Luís Palhares
Bom dia. Bom dia a todos.
Obrigado pela presença de vocês na divulgação de resultados do terceiro trimestre da Positivo Tecnologia. Eu sou Luís Palhares, diretor de RI da companhia, estou aqui acompanhado com o time completo: nosso fundador e CEO Hélio Rotenberg, Mari, vice-presidente de Negócios com Instituições Públicas, o Carlos Maurício, que é CEO da nossa unidade de serviços Positivo S+, Rodrigo Guércio, vice-presidente de Negócios Corporativos, Fábio Faegle, nosso CFO, finalmente o Norberto Maraschin, vice-presidente de Consumo e de Soluções de Pagamento.
Então, faremos uma breve apresentação dos resultados e, em seguida, abriremos para perguntas e respostas. Eu peço apenas que, caso tenham perguntas, as enviem pelo botão de Q&A que está na parte inferior da sua tela.
Não usem o chat, usem, por favor, o Q&A. A apresentação de resultados já está disponível no site de RI, e em breve disponibilizaremos também o vídeo desse evento.
Sem mais delongas, portanto, eu passo agora a palavra para o Hélio e vou colocar a apresentação na tela.
Hélio Rotenberg
Bom dia a todos. É, a boa notícia: uma geração de caixa de 331 milhões no ano.
A não tão boa: que o nosso faturamento não está no nível que a gente gostaria que estivesse. E com o faturamento não estando no nível que a gente estivesse, a gente fica muito próximo do ponto de equilíbrio e traz resultado de última linha fraco, de 1,1 milhão, né?
Gostaríamos de estar trazendo muito mais, embora o resultado EBITDA é resultado bom, de 8,5%, ou seja, a lucratividade está boa, o faturamento é que não atingiu aquilo que a gente gostaria de atingir. E ao longo da apresentação a gente vai mostrar o porquê de tudo isso.
Mas, com muita satisfação, que o nosso núcleo, o nosso core business, o núcleo que vai dos nossos PCs, dos desktops, dos notebooks, marca Positivo e VAIO, aos nossos servidores, servidores de entrada até os super servidores de IA, os HPCs, até o serviço gerenciado, esse núcleo de infraestrutura de TI vai muito bem. Cresce, começa a trazer mais receita recorrente, então a gente está no caminho certo, que a gente definiu como a nossa grande estratégia: ser essa potência de infraestrutura de TI no Brasil.
Essa potência, né, ela começa a mostrar os primeiros resultados. Ela começa mostrar, vamos ver pelo nosso gráfico de pizza, que isso está acontecendo: nossos serviços crescem, a nossa venda de servidores está super bem posicionada, e a venda de PCs também acontece.
E as nossas opcionalidades também vão muito bem, né? As nossas máquinas de pagamento crescem.
Ou seja, o nosso núcleo, o nosso core vai bem, e as opcionalidades também. Então, a gente está no caminho certo.
Eu acho que a nossa estratégia definida vai muito bem e a gente continua nesse caminho. E agora, coroando tudo isso, estamos acabando a integração, ainda demora alguns meses com pilotos e com a efetiva implementação, mas a gente já definiu como nós vamos fazer dessa unificação comercial.
Unificação comercial da venda para instituições públicas, da venda para médias e grandes empresas, de uma equipe única, separada pelo canal, mas cada equipe do canal vendendo serviços, servidores e PCs, né? Sempre dissemos que a aquisição da Positivo S+ traria essa possibilidade, e que a grande sinergia não estava no back office, mas estava no front end, na venda que nós vamos fazer juntos.
Então, fizemos estudo enorme nos últimos meses, estamos ultimando os estudos para começar os pilotos, mas já temos alguns resultados aí nessas vendas conjuntas. Positivo S+ ganha aí o prêmio de empresa inovadora do MIT, né?
Tem recorde de captação de negócios. Os servidores, a gente começa a entregar agora nesse trimestre o grande servidor, o maior da América Latina de HPC.
O pipeline de projeto pra infraestrutura de TI aumenta no país. Ou seja, a questão da soberania, a questão do custo, a questão da segurança de dados, elas são muito importantes, elas acontecem em vários países do mundo e passam a acontecer no Brasil.
A gente começa a ver isso se movimentar a passos largos, ainda não com grandes resultados, mas já com movimentações, com pipeline bastante mais forte. Como a gente falou, né, as opcionalidades, aqui chamada de avenidas de crescimento: a solução de pagamento com 65% de crescimento, S+ já falamos com 23% de crescimento.
Uma oportunidade a mais são as questões que estão acontecendo no país: por lado, o PBIA, né, que está demorando para sair, mas a gente é player nacional, se fala de soberania, nós somos o fabricante de servidores brasileiro, né? Por outro lado, a questão da soberania de dados com os data centers nacionais sendo discutidos, e, por outro lado, o REDATA, que é uma medida provisória que já está no mercado, que beneficia a produção local de servidores.
A gente está bastante otimista quanto a isso, ainda em discussão, ainda com muita discussão no Congresso, mas esperando que essa espinha dorsal de que a produção nacional seja beneficiada permaneça como está desenhada. Porque do que vale trazer o data center se não se agrega valor a esse data center?
E a gente está agregando valor a esse data center, colocando verba em pesquisa e desenvolvimento, tem tudo isso, e por isso que é importante que isso seja mantido e todos parece que estão entendendo isso. Na área de varejo, uma coisa curiosa: nós projetávamos o ano com determinado faturamento, possivelmente a gente vai atingir muito próximo, exceto smartphones que foi abaixo, em computadores e tablets até mais do que a gente imaginava, mas uma inversão do canal comercial.
A gente imaginava certo percentual alto de T1, T2, ou seja, os grandes varejistas brasileiros, tanto nos seus canais físicos como online, e isso inverteu. Isso inverteu e cresceu muito os canais online puro: os sellers, as nossas lojas próprias e os próprios canais online no seu 1P crescendo muito ao longo do ano, numa inversão bastante interessante.
O 11/11, o Norberto estava me mostrando os resultados assim sensacionais, surpreendentes em comércios online que não eram fortes no Brasil, que passam a ser fortes. E fizemos lançamento que eu gosto muito, né?
Eu sou PCzeiro há 36 anos, então quando a gente consegue trazer inovação ao consumidor da classe média brasileira, eu fico muito feliz. Talvez seja a minha maior realização pessoal é quando a gente consegue democratizar isso que a gente faz, né?
Então, a gente traz para o nosso notebook uma telinha. Aquela classe média que talvez não possa comprar relógio tão bom para receber o toque que chegou WhatsApp, agora ele tem uma segunda tela no notebook, no notebook de entrada, naquele bem barato, né?
Tem uma telinha que ele pode receber o WhatsApp por ali, ele pode fazer outras brincadeiras por ali, jogos, etc., mas principalmente receber o WhatsApp enquanto ele está trabalhando e saber que chegou uma mensagem de WhatsApp. E juntamente com essa minitela, né, que eu acho que foi uma inovação sensacional nossa, isso não existe no mundo, é o primeiro computador com essa minitela, a gente lançou o MIA.
O MIA é assistente de inteligência artificial para democratizar a inteligência artificial no Brasil. É, a gente fez uma pesquisa e cerca de 90% dos consumidores de classe média brasileira eu me refiro à classe C, D, tá, na pesquisa na classe C, D usam a inteligência artificial como se fosse browser.
