Technos S.A.

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Q4 FY2025 · Earnings Call TranscriptMarch 10, 2026

Operator

Bom dia, senhoras e senhores. Sejam bem-vindos à videoconferência da Technos, onde serão discutidos os resultados do quarto trimestre e ano de 2025.

Este evento está sendo gravado e a gravação estará disponível no website da empresa, no endereço www.grupotechnos.com.br. Ao final da apresentação, todos os conectados poderão participar da sessão de perguntas e respostas, quando serão dadas as instruções pertinentes.

O release de resultados e a apresentação do quarto trimestre e ano de 2025 podem ser acessados no site de Relações com Investidores da companhia. Antes de prosseguir, gostaria de esclarecer que eventuais declarações que possam ser feitas durante esta videoconferência, relativas às perspectivas dos negócios da companhia, bem como projeções, metas operacionais e financeiras relativas ao seu potencial de crescimento, constituem-se em previsões baseadas nas expectativas da administração em relação ao futuro da Technos.

Tais expectativas são altamente dependentes das condições dos mercados interno e externo, assim como da conjuntura econômica nacional e internacional. Portanto, estão sujeitas a mudanças.

Conosco hoje, conduzindo a videoconferência, está a senhora Daniela Pires, Diretora Financeira e de RI. Agora, gostaria de passar a palavra para a senhora Daniela Pires.

Por favor, senhora Daniela, pode prosseguir.

Daniela Pires

Bom dia a todos que estão nos acompanhando e obrigada pela participação. Em 2025, o Grupo Technos alcançou o melhor ano de sua história em termos de desempenho financeiro.

Ao longo do período, a companhia registrou crescimento expressivo de receitas e lucros, reduziu de forma relevante seu nível de endividamento e avançou de maneira consistente na otimização de sua alocação de capital. A solidez dos resultados obtidos, mesmo diante de ambiente macroeconômico desafiador, evidencia a robustez do modelo de negócios da companhia e a resiliência de sua categoria de produtos.

Como demonstração adicional dessa consistência operacional, o Grupo Technos encerrou o quarto trimestre de 2025 registrando o 22º trimestre consecutivo de crescimento de EBITDA ajustado, reforçando a qualidade de sua execução estratégica e a sustentabilidade de sua trajetória de geração de valor. No slide 4, apresentamos os destaques do trimestre.

A receita líquida atingiu R$ 478,4 milhões no ano, crescimento de 19,5% versus 2024. No trimestre, a receita líquida atingiu R$ 162 milhões, crescimento de 18% comparado com o mesmo período do ano anterior.

O crescimento foi impulsionado principalmente pelo aumento de 11,5% no volume de relógios vendidos no ano, associado a aumento médio de preços de 8,7% em 2025. O lucro bruto do ano totalizou R$ 261,7 milhões, crescimento de 19,6% em comparação ao ano anterior, refletindo o forte desempenho das vendas.

No trimestre, o lucro bruto foi de 17,7% superior ao registrado no quarto trimestre de 2024. A margem bruta do trimestre apresentou leve variação negativa de 0,2 ponto percentual, reflexo de impostos ligeiramente maiores, enquanto a margem bruta do ano se manteve em linha com o patamar apresentado no ano anterior.

Essa performance reforça o compromisso da companhia em manter o equilíbrio entre crescimento de receita e preservação da rentabilidade. As despesas de vendas e administrativas totalizaram R$ 167,1 milhões em 2025, crescimento de 14,4% em relação ao ano anterior.

No trimestre, essas despesas cresceram 21,3% frente ao mesmo período do ano anterior. Esse movimento foi impulsionado principalmente por gastos diretamente ligados ao crescimento das vendas, como remuneração comercial, frete e investimentos em marketing.

Em linha com a sua trajetória de eficiência operacional, o Grupo Technos segue comprometido em manter uma estrutura organizacional enxuta e eficiente. O EBITDA ajustado do ano alcançou R$ 111,7 milhões, o maior patamar deste indicador na história da companhia.

