Pedro
Bom dia. A Vulcabras encerrou o segundo trimestre de 2026 registrando o seu 24º trimestre consecutivo de crescimento.
Mais do que marco financeiro, esse resultado reafirma a consistência de modelo de negócio construído para evoluir de forma sustentável, apoiado em uma operação verticalizada, marcas fortes, inovação e disciplina na execução. No trimestre, o volume bruto foi de 8,8 milhões de pares e peças, crescimento de 3,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A receita líquida atingiu 994,8 milhões, avanço de 11,2% em comparação com o segundo trimestre de 2025. O resultado reflete a combinação entre expansão de volume, evolução do mix de produtos e maior participação de itens de maior valor agregado, sustentados pelo fortalecimento das marcas e pela disciplina comercial.
O lucro bruto totalizou 402,3 milhões, crescimento de 10,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto a margem bruta foi de 40,4%. O lucro líquido recorrente atingiu 143,7 milhões no trimestre, redução de 0,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O EBITDA recorrente alcançou 208,6 milhões, crescimento de 9,3% e com margem de 21%, evidenciando a robustez da operação, a eficiência da gestão e a capacidade da companhia de transformar crescimento em geração consistente de resultados. Em mercado cada vez mais dinâmico, nossa estrutura integrada nos permite responder com agilidade às mudanças de comportamento do consumidor, ajustar rapidamente a estratégia comercial, desenvolver produtos alinhados às tendências e capturar oportunidades de crescimento, preservando a eficiência operacional.
A divisão de calçados manteve trajetória consistente de crescimento, impulsionada pela combinação entre desenvolvimento de produto, fortalecimento das marcas e maior conexão com o consumidor. A categoria registrou crescimento de 13% em valor e 5,7% em volume, demonstrando a capacidade da companhia de ampliar sua presença no mercado ao mesmo tempo em que qualifica o seu portfólio.
Cada uma das nossas marcas seguiu avançando em seus respectivos territórios estratégicos. A Olympikus consolidou sua liderança na corrida, foi campeã da Maratona de São Paulo e de Porto Alegre com o Corre Pace, lançou novos modelos da família Corre e fortaleceu ainda mais sua presença junto à comunidade de corredores.
A Mizuno manteve sua atuação multiesportiva, com as categorias de corrida, futebol e Sportstyle. Já a Under Armour segue em sua retomada estratégica na categoria de running de performance no Brasil ao longo do segundo trimestre de 2026, com novos lançamentos ampliando sua conexão com atletas em diferentes etapas da sua jornada de treinamento.
O canal de e-commerce registrou crescimento de 16,1% em relação ao segundo trimestre de 2025, reforçando seu papel estratégico na construção das marcas e na jornada do consumidor. O ambiente digital amplia nossa capacidade de relacionamento direto com o consumidor, gera conhecimento sobre o comportamento de compra e fortalece a integração entre as estratégias físicas e digitais.
Em cenário mais complexo, os resultados apresentados nesse trimestre reforçam nossa confiança na trajetória da companhia e evidenciam que os 24 trimestres consecutivos de crescimento são resultados de modelo operacional resiliente, verticalizado e disciplinado, capaz de transformar adaptações em vantagens competitivas. Seguimos apoiados por uma base operacional sólida, capacidade produtiva equilibrada, gestão eficiente dos estoques e uma estrutura preparada para responder rapidamente às transformações do mercado.
A Vulcabras segue confiante em sua capacidade de crescer de forma sustentável, gerando valor para o consumidor, clientes, colaboradores, parceiros e acionistas. Permanecemos focados na execução disciplinada da nossa estratégia de longo prazo, no fortalecimento das nossas marcas e na inovação contínua do portfólio, contribuindo para o desenvolvimento do mercado brasileiro de artigos esportivos.
Para apresentação do nosso desempenho no trimestre, passo a palavra ao Wagner Dantas, nosso CFO e Diretor de Relação com Investidores.
Wagner Dantas
Bom dia a todos. Vamos iniciar a análise dos resultados pela evolução do volume bruto faturado apresentado no slide 5.
No 2T26, a companhia operou em ambiente desafiador de varejo, caracterizado pela manutenção de uma concorrência acirrada nos canais físico e digital. Esse cenário foi intensificado pela redução de fluxo de consumidores durante a Copa do Mundo, fator que afetou a dinâmica do varejo, principalmente ao longo do mês de junho.
