Resultados do 2T26 da Positivo Tecnologia. O time todo presencialmente hoje, começando então pelo Hélio Bruck Rotenberg, fundador, presidente; a Marielva, vice-presidente de Negócios com Instituições Públicas; o Carlos Maurício, CEO da Positivo SMAX; Norberto, VP de Soluções de Pagamento e Consumo; o Fábio Fahel, nosso CFO; e ao meu lado, Rodrigo Guércio, VP de Negócios Corporativos.
Faremos uma breve apresentação e depois abriremos para perguntas e respostas. Respostas à apresentação já está no site de RI.
Sem mais delongas, passarei a palavra agora então ao Hélio para iniciar a apresentação.
Hélio Bruck Rotenberg
Bom dia a todos. Tiveram a oportunidade de ver o nosso vídeo.
Lançamos segunda-feira, no intervalo do Jornal Nacional, a nossa campanha publicitária mostrando nosso posicionamento claro, né, da empresa voltada à infraestrutura de TI, fundamentalmente infraestrutura de TI de ponta a ponta, não esquecendo as soluções de pagamento, não esquecendo do mercado de consumo. Então, esse é o nosso posicionamento, que reflete na maneira da gente apresentar os resultados e na maneira da gente empreender nesta empresa: aonde a gente quer crescer, aonde a gente está botando todas as forças, aonde a gente está querendo ver resultados.
Então, a gente cresce muito em infraestrutura de TI, mesmo com as instituições públicas diminuindo nesse semestre. As instituições públicas têm bom pipeline para o segundo semestre, mas ela diminui e, mesmo assim, o mercado não de instituições públicas compensa isso e cresce.
Então, a gente tem crescimento de 13%, 26 versus o segundo tri de 2025 em faturamento. Soluções de pagamento também cresce 14%, a infraestrutura 18%.
Então aquilo que o mercado dizia, "Nossa, a dependência do governo da Positivo preocupa o mercado", bom, a gente gosta de vender para instituições públicas. É mercado muito pujante de computadores e servidores e serviços e vamos continuar fazendo isso.
Mas nós não temos uma dependência objetiva desse mercado. A gente está crescendo nos outros segmentos.
E isso é muito interessante da maneira com que a gente tem fomentado esses outros negócios. Soluções de pagamento tem boas notícias.
Se internacionaliza, ganha os primeiros bids na América Latina através dos adquirentes brasileiros ainda que atuam em outros países, mas a gente cresce e cresce bem. E no consumo a gente cresce também.
No consumo, apesar da subida de preço bastante grande dos tablets, dos nossos notebooks, a gente continua, a gente ganha share, a gente consegue manter volume e a gente cresce porque os preços crescem. Então, a gente repassa esses preços.
Claro que a gente tem que testar essa elasticidade do mercado, principalmente no entry level, mas a gente vai muito bem no trimestre e continua indo muito bem agora no terceiro trimestre. A descentralização da inferência de IA, ou seja, essa tendência mundial e que a gente vê no número das multinacionais que vendem servidores números bastante expressivos, começa a vir para o Brasil.
E a gente já tem negócios relevantes de inferência de vender servidores com GPUs para a inferência da inteligência artificial. Isso é muito interessante.
Já tem esses negócios, eles começam a vir e a gente está preparado para eles, porque o nosso portfólio é de fim a fim. Nós temos desde o servidorzinho, aquele pequenininho para escritório de advocacia, até data center modular, passando pelo AI Factory.
E culmina com os lançamentos de alguns produtos bastante personalizados para o mercado brasileiro, que é o IA Box, que o Guércio vai explicar melhor o que que é esse conceito de IA Box, mas é conceito muito interessante porque a gente tropicalizou isso, fez uma solução com as nossas capacidades técnicas para o mercado brasileiro de IA. E a gente lança o Vaio PC, que também começa a vir pouco de inteligência artificial para ponta do PC.
Então, a gente está bastante tranquilo com o portfólio, portfólio de fim a fim. Então, quando esse mercado está chegando, a gente atua, a gente é considerado e a gente já começa a vender e está muito feliz com isso.
Passando para a página seguinte, alguns números da empresa. Então, a gente tem uma receita bruta de R$ 1.127 milhão, 13,4 versus o mesmo trimestre do ano anterior; uma margem bruta de 24,8%, são 0,5 pontos percentuais superior ao segundo trimestre do ano anterior, mesmo com aumento de componentes, o que indica que há repasse adequado para os preços.
Mesmo instituições públicas sofrendo com contratos antigos tentar negociar, a gente consegue ter uma margem bruta maior. EBITDA de R$ 85,9 milhões, R$ 86 milhões, 16,4 versus maior, por cento maior que o segundo trimestre de 2025; uma margem EBITDA de 9,1%, 0,3 pontos percentuais a mais.
Vem o lucro, ó por que essa diferença do EBITDA do lucro, isso nos deixa assim apavorados com esses custos financeiros do Brasil, que comem a maioria dessa diferença entre EBITDA e lucro, torcendo muito para esse juro cair. Somos uma empresa alavancada, então essa queda do juro vai fazer com que o EBITDA se converta em lucro.
E é isso que nós esperamos para os próximos anos. Endividamento líquido bastante estável, o que é muito bom, mesmo com o lucro próximo de zero, com o lucro de R$ 2,6 milhões, a gente mantém o endividamento estável.
Isso é muito bom, porque na hora que cair esses juros, a gente começa a lucrar mais. Então, a gente também anuncia aqui que a gente vai manter o guidance, mas está mais para ponta de cima do guidance hoje a nossa tendência do que para ponta de baixo.
Então, a gente está bastante otimista em fechar bem esse ano. Mostrando com clareza esses segmentos de reporte, né, em que a gente fala da infraestrutura, serviços e soluções de TI, que é a grande força da empresa, a gente está botando todas as nossas forças para crescer com a compra da Algar Tech, né, hoje Positivo SMAX, com a vinda de executivos para essa nossa área de servidores ser mais pujante, a venda de PCs, o RAS, tudo isso junto faz com que a gente tenha uma receita de R$ 605 milhões no trimestre versus R$ 512 milhões no mesmo trimestre do ano anterior.
Dispositivos inteligentes também cresce, vai para R$ 336 milhões; soluções de pagamento também cresce, vai para R$ 156 milhões; e os negócios adjacentes, a gente continua tocando eles, mas sem a ênfase que nós estamos dando nos três primeiros, dando uma receita bruta consolidada de R$ 1.127 milhão contra R$ 993 milhões. Eu vou passar a palavra agora para o Guércio.
Vai fazer a introdução da parte de infraestrutura, serviços e soluções de TI, ISS.
Rodrigo Guércio
Obrigado, Hélio. Bom dia a todos.