No trimestre, o EBITDA ajustado foi de R$ 43,2 milhões, representando crescimento de 17,7% em relação ao 4T de 2024. A evolução desse indicador reflete a forte expansão de vendas combinada a uma gestão disciplinada de custos.

Dando continuidade à apresentação, no slide 7 temos uma visão detalhada da receita bruta da companhia. A receita bruta no ano apresentou crescimento de 21,2% versus o ano anterior.

No trimestre, a receita bruta apresentou crescimento de 19,5% versus o quarto trimestre do ano de 2024. A expressiva aceleração das vendas é fruto do crescimento de praticamente todas as marcas e canais de distribuição da companhia.

No ano de 2025, o preço médio atingiu R$ 231, aumento de 8,7% comparado ao ano anterior. No trimestre, o preço médio atingiu R$ 243,6, aumento de 4,7% versus o mesmo período de 2024.

O volume de relógios vendidos no ano totalizou 2.436.000 relógios, crescimento de 11,5% comparado com o ano anterior. No quarto trimestre, o volume totalizou 784.000 relógios, crescimento de 14,1% versus o mesmo período de 2024.

Seguindo para o slide 8, vemos a evolução do lucro bruto e margem bruta. O lucro bruto do ano totalizou R$ 261,7 milhões, crescimento de 19,6% em comparação ao ano anterior, refletindo o forte desempenho das vendas.

No trimestre, o lucro bruto foi de R$ 88,4 milhões, 17,7% superior ao registrado no quarto trimestre de 2024. A margem bruta do trimestre apresentou leve variação negativa de 0,2 ponto percentual, reflexo de impostos ligeiramente maiores, enquanto a margem bruta do ano se manteve em linha com o patamar apresentado no ano anterior, de 54,7%.

Essa performance reforça o compromisso da companhia em manter o equilíbrio entre crescimento de receita e preservação da rentabilidade. Seguindo para o slide 9, vemos a abertura do SG&A.

As despesas de vendas e administrativas totalizaram R$ 167,1 milhões em 2025, crescimento de 14,4% em relação ao ano anterior. No trimestre, essas despesas cresceram 21,3% frente ao mesmo período do ano anterior.

Nas despesas com vendas, houve aumento de 19,3% ou R$ 20,4 milhões no ano comparado com o ano anterior. Esse movimento foi impulsionado principalmente por gastos diretamente ligados ao crescimento das vendas, como remuneração comercial, frete e investimentos em marketing.

As despesas gerais e administrativas apresentaram aumento de R$ 0,6 milhão ou 1,5% comparado ao ano anterior. Em linha com sua estratégia de eficiência operacional, o Grupo Technos segue comprometido em manter uma estrutura organizacional enxuta e eficiente.

Seguindo para o slide 10, temos a visão do nosso EBITDA ajustado. O EBITDA ajustado no ano alcançou R$ 111,7 milhões, o maior patamar deste indicador na história da companhia, crescimento de 19,9% comparado com 2024.

No quarto tri, o EBITDA ajustado foi de R$ 43,2 milhões, representando crescimento de 17,7% em relação ao quarto trimestre de 2024, principalmente devido ao crescimento relevante de vendas e lucro bruto. Na margem EBITDA, a margem EBITDA atingiu 26,7% no trimestre, mesmo percentual do quarto trimestre de 2024.

No ano, a margem EBITDA cresceu 0,1 ponto percentual em comparação com o ano anterior. O capital de giro da companhia no quarto trimestre de 2025 totalizou R$ 329,7 milhões, aumento de R$ 68 milhões ou 26% comparado com o mesmo período do ano anterior.

A companhia apresentou saldo de contas a receber de R$ 229,7 milhões versus R$ 190,2 milhões no ano anterior, aumento de 20,8%, principalmente pelo aumento acentuado de vendas nos últimos 12 meses. O índice de inadimplência apresentou leve variação negativa no período, porém segue em patamar histórico saudável e alinhado com o histórico do indicador.