Mesmo diante desse cenário mais complexo, o volume faturado da companhia manteve trajetória de crescimento no 2T26, refletindo a consistente execução da estratégia comercial e a boa aceitação do portfólio de produtos. No 2T26, foram faturados 8,8 milhões de pares e peças, avanço de 3,7% em relação ao registrado no 2T25.
O crescimento foi impulsionado pelo desempenho das categorias de calçados esportivos e outros calçados e outros, que mais do que compensou a redução observada em vestuário e acessórios. A categoria de calçados esportivos faturou 5,8 milhões de pares no 2T26, representando crescimento de 5,7%.
O desempenho foi sustentado pelo robusto crescimento no mercado interno, que mais do que compensou a retração observada no mercado externo. O resultado refletiu a sólida demanda pelas marcas da companhia e reforçou a relevância da categoria na composição do volume faturado.
A categoria de outros calçados e outros registrou faturamento de 1,4 milhão de pares, crescimento de 10,6% em relação ao 2T25. O crescimento foi liderado pelo desempenho das categorias de chinelo e botas de uso profissional.
A categoria de vestuário e acessórios foi a mais afetada pelo ambiente de consumo mais fraco observado no período, registrando faturamento de 1,6 milhão de peças no 2T26, volume de 7,4% inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior. Avançando para o slide 6, passamos à análise da receita líquida por categoria de produto.
A receita líquida da companhia manteve trajetória de crescimento no 2T26, mesmo diante de ambiente desafiador de varejo. Esse desempenho refletiu a evolução do volume faturado, a consistente execução da estratégia comercial e a contínua valorização do portfólio de marcas.
No 2T26, a receita líquida totalizou R$ 994,8 milhões, crescimento de 11,2% em relação ao total registrado no 2T25. O crescimento da receita em ritmo superior ao avanço do volume evidenciou a capacidade da companhia em capturar maior valor em suas vendas, reforçando a qualidade do crescimento, a força de suas marcas e a resiliência do seu modelo de negócio.
A categoria de calçados esportivos registrou crescimento de 13% em relação ao 2T25. O desempenho foi impulsionado pela evolução das marcas e pelo fortalecimento no mix de produtos.
A Olympikus manteve desempenho expressivo, com destaque para a nova coleção de corrida de performance, lançada no início do trimestre, que continuou apresentando elevada demanda ao longo do período. O resultado também foi favorecido pelo desempenho positivo das marcas Under Armour e Mizuno, reforçando a consistência do portfólio da companhia.
A categoria de outros calçados e outros apresentou crescimento de 10,5% na receita em relação ao 2T25, refletindo o bom desempenho de chinelos esportivos e reforçado pelo crescimento na receita de botas de uso profissional. A categoria de vestuário e acessórios apresentou queda de 6,9% no 2T26, reflexo do consumo mais fraco e da concorrência mais acirrada observada ao longo de todo este trimestre.
Nos 6 meses de 2026, a receita líquida resultou em R$ 1.771,2 milhão, 11% superior aos 6 meses de 2025. Seguindo para o slide 7, passamos à análise da receita líquida por mercado.
A receita operacional líquida no mercado interno atingiu R$ 975,5 milhões no 2T26, crescimento de 13,3% em relação ao 2T25. Esse desempenho reflete a manutenção do sólido ritmo de crescimento observado nos últimos trimestres, sustentado pela consistente execução da estratégia comercial, pelo contínuo fortalecimento das nossas marcas.
A expansão da categoria de calçados esportivos, que permaneceu como principal vetor de crescimento das vendas, destacou-se mais uma vez no período, reforçando a capacidade da companhia de capturar oportunidades, mesmo em ambiente de concorrência acirrada e desafios no consumo. No mercado externo, a receita líquida totalizou R$ 19,3 milhões, representando uma redução de 42,6% em relação ao 2T25 e passando a corresponder 1,9% da receita líquida consolidada da companhia.
A retração refletiu principalmente a menor demanda do mercado argentino, que permaneceu impactado por ambiente macroeconômico desafiador e pela desaceleração do consumo, fatores que reduziram o volume de exportações da companhia no período. Nos 6 meses de 2026, o mercado interno totalizou R$ 1.731,1 milhão, apresentando aumento de 13% em relação aos 6 meses de 2025.
