Trisul S.A.

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Q2 FY2026 · Earnings Call TranscriptAugust 14, 2026

Operator

...da teleconferência de resultados da Trisul, referentes aos resultados do segundo trimestre de 2026. Estamos aqui hoje com o Sr.

Fernando Salomão, Diretor Vice-Presidente Financeiro e de Relações com Investidores, e com o Sr. João Azevedo, Diretor Presidente da companhia.

Antes de prosseguir, gostaríamos de esclarecer que eventuais declarações que possam ser feitas durante essa teleconferência relativas às perspectivas de negócios da Trisul, projeções e metas operacionais e financeiras constituem-se em crenças e premissas da diretoria da companhia, bem como informações atualmente disponíveis. Considerações futuras não são garantias de desempenho.

Elas envolvem riscos, incertezas e premissas, pois se referem a eventos futuros e, portanto, dependem de circunstâncias que podem ou não ocorrer. Investidores devem compreender que condições econômicas gerais, condições da indústria e outros fatores operacionais podem afetar o desempenho futuro da Trisul e podem levar a resultados que diferem materialmente daqueles expressos em tais considerações futuras.

Para abrir a teleconferência de resultados, passo a palavra ao Sr. João Azevedo e ao Sr.

Fernando Salomão, que iniciarão a apresentação. João, você pode prosseguir.

João Azevedo

Boa tarde a todos. Obrigado pela presença na teleconferência de resultados da Trisul.

Antes de passar a palavra para o Fernando, queria comentar brevemente alguns pontos que considero importantes no trimestre. Começando pelas vendas, tivemos trimestre bastante consistente, a despeito dos desafios do cenário atual, marcado por juros elevados e pela proximidade do período eleitoral.

O empreendimento de alto padrão que lançamos no trimestre, o Atílio 870, teve uma aceitação muito boa, mesmo em ambiente econômico que naturalmente traz desafios para esse segmento. Os produtos da linha Elev seguem resilientes e os produtos compactos continuam apresentando boa liquidez.

Temos ampliado de forma consistente nossa posição no segmento Minha Casa, Minha Vida, por meio da linha Elev. Esse é movimento estratégico iniciado há mais de 2 anos muito importante para a Trisul, que deve ganhar cada vez mais relevância no nosso mix.

Vemos o mercado com demanda estruturalmente forte e acreditamos ter capacidade para crescer com escala nesse segmento, mantendo a disciplina de capital e o foco na rentabilidade. Também tivemos uma evolução importante na rentabilidade, mesmo mantendo o giro dos estoques como prioridade.

A margem bruta voltou a subir e a margem backlog que será reconhecida à frente avançou pelo segundo trimestre consecutivo. No semestre, o forte volume de entregas se traduziu em geração de caixa relevante.

Isso nos permitiu reduzir a alavancagem e, ao mesmo tempo, remunerar o acionista, por meio de pagamento de dividendos e pelo cancelamento das ações de tesouraria. Também aprovamos o novo programa de recompra de ações.

Em resumo, seguimos executando a estratégia da companhia: crescer com disciplina, ampliar nossa atuação em segmentos nos quais enxergamos boas oportunidades, melhorar gradualmente a rentabilidade e mantendo uma estrutura de capital equilibrada. Passo agora a palavra para o Fernando, que vai detalhar os resultados no trimestre.

Fernando Salomão

Obrigado, João. Boa tarde a todos.

Iniciando pelo slide número 2, destacamos o desempenho operacional do trimestre. As vendas brutas percentual Trisul atingiram R$ 529,9 milhões, o maior volume já registrado pela companhia para segundo trimestre, com crescimento de 66,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Os distratos totalizaram R$ 64,7 milhões, com aumento em relação ao primeiro trimestre de 2026 e ao segundo trimestre de 2025. Vale lembrar que estamos em período de forte volume de entregas, portanto, movimento esperado para o momento da companhia.

Acompanhamos os distratos diariamente e entendemos os riscos envolvidos, mas ainda não os enxergamos como ponto crítico. Com isso, as vendas líquidas percentual Trisul alcançaram R$ 465,2 milhões em 806 unidades, alta de 63,9% na comparação anual.