O estoque encerrou o período com saldo de R$ 154,1 milhões, R$ 10,3 milhões maior do que o quarto trimestre de 2024. A elevação reflete principalmente o fortalecimento da cadeia de abastecimento em resposta ao aumento de forte demanda.

O nível atual de estoque é considerado saudável. A companhia apresentou saldo de contas a pagar de R$ 54,1 milhões, R$ 18,2 milhões abaixo do mesmo período de 2024, principalmente em função da dinâmica de abastecimento ao longo do ano, sem alterações relevantes nos prazos praticados com fornecedores.

Seguindo adiante, no slide 12, resumimos a nossa posição de caixa da companhia. Neste trimestre, o Grupo Technos liquidou R$ 47 milhões em dívidas, movimento viabilizado pela sólida geração de caixa operacional do negócio e que reforça o avanço do processo de desalavancagem financeira da companhia.

Como resultado, a companhia encerrou o período com caixa de R$ 38,4 milhões e dívida bruta de R$ 47,1 milhões, com prazo médio de vencimento de 21,7 meses, resultando em uma dívida líquida de R$ 8,7 milhões. A companhia tem como objetivo manter níveis baixos de alavancagem após essa significativa redução de seu endividamento.

Seguindo para os slides 15 e 16, vemos a evolução do resultado financeiro da companhia. A companhia, no acumulado dos últimos 12 meses, teve uma receita líquida acima de toda a série histórica.

O crescimento de vendas se soma à recuperação de rentabilidade, com manutenção de margem bruta e, consequentemente, lucro bruto, que atingiu R$ 261,7 milhões no resultado dos últimos 12 meses, o maior da série histórica da companhia. A evolução do resultado vem também por uma maior eficiência operacional das despesas com vendas e administrativas, conforme vemos no slide 16, saindo de R$ 173,4 milhões em 2013 para R$ 167,1 milhões no resultado de 2025, redução de R$ 6,3 milhões.

Como percentual da receita líquida, o avanço também é notável, saindo de 40% em 2013 para 35% no resultado de 2025. O crescimento das vendas e melhoria da eficiência operacional levaram a companhia a EBITDA ajustado de R$ 111,7 milhões e margem EBITDA de 23,4%, como já comentado, o melhor EBITDA registrado na história do Grupo Technos.

A evolução desse indicador reflete a forte expansão das vendas, combinada a uma gestão disciplinada de custos, que permitiu à companhia capturar ganhos relevantes de alavancagem operacional ao longo do tempo. É importante destacar que a sequência de resultados positivos da companhia é, acima de tudo, fruto da dedicação e do comprometimento de seus colaboradores.

Em especial, merece reconhecimento o trabalho dos líderes do Grupo Technos, grande parte deles formados e desenvolvidos internamente, que mais uma vez superaram desafios e entregaram resultados de excelência, mesmo diante de adversidades externas. Registramos aqui nosso sincero agradecimento a toda a equipe de colaboradores pelas superações e conquistas alcançadas ao longo de mais ano.

Estendemos também esse reconhecimento aos nossos parceiros de jornada: fornecedores, clientes, consumidores, credores e acionistas, cujo apoio e confiança são fundamentais para a contínua construção da trajetória de crescimento e geração de valor do Grupo Technos. Com relação às perspectivas futuras, o início de 2026 apresenta cenário externo marcado por renovadas instabilidades macroeconômicas no Brasil e por tensões geopolíticas no cenário internacional.

Além disso, o ano será marcado por eventos relevantes, como a Copa do Mundo e as eleições presidenciais, que historicamente influenciam a sazonalidade e as tendências de consumo no país. Ciente destes desafios, a companhia seguirá empenhada em avançar sua agenda interna de geração de valor para os acionistas, sustentada pela expansão consistente e sustentável de seus negócios e por uma alocação de capital disciplinada.

Com isso, concluímos a nossa apresentação e estamos disponíveis para perguntas.

Operator

Iniciaremos agora a sessão de perguntas e respostas. Para fazer uma pergunta, utilize o botão de Q&A do aplicativo, clicando no ícone localizado na parte inferior de sua tela.