Bom, antes da gente entrar nos números aqui, eu queria só dar contexto rápido, né? Acho que, assim como o Hélio comentou, a Positivo construiu, como empresa brasileira, acho que dos únicos portfólios de infraestrutura de TI ponta a ponta, né?
Desde o acesso do GX10 aí como o Hélio falou, passando, eu vou falar logo mais do IA Box, né, AI Factory e o data center building blocks. E, obviamente, toda a camada de serviços gerenciados, né, para a gente poder manter e sustentar todas essas infraestruturas, né?
Eu acho que esse portfólio todo, né, está no lugar certo, né? Tem duas ondas convergindo.
O Hélio já comentou inicialmente: a primeira é a descentralização da inferência de IA dentro das organizações e a segunda é a migração de nuvem pública para nuvem híbrida, né? E esses dois são catalisadores para aumentar a demanda por infraestrutura local de alta performance, que nós estamos preparados para poder atender, né?
Bom, sobre receita bruta, né? Saímos ali de R$ 513 milhões o ano passado para R$ 605 milhões agora no segundo trimestre, né?
Crescimento de 18%. O nosso entendimento é que isso só foi possível porque a gente avançou na construção de portfólio completo, né?
E os dois vetores que eu mencionei anteriormente como catalisadores. E a prova disso, que nós vamos falar mais adiante, são os 37 novos clientes somente no último trimestre, né, que a gente acabou conquistando, né?
Especificamente sobre servidores, né, antes da gente falar dos números, importante dar contexto aqui que os maiores fornecedores globais de infraestrutura reportaram também crescimento vigoroso em infraestrutura de IA, né, no mesmo período. No Brasil, guardadas as devidas proporções, a gente não é exceção, né?
Para além do crescimento que a gente teve especificamente nessa linha, nós tivemos também durante o trimestre a entrega de projeto importante aí no trimestre, somado também as primeiras vendas que nós tivemos do Inteliserver, que é o nosso servidor de marca própria com uma aceitação técnica ótima em todos os segmentos aonde nós atuamos, né? Especificamente aqui falando dos números, né?
Chegamos a R$ 174 milhões, né? 107% de crescimento ano contra ano.
Conquistamos aí esses 37 novos clientes no período, né, especificamente com arquiteturas para inferência na sua massiva maioria e repatriação de workloads de nuvem pública para nuvem privada, né? E já mencionei anteriormente a questão das vendas do Inteliserver também, né?
Para PCs corporativos somamos aí crescimento de 68% ano contra ano. Chegamos a R$ 103 milhões também, uma marca muito importante para nós.
Eu atribuo especificamente a conquista desse número a três eixos específicos: o primeiro, uma expansão territorial que a gente promoveu do nosso time de vendas, passamos a cobrir territórios que a gente não cobria, consequentemente cobertura de maior território traz maior pipeline, maior pipeline, maior conversão, né? Depois, o segundo vetor, maior velocidade e disponibilidade de componentes, né?
E isso fez com que nós tivéssemos aí a preferência em muitos negócios versus os nossos concorrentes. A gente reagiu mais rápido e a gente conseguiu atender numa velocidade melhor do que vários dos nossos concorrentes, né?
E o terceiro e último, uma maior penetração no segmento de médias empresas, que era segmento que a gente historicamente não explorava com muito vigor e que a partir dos últimos trimestres a gente passou a explorar com pouco mais de profundidade, com pouco mais de cuidado, criando inclusive condições e GTMs mais específicos para esse mercado. Agora eu gostaria de passar a palavra ao colega Carlos Maurício aí para falar pouco de serviços.
Carlos Maurício
Obrigado, Guércio. Bom dia a todos.
Positivo SMAX segue pujante. Crescemos novamente 20% de trimestre contra trimestre.
Batemos novamente nosso recorde de receita com R$ 164 milhões. Então, seguimos aí fortes de crescimento.
Adicionamos 13 novas logos nesse trimestre, em especial destaque especial para o México, que vem crescendo fortemente. Agora também chegamos ao governo mexicano, então começamos a prover também serviços para instituições públicas no México.
O reflexo da satisfação dos nossos clientes, nosso NPS segue muito forte, né? Continuamos com 95% 95 de NPS, que é benchmark mundial contra 40 de nota média dos nossos concorrentes.
Isso reflete muito a qualidade que temos entregue, né? Então, essa é uma mensagem bastante positiva aqui de crescimento, que seguimos fortes e pujantes no mercado latino-americano.
Passo a palavra para a Mari.
Marielva
Obrigada, Carlos Maurício. Bom dia a todos.
Muito obrigada pela presença. A receita bruta de instituições públicas nesse segundo tri foi de R$ 134 milhões, em linha com o planejamento que nós fizemos por conta das postergações dos contratos e das necessidades de negociações de preços, né, pedidos de reequilíbrio econômico-financeiro por conta da alta de memórias e de outros insumos, dos custos desses insumos.
Uma notícia boa: ganhamos a primeira grande licitação de servidores com a nossa marca própria, com o Inteliserver. Importante porque nos mostra que estamos com produto bem adequado à demanda deste cliente, principalmente com relação às especificações, certificações, e mostrou-se bastante competitivo.
Estivemos no SECOP. Somente no primeiro dia do SECOP foram mais de 3.800 pessoas que passaram pelo nosso estande.
Foram muitos e ficaram encantados com os nossos produtos. Nós estávamos mostrando abertos tanto o Inteliserver como o IA Box, que o Guércio vai falar há pouco.
E percebeu-se a importância de servidores nesse momento de transformação digital, onde estão se construindo nuvens híbridas e muito se busca por soluções on-premise também. O nosso pipeline de PCs está bastante aquecido, da ordem de R$ 4,3 bilhões.
E estamos bastante otimistas para o segundo semestre. Por quê?
Com relação às negociações das postergações dos contratos, nós começamos a entregar agora e acreditamos aí no reflexo legal, principalmente no quarto tri. Passo a palavra então para o Guércio para falar sobre o nosso IA Box aí mais.
Rodrigo Guércio
Obrigado, Mari. Bom, pessoal, já falamos aí, acho que eu e o Hélio, que somos o único player nacional que entrega a infra de IA num stack completo, né?
Desde o edge até AI Factory, os building blocks de data center, né, sem a gente se esquecer aqui do nosso amigo Carlos Maurício aqui para a camada de serviços gerenciados. E uma extensão natural desse portfólio, pessoal, a gente traz aí duas ofertas no último trimestre, né, que eu quero detalhar pouco mais.
A primeira delas é o IA Box, né? O IA Box nasce da necessidade que a gente viu escutando os nossos clientes de crescimento explosivo do consumo de token na nuvem e, na esteira desse crescimento de consumo de token na nuvem, custo desenfreado aumentando também nessa esteira muitas vezes sem controle dentro das organizações, né?
E essa é uma solução, ela não é só uma caixa, tá? É muito importante que todo mundo entenda isso.