Esse desempenho reflete a assertividade do portfólio, a boa aceitação dos produtos lançados e a relevância crescente do segmento econômico no nosso mix de vendas. O grande destaque do trimestre foi o Atílio 870, que comentarei a seguir.

Ele teve volume de vendas bastante expressivo e mostrou a resiliência da demanda quando se tem produto de altíssimo padrão bem posicionado. Na parte inferior do slide, vemos a evolução da VSO: avançamos 1,1 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior e alcançamos 12,5%.

Passando ao slide 3, apresentamos os lançamentos do trimestre. Foram 3 empreendimentos que somaram R$ 602,9 milhões de VGV percentual Trisul em 729 unidades, uma para cada segmento em que atuamos.

Começamos pela esquerda, o Lauren Studios Vila Clementino, nossa torre de compactos, com R$ 103,1 milhões de VGV em 276 unidades. No centro, o Elev Anhaia Mello - Fase 1, mais projeto da nossa linha Elev, nossa marca do segmento Minha Casa, Minha Vida, com R$ 126,3 milhões em VGV em 424 unidades.

E à direita, o Atílio 870, que acabei de mencionar, com R$ 373,5 milhões em VGV em 29 unidades, nosso representante do alto padrão. Com o lançamento do Elev Anhaia Mello, chegamos a 3 lançamentos no Minha Casa, Minha Vida no semestre e esperamos lançar outros 3 nos próximos 4 meses.

Como temos comentado, seguimos reforçando o portfólio da linha Elev. Temos expertise nesse segmento e atuamos nele desde a criação do programa.

São cerca de 40 projetos bem-sucedidos em parceria com a Caixa Econômica Federal. No slide 4, mostramos a entrega do trimestre: o Península Vila Madalena, com VGV percentual Trisul de R$ 382,9 milhões em 324 unidades.

No semestre, foram 4 empreendimentos entregues, somando R$ 943 milhões de VGV percentual Trisul, o que foi determinante para a geração de caixa do período, como veremos adiante. Reforço ainda que temos cerca de R$ 500 milhões em entregas previstas até o final do ano.

No slide 5, falamos do nosso banco de terrenos, que totalizou R$ 6,8 bilhões, com crescimento de 14,2% em relação ao trimestre anterior, sendo cerca de 55% em Minha Casa, Minha Vida e 45% em projetos de médio e alto padrão. Após o fechamento do trimestre, adquirimos mais 2 terrenos para a linha Elev, que somam aproximadamente R$ 435 milhões em VGV percentual Trisul, aumentando os valores de terrenos on balance.

No slide 6, destacamos outros eventos relevantes e fatos subsequentes ao trimestre. Como informado nos comunicados ao mercado, tivemos mudança na composição do Conselho de Administração e da diretoria.

No Conselho, o Sr. Jorge Cury Neto assumiu a presidência e o Sr.

Michel Esper Saad Junior, a vice-presidência do colegiado. No início de agosto, o Sr.

Ronaldo José Saieg renunciou ao cargo de conselheiro, dando lugar ao Sr. José Saieg Neto, que assumiu a posição em 13 de agosto.

Já na diretoria, o Sr. João Azevedo tornou-se o Diretor Presidente da companhia.

Tivemos também 2 movimentos importantes de alocação de capital e remuneração aos acionistas: pagamos R$ 100 milhões em dividendos e realizamos o cancelamento total das ações em tesouraria, além da abertura de novo programa de recompra. Reforçamos assim o compromisso de buscar sempre a melhor forma de gerar retorno aos nossos acionistas.

Passando à parte financeira, no slide seguinte, o lucro bruto alcançou R$ 106,3 milhões, crescimento de 19,2% em relação ao segundo trimestre de 2025 e de 21,5% em relação ao trimestre anterior, com margem bruta de 28,7%. Recuperamos a margem em relação ao trimestre anterior com uma evolução de 3,2 pontos percentuais.

A margem bruta a apropriar também avançou, atingindo 36,2% e crescendo pelo segundo trimestre consecutivo, mostrando a melhora da rentabilidade do nosso mix de produtos recentemente lançados. O lucro líquido totalizou R$ 44,9 milhões, com margem líquida de 12,1%.

No semestre, somou R$ 73,2 milhões, com margem de 10,3%. No último slide, analisamos a alavancagem.

