazer para manter a eficiência operacional da companhia com custos baixos, né, e e capacidade produtiva assegurada, e postergar alguns investimentos estratégicos que eles são de crescimento e de e de e de, vamos dizer assim, de avanço, né, em relação à diversificação. Bom, então é isso.

Operator

Agora iniciaremos a sessão de perguntas e respostas. Reforçamos que as perguntas sejam enviadas via ícone de Q&A.

Aquelas já recebidas durante a apresentação estão sendo selecionadas para iniciarmos a sessão.

Silvano Andrade

Bom, então vamos entrar agora na sessão de perguntas e respostas e começando aqui com uma pergunta de Victor Mendes, tá? Ele pergunta o seguinte: "Não seria interessante a companhia se desfazer do ativo de energia eólica reforçando assim o seu caixa, pois ele está impactando negativamente o resultado e poderia estar investindo, rendendo Selic ou pagamento de dividendo?"

Ô Victor, assim, ó, a sua consideração acho que faz todo sentido, certo? A gente tem que estar sempre visitando, né, essas oportunidades e desinvestimento em algum ativo, né, é uma possibilidade interessante para recompor caixa, né?

Mas assim, o momento a gente entende agora que não é momento assim oportuno para esse desinvestimento na BW, né? Porque a indústria de geração de energia renovável, né, tanto eólica quanto solar, está de uma forma geral no Brasil passando por dificuldades em relação a essas restrições da ONS, né?

Isso é problema conjuntural do país. Pelo cenário que a gente está vendo, a partir daqui a ano ou dois a gente pode ter uma melhoria nesse aspecto e a BW poderá voltar a trazer o lugar de destaque de importância dela no futuro, né?

Já que a partir de 2036 a gente estaria apto a usar a energia dela. Então a gente entende que talvez não seja o melhor momento para a gente pensar no desinvestimento nesse ativo, justamente por causa dessa condição, tá, de mercado como todo, né?

Tem uma outra pergunta também aqui do Petterson Silva, que também está relacionado com a BW, que ele pede para detalhar melhor essas restrições impostas pela ONS, né? Que tipo de restrições seriam essas.

Eu vou pedir a Luciano aqui que também é dos diretores lá da BW que ele possa trazer essa resposta aí. Por favor, Luciano.

Luciano

Boa tarde a todos. Primeiramente, Petterson, obrigado aí pela sua pergunta.

Estas restrições, referência a restrições de geração de energia, tá? Que são impostas aí pelo ONS, que é o Operador Nacional do Sistema Elétrico, e que nestes momentos de restrição nos impede de gerar, ou seja, nós somos obrigados a desligar determinado quantidade de aerogeradores, tá?

E as restrições, elas são divididas em três categorias: uma que se chama indisponibilidade externa, que é quando tem alguma linha de transmissão com problema, uma queda de uma torre de transmissão, enfim, algum problema que impeça essa transmissão. Uma outra categoria é chamada de confiabilidade, que é quando o Operador Nacional do Sistema entende que existe risco no sistema elétrico, ele também impõe restrição de geração.

E uma terceira categoria que é a energética, que é a questão de relação oferta e demanda, né? Quando a oferta ela está superior à demanda, né?

Dessas três categorias, apenas a de indisponibilidade externa não afeta a nossa receita, né? Essa é uma categoria que mesmo a gente sendo impedido de gerar, tendo imposta essa restrição, ela é ressarcível e não impacta a nossa receita da BW Guirapá.

As outras duas categorias, elas impactam a nossa receita, penalizam o resultado da companhia. Como já dito na apresentação, no primeiro semestre aí do ano, a gente teve restrições da ordem de 16,7 megawatts médios, né?

E isso representou impacto na receita líquida da BW Guirapá de R$ 7,4 milhões no semestre.

Carlos Henrique Temporal

Bom, seguindo aqui ainda mais uma pergunta do Petterson, né? Ele pergunta: "Qual a expectativa da Ferbasa frente ao ciclo de mercado das ferroligas?"

Olha, Petterson, é difícil fazer uma análise de ciclo, tá? Nesse momento trazer, talvez uma associação aí das ferroligas com commodities, tal.