Não conhecem a potencialidade da inteligência artificial. Então, a gente traz assistente de inteligência artificial, a MIA, que vai de alguma maneira, com gamificação, com brincadeiras, sem ser invasivo, tentar mostrar a potencialidade da inteligência artificial para esses consumidores.
Então, a gente agora já fomos responsáveis pela democratização dos computadores no Brasil, agora queremos ser os responsáveis pela democratização da inteligência artificial no Brasil. Isso me deixa muito feliz.
Falando pouquinho de números, na página seguinte: então, faturamento abaixo do que a gente esperava, de 923 milhões; fica perto do ponto de equilíbrio, por isso o lucro de 1,1 milhões; EBITDA bom, de 8,5%; uma margem bruta boa, dentro do esperado, ou seja, todos os indicadores bastante bons, exceto o faturamento, que foi pouco abaixo do que a gente esperava; uma dívida líquida bastante controlada. No ano, a mesma coisa: faturamento de 2.767, EBITDA bom, de 8,3%, uma geração de caixa bastante interessante para os nove primeiros meses.
E mostrando pouquinho como a diferença do que éramos e que somos, né, o que éramos em 2018 e o que somos hoje, né, parece que a estratégia ela está sendo implementada exatamente como a gente esperava que ela fosse implementada, né? Então, a gente traz serviços, que no trimestre, talvez pouco atípico porque o trimestre foi baixo em algumas outras áreas, mas representa 27%.
Quando a gente poderia esperar percentual tão alto em serviços? Área corporativa com 53%, instituições públicas mais fraca nesse trimestre, representando 16%, ou seja, a nossa capacidade de reação quando tem alguma área adversa é muito boa, 53% vem do corporativo, e 21% desses chamados negócios emergentes, que são as opcionalidades.
Servidor foi trimestre fraco de servidor porque muitos pedidos foram postergados pro quarto trimestre. A gente espera quarto trimestre bastante forte em servidor.
E Consumer na balada dele, 31%, né? Então, aí tem quadro bastante interessante.
Se comparar com 2018, é uma mudança absolutamente notável. Vamos falar de cada dos segmentos com pouquinho mais de detalhe.
O Guércio vai falar, então, da área comercial, a área corporativa da empresa.
Rodrigo Guércio
Obrigado, Hélio. Bom dia a todos.
Falar pouquinho aqui do corporativo, do commercial. É, bom, crescimento sequencial, como o Hélio já comentou aí, é fruto da estratégia de diversificação da companhia, né?
Crescimento que, nesse trimestre especificamente, muito impulsionado, como o Hélio já comentou aí, pela Positivo S+, que o Carlos Maurício detalha pouco mais adiante, por Soluções de Pagamento, que o Norberto também vai detalhar. Destacaria também o crescimento consistente aí da parte de Hardware as a Service, né, que segue ganhando aí bastante relevância e contribuindo também pra melhores margens e maior recorrência do nosso negócio, né?
Destaco também, à luz daquilo que o Hélio já colocou, a manutenção e ampliação do pipeline de projetos pra arquiteturas de inteligência artificial, que a gente vê de forma crescente e consistente, né? O Hélio já tinha comentado também uma concentração muito forte das entregas de servidores no quarto trimestre de 2025.
É, esse shortfall que nós tivemos no terceiro trimestre é parte desse negócio, né? A gente tem lead times que oscilam nesse negócio, então não é nada surpreendente.
Vocês deverão ver e esperem quarto trimestre muito forte, né, em detrimento desse quarto tri com faturamento pouco mais baixo, que seguramente vocês vão ver compensados ali no quarto tri. E os demais negócios, né?
O último que eu destacaria também, dentro de grandes contas ali a gente fechando também trimestre com faturamento recorde, né? Então os negócios, de forma geral, com desempenho consistente, dentro daquilo que a gente espera, sem nenhuma surpresa digna de comentário aqui.
Acho que podemos seguir agora, passar a palavra aí pro Carlos Maurício. Carlos Maurício?
Carlos Maurício
Obrigado, Guércio. Bom dia a todos.
O S+ está acelerando, gente, né? O crescimento recorde pra gente quarter contra quarter do ano passado, é bastante expressivo.
Pra vocês terem uma ideia, o mercado cresceu a 8%, quase três vezes o crescimento do trimestre. Então assim, muito importante os números que a gente tem conseguido.
É, e agosto representa pra gente recorde também de implantação de clientes. Três novos clientes implantados, não são vendidos, são implantados.
Isso mostra a nossa capacidade de venda e de implantação e de operação dos nossos clientes. Isso também, obviamente, passa pro ano, né?
Os nove meses desse ano contra os nove meses do ano passado, o crescimento de quase 20% também expressivo crescimento. E a nossa expectativa é que o quarto também seja nessa balada e vamos muito fortes pro fechamento desse ano.
Vai ser ano recorde pra Positivo S+. O Hélio mencionou o prêmio aqui do MIT, estamos muito satisfeitos também porque mostra a nossa capacidade de inovação.
A companhia segue inovando, segue prestando ótimo serviço. Nosso NPS está perto de 100, é espetacular os números que a gente tem conseguido com os nossos clientes, tanto do Brasil quanto da América Latina.
Eu acho que vale a pena reforçar o que o Hélio já mencionou inicialmente: nosso projeto de integração comercial vai muito bem. Agora nós vamos para esse quarto trimestre com o MVP já obtendo resultados impressionantes, só estamos começando, mas já obtendo resultados mostrando que a nossa estratégia, se cumprida à risca, vai trazer resultados espetaculares pra companhia.
Eu passo a palavra aqui pro nosso colega Norberto.
Norberto Maraschin
Obrigado, Carlos. Bom dia a todos.
É falar pouquinho de Soluções de Pagamento. Como os senhores podem ver os números, a gente tem entregado bastante consistência, crescimento acelerado dessa unidade de negócio, dessa avenida de crescimento.
Isso, eu vou explicar pouquinho mais em detalhes quais são os fatores que fazem esse crescimento e por que a gente continua tão otimista. Hoje é negócio que cresce a dois dígitos altos, de forma consistente e mostra a nossa capacidade também de inovar e fazer uma solução completa, a fim a fim, não só com foco de hardware.
Entregamos 65% de crescimento no trimestre, isso tanto em unidades quanto em faturamento. Isso demonstra que as nossas soluções estão abrangendo cada vez mais o mercado e os clientes.
E já estamos falando num negócio de meio bilhão de faturamento, prevendo meio quase meio bilhão de faturamento para o ano, numa simples extrapolação do que os senhores estão vendo. No próximo slide, existem os detalhes que a gente vem sempre falando nas reuniões com os senhores, por que que a gente tem conseguido crescer em market share e dominar esse mercado.
Primeiro, essa integração de ponto de venda, de terminais inteligentes, esses terminais se transformarem numa frente de caixa, não apenas receber o pagamento, mas sim receber todas as formas de pagamento integrado, emitir nota fiscal e ser o próprio checkout do ponto de venda. Com isso, uma camada bastante grande de segurança, de controle desse ecossistema, com mais de 100 software houses completamente integradas, com assinatura de todo e qualquer aplicativo, com certificação de todo e qualquer aplicativo junto com as adquirentes.