Porque o que que tem dentro do IA Box, né? O IA Box, além de ser a infraestrutura de hardware, ter lá os servidores, as GPUs, toda a parte de conectividade e armazenamento, que seria a camada de infraestrutura, ele traz toda a pilha de software, né?
Traz o LLM, traz o RAG, traz toda a camada de observabilidade, tá? E a gente oferece junto todo o stack, além do stack de infraestrutura de hardware e de software, toda a camada de serviços e a camada de capacitação do nosso cliente final.
Porque uma das coisas que a gente percebeu também que é assunto recorrente quando a gente está conversando com as organizações, é que, de uma forma geral, existe uma carência muito grande das empresas de terem gente especializada para utilizar e também para consumir esse tipo de solução. Então, a gente se preocupou não só em prover a solução turnkey como alternativa desses clientes pensando não só na soberania desse dado, né, dele ter controle total e previsibilidade sobre o custo de token processado, mas também em educar esses clientes para que eles pudessem consumir isso da forma mais correta, mais adequada, dada a quase apagão de mão de obra principalmente quando a gente olha para o meio da pirâmide de clientes também, né?
Então, isso é o IA Box. Falando pouquinho do AI PC corporativo aqui da Vaio, né?
A gente entra com essa linha de produtos, né, baseado no Intel Core Ultra 5 e 7, né? Como o Hélio já mencionou, aqui é device para a gente começar a reduzir a dependência de processamento em nuvem.
Já existem alguns workloads que hoje, seja por uma questão de soberania ou de segurança do dado, já começam a ser rodados nesse tipo de dispositivo. Então, a gente traz essa oferta também para o mercado corporativo, também para auferir não só ganho de produtividade, mas também trazer ganho adicional de segurança naquilo que você quer ou não levar para a nuvem.
Então, com isso e lembrando que a gente consegue ir do edge ao core, to cloud, a gente tem stack completo, né, com alguns requintes, como o Hélio já falou, de ter uma solução que é uma solução exclusiva, né? O IA Box é uma solução que quando a gente olha para o mercado em geral, não é uma solução que está disponível, é uma solução que endereça uma dor que a gente tem visto com bastante recorrência dentro dos nossos clientes.
OK? Bom, devolvo a palavra aí.
Norberto
Vamos falar de dispositivos inteligentes e consumo. Obrigado, Guércio.
Bom dia a todos. Em consumo nós continuamos numa trajetória bastante consistente.
São trimestres atrás de trimestres melhores resultados, não só em receita, em termos de sustentabilidade dos canais e dos dispositivos. Acredito que hoje é segmento de negócio na Positivo muito mais estável, que depende muito menos de variações cíclicas do mercado.
Isso porque nós conseguimos diversificar muito os canais da empresa. Hoje aproximadamente metade da receita da companhia é feita por canais novos e que exigem uma margem muito menor e que são muito mais flexíveis que o grande varejo.
Então, o D2C e sellers cresceram somente nesse trimestre 40% versus o trimestre do ano passado. Nós também fizemos uma estratégia muito boa de produto.
Neste trimestre tivemos pequeno ganho em PCs e tablets de market share, mas esse ganho vai se intensificar por conta dessa estratégia de canais, por conta da estratégia de produtos que a companhia seguiu. Então, não devemos ter surpresas.
A consistência de entrega dos resultados deve permanecer ao longo dos próximos trimestres. E eu acredito que aqui a lição de casa está sendo bem feita.
Então, é negócio hoje bastante sustentável, com margens boas e a gente tem conseguido manter esse desempenho ao longo de todos os trimestres.
Hélio Bruck Rotenberg
Deixa eu só fazer uma observação. A gente teve aumento de faturamento a despeito da diminuição do faturamento de smartphones, né, com uma saída gradual de smartphones, que é mercado que a gente tá deixando.
Então, a gente tá se dedicando ao mercado de tablets e notebooks e isso tem crescimento bastante expressivo se você considerar que houve uma queda bastante expressiva no faturamento de smartphones.
Norberto
Bem lembrado. Obrigado, Hélio.
Próximo slide. Com relação a soluções de pagamento, grandes notícias.
Primeiro, vocês veem uma expansão de receita de 14%, mas uma expansão de volume de POSs vendidos de 40% trimestre contra trimestre. Então, aquele crescimento anual que a gente tinha ali de 52%, ele continua existindo em número de dispositivos, né?
Só lembrar que o dólar médio do trimestre de 2025, ele era dólar médio de 5,50, 5,60, o dólar médio agora está abaixo de 5,10 e a gente vende em dólar. Então, como a gente vende em dólar nesse segmento, quando o dólar cai a nossa receita sofre.
Então, a gente perdeu uns 10% só na aparição do dólar, o que é bom para o resto da companhia, né? Então, esse negócio, ele ajuda a contrabalancear a empresa a médio e longo prazo.
Acho que é uma característica que a gente explorou pouco nas outras calls. Grandes notícias: nós estamos com pipeline gigante de novos clientes.
É muito difícil entrar em grande cliente e, da mesma forma, se você faz bom trabalho, é muito difícil que ele te troque. O que tem acontecido na Positivo é: hoje nós temos entregue produtos e uma solução de melhor qualidade, muito em linha do que a SMAX apresentou de NPS elevadíssimo.
Nós estamos atingindo os melhores índices de retorno de campo históricos de grandes clientes no Brasil. E, de forma estruturada, nós estamos iniciando uma expansão internacional para quatro novos mercados.
Para essa expansão internacional, nós já temos grande deal fechado com o maior adquirente da América Latina em número de transações. E então se abre mercado bastante grande de expansão, não é oportunístico.
É muito importante lembrar que o Brasil é muito avançado no seu sistema financeiro, especialmente em pagamentos. E a América Latina, ela fez a abertura dos mercados depois do Brasil.
Então, as competências tecnológicas que nós temos no Brasil nos habilitam a explorar esses novos mercados. Também não está escrito no slide, mas queria só ressaltar que nós fechamos o nosso primeiro contrato com grande banco brasileiro, onde nós faremos também o gateway de pagamento e não só as máquinas e os softwares que controlam esse parque de máquinas e os serviços de pós-venda, mas nós também começamos a vender software.
É lógico que é uma rampa este processo, mas isso foi grande marco para nós, a Positivo começar a ter seu gateway de pagamento e ser escolhida por dos maiores bancos brasileiros. Então, em soluções de pagamento, a trajetória de crescimento deve se manter.
Estamos numa estratégia muito boa de portfólio, de serviços e também de software para suportar esse crescimento. Queria passar a palavra para o Fábio, falar dos destaques financeiros.
Fábio Fahel
Obrigado, Norberto. Bom dia a todos.