Já no mercado externo, a receita líquida ficou em R$ 40,1 milhões, representando uma redução de 36,9% em comparação ao total obtido no mesmo período do ano anterior. No slide 8, passamos à análise do desempenho do canal de e-commerce.
As vendas por meio do canal de e-commerce mantiveram trajetória de crescimento no 2T26, refletindo a evolução consistente da estratégia digital da companhia e o fortalecimento da presença de suas marcas nos canais próprios e parceiros. A receita líquida do canal atingiu R$ 153,3 milhões, crescimento de 16,1% em relação ao 2T25.
Com esse desempenho, a participação do e-commerce na receita líquida consolidada alcançou 15,4%, avanço de 0,6 ponto percentual frente ao mesmo período do ano anterior. No acumulado dos 6 meses de 2026, a receita líquida do e-commerce totalizou R$ 277,8 milhões, representando crescimento de 10,9% em relação aos 6 meses de 2025.
O canal manteve participação de 15,7% da receita líquida consolidada, em linha com o observado no mesmo período do ano anterior, evidenciando o fortalecimento da estratégia digital da companhia e a crescente relevância dos canais de e-commerce para a geração de receita. No slide 9, passamos à análise da evolução do lucro bruto e margem bruta.
No 2T26, a companhia apurou lucro bruto de R$ 402,3 milhões, representando crescimento de 10,1% em relação ao registrado no mesmo período do ano anterior. A margem bruta consolidada atingiu 40,4%, uma retração de 0,4 ponto percentual na comparação com o 2T25.
Embora a margem bruta tenha apresentado uma leve redução em relação ao 2T25, permaneceu estável quando comparada ao 1T26. Esse desempenho evidenciou a evolução da eficiência operacional da companhia, cujos ganhos mitigaram os impactos decorrentes da elevação dos custos de matéria-prima e os desafios relacionados ao aumento de absenteísmo ao longo do trimestre.
No acumulado do ano, o lucro bruto foi de R$ 715,8 milhões, aumento de 10,6% em relação ao primeiro semestre de 2025. A margem bruta foi de 40,4%, sendo 0,2 ponto percentual inferior à obtida no mesmo período de 2025.
No slide 10, passamos à análise das despesas com vendas e da sua evolução no período. No 2T26, as despesas com vendas, propaganda e PCLD totalizaram R$ 176,7 milhões, crescimento de 12,8% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Desconsiderando os investimentos em propaganda, as despesas com vendas e PCLD somaram R$ 124,3 milhões, crescimento de 16,2% em relação ao 2T25. Quando comparadas à receita líquida, representaram 12,5%, aumento de 0,5 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior.
As despesas que mais pressionaram esse resultado foram fretes, fortemente impactados pela alta de preços dos combustíveis, e os gastos adicionais com mão de obra terceirizada, contratada para compensar o aumento do absenteísmo registrado também no nosso centro de distribuição. Nos 6 meses de 2026, registrou-se uma despesa com vendas, excluindo propaganda, de R$ 230,9 milhões, crescimento de 12,4% em comparação ao primeiro semestre de 2025.
A participação das despesas com vendas sobre a receita líquida atingiu 13%, incremento de 0,1 ponto percentual em relação à apresentada nos 6 meses de 2025. No slide 11, passamos à análise dos investimentos em propaganda e marketing.
No 2T26, os investimentos em propaganda e marketing somaram R$ 52,4 milhões, crescimento de 5,4% em relação ao mesmo período de 2025. Esse aumento reflete a intensificação das ações de comunicação e posicionamento de marca ao longo do trimestre.
Em relação à receita líquida, as despesas com propaganda e marketing representaram 5,3%, uma retração de 0,3 ponto percentual frente à participação no 2T25. Os investimentos em marketing realizados no trimestre refletem a estratégia da companhia em fortalecer suas marcas por meio de inovação, lançamentos de produtos, patrocínios esportivos e iniciativas de aproximação com consumidores.
A Olympikus reforçou sua liderança no universo de corrida com o lançamento do Corre 5, além da presença nas principais maratonas do país, onde registrou recordes, conquistas esportivas e encerrou o projeto 50 Corridas, em celebração aos 50 anos da marca. A Mizuno ampliou sua atuação como uma marca multiesportiva, com lançamentos na categoria de running, expansão da sua presença no voleibol e ativações no segmento de Sportstyle e futebol.