E isso nos torna e nos traz numa posição de solução única no mercado e é isso a razão principal porque as grandes adquirentes têm apostado na gente. Mas não paramos por aí, né?
Nós estamos com pipeline bastante grande, seja de novos clientes, como os senhores sabem, alguns grandes clientes ainda não são clientes nossos, e essa esteira tem avançado numa velocidade bastante boa. Então, esperamos o próximo ano trazer novidades.
E a gente continua investindo muito na parte do software e do serviço. Na parte do serviço, hoje nós já trabalhamos com mais de 30 mil máquinas por mês no break and fix.
Nós devemos atingir valores bastante expressivos devido à aceleração de parque em campo. Então, isso é serviço recorrente, isso é uma coisa que dá estabilidade de faturamento, de margens para essa unidade de negócio.
E além disso, e essa é a grande novidade do trimestre, nós começamos a ter tecnologias para adquirentes disponíveis no mercado. Alguns novos adquirentes, os senhores têm visto que têm divulgado fotos no LinkedIn, já se preparam para utilizar soluções tecnológicas da Positivo.
O que são essas soluções tecnológicas? Vão desde software de captura da operação financeira, não estou falando da maquininha, estou falando do software que captura, até sistemas de back end como conciliação e reconciliação.
Então, aqui existe trabalho bastante amplo. A Positivo não será banco, a Positivo não será uma software house, a Positivo será enabler, player que vai disponibilizar tecnologia para todo esse ecossistema.
Uma capacidade única de entender o Brasil, as operações brasileiras, e se aproveitando, é lógico, de sistema de pagamentos, sistema financeiro muito desenvolvido que o país tem. Isso abrindo também janelas para outros países.
Devemos entregar, não entrou ainda no quarter, mais projetos em outros países devem entrar no próximo quarter. Isso é Soluções de Pagamento.
O próximo slide, a gente vai falar pouquinho agora de Consumo. O Hélio antecipou, a queda de faturamento no trimestre, ela se deve basicamente a smartphones.
Os senhores vão perguntar o que está acontecendo em smartphone. Existe uma batalha bastante grande de novos entrantes e uma certa irracionalidade nas margens e nos preços que o mercado está operando.
Isso tudo potencializado por gray market ainda pouco controlado no mercado brasileiro. E nós, como companhia, entendemos que essa diversificação de negócios, o fato da gente poder ter vários negócios, nos dá a possibilidade de aproveitar melhor o capital de giro, o nosso dinheiro, né, Fábio, em coisas que façam sentido e que não destruam o valor da companhia.
Então, no momento que o mercado fica irracional e a concorrência sobe muito, nós procuramos ser racionais e continuar apostando, né, Carlos, nas coisas recorrentes, nas margens maiores, evitando assim destruir valor da empresa. Essa menor dependência de determinados mercados onde a concorrência é mais ferrenha é uma vantagem competitiva da Positivo Tecnologia hoje no mercado e não é diferente no Consumo.
Tanto é assim que parte desses 52% de queda que nós tivemos em smartphone trimestre a trimestre foram offsetados pelo crescimento de computadores, que está citado aqui, de 6%, mas também, se nós olharmos o tablet, ao longo do ano nós estamos 12% acima dos nove meses versus o ano passado. Vou falar pouquinho mais adiante, dar pouquinho mais de detalhe dos lançamentos, e a gente está muito empolgado porque a Positivo é aquela empresa que fez a democratização de todos os PCs nas casas das pessoas, né, ao longo desses últimos 21 anos no varejo, Hélio?
E que o Hélio falou que ele tem esse orgulho pessoal, e a gente é parte disso, e eu também me sinto muito, muito orgulhoso por esse trabalho de democratização. E a Positivo é muito reconhecida pelas famílias, pelo trabalho que ela faz.
No próximo slide, a gente fala pouquinho do que a gente já tem comentado e da consistência do trabalho: está muito difícil fechar margens no grande varejo. Os senhores acompanham o setor, os senhores sabem como a dinâmica de varejo tem mudado.
E também existe grau de agressividade nunca antes visto no varejo online, especialmente promovido pelos grandes marketplaces. O que a Positivo está fazendo?
A Positivo está trabalhando em todos os canais, mas também estamos aproveitando entregar uma margem melhor e crescer nesta venda direta. Então, a nossa venda direta, ela é composta pelos nossos sites, que correspondem a uma porcentagem bastante grande do faturamento na venda direta, e também a venda nos marketplaces.
Nós temos crescido consistentemente na venda direta, que nos traz alguns pontos a mais de margem, e também nós temos aproveitado e potencializado a parceria com sellers especializados nas vendas do online. Temos uma diversificação interessante também nos sellers, isso diminui pouco o risco e nos dá certeza e sustentabilidade desse crescimento desse canal puro online que o Hélio citou no meio da conversa.
Hoje já 40% da venda de Consumo, ela é feita num canal que tem ciclo de fluxo e uma conversão de caixa menor do que o varejo tradicional e regional. Próximo slide, queria só trazer pouquinho mais da empolgação, os senhores veem que a gente é pouco inquieto nessa empresa.
Todos os trimestres a gente tem lançamentos de produtos e a gente entende que essa inovação agrega valor às nossas marcas, né, seja ela Positivo, seja VAIO. E o lançamento do minitela é sensacional.
Alguns blogueiros, eu vou usar os blogueiros que são as pessoas mais especializadas, isso aqui você começa a viciar utilizar essa segundinha telinha. O Hélio falou muito do WhatsApp, mas, poxa, você coloca a foto da tua família, qualquer GIF que você quer, você vê o tempo, etc., ele fica muito prático no uso e ele é local que não incomoda no touchpad do computador.
E isso também dá destaque, produto em relação aos concorrentes, então traz diferenciação. E a gente é agressivo e a gente trocou a linha Positivo Vision em setembro, então significa que a gente é muito confiante para que essa linha tenha bastante sucesso nas vendas de final de ano e principalmente no back to school do próximo ano.
O próximo slide traz a democratização da IA. O MIA, na verdade, ele é uma janela que fica no desktop e essa janela, ela tem uma UX bastante avançada e ela facilita muito e ela instiga as pessoas a utilizar a inteligência artificial na vida delas.
Então, a MIA hoje ela não tem uma função de rentabilização, mas a gente entende que ela é uma janela de comunicação bastante interessante com os nossos clientes e novas oportunidades de negócio através desta janela podem acontecer no futuro. Primeira etapa é essa democratização, é trazer essa facilidade, é fazer o nosso produto ser diferente ao usuário final.
Eu gostaria agora de passar a palavra para a Mari para que ela fale sobre Instituições Públicas.
Mari
Obrigada, Norberto. Bom dia a todos.
Muito obrigada pela presença. Instituições Públicas novamente aqui com o resultado aquém do esperado por conta de tudo que está acontecendo no mercado, principalmente atrasos na publicação de grandes editais e a postergação dos pedidos para este ano em função de contingenciamento e tudo mais.
Então, fizemos nesse terceiro tri uma receita de 150 milhões, 35% abaixo da receita do ano passado. Porém, nós acreditamos num Q4 bem melhor.
Sazonalmente o Q4 já é maior, né, porque o que o governo faz? Ele normalmente segura todas as aquisições, faz o balanço do orçamento e o que sobra de verba ele acaba colocando o pedido ali nos últimos meses do ano para que entregas e pagamentos ainda ocorram dentro do ano.