Consolidando aqui os destaques financeiros desse segundo trimestre, acho que a gente já percorreu bem a receita bruta. É ponto importante, 13% de crescimento em relação ao trimestre do ano anterior, 28% em relação ao primeiro trimestre.
Então, a companhia vem crescendo, né, dentro do nosso plano. Como o Hélio comentou no início, o nosso guidance já está previsto para a ponta mais acima, né, de receita bruta.
E os destaques a gente já percorreu aqui, tanto ISS, soluções de pagamento, nós tivemos bom desempenho nesse segundo tri. Passando para o lucro bruto, né, a margem bruta, tivemos crescimento não só em relação ao trimestre anterior de 0,5 ponto percentual do ano passado, mas em relação ao trimestre anterior dois pontos percentuais.
Então, a companhia pelo mix e pela boa gestão de repasse do preço dos insumos, a gente consegue trazer mais valor, a gente tem uma margem bruta maior, né? A gente fecha o semestre com R$ 402 milhões de margem bruta, o que é bem importante para rentabilidade e alavancagem operacional da companhia.
Na sequência a gente demonstra o EBITDA, então a gente tem uma margem EBITDA já estável em 9%, né, 9,1% nesse trimestre, 9,4% no trimestre anterior, né, superior ao ano passado, que no semestre a gente atingiu 8,1%. Mas isso demonstra a tendência de crescimento, né?
O mix da companhia, o ISS mais pujante, né, o nosso novo core. E isso faz com que a gente comece a entregar EBITDA, né, de R$ 86 milhões, R$ 156 milhões no semestre, EBITDA bastante importante.
Em contrapartida, né, maior alavancagem, maior faturamento, maior alavancagem operacional, a gente tem lucro, a gente demonstra o lucro, né, reverte aquele prejuízo no primeiro trimestre chegando no ponto de equilíbrio. Então, a companhia faturando mais, ela tem lucratividade, ela começa a trazer mais valor.
Obviamente a gente tem o impacto importante das despesas financeiras. Vocês observaram que a gente aumentou o capital de giro nesse trimestre.
A companhia antecipou as aquisições de insumos como estratégia para suportar todo esse nosso H2, que é sazonalmente mais forte em termos de volume de faturamento. Então, a gente chega num lucro importante aqui de R$ 3 milhões nesse trimestre, né, 0,3% de margem líquida.
Seguindo a dinâmica aqui de fluxo de caixa, então a gente consome caixa nesse primeiro semestre, é consumo já esperado, obedece à sazonalidade da nossa operação, o investimento em capital de giro, né? Como o Hélio comentou no início, os preços dos insumos ainda continuam instáveis, então a companhia se prepara para financiar todo, né, esse aumento de faturamento.
Tivemos a linha de investimentos aqui que é normal da nossa operação, R$ 44 milhões, e pagamos dívida, né? Reduzimos a nossa dívida bruta, o que é importante e é uma estratégia da companhia de olhar, diminuir esse nosso financiamento, a gente vem fazendo a lição de casa, olhando toda a nossa estrutura de capital e buscando a melhor equação possível.
Esse quadro retrata bem a nossa lição de casa, o que a gente vem trabalhando para melhorar o perfil da dívida. Vejam que 44% da nossa dívida é capital de giro, mas a gente tem banco de fomento cada vez maior, né, comendo cada vez maior a parte da pizza aqui, o que é bastante importante para rentabilidade, para a remuneração da nossa dívida.
No gráfico abaixo a gente vê a redução da dívida bruta, né? Toda a nossa geração de caixa a gente aplica para reduzir a dívida bruta, haja vista a taxa de juros que está bastante alta.
E a alavancagem, né, repetiu o que o Hélio falou no início: estabilidade. Olha só que a gente desde o segundo trimestre de 2025 a gente vem com uma alavancagem financeira bastante estável.
Entregamos 2,1 vezes nesse segundo tri, embora tenhamos aumentado pouco a dívida líquida, mas essa dívida líquida ela está carimbada pelo investimento da companhia em capital de giro para financiar todo esse nosso H2. Aqui a evolução da dívida.
Ponto importante aqui nesse gráfico é o perfil dela, né? Vejam que 72% da nossa dívida é longo prazo.
Isso ajuda bastante a gestão diária aqui da companhia. A gente alonga o perfil da dívida e, né, o que a gente faz, né, a evolução, né, e o dever de casa aqui sendo cumprido à risca.
Passo agora para o Hélio para as considerações finais.
Hélio Bruck Rotenberg
Só salientando pouquinho esse aumento de capital de giro, ele é principalmente por causa das memórias: memórias SSD, memória de massa e memória RAM. Isso foi deliberado numa insegurança de abastecimento no primeiro semestre muito grande, somado a aumento de custo muito alto, né?
E a gente acha que acertou muito em ter adiantado essas compras. Então, hoje a gente tem estoques até o final do ano, nós temos preço médio bastante competitivo e eu acho que foi uma alternativa bastante bem-sucedida.
Claro que isso aumentou o capital de giro num custo bastante alto de juros aí do mercado, mas eu acho que mesmo assim foi muito acertada essa nossa alternativa. Como eu expliquei, a gente tem comitê praticamente diário, hoje já não é mais diário, três vezes por semana, para decidir compra de memória, né?
E eu acho que esse comitê foi muito bem na gestão do momento de tamanha escassez em que a gente nunca tinha visto nos 37 anos de empresa. Então, as considerações finais, a gente se consolida como esse provedor fim a fim de infraestrutura de TI, né?
A gente cresce nisso, a gente tá bem nisso, a gente tá com portfólio amplo de servidores, com portfólio amplo de PCs, com serviços de todo tipo. Rediscussão também esse portfólio de serviços para o futuro, para IA, SMAX prestando mais tipos de serviços, vendo aonde é que a disrupção, aonde nós temos que entrar.
Isso vai muito bem, essa massa vai muito bem. A gente lança o IA Box, a gente lança o Vaio AI PC, né?
A gente melhora o resultado operacional também por estar crescendo nessa área de infraestrutura. A gestão da dívida bastante controlada, mesmo com o aumento de capital de giro a gente mantém os índices.
Capital de giro que será consumido, não é novo normal esse capital de giro, né? A gente já diminui a compra de memórias porque já tem algumas memórias que já houve inflexão.
A DDR4, por exemplo, já não tem aumento de preço, então não há por que a gente comprar e há supply suficiente, então não é por que comprar e estocar esse tipo de memória. SSD ainda demanda algum estoque adicional e DDR5 diminuindo a sua alta.
Então, até o final do ano a gente já vai diminuir bastante o capital de giro de memória. Não zerar em relação ao que tava, mas já diminui bastante.
Dispositivos inteligentes vai muito bem. Como eu expliquei, mesmo com smartphone caindo, a gente consegue crescer e crescer bem.
A gente ganha share em notebook e em tablets. O tablet de 7 polegadas sofre pouco mais porque ele tem price point muito alto já para criança, né?