Enquanto a Under Armour fortaleceu o seu posicionamento no running com o lançamento de novos modelos, experiências proprietárias e ações voltadas ao engajamento da comunidade corredora e ao fortalecimento da sua presença no digital. Em conjunto, essas iniciativas contribuíram para ampliar a relevância, a visibilidade e a conexão das marcas da companhia com os seus consumidores, sustentando uma estratégia de construção de valor de longo prazo.
No acumulado do primeiro semestre, os investimentos de propaganda e marketing somaram R$ 97,7 milhões, crescimento de 14,7% em relação ao mesmo período de 2025. Como reflexo desse maior nível de investimentos, essas despesas passaram a representar 5,5% da receita líquida, aumento de 0,2 ponto percentual na comparação semestral.
No slide 12, passamos à análise das despesas gerais e administrativas. No 2T26, as despesas gerais e administrativas totalizaram R$ 55,2 milhões, representando uma redução de 8,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Vale destacar que, na comparação com o 2T25, as despesas administrativas foram impactadas por eventos não recorrentes relacionados ao êxito em ações judiciais referentes a créditos de PIS/COFINS apurados em controladas. Desconsiderando esse efeito, as despesas recorrentes cresceram 8,7%, refletindo principalmente a expansão de rede de lojas, com mais gastos de aluguel, energia elétrica e serviço de limpeza.
Mesmo assim, essas despesas representaram 5,5% da receita líquida, uma redução de 0,2 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado do semestre, as despesas gerais e administrativas recorrentes totalizaram R$ 99,4 milhões, apresentando crescimento de 4,9%, enquanto sua participação sobre a receita líquida recuou em 0,3 ponto percentual, demonstrando ganhos de eficiência operacional em relação ao primeiro semestre de 2025.
No slide 13, passamos à análise do resultado financeiro e da evolução da dívida líquida. No segundo trimestre de 2026, o resultado financeiro líquido foi uma despesa de R$ 22,8 milhões, frente a uma receita financeira de R$ 119,3 milhões no 2T25.
Essa comparação é impactada por efeito não recorrente registrado no ano anterior, referente à atualização monetária sobre os créditos de PIS/COFINS decorrente das ações judiciais. Desconsiderando esse efeito extraordinário, o resultado financeiro líquido recorrente foi uma despesa de R$ 22,8 milhões no 2T26, frente a uma despesa de R$ 3,6 milhões no 2T25.
Vale destacar que o aumento das despesas financeiras está relacionado principalmente à elevação do passivo financeiro em decorrência do novo perfil de endividamento adotado no final de 2025. A companhia iniciou o exercício de 2026 com uma dívida líquida de R$ 769,4 milhões.
Ao final do 2T26, esse montante foi reduzido em R$ 192 milhões, encerrando o período em R$ 576,6 milhões de dívida líquida. Redução decorrente de uma forte geração de caixa operacional ao longo do semestre.
No acumulado dos 6 meses de 2026, o resultado financeiro recorrente somou uma despesa de R$ 50,6 milhões. No slide 14, passamos à análise do lucro líquido e do ROIC ajustado.
No 2T26, a companhia registrou lucro líquido de R$ 143,7 milhões, representando uma redução de 59,3% quando comparado ao 2T25. A margem líquida no trimestre foi de 14,4%, 25,1 pontos percentuais inferior à registrada no 2T25.
Essa variação é explicada principalmente pela elevada base na comparação com o 2T25, que foi beneficiada pelo reconhecimento de efeitos não recorrentes positivos líquidos de R$ 208,4 milhões, relacionados ao êxito em ações judiciais referentes a créditos de PIS/COFINS apurados em controladas. Desconsiderando esses efeitos, o lucro líquido recorrente totalizou R$ 143,7 milhões no 2T26, praticamente estável em relação ao registrado no 2T25, evidenciando a capacidade da companhia em preservar sua rentabilidade.
No acumulado do semestre, o lucro líquido recorrente alcançou R$ 229,9 milhões, uma redução de 8,4% em relação aos 6 meses de 2025. Enquanto a margem líquida recorrente foi reduzida em 2,7 pontos percentuais, passando de 15,7% para 13%.
O retorno sobre o capital investido ajustado, ROIC ajustado, anualizado, atingiu 33,8% no 2T26, considerando os últimos 12 meses encerrados em 30 de junho de 2026. No slide 15, passamos à análise da evolução do EBITDA e da margem EBITDA.