Ao final do trimestre, a relação dívida líquida sobre patrimônio líquido encerrou em 29,1%, sobre uma dívida líquida de R$ 445,4 milhões, com redução de 1,8 pontos percentuais em relação ao primeiro trimestre de 2026, o que demonstra a evolução consistente da nossa estrutura de capital. Excluindo o financiamento à produção, a relação dívida líquida ex-SFH sobre patrimônio líquido ficou em 0,8%.

Encerramos o trimestre ainda com R$ 390,8 milhões em recebíveis performados. Como mencionei, o forte volume de entregas do semestre trouxe uma robusta geração operacional de caixa: R$ 125 milhões no trimestre e R$ 214,2 milhões no acumulado.

No trimestre, utilizamos essa geração de caixa basicamente para amortizar R$ 116,8 milhões em dívidas, sobretudo do SFH, além do pagamento de juros e de uma parcela do principal da nona emissão. Encerramos mais trimestre com sólida execução operacional e disciplina financeira.

Seguimos confiantes de que a Trisul está bem posicionada para aproveitar as oportunidades do mercado imobiliário e manter uma trajetória consistente de crescimento e rentabilidade. Passamos agora à sessão de perguntas e respostas.

Operator

Para fazer uma pergunta, solicitamos que levantem a mão através do ícone levantar a mão. Ao serem anunciados, uma solicitação para ativar o seu microfone aparecerá na tela.

Ao aceitá-la, o seu microfone será habilitado e você poderá fazer uma pergunta. Boa tarde, Herman.

Seu microfone vai ser liberado, pode fazer a sua primeira pergunta.

Herman

Boa tarde, pessoal. Obrigado pelo espaço.

Dois pontos que eu gostaria de abordar em relação a crédito imobiliário. Então, primeiro queria entender se o crédito associativo da Caixa continua fluindo normalmente, se vocês sentiram alguma mudança relevante em prazo de aprovação ou exigências aí nos últimos meses, tá?

E o segundo ponto, em relação ao repasse no média-alta renda, queria saber como tá a evolução de aprovação de crédito dos clientes em comparação com 1 ano atrás e se vocês sentiram alguma deterioração ou melhora nas taxas de aprovação. Obrigado.

Fernando Salomão

Boa tarde, Herman. Aqui é Fernando Salomão, tudo bem?

Em relação ao associativo, nós não chegamos a perceber essa oscilação da Caixa Econômica. Nós fazemos aproximadamente 250 repasses por mês e foi o que nós fizemos no mês passado e fizemos em junho.

É mais ou menos isso o nosso volume de repasse e continua normal. Nós aqui na Trisul não sentimos nenhum tipo de oscilação.

Em relação ao segmento médio-alto, Herman, nós estamos entregando muitos empreendimentos desse segmento, tá? Entregamos o Península recentemente, entregamos outros, a linha Collection, o Mirante Ibirapuera, e os repasses estão fluindo.

Óbvio que os níveis de taxa de juros de hoje são bem superiores ao que eram há 2, 3 anos atrás, mas está fluindo normalmente, tá? O que eu posso te dizer é que hoje tem uma certa concorrência dos clientes que procuram a opção de consórcio para financiar a unidade, né?

Que acho que com o nível de taxa atual passou a ser uma opção que eles estão escolhendo. Mas quem tem relacionamento com os bancos, enfim, o crédito está disponível.

Não tenho tido muito problema a respeito disso.

Herman

Muito claro, tá ótimo. Obrigado.

Operator

Obrigado, Herman. Agora eu passo a palavra para o Gustavo Frabis, do BTG.

Frabis, seu microfone vai ser liberado.

Gustavo Frabis

Oi, pessoal, boa tarde. São dois pontos aqui do meu lado também.

O primeiro, eu queria entender como que vocês enxergam hoje a dinâmica de demanda, oferta e também a preferência da companhia entre o alto, o médio padrão e também o mercado de compactos na cidade de São Paulo, né? Se vocês pudessem passar uma visão breve de como tão vendo esses três mercados evoluindo na cidade, acho que seria ótimo.