Então a gente tem uma diminuição de volume do tablet de 7 polegadas, mas no de 10, no de 11, no de 12, aonde que é tablet mais usado para negócios, mesmo no consumo em que a pessoa usa para as coisas mais sérias, a gente cresce e cresce de maneira consistente. Avanço em soluções de pagamento: o Norberto contou com muita ênfase esse nosso aumento de volume, essa venda de solução para grande banco acreditando na solução completa nossa, no nosso desenvolvimento de software, a gente vem se preparando para isso há muito tempo, faz uns três anos que a gente tá desenvolvendo esse ecossistema e a gente vai muito bem.
E a gente entra na América Latina através de grande adquirente brasileiro, o que nos deixou muito feliz de ser competitivo em outros países também. Já falei do IA Box, do Vaio.
Então, é trimestre em que a gente traz resultados bastante consistentes, bastante otimista com o futuro da empresa, torcendo para a queda de juros que vai aumentar o lucro. Embora o EBITDA tenha sido muito bom, o lucro não representou essa pujança e a gente espera que com a queda de juros e com a continuidade da entrega do EBITDA, com a continuidade da entrega do crescimento, a gente vai no futuro dar lucros bastante mais expressivos.
E não posso deixar de encerrar falando nos 37 servidores com GPUs, servidores para inferência de IA já vendidos até hoje e esse mercado crescendo muito, onde a gente acredita que vai crescer ainda mais. Muito obrigado.
Portanto, avançamos para as perguntas e respostas. Eu já tenho o pedido do Luís Chagas, o analista da XP Investimentos.
Luís, consegue nos ouvir?
Luís Chagas
Oi, pessoal. Bom dia.
Obrigado pelo espaço. É, do meu lado são duas perguntas: a primeira sobre servidores.
É, nesse trimestre a gente viu crescimento bastante forte desse segmento. É, queria entender como é que vocês enxergam a sustentabilidade dessa trajetória de receita nos próximos 12 a 24 meses.
E quanto desse crescimento veio de projetos pontuais de alto ticket versus a expansão mais recorrente da base de clientes? É, e a segunda é sobre a gestão de estoque e capital de giro, né?
Vocês comentaram esse aumento, essa antecipação de compras, né, que pressionou o caixa operacional. É, queria entender como é que vocês estão vendo a trajetória de estoque para o segundo semestre, né, a trajetória de capital de giro e em que prazo vocês esperam normalizar essa necessidade.
Obrigado.
Hélio Bruck Rotenberg
Eu posso começar pela pergunta dois, depois eu passo para o Guércio para responder a pergunta falando nos estoques porque inacreditavelmente os estoques passaram para o CEO da empresa nesse momento de escassez de memória, tá? Então, eu sou o grande responsável por aumento de R$ 200 milhões no nosso capital de giro pela compra de memórias aí no primeiro semestre.
Depois eu passo para o Fábio complementar se não for completo o suficiente. Esses R$ 200 milhões, como eu expliquei, ele deve diminuir bastante até o final do ano.
Ele não vai zerar esses R$ 200 milhões, mas vai diminuir bastante porque a gente foi comprando olhando o forecast do ano. Então, hoje a gente vai acabar o ano com algum excesso para o ano que vem, mas excessos já bastante diminuídos.
Então, a gente vê uma inflexão e deve no primeiro semestre do ano que vem zerar esses R$ 200 milhões pela dinâmica atual das memórias e SSDs se ela continuar assim, ou seja, com crescimento de preços já não tão altos e SSD ainda crescendo muito. Ele vai ter que equilibrar para que a gente não precise ter excesso, porque é mais vantajoso você comprar na curva.
Se você vê uma curva bastante inclinada, mesmo com custo financeiro, é muito mais vantajoso você comprar aqui quando o preço está mais baixo se você sabe que ele vai subir muito nos próximos meses. Então, você ganha mesmo pagando o custo financeiro associado aquela memória, você ganha no custo médio desse estoque.
Então, é isso que nós fizemos. E também no primeiro semestre a gente comprou porque a gente não tinha visibilidade de que se teríamos supply suficiente mais para frente.
Então, tudo que aparecia a gente comprava. Hoje não.
Não existe mais uma crise de supply, a gente tem visibilidade na capacidade de fornecimento dos nossos fornecedores, mas não ainda estudando o preço. Então, a tendência natural é que esses estoques se equilibrem já bastante até o final do ano e normalizando no primeiro semestre do ano que vem.
Obrigado, Luís, pela pergunta. Fábio, você quer falar alguma coisa?
Fábio Fahel
Não, acho que foi perfeito.
Hélio Bruck Rotenberg
Tá bom. Passo para o Guércio explicar aí a dinâmica dos servidores.
Rodrigo Guércio
Bom, sobre servidores, Luís, é o seguinte: nesse trimestre, né, além dos temas que o Hélio falou da gente ver aumento no business as usual para a parte de IA, a gente teve sim uma entrega importante, isso é do business, né? A gente até pela questão de prazo de entrega muito dilatado da NVIDIA, né, e não raro projetos maiores mais complexos, o lead time tá girando aí em torno de 120, 180, às vezes pouco menos, às vezes pouco mais, né, dias.
Então, isso traz quando a gente olha do ponto de vista de assertividade do número ou de previsibilidade como você colocou ali, algum grau de incerteza porque às vezes você fecha projeto, por exemplo, num trimestre e essa receita ela vai aparecer talvez ou dois trimestres para frente. É uma característica do negócio menos porque a gente quer, mais porque a própria NVIDIA tá com lead time muito estendido de fornecimento, né?
Quando você me pergunta como é que você vê essa dinâmica para os próximos 12, 18 meses, a informação que a gente tem neste momento, né, isso é uma foto não é filme, isso pode mudar, OK? É que isso não se normaliza porque essa demanda tá altíssima, isso não se normaliza em 2027.
É isso que a gente tem de informação neste momento. Pode mudar alguma coisa em algum momento?
Pode sempre mudar, né? Agora, isso depende de fatores exógenos à Positivo, né?
Para quem acompanha esse mercado vocês estão vendo que esse mercado tá bastante aquecido, né? A demanda global por esse tipo de insumo tá muito alta, né?
E isso leva a lead times muito estendidos na maioria das vezes. OK?
Hélio Bruck Rotenberg
Só complementando, Luís, você perguntou se tinha projeto que significou faturamento, teve projeto que significou uma boa parte do faturamento. Mas estão vindo outros grandes projetos lá para frente.
Esse que a Mari citou da polícia é outro projeto grande também que vai entrar nos próximos trimestres. Estão vindo outros ainda grandes e eu não posso deixar de citar o PBIA.