Então hoje nós analisamos muito com os fatos que estão na mesa, numa visão mais de curto e médio prazo, do que de fato uma associação a ciclos, tá? Então, eu vou trazer alguns fatores que estão bastante em evidência.

As ações protecionistas dos Estados Unidos, né? As ações protecionistas, elas têm impactado o produto, que é no caso o ferrossilício, que é o produto que mais vem sofrendo mundialmente, né?

Os seus preços em patamares muito baixos. A gente percebe ainda pouca movimentação positiva de demanda.

A gente na ponta do supply, a gente entende que o setor siderúrgico ainda existe oversupply mundial aí de aço, principalmente aço chinês. Isso também inibe bastante, né, os investimentos e os aportes das siderúrgicas no mundo como todo.

E os Estados Unidos sempre foi país que remunerou melhor, né, o ferrossilício. Então é uma situação mais, eu diria mais delicada aí do ferrossilício, diante dos patamares que nós vemos os preços e também de pouca iniciativa que venha a melhorar esses preços, no geral bastante associados aos custos, né?

É produto bastante comoditizado do ponto de vista de custo, associado à energia e a redutor, e a custo de redutor, que no mundo todo é coque e que também está associado à questão energética, né? Então os grandes movimentos que a gente viu de ferrossilício estavam muito associados a commodities energéticas, que apesar da gente estar tendo essa pressão ainda no preço do petróleo, a gente ainda não conseguiu refletir, né, esse problema lá da guerra dos Huthis para o preço de energia mundial e consequentemente para o ferrossilício.

No cromo, a gente já percebe uma evolução melhor dos preços, apesar de patamares ainda muito baixos, mas a gente percebe uma evolução melhor dos preços, principalmente Estados Unidos e Europa. A China ainda tem mercado muito peculiar, então ela consegue ter controle interno de preços, já que ela é a grande importadora de ferrocromo, grande importadora de minério de cromo, a maior produtora de ferrocromo.

Apesar de ser a maior importadora de ferrocromo, ela também é a maior produtora de ferrocromo, importando minério da África do Sul. E aí eu trago talvez que é uma curva interessante que a gente tá de melhora gradativa dos preços aí dos últimos meses.

No entanto, é ponto de atenção aí para a indústria do cromo, é agora em julho, né, nós tivemos o produtor sul-africano, ele começou a retomar novamente a produção de ferrocromo em função de benefícios de uma redução de tarifa dada pelo governo aos produtores de ferrocromo lá na África do Sul. Então eles estão retomando, dos grandes produtores, os maiores produtores sul-africanos estão retomando sua produção e a gente ainda não sabe o efeito, né, de quanto essa nova oferta de ferrocromo vai impactar a curva de preço.

Provavelmente vai gerar uma pressão, sim, do preço, pode ser que a gente tenha uma pequena redução dos preços aí, pelo menos falando no curto e no médio prazo, mas é uma condição do cromo pouco melhor do que a do ferrossilício.

Silvano Andrade

Bom, continuando a sessão de respostas aqui, temos uma pergunta aqui do Luís, que é o seguinte: "Gostaria de entender melhor as razões de redução no caixa da companhia, por favor, e se há alguma previsão de pagamento de proventos, já que este ano ainda não foi anunciado." Luís, assim, ó, redução do caixa, ele é uma conta bem simples, né?

Ou seja, o resultado operacional, ele não tá sendo suficiente para cobrir os aportes de investimento no capex e o pagamento dos proventos, basicamente, né? Então, já que a companhia ela não estava endividada, né, basicamente é isso.

Mas o geração operacional não paga a conta, tá? Então você acaba consumindo pouco de caixa.

Em relação a pagamento de proventos, agora em junho a gente distribuiu cerca de R$ 140 milhões, né? Isso foi resultado do resultado do ano anterior.

Agora esse ano, até o primeiro semestre, como vocês viram aí, o lucro ainda tá muito pequeno, né? Então a gente não fez nenhum anúncio ainda de distribuição, vamos aguardar o resultado do segundo semestre para ver, né?