A pergunta pode ser digitada diretamente no campo de Q&A. Com licença.

Lembrando que, para fazer perguntas, basta clicar no ícone de Q&A na parte inferior de sua tela, digitando a pergunta diretamente no campo de Q&A. Nossa primeira pergunta é do senhor Alexandre Assaf, A40 Clube de Investimentos.

Parabéns pelos resultados e gestão eficiente. Quais serão as prioridades para 2026 em termos de estratégia de mercado?

Acreditam ser possível repetir 2025, onde crescemos volume e preços? Como está o ambiente competitivo?

Daniela Pires

Oi, Alexandre, bom dia e obrigada pela pergunta. O ano de 2025, de fato, foi ano bem especial para a gente.

Acho que a gente viu crescimento da companhia de 21% no ano, né? E isso acompanhou pouco o crescimento de mercado.

A gente viu o cenário de relógios no Brasil com esse crescimento sólido e relevante em 2025. Esse crescimento perdurou os quatro trimestres, acho que a gente viu bastante consistência nesse crescimento de mercado.

Mais recentemente, a gente tem visto o mercado segue crescendo, mas crescimento pouco mais conservador, né? Então, acho que a beleza do portfólio da companhia e a nossa estratégia para 2026 é também aproveitar os momentos de mercado.

A gente continua vendo os relógios mais premium indo muito bem, né? E como a gente tem portfólio amplo de marcas, a gente consegue, em cada momento, otimizar e potencializar a performance do que está sendo mais demandado pelo mercado.

Então, é isso que a gente tem visto: movimento de mercado forte em 2025; mais recentemente, a gente tem visto que o mercado reduziu pouco o ritmo, mas segue crescendo; e para 2025 a gente segue apostando em otimizar e maximizar, considerando o grande portfólio que a gente tem para poder, enfim, fazer frente ao que o mercado estiver demandando com mais força.

Operator

Com licença. Lembrando que, para fazer perguntas, basta clicar no ícone de Q&A na parte inferior de sua tela, digitando a pergunta diretamente no campo de Q&A.

Nossa próxima pergunta é do senhor Matheus Soares. Daniela e todo o time, parabéns pelo excelente resultado trimestral e anual.

Sabemos que é fruto do excelente trabalho que vocês estão fazendo há bastante tempo. Tenho três perguntas do meu lado.

Primeira: poderiam discorrer sobre como a queda do dólar impacta os resultados da companhia? Segunda pergunta: poderiam discorrer pouco mais sobre o aumento das despesas não recorrentes no ano, tais como stock options e constituição de provisão?

Terceira pergunta: devemos esperar crescimento das despesas de SG&A para 2026?

Daniela Pires

Oi, Matheus, bom dia e obrigada pela pergunta. Como você fez três perguntas, eu vou puxando cada uma para poder responder de forma organizada, tá?

Então, vamos lá. A primeira: poderiam discorrer sobre como a queda do dólar impacta os resultados da companhia?

A gente importa os kits da China em dólar, né? Então, aproximadamente aí 60%, 70% do nosso CMV em dólar, né?

A outra parte é montagem em Manaus, que aí é em reais. A gente trabalha com hedge na companhia, então a gente tem uma política consistente de hedge que a gente mantém independente das tendências que a gente veja de dólar.

Então, quando o dólar sobe ou quando o dólar cai, a gente tem uma política de hedge que nos protege. Além disso, a gente tem uma cobertura de estoque relevante, né?

Acho que o nosso negócio demanda uma cobertura de estoque relevante, porque a gente importa kits separados, a gente precisa montar na fábrica, enfim, e a gente tem uma grande quantidade de marcas, lançamentos são importantes também. Então, isso acaba gerando uma necessidade de ter estoque relevante.

Isso faz com que a gente acabe formando também hedge natural, né? Porque quando o dólar baixa de repente ou quando ele sobe de repente, a gente tem uma cobertura aí próxima de 6 meses dentro de casa.