E o segundo ponto, acho que até foi comentado durante a apresentação, né, que a gente viu mais trimestre de margem, tanto reportada quanto a REF subindo. Eu queria mais pegar a visão de vocês aqui do que pode tá por trás desse movimento, se ele tem mais a ver ali com esses lançamentos recentes que a companhia fez no alto padrão ou eventualmente também com o ganho de representatividade do segmento econômico nos resultados.

E se pudesse ser último ponto rápido dentro dessa pergunta da margem, como que a margem dos projetos da Elev hoje conversa com a sua margem consolidada, até pensando no que a gente pode esperar à medida que o Minha Casa, Minha Vida também começa a ganhar mais representatividade ainda nos seus resultados. Seriam esses pontos, obrigado.

João Azevedo

Gustavo, tudo bem? João quem fala.

Deixa eu te colocar. Você colocou não a diferença entre o médio e o econômico.

Você perguntou a diferença entre o alto padrão, vai, o médio padrão e o compacto, né? A gente, desde o final do ano passado, e já mudou, né?

Quer dizer, o ano passado ele tava pouco mais vigoroso, o começo do ano também, e a gente sentiu pouco mais de dificuldade em junho, e em julho a gente já sentiu uma melhora pouco desse padrão, principalmente dos três padrões, né? Quando a gente fala em alto padrão, a gente vê muito claramente o flight to quality, né?

A procura pelo que é especial, né? Então, muito morador, a pessoa que vai morar mesmo.

A gente acha que o investidor realmente ele vê menos oportunidade do que talvez há tempo atrás e tal. Mas a gente tem performado.

O resultado disso é que a gente continuou vendendo o nosso Grand Oscar aí nesse segundo trimestre, tá? Eu reporto como uma boa aceitação do Atílio.

A gente ainda tava quase começando a lançar e a gente já vendeu praticamente 1/3 do prédio aí, né? No médio padrão, eu vou dar o exemplo o Alto da Guanabara, né, o nosso Quartier, né, que ele tá performando pouco menos que no passado.

Esses apartamentos de 160 m² e 200 m², esse é empreendimento incrível, que em outras épocas estariam, sei lá, 60% vendido, 70% vendido. Ele tá pouco abaixo disso, então a gente acha que esse segmento tá sofrendo mais, tá?

Esse segmento do apartamento de R$ 3 milhões a R$ 5 milhões, R$ 6 milhões, ele tá mais difícil, né? Então a gente não tem no landbank mais produtos desse segmento nesse momento agora.

Foi uma escolha da companhia, né? E o compacto, a gente vende hoje muito com o resultado de uma estratégia dos médios padrões, dos altos padrões que tinham.

A gente também não tem mais esse produto aqui por enquanto, né? A gente acha que é produto muito de investidor, né?

Então a gente também tá pouco reticente com ele, né? A gente enxerga esses segmentos assim.

Então todos os segmentos, né, esses três segmentos, a gente acredita muito que o especial continua performando, mas ainda o alto padrão, na nossa opinião, é o mais resiliente desses três, tá?

Fernando Salomão

Gustavo, agora Fernando. E a respeito das margens, né?

No trimestre passado, eu havia comentado no call que aquele trimestre tinha sofrido uma queda das margens, tinha refletido no balanço uma queda das margens, em decorrência de alguns atrasos de entrega de empreendimentos que nós fizemos logo no início do ano, que acabaram gerando custos adicionais na obra, porque você sabe: quando você atrasa a obra, você paga mais meses de mão de obra, de salários de engenheiro, mestre, aquela equipe toda que fica lá cuidando. E a gente esperava que aquilo fosse uma coisa pontual e que a gente retomasse ao nosso patamar normal de margens, como foram as margens do ano de 2025, que é mais ou menos o nosso patamar normal.

Esse trimestre, com a margem de 28,7%, a gente tá chegando perto desse patamar, tá? E isso basta você ver a margem REF, né, que é outro ponto da sua pergunta.

A margem REF, para falar com a margem bruta contábil que a gente apresenta no fechamento de cada trimestre, você precisa excluir dela os impostos, que são cobrados diretamente na receita, né, que equivale mais ou menos 2%, 2,08%. A outra parte do imposto é cobrado lá no final do DRE, tá?

