Technos S.A.

Technos S.A.

10.11
BRL
+0.76
(+8.13%)
1.89EPS
4.40P/E
530.66MMarket Cap

Q1 FY2026 · Earnings Call TranscriptMay 12, 2026

Operator

Bom dia, senhoras e senhores. Sejam bem-vindos à videoconferência da Technos, onde serão discutidos os resultados do primeiro trimestre de 2026.

Este evento está sendo gravado e a gravação estará disponível no website da empresa, no endereço www.grupotechnos.com.br. Ao final da apresentação, todos os conectados poderão participar da sessão de perguntas e respostas, quando serão dadas as instruções pertinentes.

O release de resultados e a apresentação do primeiro trimestre de 2026 podem ser acessados no site de Relações com Investidores da companhia. Antes de prosseguir, gostaria de esclarecer que eventuais declarações que possam ser feitas durante esta videoconferência, relativas às perspectivas dos negócios da companhia, bem como projeções, metas operacionais e financeiras relativas ao seu potencial de crescimento, constituem-se em previsões baseadas nas expectativas da administração em relação ao futuro da Technos.

Tais expectativas são altamente dependentes das condições dos mercados interno e externo, assim como da conjuntura econômica nacional e internacional. Portanto, estão sujeitas a mudanças.

Conosco hoje, conduzindo a videoconferência, está a senhora Daniela Peres, Diretora Financeira e de RI. Agora, gostaria de passar a palavra para a senhora Daniela Peres.

Por favor, senhora Daniela, pode prosseguir.

Daniela Peres

que estão nos acompanhando e obrigada pela participação. No primeiro trimestre de 2026, o Grupo Technos reforçou a sequência de resultados positivos, mantendo o crescimento de receita e lucro bruto, e consolidando o 23º trimestre consecutivo de crescimento de EBITDA ajustado, mesmo perante a ambiente macroeconômico instável e imprevisível.

No slide 4, apresentamos os destaques do trimestre. No primeiro trimestre, a receita líquida cresceu 5,3% versus o mesmo trimestre do ano anterior.

Esse crescimento reflete o avanço de praticamente todas as marcas e canais de distribuição da companhia. O crescimento das vendas foi impulsionado principalmente pelo aumento de 6,9% no volume de relógios vendidos, tendo em vista a leve queda de preço médio de 1,4% decorrente de pequena mudança no mix de produtos.

O lucro bruto foi de 5,7%, desculpa, o lucro bruto foi 5,7% superior ao registrado no primeiro trimestre de 2025. A margem bruta do trimestre apresentou variação positiva de 0,2 ponto percentual, principalmente devido à redução do dólar em comparação com o mesmo período do ano anterior e da maior eficiência nos custos com frete.

Essa performance reforça o compromisso da companhia em manter o equilíbrio entre o crescimento de receita e [unclear]

Operator

Com licença, tivemos problema técnico com a palestrante. A teleconferência de resultados da Technos será retomada em breve.

Por favor, aguardem conectados.

Daniela Peres

Será?

Aqui tá conectado.

Daniela Peres

Caiu?

Operator

Oi, por favor, pode prosseguir.

Daniela Peres

Eu vou ler a partir do slide 4, tá? Então, só porque eu não sei a hora que a gente caiu.

No primeiro trimestre, a receita líquida cresceu 5,3% versus o mesmo trimestre do ano anterior. Esse crescimento reflete o avanço de praticamente todas as marcas e canais de distribuição da companhia.

O crescimento das vendas foi impulsionado principalmente pelo aumento de 6,9% no volume de relógios vendidos, tendo em vista a leve queda de preço médio de 1,4% decorrente de pequena mudança no mix de produtos. O lucro bruto foi de 5,7%, foi 5,7% superior ao registrado no primeiro trimestre de 2025.

A margem bruta do trimestre apresentou variação positiva de 0,2 ponto percentual, principalmente devido à redução do dólar em comparação com o mesmo período do ano anterior e da maior eficiência nos custos com frete. Essa performance reforça o compromisso da companhia em manter o equilíbrio entre o crescimento de receita e preservação da rentabilidade.

No trimestre, as despesas de vendas e administrativas cresceram 7,6% em relação ao mesmo período de 2025, impulsionadas principalmente por gastos diretamente ligados às vendas, como frete e investimentos em marketing. Em linha com a sua estratégia de eficiência operacional, o Grupo Technos segue comprometido em manter uma estrutura de custos enxuta e eficiente.