Presidente Lula ontem, em declaração, saiu na Folha de São Paulo as declarações de ontem e de anteontem dele reafirmando o PBIA. Pelas nossas informações, não sai antes da eleição o edital, infelizmente, mas vai sair esse edital.
E a ministra fala num projeto em torno de R$ 1,8 a R$ 2 bilhões de reais, né? Mas ele fala em dois servidores: servidor com NVIDIA, onde a gente compete e compete muito bem porque fala em transferência de tecnologia para o Brasil, é onde a gente se encaixa, e outro projeto, talvez menor que esse, que é o projeto que será comprado, pelo que a gente leu, da China, tá, por acordo de transferência de tecnologia também.
Então, tem projetos muito grandes acontecendo. Fala dos data centers soberanos do SERPRO, do IBGE.
Em vários órgãos começam a falar de data centers soberanos. Então, existem grandes projetos acontecendo e a gente acha que vai ser o novo normal ter grandes projetos acontecendo, tá?
E é aí que entra a inteligência artificial, a inferência, a descentralização a soberania dos data centers nesse novo mundo e a gente acredita que vai continuar crescendo e crescendo bem em servidores.
Carlos Maurício
Se me permite, Hélio, da ponta do serviço, a gente tem percebido que a IA agêntica, ela vem fazer sentido pras companhias investirem finalmente, né? Se antes elas estavam todas preocupadas em entender aonde traria resultado, a IA agêntica agora começa a definitivamente trazer resultado pras companhias e os investimentos começam a vir.
Hélio Bruck Rotenberg
Perfeito.
Luís Chagas
Obrigado, pessoal. Será que eu poderia só perguntar follow-up aqui?
Vocês comentaram desses projetos de servidores, né? É como é que a margem bruta desses projetos se compara com a margem de ISS e do portfólio da empresa consolidada?
Hélio Bruck Rotenberg
Eu não diria que tem grandes diferenças em relação às margens de PC no mercado corporativo. Serviços têm uma margem diferente, tá?
Mas as margens de servidor são muito parecidas com as margens de PC do mercado corporativo, não há uma discrepância nisso não. É o mercado competitivo e a gente tem que competir nele.
Luís Chagas
Boa. Obrigado, pessoal.
Bom dia.
Hélio Bruck Rotenberg
Obrigado, Luís.
Eu tenho o Gustavo Farias, analista do UBS. Gustavo, consegue nos ouvir?
Gustavo Farias
Consigo sim. Obrigado, pessoal, pelo espaço.
Parabéns aí pelos avanços do trimestre. É, duas perguntas do meu lado: primeiro, queria entender se vocês pudessem comentarem sobre o repasse de preços que vocês fizeram ali recentemente.
Se puderem, né, acho que dá comentário geral se vocês veem espaço para novos repasses, como tem sido a mecânica desses repasses, olhar por segmento, enfim, frequência e o volume, como foi impactado também se poderiam falar pouco. Outro tema que eu queria puxar, especificamente sobre esse aumento de despesa com frete, como é que vocês veem a tendência dessa linha e só para tirar uma dúvida, o quanto disso é efeito específico relacionado à logística de servidores e o quanto é uma tendência mais geral da indústria?
Obrigado.
Hélio Bruck Rotenberg
Bom dia, Gustavo. Eu começo falando do aumento e repasse de preço, mas depois eu peço pra que o Norberto complemente no consumo, o Guércio, se quiser complementar no corporativo, e a Mari no governo, tá?
É uma questão da indústria. A memória subiu de preço.
Ponto. Mas não subiu pra nós, subiu pra todos.
Quando sobe pra todos, naturalmente isso é repassado. Pode haver algum descasamento de alguém repassar antes, alguém repassar depois, mas tudo é repassado a preço.
É impossível, é uma indústria de margem baixa que não absorve aumento. Daí ontem uma reportagem na segunda-feira comigo no Jornal Nacional, a reportagem foi gravada há mês e meio, dois meses mais ou menos, que eu mostro uma memória de 16 GB e digo que essa memória custava R$ 150 e custa R$ 1.000 hoje.
Já tá até mais que R$ 1.000. Como é que você não vai repassar esse preço pro consumidor?
O que acontece que o mercado se equilibra, aquela pessoa que ia comprar cara de 16 GB compra computador de 8 para tentar compensar. E sim, existe queda de volume.
Se a gente olhar os números do mercado de PCs no Brasil, ele é decrescente, mas o preço tem compensado a queda de volume, ou seja, ele é uma queda em volume, não uma queda em faturamento como todo. O faturamento global de PCs no Brasil cresce, o volume decai, tá?
E o repasse vai acontecendo. Então, tem meses que a gente tem que repassar mais e o concorrente não tem que repassar e a gente perde pouco de venda; tem outros meses que ele precisa repassar e nós não, a gente ganha pouco de venda.
Assim tem sido a dinâmica, não é todo mundo ao mesmo tempo, mas essa distância não tem sido de maior que 30 ou 60 dias entre concorrente e outro de repasse de preços ao mercado. E como eu falei, a nossa estratégia de memória foi uma boa estratégia, a gente conseguiu ter preços médios competitivos aí em todos os nossos mercados.
Norberto
É, só complementando, em dispositivos de consumo, onde a competição é mais direta, a Positivo, devido à estratégia de produto, de memória, que nem o Hélio comentou, a gente conseguiu antecipar os aumentos junto aos clientes, a gente não teve percalços de fazer sell-in. Como até comentado, tanto tablets quanto PCs, a gente tá com uma demanda boa em volume.
É lógico, o mercado nas últimas semanas caiu na casa de 20, 20 e poucos por cento sell-out e a gente tem ganho muito market share por conta da estratégia da empresa em antecipar memórias, de ter o produto certo. Então, hoje o mercado já em PCs, como exemplo, passou cerca de 40% de aumento desde o começo do ano.
Nós conseguimos repassar até às vezes antes dos nossos concorrentes e a gente deve continuar com essa dinâmica. Novos repasses de preço sim estão programados, não só por nós, a gente vê o mercado como todo, em menor escala talvez, mas deve acontecer daqui até o final do ano até se estabilizar e chegar nesse equilíbrio das memórias.
Por quê? Porque ainda no estoque está entrando produtos ou componentes mais caros do que a média do estoque que todos os concorrentes e nós temos.
Então, essa dinâmica em outrora quando você tinha excesso de oferta poderia ser bastante perigosa, né, pra empresas como a Positivo. No atual momento, devido a restrições grandes de supply e também diferentes estratégias de produto, isso não se verifica.
Então, a restrição de oferta nos permite passar os preços de uma forma bastante mais assertiva. OK?
Hélio Bruck Rotenberg
Só contando anedoticamente, tenho brigas internas, né, porque o o Vicente, que é o diretor que do Guércio que vende pra pras pequenas empresas, ontem veio reclamar como é que o o T3, que são os sellers que a gente qualifica de T3 aqui dentro, tá com o preço mais baixo, porque os sellers compraram a a a tem estoque de 60 dias atrás e ele tá trabalhando com o preço de hoje porque o estoque é de hoje. Então, ele perde pouco de competitividade no mercado, a gente ganha no outro.