Essa é a boa notícia. É uma correria, mas ajuda muito, inclusive o nosso fluxo de caixa.
Nós conseguimos manter índice elevado de captação, participação e vitória nos muitos editais que já foram publicados e que comporão a nossa receita aí para os próximos anos, né? Porque, com a nova lei, hoje as atas, elas podem ser revalidadas por mais 12 meses.
Então, ter grandes projetos no portfólio ali de atas vencidas é muito importante para a continuidade. E falando em continuidade, estamos aí recuperando as margens, como eu tenho falado para vocês, a expectativa é que recuperemos pouco mais ainda para frente.
E dentro dos projetos que nós fizemos até agora, e dentro também do que o Hélio falou, nós tivemos bom projeto de HaaS, ou seja, receita recorrente também dentro de Instituições Públicas. Agora para o quarto trimestre também temos grande projeto com receita recorrente.
E, apesar da baixa demanda de PCs, a baixa demanda de colocação de pedidos, estamos aí com grandes projetos, né, Carlos Maurício, aproveitando a sinergia em serviços. Então, realmente, reafirmo, a nossa estratégia está dando certo.
Sempre, né, tem altos e baixos no ciclo aí de negócios. Instituições Públicas, por conta do período pré-eleitoral, de tudo que está acontecendo no mundo e essa contenção de gastos do governo, está afetando realmente a colocação de pedidos.
Estamos aí com pipeline de 2,9 bilhões, acreditamos em muitos projetos pela frente. E, como sempre, otimistas porque o nosso mercado é tecnologia, é o mercado do momento, não só por conta da inteligência artificial, mas a transformação que ela está fazendo no mundo por conta do aumento de produtividade.
E o governo precisa também entregar bons serviços e ter esse aumento de produtividade para poder reduzir os seus gastos, né?
Hélio Rotenberg
É muito importante frisar que não há uma diminuição de demanda. A demanda existe.
O servidor público, a educação pública, todos precisam de computador e tablets. Então, a demanda existe, ela continua firme, forte e crescente.
O que acontece é que a questão orçamentária do ano, que todos acompanham, de contingencia, descontingencia, contingencia, descontingencia, fez com que vários projetos atrasassem. Projetos de secretarias de educação que a gente ganhou lá que o pregão é de cerca de 500 milhões de reais, o governo puxou 80 milhões.
Então, deve puxar ainda, né? Então, a gente está fazendo isso e torcendo muito que regularize essas questões públicas, e elas não acontecem só no plano federal, ela acontece também no plano estadual, né?
Então, houve uma bagunça orçamentária no ano que nos prejudicou e atrasaram os projetos. Isso não quer dizer que a gente não tenha pipeline e que a demanda tenha diminuído.
Mari
É só para vocês terem uma ideia, o grande projeto do FNDE, que a gente falou aqui por diversas vezes, ele ainda não finalizou todos os itens. Então, quanto tempo demora grande projeto.
E temos grandes projetos aí pela frente como SERPRO, SEPLAG Minas Gerais, Polícia Federal, que ganhamos recentemente, que vão fazer a nossa carteira para o futuro aqui. É isso.
Passo a palavra ao Fábio.
Fábio Faegle
Obrigado, Mari. Bom dia.
Passar os destaques financeiros, começando pela receita bruta, acho que todos já explanaram bem. A gente fecha o trimestre com uma receita bruta de 923 milhões.
Ponto importante aqui: que mais da metade da receita vem das avenidas de crescimento, né, 51% nesse trimestre. Isso favorece não só o ciclo de caixa, mas também a nossa margem bruta, que a gente vai falar na sequência.
No acumulado do ano, a gente está com 2 bi 767 milhões, muito parecido com os nove meses do ano anterior se a gente eliminar os projetos especiais que a gente acabou faturando no primeiro tri de 24. Então a companhia tem uma estabilidade de faturamento demonstrada aqui.
Sobre a margem bruta, a gente tem avanço de margem bruta drivado principalmente pela maior participação das avenidas. Soluções de Pagamento e Serviços vieram muito fortes nesse trimestre, então a gente encerra o trimestre com 26,7% de margem bruta, né, 215 milhões.
É ponto bastante importante, né, a recorrência e a maior rentabilidade significa que a nossa estratégia está no caminho certo, a gente vem performando bem. E no acumulado do ano com 591 milhões, uma margem bruta de 25%.
Acho que ponto importante também nesse terceiro trimestre é que as margens brutas de Instituições Públicas também voltaram, né? Então a gente sofreu no início do ano, agora já retomamos os patamares históricos e a gente vem entregando o valor nessa linha também.
Sobre o EBITDA, o EBITDA é consequência de faturamento mais baixo, como o próprio Hélio comentou. A gente tem 8,5% de margem EBITDA nesse trimestre, é uma margem EBITDA importante, melhor que o ano anterior, pouquinho abaixo do último trimestre.
A gente fecha o semestre agora com 195, nos nove meses com 195 milhões de margem EBITDA, a 8.3. Ele é reflexo da nossa margem bruta, né?
Então a gente tem essa recorrência, tem essa melhor margem EBITDA aqui gerada pelas avenidas de crescimento. Partindo do EBITDA para o nosso lucro, né, lucro baixo, mas é importante reforçar que é lucro, né?
A gente tem EBITDA mais baixo nesse trimestre e ele é praticamente netado pela despesa financeira, né? Então a gente tem cenário de Selic a 15%, então o custo financeiro é mais alto durante todo o exercício.
Isso faz com que a gente, né, toda o EBITDA que a gente gera acabe transformando num lucro baixo, além do faturamento que ficou pouco menor nesse trimestre. Destaques financeiros aqui de fluxo de caixa, acho que é ponto bastante importante, é uma recorrência da companhia.
A gente vem focando bastante, né, na estrutura de capital, na geração de caixa operacional. Veja que no ano a gente já gerou 311 milhões, nesse trimestre 118 milhões de geração operacional, não só na questão de melhoria de prazo de recebimento de clientes, mas também casar muito bem, né, o nosso capital de giro de fornecedores com estoques.
Então a gente vem com uma cobertura muito importante, muito boa para a companhia, e isso reflete numa posição de caixa melhor nesse final desse terceiro trimestre. Partindo para o nosso endividamento, a gente fecha o trimestre com endividamento de 1.9 vezes, mais baixo do que o segundo trimestre, né, que a gente entregou duas vezes uma.
É pouco acima do mesmo período do ano anterior, mas é motivado principalmente pelo EBITDA que está menor, né? Importante: a dívida líquida bastante controlada, bastante estável, né, 573 milhões, uma dívida líquida bastante aceitável aqui para a estrutura da companhia.
Os produtos abaixo de dívida que a companhia tem, né, então grande parte é capital de giro, né, 50% da nossa dívida hoje é para financiar o nosso capital de giro, mas a parte de fomento também ganha importância com 32% do todo. Olhando no quadro abaixo, a gente tem uma dívida bruta de 1.3 bi, ela está mais estável, né, em relação ao segundo tri também.
E o custo da dívida é importante, né, a importância da participação de bancos de fomento. A gente tem o custo de dívida praticamente CDI, o que é bem importante, e uma duration que está pouco abaixo, né, de 1.92, mas reflete os vencimentos que a gente vai ver no próximo slide aqui.