No segundo trimestre de 2026, o EBITDA totalizou R$ 208,6 milhões, uma redução de 29,6% em relação ao registrado no mesmo período do ano anterior. A margem EBITDA passou de 33,1% para 21%, uma redução de 12,1 pontos percentuais.
Essa variação é explicada principalmente pela elevada base de comparação do 2T25, beneficiada pelo reconhecimento dos efeitos não recorrentes positivos líquidos de R$ 105,6 milhões, relacionados aos créditos de PIS/COFINS apurados em controladas. Desconsiderando esses efeitos, o EBITDA recorrente alcançou R$ 208,6 milhões no segundo trimestre de 2026, crescimento de 9,3% em relação ao registrado no 2T25.
A margem EBITDA recorrente foi de 21%, 0,3 ponto percentual abaixo da margem EBITDA registrada no mesmo período do ano anterior. No acumulado do semestre, o EBITDA totalizou R$ 359,6 milhões, representando uma redução de 17,7% em relação ao mesmo período de 2025.
Desconsiderando os efeitos extraordinários, mencionados anteriormente, o EBITDA recorrente alcançou R$ 365,6 milhões nos 6 meses de 2026, crescimento de 10,4% frente aos 6 meses de 2025. A margem EBITDA recorrente foi de 20,6% no semestre, uma redução de 0,2 ponto percentual em relação aos 6 meses de 2025.
No slide 16, passamos à análise dos investimentos realizados e da evolução do CAPEX. No 2T26, a companhia realizou investimentos totalizando R$ 33,7 milhões em ativos imobilizados e intangíveis, registrando uma redução de 49,3% em comparação ao montante investido no mesmo período de 2025.
Nesse contexto, os investimentos realizados no 2T26 concentraram-se em iniciativas pontuais, voltadas principalmente à conclusão de complementação de projetos já em andamento. Essa estratégia reforça o compromisso da companhia com a alocação eficiente de capital, a disciplina nos investimentos e a captura de ganhos de produtividade por meio da consolidação e estabilização das suas operações.
Por fim, no slide 17, passamos à análise do fluxo de caixa e dos principais movimentos que impactaram a posição de caixa no período. Encerramos o segundo trimestre de 2026 com uma posição de caixa de R$ 358,7 milhões e uma dívida líquida de R$ 576,7 milhões.
A variação de caixa no ano totalizou R$ 151,9 milhões, mantendo a combinação equilibrada entre forte geração operacional e decisões estratégicas de alocação de capital. Entre os principais movimentos do período, destacam-se o EBITDA de R$ 359,6 milhões, aumento de capital pelo exercício de stock option de R$ 4,3 milhões, redução do passivo bancário em R$ 40,9 milhões, variação entre ativos e passivos de R$ 7,2 milhões, aumento da necessidade de capital de giro de R$ 14,3 milhões, resultado financeiro no período de R$ 50,6 milhões e investimentos em imobilizado e intangível de R$ 81,5 milhões.
Os números reforçam a disciplina financeira da companhia na gestão de caixa e na alocação de capital. A forte geração operacional permitiu reduzir o endividamento, manter uma posição de liquidez sólida e, ao mesmo tempo, continuar investindo na expansão e modernização das operações.
Esse desempenho evidencia a capacidade da companhia de financiar seu crescimento, preservando uma estrutura de capital equilibrada e sustentável. Encerramos aqui a nossa apresentação e agora ficamos à disposição para responder às perguntas.
Operator
Iniciaremos agora a sessão de perguntas e respostas para investidores e analistas. Participantes podem enviar perguntas por escrito utilizando a ferramenta de Q&A na parte inferior da tela.
Para realizar perguntas via áudio, basta clicar no botão "Levantar a mão". Quando o seu nome for chamado, aparecerá uma notificação para abrir o seu microfone.
A primeira pergunta vem de Isabela Lamas, da UBS.
Isabela Lamas
Bom dia. Bom dia, obrigada pelo espaço aqui, obrigada a todos.
A gente gostaria de duas perguntas aqui do nosso lado. Acho que primeiro o destaque ali na categoria de calçados esportivos novamente, né?
A gente vê que tem sido uma categoria muito resiliente, mesmo com esse macro desafiador, com a competição que ela não alivia, né? Continua bem acirrada.
O que é que vocês têm achado e que poderiam comentar desse desenvolvimento ali ao longo do ano também? E aí essa composição ali de volume, preços, o quanto que tá contribuindo especificamente ali a corrida?