A primeira parte você tira da receita, a outra parte você coloca lá no rodapé do DRE. Então você tem que tirar 2,08% e tem que tirar o custo do SFH, que hoje deve tá girando perto de uns 4% a 5%, tá?

Então, se você fizer essa conta, você vê que a margem REF da Trisul tá muito próxima dos 28,7%, 29%, 30%, que eu diria que é a nossa margem de cruzeiro, tá? Basta você fazer a conta da margem REF corrigindo pelo percentual do imposto e o custo do SFH.

Em relação aos dois segmentos, o Minha Casa, Minha Vida e o alto padrão, a gente não tem enxergado aqui nos nossos estudos de viabilidade muita diferença entre os dois. Ambos correm mais ou menos nessa linha, tá?

Nesse patamar de margens que a gente tá falando. A TIR é diferente.

Exatamente, isso que eu ia complementar. Hoje a Trisul tá muito mais voltada em analisar a taxa interna de retorno, a TIR do empreendimento, do que a margem bruta propriamente dita, tá?

E isso é uma política que nós estamos adotando de tentar comprar os terrenos a prazo, ou em permuta financeira, ou em permuta em unidades. Isso acaba que encarece pouco o terreno, prejudica a margem bruta, mas é muito melhor do ponto de vista financeiro, matemática financeira, tá?

Bom, acho que é isso. Não sei se eu esqueci alguma parte da sua pergunta, Gustavo.

Gustavo Frabis

Não, pessoal. Muito claros os dois pontos.

Obrigado.

Operator

Obrigado, Gustavo. Agora eu vou passar a palavra para a Mariângela de Castro, do BBA.

Mariângela, seu microfone vai ser liberado. Pode fazer sua pergunta.

Mariângela de Castro

Boa tarde, pessoal. Obrigada pela apresentação.

Queria explorar com vocês essa carteira de recebíveis performados que vocês têm aí, quase R$ 400 milhões. Se vocês puderem passar pouco de visibilidade sobre quando isso vai virar geração de caixa para a companhia e qual é a alocação de capital que vocês tão pensando com esses recebíveis.

Se há espaço, mesmo nesse cenário macro, para continuar comprando terreno e aumentar o pipeline de lançamentos para o fim desse ano e ano que vem, ou se vocês pensam em devolver isso para o acionista de alguma forma. É isso, pessoal.

Obrigada.

Fernando Salomão

Boa tarde, Mariângela. É Fernando de novo, tudo bem?

Vamos lá. R$ 390 milhões de recebíveis performados referem-se aos empreendimentos entregues nos últimos meses, que foram vários empreendimentos.

Acho que entregamos VGV perto de R$ 1 bilhão, né? E esses recursos serão, em primeiro lugar, para quitação dos saldos de SFH desses empreendimentos, né, o saldo do financiamento à produção.

Eu ainda tenho pedaço da dívida para ser paga, tá? E o restante é o troco da Trisul, tá?

É o reforço de caixa. Em relação à alocação deste capital, a princípio ficará dentro da Trisul.

Nós já fizemos a distribuição de lucros desse ano. Distribuímos nos meses de abril, maio e junho e foi R$ 100 milhões, tá?

Esse assunto não foi mais discutido dentro da empresa, não tenho nada de formal para passar para vocês, tá? Mas eu posso te dizer que eles devem ficar na empresa porque nós estamos numa franca temporada de compra de terrenos, né?

Nós já mencionamos aqui no próprio call que entre 30 de junho e a data de hoje nós já exercemos duas opções de terrenos que estavam opcionados, que estavam lá no off balance, vamos dizer assim, né? E a gente está muito dedicado a comprar terrenos.

Então o reforço de caixa é muito bem-vindo, apesar da nossa política ser de comprar a prazo, ou em permuta, etc., mas precisamos ter caixa reforçado para qualquer eventualidade.

João Azevedo

Não, mas ela perguntou também com relação aos dividendos, né? Existe desejo, sim, da companhia praticar a distribuição de dividendos de forma recorrente, né?

Sempre olhando o que tá acontecendo no mercado agora. A gente tem eleição, tem monte de questões macroeconômicas, mas sim, a gente espera que a empresa seja geradora de caixa e os acionistas, fundadores e tal, enxergam com muito bons olhos isso.