Agora este ano a gente tem compromisso em função do financiamento que a gente fez do Brasil Soberano, que a gente tem limite de distribuição no mínimo, né, estabelecido pela legislação. Mas a gente tem que aguardar o resultado do segundo semestre, tá?

Muito bem. Temos uma outra pergunta aqui relativa também à questão de caixa, né, do Carlos Alberto Guiberte Filho.

Carlos Alberto, ele diz o seguinte: "Com o resultado operacional ainda baixo e o caixa líquido caindo de R$ 718 para R$ 538 milhões, qual é a expectativa da administração para a retomada de geração de caixa operacional? Em que momento o capex atual deve começar a contribuir para essa recuperação?"

Bom, em função desse cenário, né, desenhado aí, a administração tá tomando, assim, medidas bem severas, né, para a contenção de custos e despesas, né, e também postergação de alguns investimentos de capex que não comprometam a estabilidade operacional, nem a segurança, nem o desempenho, tá? Mas todo o capex que a gente tem chance de postergar, nós estamos postergando e com isso a gente tende a equilibrar a questão do caixa, né, da melhor forma, ou seja, proteger o caixa.

Agora, a expectativa para a retomada de geração é aquela história, melhorando o resultado operacional, né? E todo esforço tá sendo feito nesse sentido, tá bom?

Muito bem. Deixa eu ver.

Temos mais duas perguntas aqui. Elas são similares: uma do Vidal Morato, outra do Jorge Teixeira Cardoso Filho.

Elas estão relacionadas à parte de exploração. Eu vou ler as duas aqui e fazer uma resposta conjunta, né?

Então, uma pergunta é: "Poderiam detalhar melhor o potencial da pesquisa de materiais estratégicos, em especial a possibilidade de terras raras na Bahia?" E a outra é: "Boa tarde, obrigado pelas demonstrações.

A companhia busca também por minas em outros estados do Brasil?" Assim, nós temos programa de exploração mineral que ele é dividido em três seções, vamos dizer assim: uma de reposição de cromo, a outra de quartzo e a outra de outros minerais.

Cromo e quartzo, o objetivo é buscar o aumento de recursos e reservas que sustentam a nossa operação, já que eles são matéria-prima do nosso processo, né? Já em relação aos outros minerais, nós fizemos, vamos dizer assim, uma redução na busca do range de busca, né, de minerais apenas para minerais críticos, estratégicos e de alto valor agregado.

Então temos lá elencado lá alguns minerais, né, dentro desses que eu citei, críticos e estratégicos, né, inclusive os terras raras que se encontram. E o objetivo disso é a busca de uma diversificação aí da atividade econômica, né?

Já que nós temos no DNA de formação da Ferbasa uma expertise muito forte em mineração, seria justo a gente ter uma diversificação nessa área. E sim, a gente tem os terras raras dentro do nosso portfólio, tá certo, o raio de busca, e temos também outros minerais críticos, tá?

Em relação a minas, novas minas, sim, isso também tá no raio de busca estratégico e pode ser no estado da Bahia, pode ser fora do estado da Bahia, tá certo? Se for outro negócio, cromo e quartzo a gente privilegia aqui no estado, né, por causa do distância e transporte; outros minerais, evidentemente que tá aberto aí a qualquer localização no Brasil.

Preferencialmente na Bahia, onde a gente tá, mas devido à restrição locacional dos recursos, né, o raio de busca é o Brasil todo. OK?

Operator

A sessão de per- Perdão, pode continuar. A sessão de perguntas e respostas está encerrada.

Retornamos a palavra para a companhia para as considerações finais.

Silvano Andrade

Muito bem. Então, chegamos aqui ao final da nossa conferência e, em nome da Companhia de Ferro Ligas da Bahia, agradeço aos que nos acompanharam durante essa conferência de resultados do 2T26.

E responderemos por e-mail a todos os questionamentos que porventura não tenham sido aqui esclarecidos e também nos colocamos à disposição através dos nossos canais de RI. Então, uma boa tarde a todos e até a próxima.

Operator

A conferência da Ferbasa está encerrada. Muito obrigada e boa tarde a todos.