O que puderem falar também, né, do novo Corre? Enfim, dar pouquinho mais de abertura pra gente entender e como vocês têm visto esse desenvolvimento da parte de performance e running ali dentro dos calçados esportivos?
Seria a primeira pergunta. E aí segundo ponto, já entrando na questão dos custos ali da margem bruta, o absenteísmo foi outro fator que novamente ele pegou pouquinho, né?
No 1T a gente já tinha visto isso pouco presente e vocês até destacaram que junho teve nível mais elevado, é esperado ali por causa de Copa, né? Imagino Copa, festa junina, enfim.
Mas como é que vocês têm visto isso evoluindo? Se puderem dar detalhe mesmo realmente desde o começo do ano, se tinha vindo melhorando, foi algo mais pontual de junho, se agora já vem a situação pouco mais estável?
Enfim, né? Como é que a gente poderia esperar até para entender também o desenrolar disso ao longo ali desse segundo semestre?
Ajudaria bastante. É isso, obrigada, pessoal.
Pedro
Bom, Isabela, bom dia, bom dia a todos novamente. Eu pego a primeira, Wagner, e você fica com a segunda.
De fato a gente vem crescendo bastante em calçados esportivos, é a nossa especialidade. Nossas fábricas produzem calçados esportivos.
Vestuário e acessórios a gente terceiriza, temos uma pequena produção de vestuário. Mas o crescimento dessas categorias vem por mercado que cresce, né?
O mercado de calçados esportivos, o mercado de esporte cresce mais do que o mercado, a gente sabe disso. E pelo lado da Vulcabras a gente vem ampliando as nossas coleções há muitos trimestres, né?
A gente vem trazendo mais produtos e ampliando em novas categorias. Hoje a gente tem principal categoria que é a categoria de corrida, de running, mesmo que o uso do calçado não seja para corrida.
É uma categoria que a gente vem investindo muito e hoje a gente tem, além dos calçados esportivos, os calçados de performance, agora a gente também tem os calçados de alta performance, inclusive na Olympikus. A gente vem ampliando isso na Under Armour, que também não era uma marca que tradicionalmente investia, pelo menos no Brasil, em produção de calçados de running.
As coleções novas da Mizuno vêm surtindo efeito também. Mas lógico, o que mais aparece é a nossa coleção do Corre, que vem crescendo muito.
Nós lançamos o Corre 5, que é o produto mais importante dessa coleção de fato no mercado no segundo semestre e ele já vem apresentando inclusive crescimento comparado com a versão do Corre 4, que ao longo do tempo a gente vai introduzindo novas cores e produtos especiais. Recentemente lançamos o Corre 5 junto com o Vanderlei Cordeiro de Lima, que são as edições comemorativas que a gente faz.
Então essa venda vem em crescimento. O Corre 5 é grande sucesso, produto evoluiu bastante, muito bem comentado e realmente vem nos ajudando a melhorar pouco o preço médio e a nossa participação em corrida.
O que eu posso falar pouco pra frente é que de fato a concorrência sempre foi muito grande, continua. Nós não participávamos desse mercado de corrida de alta performance com a Olympikus e a gente hoje é líder.
Nós somos o tênis mais utilizado pelos corredores brasileiros e isso faz com que nossa concorrência também se movimente bastante. Mas nós agora já no segundo semestre, mais pro final do ano, já temos lançamentos que nós estamos antecipando pra também ampliar pouco mais a nossa participação e tem muitas novidades vindo por aí dentro dessas categorias de corrida.
A gente tá ampliando a categoria de amortecimento, de caminhada, de corrida, de corrida de alta performance, de placas de propulsão, de produtos leves. Várias outras franquias estão sendo desenvolvidas e lançadas.
Então devido ao sucesso da linha do Corre, a gente vem investindo muito e ampliando. Estamos muito animados aqui de que essa nossa presença pode ser ampliada.
Acho que basicamente isso. Nem todos os produtos do Corre 5 foram lançados no mercado, já foram lançados, mas não chegaram no mercado.
Então tem toda uma leva de produtos ainda pra chegar ao longo do segundo semestre. Wagner, acho que você fala pouco sobre essas pressões que nós tivemos na margem bruta e o que a gente fez.
Wagner Dantas
Não, nada. Isabela, a todos, bom dia.