O EBITDA ajustado alcançou R$ 14 milhões no trimestre, representando crescimento de 16,4% em relação ao primeiro tri de 2025. A evolução desse indicador reflete a gestão disciplinada de custos que permitiu à companhia capturar ganhos relevantes de alavancagem operacional.

Dando continuidade à apresentação, no slide 7, temos uma visão detalhada da receita bruta da companhia. A receita bruta apresentou crescimento de 5,5% versus o mesmo período do ano passado.

A aceleração das vendas é fruto do crescimento de praticamente todas as marcas e canais de distribuição. No trimestre, o preço médio atingiu R$ 206, leve queda de 1,4% versus o mesmo período de 2025.

O volume de relógios totalizou 521,3 mil relógios, crescimento de 6,9% versus o mesmo período de 2025. Indo para o slide 8, temos a evolução do lucro bruto e margem bruta.

No primeiro tri de 2026, o lucro bruto foi de R$ 48,9 milhões e margem bruta de 53,6%, representando aumento de lucro bruto de 5,7% e de margem bruta de 0,2 ponto percentual. Importante salientar que a empresa segue comprometida em defender uma margem saudável para nossos produtos por meio da racionalização de custos de mercadorias, repasses seletivos de preço e políticas de hedge cambial.

Seguindo para o slide 9, temos a abertura do SG&A. No trimestre, as despesas com vendas e administrativas da companhia somaram R$ 39,7 milhões, aumento de 7,6% versus o mesmo trimestre do ano anterior.

As despesas com vendas e administrativas representaram 43,6% da receita líquida versus 42,6% no primeiro tri de 2025. Nas despesas com vendas, houve aumento de 6,7% ou R$ 1,8 milhão no primeiro tri, comparado ao mesmo período do ano passado.

Esse crescimento ocorreu devido a maiores investimentos de fomento a vendas, como o crescimento de gastos com mídias, fretes, viagens comerciais, além do impacto da inflação. As despesas gerais e administrativas apresentaram aumento de R$ 1 milhão ou 9,9% comparado com o mesmo trimestre de 2025.

Seguindo para o slide 10, temos a visão do nosso EBITDA ajustado. No primeiro tri, o EBITDA ajustado saiu de R$ 12 milhões no mesmo período de 2025 para R$ 14 milhões em 2026, crescimento de 16,4%, principalmente devido ao crescimento de vendas e lucro bruto.

A margem EBITDA atingiu 15,4% no tri, crescimento de 1,5 ponto percentual em comparação com o mesmo período de 2025. O capital de giro da companhia no primeiro trimestre de 2026 totalizou R$ 324,8 milhões de reais, aumento de R$ 46,8 milhões ou 16,8% comparado ao mesmo período do ano anterior.

Em dias, o capital de giro totalizou 352 dias nos últimos 12 meses findos neste primeiro trimestre, aumento de 7 dias comparado com o quarto tri de 2025. A companhia apresentou o saldo de contas a receber de R$ 202,6 milhões versus R$ 176,4 milhões no ano anterior, aumento de 14,9%, principalmente pelo acentuado crescimento de vendas nos últimos 12 meses.

O prazo médio das vendas no tri foi 2 dias maior que no ano anterior e seguimos com o índice de inadimplência estável frente ao histórico do indicador. O estoque encerrou o período com o saldo de R$ 181 milhões, R$ 19,8 milhões maior que no primeiro trimestre de 2025.

A elevação reflete principalmente o fortalecimento na cadeia de abastecimento como resposta à demanda do mercado. O nível atual de estoque é considerado estável.

A companhia apresentou o saldo de contas a pagar de R$ 58,8 milhões, R$ 0,7 milhão menor que o registrado no mesmo período de 2025. Seguindo adiante, no slide 12, resumimos a posição de caixa da companhia.

O Grupo Technos encerrou o primeiro tri de 2026 com dívida líquida de R$ 17 milhões, aumento de R$ 8,4 milhões em relação ao quarto tri de 2025. No trimestre, foram realizadas recompras de ações no montante de R$ 8,2 milhões, além do pagamento de R$ 15 milhões referente à primeira parcela dos dividendos intercalares deliberados em dezembro de 2025.

Seguindo para os slides 15 e 16, vemos a evolução do resultado financeiro da companhia. A companhia, no acumulado dos últimos 12 meses, teve uma receita líquida acima de toda a série histórica.