Então, isso faz com que esse impacto do dólar, quando ele é pontual, a gente demore pouco a sentir. Dito isso, o que a gente tem visto nesse trimestre especificamente, né, acho que de dezembro de 2025 até o final de março, a gente teve uma redução relevante de dólar.

Isso deve gerar impacto positivo para a companhia quando a gente fala de margem bruta, mas lembrando que a gente tem hedge contratado, então a gente demora pouco mais a sentir, né, porque a gente tem o dólar travado aí por tempo. Normalmente a nossa política considera aí os 6 meses de recebimentos futuros, né?

Mais ou menos ali entre 50% e 80% dos recebimentos futuros estão hedeados aí com dólar fixado. Mas se esse dólar se mantém baixo, né, se ele é pontual, né, a gente viu aí uma redução de dezembro para final de março, a gente viu uma redução relevante de dólar.

Se isso se mantém desse jeito, a gente tende a ver uma melhora no resultado, enfim, se nenhuma outra ou fator impacta, né, a gente tende a ver uma melhora de resultado de margem bruta, mas lembrando que no caixa, no resultado financeiro, a gente teria esse impacto de hedge compensando parcialmente esse efeito. Segunda pergunta: poderiam discorrer pouco mais sobre o aumento das despesas não recorrentes no ano, tais como stock options e constituições de provisão?

É, na verdade, esse ano, em 2025, a gente teve poucas despesas não recorrentes. A despesa de stock option é uma despesa recorrente da companhia, né?

O programa de stock option é programa que a companhia tem de remuneração dos executivos. O que a gente teve de fato de não relevante foi em 2024, né, que a gente teve receitas não relevantes, a gente teve dois imóveis que a gente vendeu em 2024 e aí isso acaba impactando positivamente 2024 e outros impactos em 2024.

Mas quando a gente olha para 2025, eu diria que ele foi muito mais próximo do que ao recorrente da companhia. Devemos esperar crescimento das despesas de SG&A para 2026?

É, acho que, naturalmente, a gente, quando a gente faz o orçamento, a gente está considerando o crescimento de receita, né? Então o crescimento de receita ele naturalmente acompanha algum crescimento de despesa.

A gente fez exercício relevante de, enfim, garantir que a companhia ficasse enxuta e redonda. Então, acho que hoje a gente não vê, para 2026, ganhos relevantes de despesa em relação ao percentual da receita líquida, né?

Acho que a gente já está num patamar de despesa que a gente considera eficiente, mas, considerando o crescimento de vendas, inflação, etc., naturalmente a gente deve esperar, sim, crescimento de despesa para 2026. O que a gente busca é que isso seja compatível com o crescimento de receita ou abaixo disso.

Operator

Com licença. Lembrando que, para fazer perguntas, basta clicar no ícone de Q&A na parte inferior de sua tela, digitando a pergunta diretamente no campo de Q&A.

Nossa próxima pergunta, novamente o senhor Alexandre Assaf. Quais são as rotas de crescimento visualizadas?

A estratégia é seguir com o direcionamento atual ou a companhia avalia acelerar por via inorgânica?

Daniela Pires

Oi, Alexandre, obrigada pela pergunta nova. Quais são as rotas de crescimento visualizadas?

A estratégia é seguir com o direcionamento atual ou a companhia avalia acelerar por via inorgânica? Acho que, quando a gente define a nossa estratégia para 2026, a gente entende que a gente tem dentro da companhia hoje iniciativas importantes para perseguir e buscar, considerando todas as iniciativas internas que a gente tem, crescimento saudável e disciplinado.

Quando a gente fala de via inorgânica, alguma aquisição, alguma coisa nesse sentido, a gente não está ativamente buscando, né? Mas como líderes de mercado, a gente está o tempo todo aberto e atento a oportunidades que apareçam e a gente avalia.

Mas a gente não está ativamente buscando uma alternativa de crescimento inorgânico como estratégia para 2026.

Operator

Lembrando mais uma vez que, para fazer perguntas, basta clicar no ícone de Q&A na parte inferior de sua tela, digitando a pergunta diretamente no campo de Q&A. Nossa próxima pergunta é do senhor Gabriel Ávila.