Obrigado pela pergunta. Eu acho que o absenteísmo é tema que infelizmente ele não é novidade aqui dentro das nossas reuniões, né?
É tema que já vem impactando não só a Vulcabras, mas todas as empresas e setores que têm conteúdo de mão de obra bastante intenso, né, no Brasil. Isso daí entrou na nossa agenda ali no quarto trimestre de 2024, permeou, né, a nossa agenda ao longo de 2025 inteiro.
E a gente no primeiro trimestre tinha ele como, já há algum tempo, precificado dentro da matriz de preços dos produtos, estável num patamar acima do desejado, bem acima do histórico, mas de fato nesse segundo trimestre, ali meados de maio, né, e pra junho, houve a retomada de uma piora. E a gente tomou as medidas cabíveis, né, no que diz respeito a incentivos, campanhas, conscientização.
A gente vem acompanhando muito de perto, né, todas as entrevistas de saída dos empregados, não é só absenteísmo, mas também o turnover em si, né, o churn, a dificuldade de você manter o quadro no patamar que a gente tinha desenhado. Isso vem aí produzindo efeitos negativos que impactam no nosso custo à medida que você não só tem a necessidade de ter quadro adicional para cobrir as pessoas que faltam, mas também tem que lidar com a ineficiência gerada, né?
Porque você não sabe onde a pessoa vai faltar, ela não avisa que vai faltar e aí você acaba movimentando operador de uma célula para outra e ele é especialista numa célula e isso acaba promovendo bastante ineficiência, perdas de matérias-primas, né? E isso traz pressões.
E a retomada dessa piora trouxe uma pressão adicional no custo do produto produzido ao longo do segundo trimestre. Eu acho que em termos de expectativa, a gente tá num ano de eleição e esse é tema que resvala também na agenda política, né?
Então eu acho que vai ser período de volatilidade, mas a gente segue com as ações, né, para mitigar bem ativas. Logo após evento de São João, Copa do Mundo, ao longo de julho, né, as ações já surtiram efeito, a gente já começa a enxergar recuo dessa piora pontual que a gente viveu ali entre maio e junho, ainda num patamar alto, mas nos traz já viés positivo de que as ações estão sendo efetivas, as ações estão surtindo efeito, né?
Então eu acho que esse é de fato capítulo que a gente achou que não traria pressões adicionais, o que ele tava 100% precificado. Ele voltou a piorar, mas a gente reagiu de prontidão e essa reação passa por campanha de incentivo, passa por revisar benefícios, tentar criar dentro do que é possível, né, na nossa estrutura, ambiente cada vez mais friendly para os operadores e tentar atacar de fato causa-raízes ou entender, né?
Mas isso se limita no que é possível de ser feito. Outro componente que trouxe uma pressão adicional de custo no finalzinho do segundo trimestre foi a pressão por insumos, né?
A gente vive aí a questão da guerra do Oriente Médio, entre março e abril o barril de petróleo tinha disparado. Nós temos sim componentes que são derivados de petróleo e tudo aquilo que é transportado de forma direta ou indireta também fica sujeito, né, a aumento de combustíveis e de alguma forma sofre algum tipo de pressão.
Esse tema se estabilizou pouco, né? Eu acho que a gente viveu ali momento de bastante incerteza na virada do primeiro trimestre ali ao longo de abril.
A gente já trabalhou na precificação da coleção do segundo semestre prevendo, né, reajuste de preço aí nos insumos. O patamar eu acho que tá dentro do que a gente tinha precificado, mas é também tema de certa volatilidade, né, e que a gente vai precisar conviver com essa volatilidade ao longo do segundo semestre.
Se a gente olhar a cotação do petróleo em julho começou ali barril na casa dos $75, no final de julho houve uma retomada, reaqueceu o tema, ele voltou a beliscar a casa de $100. Essa volatilidade é algo que a gente vai precisar lidar e acompanhar de perto.
Mas na questão dos insumos, a coleção do primeiro semestre, né, no finalzinho do segundo trimestre, ela não contemplava esse componente dentro da sua precificação. A coleção do segundo semestre já contempla.
A gente fez aumentos de preço pontuais para mitigar esse efeito, né? E a gente segue aí eu acho que confiante de pelo menos nas variáveis que sabemos hoje, né, a gente tem uma coleção muito bem precificada para defender margens nos patamares que a gente vem trabalhando.