Onde a gente tem 52% da nossa dívida no longo prazo, é ponto importante, né? A gente mantém uma fatia maior do endividamento no longo prazo e a posição de caixa para suprir, né, 1.2 vezes a nossa dívida que vence durante 2026.
Então a companhia hoje tem uma boa gestão aqui financeira para estar suprindo esses vencimentos de dívida e estar entregando cada vez mais resultado. Como a gente comunicou ao mercado ontem, né, revisamos o guidance.
Guidance anteriormente, né, tínhamos uma projeção de receita bruta de 4.4 a 4.8 bilhões. Nós fizemos uma revisão detalhada, né, hoje a gente soltou guidance de 3.9 a 4.1 bi.
Ele está drivado principalmente por quatro grandes temas aqui: fatores externos, a gente já até percorreu aqui durante a nossa apresentação, o ambiente macroeconômico, né, a taxa de juros elevada, né, então afetando todo o consumo de computadores; a dinâmica pública, né, com o contingenciamento, importante reforçar que a gente tem o pipeline firme, a questão é mais a dinâmica dos pedidos e de entregas, existe uma postergação importante; o mercado de smartphones, que o próprio Norberto já comentou, né, a participação do mercado cinza e da forte concorrência, além da questão da rentabilidade que a companhia avalia; e oferta de insumos, né, oferta de memórias, que é uma recente preocupação aqui com elevação de preço e indisponibilidade de componentes.
Hélio Rotenberg
É importante destacar essa questão da memória porque ela está nos afetando nesse momento e a gente não tem muito ainda a dimensão dessa crise, tá? A gente já passou por crises como essa, elas normalizam, mas a gente não sabe quando normaliza.
Há uma crise de wafers no mundo. A produção de wafer no mundo, ela é muito concentrada e muito poucos players: três players dominam mais de 90% do mercado de wafers no mundo, dos quais fazem memória.
E esses players, eles com o crescente mercado dos grandes data centers no mundo, que fazem memórias maiores e talvez mais lucrativas, né, não é o nosso mercado, houve desvio de wafers do mercado de PCs, smartphones, tablets e todos os eletrônicos de consumo, o eletrônico do carro, os jogos, tudo para a produção de memórias de grandes data centers. Os números, eles não batem muito porque as dimensões é 1 bi e meio de dispositivos, mais 2 bilhões de dispositivos contra 10 milhões de servidores, né?
Mas pouco foi desviado e talvez, como tem poucos players, exista uma tendência de subida de preço da memória. Então a gente vive uma crise hoje em que a gente não tem nem oferta e os preços subindo muito desses componentes.
Então a gente está muito atento a isso, estamos conversando muito, nossa diretora de procurement acabou de voltar da Ásia, que fez reunião com todo mundo. Então estamos muito atentos.
Não vai afetar diretamente o Q4, né, talvez pouquinho de subida de preço, mas nada. No Q1 talvez vá afetar pouquinho mais em termos de supply, mas a gente está conseguindo comprar, né?
Vai ter que haver repasse de preço para alguns contratos no consumo e tudo, está subindo para todo mundo. Então existe aí momento crítico no suprimento de memórias e pouco dos SSDs, que usam memória também para serem produzidos, mas menos no SSD e mais nas memórias, só para não deixar de informar isso ao mercado.
Então, aproveitando aqui para encerrar, fazer as considerações finais, né, já que eu peguei a palavra para falar de memória, né, então só ressaltando a questão da geração de caixa, né, que é o grande fato positivo do ano, vamos dizer assim, né? Fora essa questão desse nosso core dando certo, né?
Eu estou muito feliz. Esse core, essa máquina que nós estamos montando, nós estamos montando uma máquina para vender mais, né, entre os nossos produtos.
Aquele cara que tem o relacionamento lá com aquela grande empresa, mas só vendia serviço, agora vai vender PC, vai vender servidor; o cara que tinha o relacionamento para vender servidor, agora vai vender serviço, vai vender PC, né? Então é isso que a gente está montando e é uma revolução mesmo.
A gente está com uma consultoria muito forte, a gente está há meses discutindo isso. São mudanças bastante interessantes e começamos a pilotar agora.
O Carlos Maurício até trouxe, há dois dias, o primeiro resultado concreto de uma venda aí de computadores para cliente que era eminentemente cliente de serviço.
Carlos Maurício
É, solução completa: serviço, computadores...
Hélio Rotenberg
Serviços, computadores e software foram vendidos no mesmo cliente. Então é isso que a gente espera e a gente está muito feliz com o andamento, né?
Então uma alavancagem financeira bastante sólida. Aí falamos pouquinho do pipeline de projetos de infraestrutura de IA e HPC.
Começamos entregar agora super servidor aí, o maior da América Latina, começamos entregar em dezembro. Esse é projeto que também nos dá muito orgulho, assim como a gente fica orgulhoso com a democratização do computador, a gente fica também feliz de fornecer o mais potente servidor, né?
Então esses contratos são muito interessantes na nossa empresa. E esses projetos de infraestrutura de IA que começam a formar pipeline, né?
Então bancos começam a falar de ter o seu próprio servidor para fazer inferência, outras empresas que por questão de soberania, por segurança de dados e outras por questões de custo, então começam a comprar. E, por outro lado, o REDATA, né, que pode ser uma oportunidade muito grande, esperamos que seja.
É, aí a gente comentou pouquinho dessa migração dos canais de varejo e a gente vai muito bem porque a gente poderia não ter aproveitado essa mudança, e a gente consegue, com a dinâmica da empresa, aproveitar rapidamente a mudança, né? E é isso.
Eu acho que a gente tem essas opcionalidades, né, máquinas de pagamento crescendo muito, serviço crescendo muito. Então, por lado, a gente não traz resultado brilhante, a gente traz resultado bom pela diminuição do faturamento.
A gente esperava mais faturamento. Aí já mostramos aonde foi abaixo do faturamento, esperamos recuperar isso.
Mas, por outro lado, a estratégia, a essência da estratégia vai muito bem, né? Então não nos preocupa porque geramos caixa de lado e estamos concretizando essa estratégia nova, que vai trazer a lucratividade, o faturamento crescente.
Então estamos num momento muito interessante da empresa. Muito obrigado.
Luís Palhares
Passamos então agora para a sessão de perguntas e respostas. Eu vou começar aqui então pela ordem.
Se nós pudermos abrir o microfone para o Luís Chagas, da XP, para começar. Luís, consegue nos ouvir?
Não? Então vamos passar para a próxima, depois a gente tenta de novo.
É, eu tenho aqui a pergunta da Maria Clara, do analista do Itaú BBA. Eu acho que são diferentes temas aqui.
Se puderem comentar com mais detalhes sobre como pensar na evolução da demanda para governos para 2026, levando em conta que é ano eleitoral, então esse é tema. O segundo tema: margens com o câmbio, né, com o real mais forte, faria sentido devolver parte desse ganho de margem para o consumidor final para ganhar volume de vendas, né, consumo, então?
E se puderem comentar como nós enxergamos o ambiente competitivo nesse sentido.
Hélio Rotenberg
Mari quer responder?
Mari
É, você pode repetir a pergunta, por favor, de governo?