Evidentemente tem a responsabilidade com relação a dívida e tal, mas a gente enxerga sim, havendo possibilidade e tal, a gente pretende remunerar o acionista, tá? Fernando, quer completar?

Fernando Salomão

Não, é isso.

Mariângela de Castro

Ficou claro, pessoal. Obrigada.

Operator

Obrigado, Mariângela. Agora eu vou passar a palavra ao Gabriel Moreira, da XP.

Gabriel, pode fazer a sua pergunta.

Gabriel Moreira

Boa tarde, pessoal. Queria agradecer primeiramente aqui o espaço.

São duas perguntas. A primeira é mais voltada na parte de compra de terrenos: se vocês tão vendo uma diminuição da competição aqui no mercado de São Paulo, se isso vai refletir de alguma forma nos valores do terreno, se isso pode refletir na margem no futuro, né, diminuindo a competição.

E a segunda pergunta é se vocês tão vendo alguma pressão assim na mão de obra, se tá tendo alguma escassez, se tem tido alguma pressão para prazos maiores nas entregas.

João Azevedo

Bom, com relação aos terrenos, né, vamos lá. A nossa estratégia de terreno para econômico é uma estratégia pouquinho diferenciada.

Não são VGVs tão grandes, a gente quer VGV próximo ao metrô, né? Então tem sim concorrência, mas a gente tem conseguido comprar, né?

E o que a gente tem feito também, a gente antes até de vencer às vezes as opções, conforme o Fernando comentou aqui, a gente tenta até já entrar com projetos e tal, de novo, tem sempre tentando melhorar nosso ROI, né? Então tem competição, a gente tem conseguido comprar, mas esse é terreno que hoje tá bastante disputado, né?

Com relação ao médio padrão, gente, existem terrenos sendo comprados, mas a companhia tá muito, muito seletiva e a gente tá exigindo que a nossa conta passe com preços de venda menores, né? Então a dificuldade tá muito mais em viabilizar a compra do que propriamente a concorrência.

Realmente a gente tem que convencer o proprietário agora talvez praticar preço menor, né? O desafio tem sido esse no médio padrão, né?

A gente acha que realmente tem que ficar mais clara a oportunidade no médio padrão, tá? Com relação à mão de obra, também tem.

A gente tem uma disputa grande por engenheiros, principalmente no segmento econômico, né, que tem uma peculiaridade da tecnologia, que a gente hoje faz alvenaria estrutural, é mais difícil conseguir esse engenheiro formado hoje. A gente tá formando muito dentro da companhia.

A gente hoje tem programa de estágio que a gente tá buscando 60 estagiários aí para formar. Eu sou engenheiro, né?

Eu vim dessa parte de obra, né? Então hoje tem realmente problema não só da quantidade, como problema de qualidade da engenharia, né?

E também o fornecimento de mão de obra básica, bloqueiro, continua tudo como a gente tem falado nos outros trimestres. A gente não teve arrefecimento do problema de mão de obra.

Mas acho que as empresas mais bem posicionadas, com uma estrutura de RH sólida, de valorização de talentos, de atração de talentos, elas vão sair na frente. Quando eu falo de talento, você fala em talento até em obra, né?

Você tem muita diferença do bom profissional e do profissional médio na obra, né? Então a gente tem esse trabalho de aculturamento, de retenção desses fornecedores.

A gente tem trabalhado muito nisso. O nosso diretor técnico aqui, que é o Sidney, ele pratica constantemente aí essa proximidade com os fornecedores e com a nossa cadeia produtiva, tá?

Gabriel Moreira

Tá ótimo, pessoal. Muito obrigado.

Operator

Obrigado, Gabriel. Lembrando que para fazer uma pergunta solicitamos que levantem a mão através do ícone levantar a mão.

Lembrando que para fazer uma pergunta solicitamos que levantem a mão através do ícone levantar a mão. Não havendo mais perguntas, encerramos a teleconferência do segundo trimestre de 2026.

Passo agora a palavra ao Sr. Fernando para as suas considerações finais.

Por favor, Sr. Fernando.

Fernando Salomão

Nós agradecemos a presença de todos e mais uma vez nos colocamos à disposição para qualquer esclarecimento adicional através da nossa área de RI.