O crescimento de vendas se soma à recuperação de rentabilidade com a manutenção de margem bruta e, consequentemente, lucro bruto, que atingiu R$ 264 milhões de reais no resultado dos últimos 12 meses, o maior da série histórica da companhia. A evolução do resultado vem também por uma maior eficiência operacional das despesas com vendas e administrativas, conforme vemos no slide 16, saindo de R$ 173,4 milhões em 2013 para R$ 169,9 milhões no resultado dos últimos 12 meses, redução de R$ 3,5 milhões.

Como percentual da receita líquida, o avanço também é notável, saindo de 40% em 2013 para 35% no resultado do primeiro tri de 2026. Desculpa.

O crescimento das vendas e melhoria da eficiência operacional, vindo da evolução da margem bruta e redução de SG&A, levaram a companhia a EBITDA ajustado de R$ 113,7 milhões de reais e margem EBITDA de 23,5%. Como já comentado, esse é o melhor EBITDA registrado na história do Grupo Technos.

A evolução desse indicador reflete a expansão das vendas e a gestão disciplinada de custos combinada, que permitiu à companhia capturar ganhos relevantes de alavancagem operacional. Em fevereiro, a companhia pagou R$ 15 milhões de reais referente à primeira parcela de dividendos intercalares deliberados em dezembro de 2025.

A segunda parcela, no montante de R$ 10 milhões, será paga até 30 de dezembro do ano corrente. Adicionalmente, no primeiro tri de 2026, a companhia realizou a recompra de ações no montante total de R$ 8,2 milhões de reais, correspondentes a 984 mil ações.

É importante enfatizar que ingrediente fundamental para o sucesso dos nossos resultados tem sido o grande investimento da empresa no desenvolvimento de nossa gente e na manutenção de bom ambiente de trabalho, com índices muito baixos de turnover. Nesse início de ano, pela quinta vez consecutiva, o Grupo Technos foi nomeado novamente como Great Place to Work, uma certificação reconhecida mundialmente relativa às melhores empresas para se trabalhar.

Essa conquista foi, em grande parte, consequência do esforço e dedicação de nossos líderes, a ampla maioria deles formada internamente e detentora de participação acionária na empresa, na construção de uma cultura integrada, colaborativa e de alta performance. No segundo tri de 2026, o Grupo Technos seguirá empenhado em avançar sua agenda interna de geração de valor para os acionistas, sustentada pela expansão consistente e sustentável dos seus negócios e por uma alocação de capital disciplinada.

Esse será ano marcado por eventos relevantes, como a Copa do Mundo e as eleições presidenciais, que historicamente influenciam na sazonalidade e as tendências de consumo no país. Além disso, continuamos a testemunhar cenário externo marcado por instabilidades macroeconômicas no Brasil e por tensões geopolíticas no cenário internacional.

Para contrapor a esses desafios, o Grupo Technos continuará a investir no fortalecimento de sua operação e de sua cultura para garantir resultados ainda mais positivos no futuro. Com isso, concluímos a nossa apresentação e estamos disponíveis para perguntas.

Operator

Iniciaremos agora a sessão de perguntas e respostas. Para fazer uma pergunta, utilize o botão de Q&A do aplicativo, clicando no ícone localizado na parte inferior de sua tela.

A pergunta pode ser digitada diretamente no campo de Q&A. Primeira pergunta é do senhor Júlio César: "Parabéns pelos resultados.

O estoque cresceu no período. Quanto desse aumento é estratégico, preparação comercial, e quanto pode representar risco de giro ou necessidade futura de desconto?"

Daniela Peres

Oi, Júlio. Bom dia.

Obrigada pela pergunta. Sobre o estoque, ele cresceu pouco mais do que a venda, né?

Mas quando a gente entende o contexto, a gente saiu de ano de 2025 em que a companhia cresceu ali próximo de 20%, né? E a gente viu, nesse primeiro trimestre, uma desaceleração mais em função de reequilíbrio do mercado, né?

Uma necessidade de reequalização de sell-in, sell-out e estoque dos nossos clientes. Então, a gente saiu de crescimento mais próximo de 20% para crescimento que a gente teve no primeiro trimestre de mais ou menos 5%, né?

E aí, de fato, a gente tem impacto inicial de estoque no primeiro trimestre. Mas, a partir de março, a gente já viu o mercado se reequilibrando.