Pensando em 2026, até que ponto a Technos ainda consegue sustentar crescimento via preço diante do impacto do câmbio e do ouro sem afetar volume? Em paralelo, como vocês avaliam o risco e a preparação da companhia para renovação do regime da Zona Franca de Manaus no fim de 2026?

Daniela Pires

Oi, Gabriel, bom dia e obrigado pela pergunta. Sobre sustentar crescimento via preço, né, na verdade, acho que acaba quando a gente olha o total, o que que acontece com o total de volume e preço, é isso que a gente está enxergando, mas o que a gente está vendo, na verdade, é que é uma composição de estratégias que a gente tem com marcas diferentes.

Então, a gente tem marcas em que a gente está não tendo tanto crescimento via preço e mais crescimento via volume, porque elas têm mais esse perfil, né? E outras marcas em que a gente está vendo o crescimento por preço muito mais porque dentro do mix da marca a gente está vendo segmentos de maior valor agregado em destaque, né?

Hoje o que a gente está vendo é isso. O mercado está muito comprador para uma faixa mais alta de preço de relógio.

Então, a gente está vendo uma demanda por relógios automáticos, relógios com mais funcionalidades. Então, a gente tem visto isso e a gente tem se aproveitado disso, né?

Quando a gente pensa no crescimento da companhia, a gente não acha que vai ser sempre nessa direção, né? E a beleza da gente ter esse portfólio amplo é que a gente possa capturar as oportunidades de mercado conforme elas apareçam, né?

E o que a gente tem feito é isso. Dependendo com cada marca a gente tem uma estratégia diferente.

De fato, quando a gente enxerga o todo hoje, o que a gente vê e acho que o que tem tido maior destaque e o que tem ajudado mais no crescimento de 2025 foi, de fato, os relógios de maior valor agregado que estão indo muito bem no portfólio. E aí a sua segunda pergunta, sobre a preparação da companhia para a renovação do regime da Zona Franca de Manaus no final de 2026.

Na verdade, eu acho que você deve estar falando do benefício fiscal adicional, né? Acho que a Zona Franca de Manaus tem inúmeros benefícios.

Esses benefícios, enfim, têm uma validade bem longa. Mas no fim de 2026, de fato, a gente tem aí benefício fiscal adicional, que a gente, na verdade, tem esse benefício desde 2021.

Ele já foi renovado três vezes, né, e acho que em todas as renovações a gente teve participação ativa nessas negociações, enfim. E a gente já está em contato com os órgãos competentes para discutir isso.

A gente, enfim, é uma das coisas importantes que a gente precisa fazer até o final de 2026. A gente espera que consiga renovar de novo.

A gente já renovou três vezes, né? De fato tem esse final de 2026 expira o benefício fiscal adicional, mas a gente, enfim, já está em contato e a nossa busca é por renovar novamente.

Operator

Com licença. Lembrando que, para fazer perguntas, basta clicar no ícone de Q&A na parte inferior de sua tela, digitando a pergunta diretamente no campo de Q&A.

Mais uma vez, lembrando que, para fazer perguntas, basta clicar no ícone de Q&A na parte inferior de sua tela, digitando a pergunta diretamente no campo de Q&A. Nossa próxima pergunta é do senhor Kevin Cunha.

A empresa considera ampliar esse movimento no segmento premium, eventualmente criando uma submarca ou linha mais exclusiva, de forma semelhante ao que a Seiko fez ao desenvolver a Grand Seiko?

Daniela Pires

Oi, Kevin, bom dia. Sobre a sua pergunta, eu acho que ela vem bem em linha do que eu comentei, né?

Acho que a gente tem visto, de fato, o mercado bastante comprador para linhas de valor agregado maior. E a gente tem tomado partido disso, né?

Acho que, na Technos, a gente tem portfólio bem amplo de produtos e a gente tem linhas para fazer frente a essa demanda por produtos mais premium, né? A linha automática de Technos, por exemplo, é dos maiores crescimentos que a gente teve no ano e muito em função dessa demanda do mercado por produtos mais premium.