Luís Palhares
É, volume de governo para 2026 e levando em conta o cenário eleitoral.
Mari
Então, o cenário eleitoral, ele realmente acelera a demanda principalmente para o primeiro semestre. Por quê?
Porque tem prazo caso eles queiram usar os projetos para fazer campanhas eleitorais, eles precisam receber até uma data x para poderem, né, se utilizar disso. Como tem acontecido nos últimos anos, normalmente esses pedidos vêm final deste ano, começo do ano que vem e a gente tem que fazer correria para conseguir entregar até junho mais ou menos.
E como nós temos bastante experiência nisso, a gente tem acompanhamento muito rigoroso de cada projeto, né, cada ata que nós temos já assinada. Nós fazemos uma previsão para poder conciliar lead times e tudo e conseguir entregar dentro desses prazos.
Então, estamos preparados. Acreditamos que devam vir os pedidos sim porque, como nós já falamos aqui, a demanda está reprimida.
É necessário que eles comprem para atualizarem seus parques, para poderem continuar entregando bom trabalho. Se...
Hélio Rotenberg
É isso, e eu acho que muita coisa desse ano vai espirrar para o ano que vem. O que a gente esperava que acontecesse esse ano provavelmente vai acontecer no ano que vem.
A gente espera ano melhor.
Mari
É. São os que nós chamamos de roladas, né?
Sempre tem uma carteira bem grande de projetos que a gente ganha ao longo desse ano e fazem o número do ano que vem. Então o número do ano que vem é, como eu disse, acredito muito mais forte no primeiro semestre e, claro, depois aqueles projetos que eles não vão ser utilizados para a campanha eleitoral continuam acontecendo normalmente e vai até o final do ano.
Hélio Rotenberg
[Roberto?] , quer responder?
Norberto Maraschin
Sim. Com relação ao dólar, o real mais apreciado, ele traz efeito muito bom para nós, né, porque, como se todos sabem, nossos insumos, cerca de 60, 65% são em dólar.
Então, quando o dólar cai, a gente aprecia e o preço em reais a gente tem uma tendência de recuperar margem nos negócios como todo da empresa. Além do efeito dólar, só complementando, Maria Clara, a gente tem efeito de mudança também de tributos que aconteceu e que impactou 80% do mercado de computadores no Brasil.
Não é menor, é negócio que aconteceu no terceiro trimestre desse ano e que impactou a nossa concorrência, tirou competitividade dos nossos concorrentes. Então isso também é fator que está no pipe para beneficiar a competitividade da Positivo, ok?
E a gente tem acompanhado, é lógico que quando os estoques estão elevados, a demanda está reprimida, é mais difícil de você ver esse repasse de preços. A gente vê algumas multinacionais oscilando, algumas tentando aumentar e voltando atrás, mas é fator estrutural que vai fazer a Positivo ganhar competitividade.
Nós fabricamos em Manaus, a grande parte, e em Ilhéus, na Bahia, e os nossos concorrentes fabricavam em São Paulo, então as mudanças de legislação podem trazer alento. E do outro lado tem esse impacto de insumos, geopolítico, o Hélio comentou a parte de memória.
A gente acredita que o ecossistema de componentes, ele está mais desafiador. Então, de lado, a gente vai ter uma pressão de custo de insumos, de outro lado a gente tem benefícios da moeda mais forte e também a questão tributária.
Hélio Rotenberg
Mas, Maria Clara, te respondendo objetivamente a tua pergunta: por que que a gente não repassa preço para vender mais? É que o câmbio favoreceu e ajudou pouco a offsetar o aumento que nós temos que repassar por causa do aumento de componentes.
Então é o contrário: a gente tem aumento de custo no todo. Então o dólar ajudou a compensar.
Então nas vendas passadas até ganhamos pouco, mas nas vendas futuras, com esses componentes mais caros, o dólar ajudou a offsetar parte do aumento que nós temos que repassar.
Norberto Maraschin
Perfeito.
Luís Palhares
Ok, vamos tentar o Luís de novo, da XP? Luís?
Luís Chagas
Bom dia. Vocês estão me escutando?
Luís Palhares
Sim.
Luís Chagas
Obrigado pelo espaço. Aqui do meu lado são duas perguntas, mais focadas em serviços.
A primeira é sobre HaaS. Vocês vêm indo bem nesse segmento e acelerou bem nesse trimestre agora.
Eu queria entender pouco melhor quais foram os elementos dessa aceleração, se teve algum efeito micro ou se foi macro, né, porque entendo que você tem clientes que eventualmente vai preferir modelo asset-light nesse momento agora. E eu queria também entender o que que é a TIR, né, a taxa interna de retorno desses novos contratos pra HaaS.
Então essa é a primeira pergunta. E a segunda pergunta está mais relacionada a Positivo S+, tem sido reloginho a performance dela, e estava querendo entender pouco da perspectiva que vocês têm para esse segmento em 2026 e o que tem explicado essa performance tão forte, como é que vocês veem para o ano que vem.
Obrigado.
Carlos Maurício
S+, mas você pode repetir o final da pergunta, por favor, Luís? Deu uma truncada aqui pra gente.
Luís Chagas
Claro. A pergunta era da Positivo S+, querendo entender perspectivas que vocês têm pro ano que vem.
Carlos Maurício
É ruído de fundo, Luís, eu não sei se tem alguém do seu lado...
Hélio Rotenberg
Perspectiva para o ano que vem.
Carlos Maurício
Pro ano que vem.
Luís Palhares
Perspectiva para o ano que vem de Positivo S+.
Hélio Rotenberg
Quer responder sobre HaaS?
Rodrigo Guércio
Isso. Bom, quer que eu fale primeiro?
Hélio Rotenberg
Por favor.
Rodrigo Guércio
Bom, o que a gente está vendo primeiro é o seguinte: por conta da alta taxa de juros, os clientes corporativos têm preferido, têm priorizado na maioria das vezes no processo de aquisição esses modelos como serviço, né? Então clientes que tipicamente não discutiam esse modelo têm pedido para ter cenários alternativos com esse modelo, né?
E essa é uma questão conjuntural, o momento de mercado, né? É, a discussão que a gente vê que é uma discussão muito de negócio, é os clientes estão priorizando colocar o dinheiro no seu negócio ao invés de descapitalizar para eventualmente investir em tecnologia, simples assim, né?
E pra gente, quando a gente olha pra isso, né, a gente tem sido muito criterioso aqui. O Fábio tem me ajudado, tem sido belo parceiro nisso.
O que a gente tem procurado fazer como companhia é fazer boas escolhas, né? Do mesmo jeito que o cliente que está do outro lado da mesa quer comprar e priorizar esse modelo, a gente precisa ter critério de crédito e de escolha muito bom aqui pra gente não fazer escolhas ruins, né, nesse modelo.
Então, a percepção que a gente tem pra ser muito claro e direto é que nesse momento essa escolha, o principal driver dela é uma taxa alta de juros, os clientes priorizando isso nesse momento por conta disso, e também em alguns casos o que a gente vê é que isso está se tornando cada vez mais complexo, e assim como o Carlos Maurício falou, uma coisa que nos ajuda também a ganhar cada vez mais força e mais tração é que muitos desses clientes estão se interessando cada vez mais por uma camada de serviços maior agregadas a essa aquisição do hardware. E isso, quando a gente olha para o portfólio que a S+ tem e ela é capaz de agregar, quando você vai oferecer o hardware como serviço, torna essa oferta como todo muito atrativa na linha do que o Hélio falou: quando a gente se torna player de infraestrutura, que a gente é capaz de oferecer toda uma camada de serviço gerenciado junto com esse hardware que a gente está indo para a ponta oferecer, a gente não está mais oferecendo uma solução igual os concorrentes tradicionais de HaaS estão oferecendo para o mercado.