Então, a gente tem briga interna aqui desses repasses desses 30, 60 dias de diferença, mas tudo tá sendo repassado a preço, nós e todos os nossos concorrentes.
Fábio Fahel
Bom, respondendo ali sobre o aumento de frete, ele não é recorrente. É uma questão mais específica de grandes projetos que a companhia tem.
A gente tem uma gestão bastante rígida em cima dos fretes e entregas e a tendência é que essa despesa, ela fique mais diluída a partir de H2, quando a gente tiver crescimento de outras linhas de negócio como a parte pública, que a gente consegue ter uma otimização melhor no frete de entrega.
Marielva
Posso comentar sobre o impacto em instituições públicas. Felizmente, a lei, né, prevê o reequilíbrio econômico-financeiro.
No primeiro momento nós ficamos até amedrontados com relação às comprovações, mas fomos surpreendidos, a maioria dos pedidos foram atendidos. E também impactou na modalidade de contratação: o governo, ele tá buscando comprar lote fechado, que pra nós é muito bom porque lote fechado ele compra tudo, com a possibilidade de aumentar 25% ou diminuir 25%, então nos dá uma segurança com relação a nossa estratégia, né, de compra.
Ganhamos, a gente compra a memória para poder atender esse pedido, fica muito mais tranquilo, muito mais seguro. E também já ouvimos falar alguns clientes que, ao invés de atas de 12 meses de validade, estão cogitando fazerem atas com seis meses de validade, o que pra nós também é muito bom.
É, a gente, claro, o supply regularizou bastante, como o Hélio falou, mas a gente ainda enxerga esses aumentos de preços acontecendo e isso pra nós é sempre desafiador.
Gustavo Farias
Super claro, pessoal. Obrigado, Hélio e todo o time Positivo.
Hélio Bruck Rotenberg
Obrigado, Gustavo.
Obrigado, Gustavo, pela pergunta. Nós temos uma pergunta do Leonardo Cintra, analista do Itaú BBA.
Leonardo, tudo bem?
Leonardo Cintra
Bom dia, pessoal. Obrigado pelo espaço aqui para fazer perguntas.
Só uma aqui do meu lado: eu queria explorar pouquinho de novo o tema de top line aqui, mais especificamente em relação ao guidance e à reaceleração no segundo semestre. Se puderem comentar pouco sobre os segmentos que vocês estão mais confiantes para essa performance em relação ao guidance, né, mais puxada para ponta de cima, ou se esse otimismo veio possivelmente de uma expectativa mais cautelosa ali para o início do ano, talvez vinda de instituições públicas.
Enfim, entender pouquinho o breakdown do otimismo relativo aqui, né, em relação ao guidance dentro do breakdown aqui dos segmentos da companhia. Obrigado.
Hélio Bruck Rotenberg
Bom dia, obrigado pela pergunta. Você já respondeu a pergunta.
Sim, nós estávamos mais pessimistas no começo do ano, mais desconfiados do mercado no começo do ano. A gente não sabia como seria o repasse de preço, a gente não sabia como seria o supply de memória, a gente não sabia como seria essas negociações de reequilíbrio econômico-financeiro no governo.
Hoje a gente tem uma visibilidade bem melhor, a gente já sabe praticamente tudo que a gente vai entregar no governo no segundo semestre, né? Então, a gente tem crescimento em governo, a gente tem crescimento nas outras linhas, tá?
Então, por isso que a gente diz que a gente tá na ponta de cima do guidance hoje e bastante otimista, tá? Bastante otimista aí nesse número.
Sim, a gente tava bem mais desconfiado no começo do ano, estamos mais seguros agora.
Leonardo Cintra
Beleza, super claro. Obrigado, Hélio.
Eu vou ler a pergunta de investidor, do Gabriel Serfaty, Gabriel Heitor Serfaty: "Qual a possibilidade de reduzir o endividamento da empresa? Existe a possibilidade de reduzir o endividamento da empresa com alguns dos ativos, com a venda de alguns dos ativos que vocês têm no balanço, por exemplo coligadas, outros investimentos?"
Hélio Bruck Rotenberg
A gente quer reduzir o endividamento da empresa com a operação da empresa, isso é a nossa principal busca de todo dia, né? Então, contei que tem R$ 200 milhões aí de excessos que a gente vai diminuir e a gente tem que gerar caixa.
A gente espera que o juro caia e a gente consiga gerar mais caixa para que isso seja diminuído. Olha, mas somos empreendedores, somos mulheres de negócio, né?
Nós estamos olhando o mercado o tempo inteiro. Se tiver algum ativo que seja interessante para nós nos desfazermos para diminuir esse endividamento, assim o faremos, mas não temos nada em curso nesse momento.
E a próxima pergunta vem também na mesma linha complementando, talvez, a do Flávio Bicalho, ele é acionista e gestor do Clube Valor Futuro. Ele pergunta se: "A redução da dívida depende mais de fatores externos?
E a companhia tem metas internas para melhoria do endividamento, redução das despesas financeiras e a desalavancagem em geral?"
Hélio Bruck Rotenberg
Fábio, quer responder?
Fábio Fahel
Com certeza. Boa pergunta, Flávio.
Com certeza temos meta, né? Uma das iniciativas é a geração de caixa para utilizar para reduzir o nosso tamanho de dívida, né?
Veja que mesmo com uma aplicação de caixa nesse trimestre para aquisição dos estoques, a companhia ainda assim diminuiu o nosso endividamento. Então sim, a gente tem essa preocupação, a gente olha constantemente o perfil da nossa dívida e é uma meta interna aqui de redução.
Hélio Bruck Rotenberg
E isso vem de conjunto de coisas: tem projeto de lucratividade muito grande na empresa de redução de custo fixo e variável; precisamos melhorar as nossas margens; nós precisamos melhorar a nossa eficiência, seja com IA ou não com IA. Tudo isso vai fazer com que a gente gere caixa.
A única maneira operacional de você diminuir dívida é gerando caixa, não tem outro jeito. E claro que podia ajudar pouquinho a geração de caixa essa diminuição dos juros que a gente tá vendo devagarinho, tá diminuindo, isso já nos auxilia bastante, melhorar o perfil da dívida também nos auxilia bastante.
E, como eu disse, vamos olhar se existem ativos interessantes que possam ser vendidos, que não pertençam ao core da empresa, que a gente possa diminuir mais esse endividamento.
O Rodrigo Fonseca, gestor da Galápagos, pediu para fazer uma pergunta.
Rodrigo Fonseca
Desculpa. Boa tarde a todos.