Operator

Outra pergunta do senhor Kevin Cunha. Quais são os principais pilares estratégicos para a próxima etapa da companhia, visando consolidar e ampliar a liderança da Technos no mercado brasileiro, especialmente considerando o fortalecimento recente de concorrentes globais como Orient, Casio e Seiko?

Daniela Pires

Oi, Kevin. Eu acho que é meio no sentido da última pergunta que eu respondi, né?

Eu acho que a nossa estratégia é principalmente usar os atributos que a gente tem em marcas nossas como a Technos, por exemplo, né? A Technos é uma marca que tem origem suíça.

Então, isso é atributo importante, que é a única marca brasileira com origem suíça relevante no mercado, no segmento clássico, né? Então, isso também dá pra gente esse argumento de venda diferente e que ajuda a gente bastante a impulsionar esses produtos mais high-end da Technos.

Operator

Com licença. Lembrando que, para fazer perguntas, basta clicar no ícone de Q&A na parte inferior de sua tela, digitando a pergunta diretamente no campo de Q&A.

Nossa próxima pergunta é do senhor Matheus Gusmão. Bom dia.

Primeiramente, parabéns pelos resultados e pela geração de valor ao acionista. Gostaria de entender quão relevantes são as vendas no e-commerce para o resultado da companhia hoje.

Além disso, a companhia está sentindo algum impacto de marcas de relógios chineses crescendo em marketplaces como Shopee?

Daniela Pires

Oi, Matheus. Sobre as vendas no e-commerce para o resultado da companhia, acho que a gente atende o segmento e-commerce de algumas formas, né?

Então, primeiro a gente tem nossos sites, a gente tem marketplace, então operado por nós, e a gente vende para clientes que atuam no marketplace ou vendem diretamente pela internet. Então, é bastante relevante para a gente.

Mas, dito isso, o canal core da companhia é o mais relevante, com certeza, e o que teve maior crescimento em 2025, né? Então, a gente vê como ele é relevante e resiliente.

A gente vê o crescimento de e-commerce como crescimento importante, mas a gente também vê crescimento relevante de lojas especializadas.

Operator

Lembrando que, para fazer perguntas, basta clicar no ícone de Q&A na parte inferior de sua tela, digitando a pergunta diretamente no campo de Q&A. Com licença.

Lembrando mais uma vez que, para fazer perguntas, basta clicar no ícone de Q&A na parte inferior de sua tela, digitando a pergunta diretamente no campo de Q&A. Nossa próxima pergunta, mais uma vez o senhor Alexandre Assaf.

O que podemos esperar como alíquota de IR recorrente?

Daniela Pires

Oi, Alexandre, tudo bem? A alíquota de IR da companhia, ela gira próximo de 15%, mas a verdade é que ela é uma composição, né, porque a gente tem negócios que são incentivados, negócios que não são incentivados, como o B2C, como a venda de smartwatches, né?

Então, a gente tem essa composição de negócios e que gera esse IR, né? Pra frente, a gente não vê mudanças de alíquota de IR de cada negócio, mas pode ser que a gente tenha alguma variação vinda de crescimento mais acelerado de negócio frente ao outro, né?

Dito isso, acho que a gente não vê uma mudança relevante de alíquota de IR pra frente. A nossa alíquota não é fixa, né, como ela é uma composição de negócios, ela tende a variar, mas, dito isso, a gente não tem nenhum impacto que a gente deveria considerar pra frente que faça algum dos nossos negócios ter uma mudança de alíquota pra frente.

Operator

Não havendo mais perguntas, gostaria de passar a palavra à senhora Daniela Pires para as considerações finais.

Daniela Pires

Gostaríamos de agradecer a todos pela participação no nosso call de resultados do quarto trimestre de 2025. Qualquer dúvida, eu e a equipe de RI estamos aqui à disposição.

Bom dia para todos e obrigada.

Operator

A videoconferência da Technos está encerrada. Agradecemos a participação de todos e tenham bom dia.

Obrigado.