Então, e assim, a gente tá o tempo todo recalibrando o abastecimento com os nossos fornecedores, né? Então, acho que é muito mais função do contexto em que aconteceu o primeiro trimestre, de receita e tal, e a gente, com certeza, tá muito atenta para garantir que isso seja ajustado nos próximos trimestres.

E acho que agora a gente já tá bem mais confortável com o nível de estoque que a gente tem e com as vendas que a gente tá vendo acontecer aí nos últimos meses.

Operator

Com licença. Lembrando que para fazer perguntas, basta clicar no ícone de Q&A na parte inferior de sua tela, digitando a pergunta diretamente no campo de Q&A.

A próxima pergunta é do senhor Matheus Soares: "Bom dia. Parabéns pelos resultados.

Tenho três perguntas aqui do meu lado. Primeira: Poderiam aprofundar mais sobre os motivos que levaram a uma queda de 1,4% no preço médio?

Trata-se de uma estratégia para recomposição de market share? A expectativa de preço médio para o restante de 2026?

A redução do prazo de pagamento para fornecedores de 113 para 97 dias foi estratégica ou reflete alguma mudança nas condições comerciais negociadas? E o índice de inadimplência segue estável?"

Daniela Peres

Bom dia, Matheus, e obrigada pelas perguntas. Sobre o primeiro ponto, sobre os impactos que levaram a uma queda de 1,4% no preço médio, o nosso portfólio é uma composição de diferentes canais de venda e diferentes marcas, né?

Então, e aí você pergunta também se isso é uma estratégia de recomposição de market share, né, se a gente tem talvez aberto mão de margem bruta e de precificação para recuperação de market share. Não é direcionamento da companhia, né, abrir mão de margem bruta para recomposição de market share.

Acho que o nosso norte muito importante é que a gente busque crescimento, recuperação de market share mantendo rentabilidade. Mas oscilações assim pequenas de preço médio acabam acontecendo na medida em que a gente tem uma receita bruta total que é a composição de canais de venda diferentes, marcas diferentes, né?

Então a gente viu alguns canais de venda que privilegiam marcas mais econômicas e canais de venda que privilegiam essa venda mais no app indo melhor nesse primeiro trimestre. Então, acho que é muito mais função de mix do que de uma decisão estratégica para recomposição de market share via redução de margem ou não repasse de preço.

Sobre a expectativa de preço médio para o restante de 2026, assim, eu acho que a redução de preço médio que a gente viu no primeiro tri, ela é muito função dessa dinâmica de canais de venda. A gente não tem uma expectativa de que isso se mantenha nos próximos trimestres, né?

Acho que a gente tem, enfim, esse norte, esse direcionamento de manutenção de margem bruta e de rentabilidade. Mas, como eu falei, depende do desempenho de cada canal de venda e cada marca, né?

Assim, não é uma estratégia a gente reduzir preço médio para ganhar share e não é isso que a gente deveria esperar pro restante de 2026. Redução de prazo médio de pagamento a fornecedores de 113 para 97 dias, se foi estratégica ou se reflete alguma mudança nas condições comerciais negociadas.

Não, na verdade, isso também é bastante função da dinâmica de abastecimento, né? Então, como a gente sai de crescimento mais próximo de 20% para crescimento no primeiro trimestre que foi mais conservador, né, crescimento mais próximo de 5%, a gente acaba tendo que dar uma freada em abastecimento, né?

Então, e isso gera impacto de saldo de contas a pagar, né? Como eu segurei pouco embarques, você tem também uma postergação dessa contas a pagar, ele demora mais para entrar no balanço.

Mas sobre a sua pergunta se a gente teve uma mudança de condições comerciais negociadas com fornecedores, não teve. E sobre o índice de inadimplência se segue estável, é índice que a gente tem olhado com bastante atenção.

Ele segue saudável comparando historicamente. Ele tem leves oscilações, né?

Então, mas assim, nada que salte aos olhos. Ele segue saudável quando a gente compara com o histórico.

Operator

Não havendo mais perguntas, gostaria de passar a palavra à senhora Daniela Peres para as considerações finais.

Daniela Peres

Gostaríamos de agradecer a todos pela participação no nosso call de resultados do primeiro trimestre de 2026. Qualquer dúvida, eu e a equipe de RI estamos aqui à disposição.

Bom dia a todos e obrigada.

Operator

A videoconferência da Technos está encerrada. Agradecemos a participação de todos e tenham bom dia.

Obrigada.