A gente está oferecendo uma camada de serviço gerenciado que vai muito além daquilo que o mercado tradicionalmente está acostumado a ver, e aí a gente tem valor agregado muito maior para poder colocar na mesa para os clientes. E os clientes estão começando a ver que isso tem diferencial muito grande para eles e valor percebido muito grande na hora que eles vão para a mesa discutir isso com a gente.
Carlos Maurício
Luís, a S+, obrigado pelo seu comentário, né? A gente realmente tem tido uma performance boa em termos recorrentes e o crescimento, né, vem vindo de uma forma bastante forte e entendo que 26 não será diferente.
Nós vamos continuar acelerando forte, né? Fechamos os nossos orçamentos já com ótimo guidance para o ano que vem.
É, eu entendo que o mercado tem dado uma boa resposta pra gente naquilo que a gente já vinha entregando. Então você entrega uma ótima operação, o NPS vem alto, o cliente olha para essa ótima operação, NPS alto, esses caras são bons, e vem, né, com inovação, com alternativas de solução dos problemas dos clientes com muita inovação, com muita automação.
Não é só colocar gente, é automação, é inteligência, né? Nós temos investido em companhias ao redor do nosso negócio trazendo soluções de software também.
Então assim, você tem serviços, você tem hardware, agora você tem software compondo uma solução. O cliente tem entendido isso com uma ótima proposta de valor e tem retornado pra gente bons negócios.
Então entendo que vamos continuar acelerando. O nosso grande desafio é continuar inovando o portfólio, então tem novos produtos para o ano que vem, tem novas features para os produtos existentes.
Então assim, a ideia é seguir acelerando. E aquele meu desafio é que aquele número de 20 e tantos por cento lá da representatividade na Positivo como todo não caia, siga crescendo.
Esse é o nosso desafio aqui da S+, da área de serviço da companhia.
Luís Chagas
Obrigado, pessoal. Super claro.
Luís Palhares
Eu tenho o Gustavo Farias, do UBS-BB, pediu para eu ler as perguntas dele aqui também. Então, Gustavo, vamos lá.
Eu separei as tuas perguntas por três temas, são várias, mas acho que dá para simplificar aqui. Sobre servidores, essa pergunta vai estar aparecendo mais vezes aqui no chat, tá?
Se puderem comentar pouco mais sobre o deslocamento da receita para o Q4 e quais as expectativas para esse segmento considerando a MP do REDATA. Tudo bem, de servidores aqui.
Sobre smartphones, Norberto...
Hélio Rotenberg
Deixa o Guércio já responder, daí você faz smartphones.
Luís Palhares
É, tá bom. Tem smartphone, serviços e PCs aqui.
Rodrigo Guércio
Bom, sobre o deslocamento da receita, desculpa, foi o Luís Chagas, é isso?
Luís Palhares
Não, o Gustavo.
Rodrigo Guércio
Desculpa. Gustavo, sobre o deslocamento da receita, isso é muito normal nesse segmento, tá?
É importante ficar claro para vocês o seguinte: existe uma corrida, e ela não é só aqui no Brasil, ela é global, tá? E a gente tem uma consolidação de fornecimento praticamente num fornecedor único hoje, que é a NVIDIA, ok?
A gente percebe hoje lead time estendido para boa parte desses insumos, que são as GPUs que vão em praticamente tudo aquilo que a gente está fornecendo, tá? E muitas vezes esse lead time não é o que a gente gostaria.
Então esse deslocamento eu diria para você que em boa parte ele deriva de lead time estendido de alguns componentes que a gente vê. E é por isso, inclusive, que eu já dei spoiler ali e falei para vocês que nós vamos ter uma concentração muito grande dessa receita ali no Q4 porque houve esse deslocamento no Q3.
Mas não é nada anormal nem nada atípico dado que esse deslocamento e esses lead times acontecem porque a gente está justamente num período de maior sazonalidade do ano, que é justamente o segundo semestre, tá? Os negócios continuam acontecendo de forma normal, de forma tradicional, como eles sempre aconteceram.
O que a gente está vendo agora é uma corrida por esses componentes, uma disputa, e chega essa época do ano, no segundo semestre, você começa a encarar esse período aí, que é período mais difícil do ponto de vista de supply chain, que está todo mundo disputando isso aí, tá?
Hélio Rotenberg
Fala do REDATA.
Rodrigo Guércio
REDATA. O REDATA a gente vê com muitos bons olhos.
O Hélio já comentou, estamos bastante otimistas porque nós somos o fabricante local. Da forma como a MP está, né, nesse momento, ela beneficia quem produz localmente, né?
Então sim, nós temos boas expectativas para isso, né? É óbvio que ainda tem muita coisa para acontecer, tem muitas emendas, tem muita discussão em volta disso.
A gente está muito ativo, estamos participando ativamente de todas essas discussões, mas no momento o que a gente consegue compartilhar é que da forma como está, né, pelo conceito de similaridade, tudo aquilo que for produzido local tem benefício real e a gente, obviamente, como uma empresa que está produzindo localmente, a gente tem benefícios claros por estar aqui produzindo localmente e a gente vê isso com muito bons olhos. Então a gente, como fornecedor que está aqui, a gente teria benefícios claros por estar produzindo e poder fornecer para toda essa cadeia que está sendo atraída para o Brasil.
Não sei, Hélio, se você quer...
Hélio Rotenberg
De uma maneira muito cartesiana, produto que tem similar nacional vai pagar 56% de tributo. O produto que vai ser importado quando não tem similar nacional, 20% de tributo, só para ter uma ideia de como saiu a MP.
Luís Palhares
Tudo bem. Então a gente passa para a parte de smartphones, Norberto.
Eu vou juntar a pergunta do Gustavo com algumas perguntas que chegaram aqui do Éderson, também investidor. Smartphones: estratégia para o segmento daqui para frente considerando as dificuldades?
E aí outros dois pontos são: será que essa maior concorrência poderia ser por causa talvez da falta de lançamentos de modelos mais modernos como o GT30 e o 50, Note 50 5G? E deixa eu ver se tem mais uma aqui.
Se esse segmento está sendo colocado de lado por nós, né? Então acho que são as perguntas de smartphones aqui.
Norberto Maraschin
Veja, como falei, a empresa, ela procura ser bastante racional. Nós temos capital limitado, capital que custa, e colocar dinheiro em negócio que não existe retorno no curto, médio prazo é uma decisão difícil.
Então, normalmente, a nossa estratégia é: quando a gente vê que o segmento, ele tem uma capacidade de reação no curto prazo menor, não significa que a gente tirou o pé, mas a gente é mais seletivo nos negócios que a gente faz. A gente continua fazendo, nós temos parceiros fortes em smartphones, mas todas aquelas negociações onde se destrói margem da companhia, nós acabamos não entrando.