É, o Hélio comentou a questão do supercomputador, eu queria perguntar pouco mais de cor assim sobre Brasília, vamos falar assim. É, primeiro, me pareceria mais natural que o supercomputador saísse antes das eleições, dado que, né, você tem todo incentivo aí de você otimizar tudo que você pode antes das eleições.
Então, se tivesse alguma cor de o que que você acha que atrasou pouco esse processo, que aspectos que seguraram pouco a evolução? E num outro tema, né, dado essa reaproximação do Alcolumbre com o Lula, se vocês veem alguma melhora de perspectiva para o REDATA aí no curto/médio prazo.
Hélio Bruck Rotenberg
Eu respondo o REDATA e passo para o Guércio respondendo o PBIA. A gente tá até rindo aqui porque todo dia a gente pergunta quando sai toda semana vai sair, tá?
Mas eu deixo para o Guércio dar as informações mais quentes. O REDATA é também uma incógnita.
É uma questão política, né? Ele parou no Senado por desentendimento do Senado e Executivo, né?
A gente acha que ele pode avançar com essa reaproximação. Se ele avança antes das eleições, acho difícil; se ele avança depois das eleições, acho que sim.
E a gente tá bastante otimista com o REDATA, que protege a indústria nacional e faz com que mais data centers venham, né? Então a gente tá aí nessa expectativa.
Quanto ao PBIA, deixo o Guércio dar pouquinho mais de cor a vocês sobre isso.
Rodrigo Guércio
Obrigado, Hélio. Bom, sobre o PBIA, aí a gente tem algumas variáveis, né?
Primeira delas é o seguinte: na mesma reportagem que foi anunciado que a compra seria feita, tem tema de aonde o supercomputador vai ser instalado. E esse é tema de fundo muito importante porque o consumo energético de uma solução desse tamanho é de escala de gigawatt, então não é em qualquer lugar que dá para você chegar e instalar esse tipo de solução, né?
Nesse momento parece que tem três lugares que tão sendo cogitados, né: é Campinas, o outro é em algum lugar no Nordeste, né, e terceiro que tava sendo aventado era no próprio LNCC lá no estado do Rio de Janeiro, né? O que ficou claro pra gente agora é que antes do edital ser publicado vai haver uma decisão, acho que da própria ministra e do Lula, de aonde esse supercomputador será instalado, né?
Sem isso definido, parece que a coisa não ata nem desata, né? Especificamente sobre o processo em si, acho que nós estamos, como o Hélio já falou aí, muito bem preparados, né?
É negócio que a gente domina, que a gente conhece bem e que a gente já tem muita expertise na entrega de projetos muito similares, né? E inclusive no espectro de transferência tecnológica, eu acho que a gente teria muito a agregar num processo como esse como uma empresa brasileira, né?
Mas, de novo, existe componente político muito forte aí que a gente não controla, né? E nesse momento a gente vê que depende mais da definição de onde isso vai estar instalado para que as coisas efetivamente destravem e da questão das eleições, como o Hélio já mencionou anteriormente.
Não sei se tem mais alguma coisa que você quer complementar.
Hélio Bruck Rotenberg
Acho que pegou nesse atraso foram questões políticas: políticas locais de onde vai se localizar, políticas internacionais, geopolíticas de China e Estados Unidos, tá? Então, essas coisas todas fizeram com que o projeto fosse e voltasse entre ministérios e presidência muitas vezes sem essa definição.
E demorou mais do que a gente imaginava, tá? São coisas que fogem totalmente a critérios técnicos e de compra, né?
Tanto é que foi anunciado, nós já sabíamos há pouquinho mais de tempo, pelo Lula que vão ser dois processos licitatórios: de uma transferência de tecnologia chinesa e de uma transferência de tecnologia americana que tenham placas NVIDIA, né? Então, tudo isso demorou.
Demorou mais do que a gente podia esperar e eu acho que o Brasil perde pela demora, mas vamos torcer para que saia logo.
Rodrigo Fonseca
Muito obrigado, pessoal.
Tem mais uma aqui do Fábio Schneider, acionista, investidor, sobre a Positivo SMAX: "A receita de serviço vem crescendo de forma consistente, mas não ouvimos muito mais sobre a integração da unidade. Está rodando sozinha ou estão avançando na integração comercial?
Os clientes de serviço já estão comprando servidores, por exemplo? E o que podemos esperar nos próximos 6 a 12 meses desse processo?"
Carlos Maurício
Nós temos projeto em curso, né, que é o projeto de integração comercial, exatamente o speak, onde nós, Guércio, Mari e eu temos nos unido forças. É projeto grande, bastante complexo.
As organizações têm as suas complexidades. Nós temos evoluído bastante.
Já sim, já temos vendas feitas na unidade de serviço de computadores, principalmente de notebooks, mas temos projetos em curso também com servidores. Então, isso vai avançar, vai ter curso normal e a gente espera que pro próximo ano já teremos orçamentos cruzados e vendas cruzadas entre as unidades.
Na verdade, o projeto ele é uma união ainda mais profunda e deve correr todo o ano de 20 de 2027 aí já com resultados expressivos assim a gente espera.
Hélio Bruck Rotenberg
Mas já existem algumas integrações em curso, né? A área da Mari já vende serviços, então tem várias coisas que foram os low-hanging fruits que a gente já capturou e já tá acontecendo.
Tem outros mais complexos que envolvem principalmente quando tem duas empresas, tem culturas diferentes, tem maneiras de vender diferente, tem ciclos comerciais diferentes. Então, a gente tá vencendo tudo isso num grande projeto para que a gente arranque 2027 bastante unificado.
Acho que podemos concluir. Hélio, quer compartilhar algumas palavras finais?
Hélio Bruck Rotenberg
Agradecer a presença de todos. Dizer que estamos bastante otimistas com a estratégia, tenho dito isso há alguns trimestres, a gente tem sido bastante consistente.
Vale notar que não há divergência de discurso, muito pelo contrário, se consolidou nos últimos trimestres a nossa visão de empresa e a gente vai continuar buscando isso: crescer nessa infraestrutura de TI, crescer no consumo, crescer em máquinas de pagamento. Acho que essa é a grande estrutura, esse é o grande core da nossa empresa.
Agradeço a presença de todos e bom dia.
Obrigado a todos, bom dia. Tenham bom restante de semana.
Até logo. Tchau, tchau.
Fábio Fahel
Bom dia. Obrigado.
Tchau, tchau.
Carlos Maurício
Bom dia. Obrigado.
Marielva
Bom dia. Tchau, tchau.
Obrigada.
Rodrigo Guércio
Obrigado, bom dia.
Norberto
Bom dia a todos. Obrigado.
Tchau, tchau.
Hélio Bruck Rotenberg
Tchau, tchau. Obrigado.
Bom dia. Tudo de bom.
Até mais. Abraço.
Tchau.
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