Então nós não estamos saindo do segmento, o que nós estamos fazendo é sendo seletivos e buscando negócios que trazem uma racionalidade maior para o capital que a gente emprega, ok? Então isso é o que drive o curto prazo do negócio.
É lógico, os fatores estruturantes e a quantidade de players tentando entrar traz uma pressão muito grande de oferta, lembrando que em número de celulares o mercado tem apresentado uma queda quase de dois dígitos, quer dizer, é mercado em retração, mercado mais maduro, então a oferta maior e uma demanda menor também traz contexto mais desafiador, ok? Com relação aos lançamentos: não, a gente continua lançando, né?
Você mesmo citou aí o Note X e o GT30, são produtos mais mid-high, são produtos que a gente tem conseguido uma boa performance, e o mercado inteiro tem trazido lançamentos. Agora, é importante dizer que a velocidade de inovação no mundo de celulares diminuiu, né?
O celular, ele traz algumas diferenças, alguns componentes e muito mais inovação do lado de software. Então, nós acreditamos que os lançamentos que nós temos, o próprio GT30, ele é dos melhores produtos hoje disponíveis no mercado e temos o que ele pode entregar para segmento mais específico que é o gamer.
Então, eu acho que é muito mais contexto, concorrência, oferta, demanda que faz com que a Positivo seja pouquinho mais seletiva em como fazer. Nós não podemos, como companhia, apostar em negócios que destruam o valor no curto e principalmente no médio e longo prazo.
Essa é pouco a racionalidade que a gente busca, esse é o trabalho que a gente está fazendo também em termos de canais. Nós queremos fazer negócios, mas os negócios, eles têm que ser bons para todos: para o cliente, às vezes para o varejista e também para o fabricante.
Então essa é pouco o que nós temos trazido à mesa nas nossas negociações e temos tentado manter uma disciplina pra gente continuar entregando essa estratégia, esse crescimento de companhia.
Hélio Rotenberg
Mais uma?
Luís Palhares
É, acho que para tentar incorporar várias perguntas que estão surgindo, acho que a gente podia, para encerrar, ainda do Gustavo aqui, falar pouquinho dos próximos passos da integração na S+, se a gente puder dar pouquinho mais de cor; Windows 10, como isso impacta pipeline no geral, governo, consumo; e tem vindo bastante pergunta se a gente pode também dar pouquinho mais de cor sobre investimentos públicos em infraestrutura de IA no Brasil, né, que é pouco do PBIA, se educação também vai puxar IA, entendeu? Então os três temas: serviços, próximos passos; Windows 10, como isso está aparecendo aqui em termos de demanda; e acho que para encerrar, Integração de S+.
Hélio Rotenberg
Deixa eu responder rápido pelo adiantado do horário, me desculpem...
Carlos Maurício
Fica à vontade.
Hélio Rotenberg
Carlos Maurício e Guércio e Mari, mas eu estou muito entusiasmado com essa primeira pergunta, não posso não responder. Nós estamos vivenciando isso com reuniões frequentes, né, dessa integração, né?
E transformamos em BUs de produtos na horizontal, né, o responsável por servidor, o responsável pela linha de produtos servidor, linha de produto serviço, linha de produto PC; aqui os canais, dois canais para instituições públicas, alguns canais para empresas, para média empresa, por exemplo, a gente é muito fraco na média empresa e agora a gente vai atacar pra valer a média empresa, né? Então tem os canais, tem os gestores de canais.
E nós acabamos o desenho. Foram idas e vindas infindáveis pra gente conseguir definir como é que seria esse desenho e quem seria o dono de cada caixa.
Isso está feito, está definido, tudo definido. Tivemos uma última reunião essa semana para definir a caixinha de PCs, que é uma caixinha que permeia toda a empresa, mais complexa de ser definida.
Então a gente começa os pilotos agora, a gente começa uma fase de pilotar esse modelo antes da gente tombar o modelo como todo pra não correr risco de perder venda do que a gente faz hoje. Então a gente vai fazer devagar.
Então a gente começa agora uma fase de seis a 10 meses de pilotar esse novo modelo pra daí tombar ele totalmente. É nessa fase que nós estamos.
Windows 10: esperávamos movimento muito mais forte do mercado pelo fim do suporte do Windows 10. Não aconteceu.
Algumas empresas sim, mas principalmente as grandes, mas não foi aquele boom que todo mundo esperava. Ainda vai haver ao longo dos meses.
Mas o mercado não está ruim, o mercado está bom, a gente está performando bem, vai entregar ano acima do que a gente esperava na venda de computadores para as grandes empresas. Isso não reflete muito nas empresas menores e no consumidor pessoa física.
E a terceira...
Luís Palhares
E a última, Hélio, acho que para encerrar, essa é muito importante, é como que os investimentos públicos no Brasil em inteligência artificial podem nos beneficiar? Como é que a gente captura isso?
Hélio Rotenberg
Veja, eu rapidamente comentei, separei em três grandes blocos desses investimentos públicos. Um é o PBIA, que é o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial.
O governo quer ter a sua soberania e quer ter super servidor distribuído pelo território nacional, distribuído pelos centros de pesquisa para ter a inteligência artificial nesse servidor com transferência de tecnologia. É modelo que a gente concebe muito parecido com o da Embraer de transferência de tecnologia.
A gente está imbuído, a gente está no meio dessas discussões. Se vai sair ou não, se vai ter verba ou não, a gente não pode garantir.
E se nós vamos ganhar, também não podemos garantir, mas que nós estamos no meio de todo esse contexto, nós estamos. A segunda é a soberania de ter data center brasileiro.
Discussão capitaneada pelo SERPRO para ter grande data center soberano para evitar as leis americanas que podem ter acesso aos dados do data center. Então essa é a outra discussão que nós estamos no centro dela.
Se vai acontecer, não vai acontecer e qual o tamanho se acontecer, nós não sabemos, mas estamos no centro como empresa brasileira de tecnologia. Eu sou membro do Conselhão na área de tecnologia também, onde essa discussão é muito muito quente, muito pujante e a gente tem discutido isso de maneira bastante exaustiva.
Não dá para prever o que vai acontecer, mas traz otimismo para nós. E a terceira é o REDATA, que a gente já comentou, que não é dinheiro público, mas é a legislação pública de atração do data center que a gente comentou que o produtor nacional vai ter vantagem.
Se a gente vai ganhar com isso ou não, daqui a alguns meses nós vamos saber. Ainda não sabemos, mas estamos também bastante otimistas.
Então essas são as três áreas que a gente vê bastante otimismo. Esqueci de alguma?
Rodrigo Guércio
Não.
Norberto Maraschin
Não.
Rodrigo Guércio
Cirúrgico.
Luís Palhares
Acho que com isso avançamos o horário aqui, né? É, alguma palavra final, talvez, para encerrar?
Se não...
Hélio Rotenberg
Eu acho que é isso. Acho que a gente comentou sobre tudo, né?
Esse nosso otimismo da implementação da nossa estratégia, que está certo, né? Opcionalidades indo bem, né?
Então a gente tem esse composto nesse momento. E é isso que a gente tem a dizer.
Luís Palhares
Ok, obrigado a todos. O time de RI está à disposição para outras perguntas e algumas que não conseguimos responder.
Bom dia a todos.
Norberto Maraschin
Bom dia.
Mari
Bom dia.
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