Acho que é só importante dizer que novos desafios vão surgindo, né? A gente coleção a coleção surge uma variável nova dentro do caminho, mas eu acho que o modelo de negócio da Vulcabras, a agilidade que a gente tem em capturar esses efeitos, ajustar, adaptar as coleções, traz, né, sustenta essa resiliência no resultado, né?
Eu acho que diante de ambiente tão volátil, a companhia conseguir sustentar margens brutas e margens EBITDA, né, nos patamares que a gente vem sustentando de forma muito consistente, trimestre a trimestre, coleção a coleção, demonstra de fato a capacidade, né, de adaptação e se ajustar a essas novas variáveis, a esses novos desafios que surgem.
Isabela Lamas
Perfeito, super claro. Obrigada pelo detalhamento.
Obrigada, Pedro e Wagner. Bom dia.
Pedro
Obrigado.
Operator
Lembrando que para fazer perguntas, basta clicar em "Levantar a mão". A próxima pergunta vem de Pedro Caravina, da XP.
Pedro Caravina
Bom dia, Pedro, Wagner, obrigado pelo espaço. É, eu queria explorar talvez o ponto do working capital.
A gente viu uma melhora relevante no trimestre, queria que vocês discutissem pouco do qualitativo dessa melhora. E aí, se puder já pegar gancho em termos de alocação de capital, acho que vocês seguem num patamar bastante saudável de alavancagem, mas vocês sempre falam que pretendem reduzir esse nível dado o dividendo extraordinário que teve no ano passado.
É como que tá a cabeça em termos de alocação de capital? Vocês anunciaram novamente o programa de recompras, imagino que deva ser isso para esse ano.
E também do ponto de vista de lojas, né? Recentemente vocês iniciaram a operação da loja da Under Armour, a primeira loja física no Brasil, queria que vocês comentassem pouco da cabeça pra isso, se é meio que teste, se eventualmente pode ser algo que acelere.
Acho que ainda é cedo pra ter alguns resultados, mas são esses temas que eu queria abordar.
Wagner Dantas
Perfeito, Pedro. Obrigado pelas perguntas.
Pedro, eu pego as duas primeiras aqui e aí deixo a de lojas pra você falar a respeito, né? Eu acho que a evolução do nosso capital de giro, né, pontualmente nesse segundo trimestre, ela a princípio não tem nenhuma mudança estrutural.
Ela é algo muito pontual em cima de mix, né, dos prazos de recebimento com os clientes, né? Então determinado trimestre você acaba pouco mais alavancado no contas a receber em key accounts que têm prazos pouco mais alongados versus field accounts que têm prazos mais curtos e vice-versa, né?
Então assim, acho que o primeiro ponto é não existe nenhum componente estrutural que traga essa melhora ou que crie uma tendência, mas é algo muito mais pontual em cima do mix dessa carteira de recebíveis, né, da forma que ela finalizou. Na questão de estoques, eu acho que a gente segue ali na evolução dos estoques olhando pra carteira futura, né?
Então ele até aumenta ali, se não me engano, 5 ou 6 dias de estoque versus o consumo dos últimos 12 meses, mas também é algo que tá organizado, né, e foi planejado olhando pra frente, né? Então a gente segue com bastante confiança, com uma carteira de pedidos pujante, construindo estoques de produtos acabados ou matérias-primas compradas já para performar a carteira pra frente, né?
E quando você tem horizonte de crescimento, naturalmente você carrega estoque para sustentar esse crescimento olhando aí para os próximos meses, né? Então acho que esses são os dois principais componentes.
A parte de fornecedores a variação é mínima ali e a gente já trabalha com prazos de fornecedores bem curto, né? Então acho que o principal ponto no working capital é que não tem nenhuma mudança estrutural, é muito mais efeito aí de mix entre canais e subcanais, né, dentro da carteira de recebíveis principalmente.
Questão de endividamento versus dividendos, né? A gente ao longo do ano passado teve aquela agenda de antecipação pujante de dividendos, né?
A gente distribuiu R$ 1,5 bilhão de dividendos. Caixa efetivo saindo da empresa foi mais de R$ 1 bilhão.
Isso promoveu endividamento, endividamento planejado e que a gente segue, né, com o mindset de alocação de capital em redução dessa dívida no curto prazo. E curto prazo rolling one year, eu acho que é a nossa expectativa de trazer esse endividamento para patamar que apesar aos olhos do mercado já ser desalavancado, aos nossos olhos, né, a gente para enfrentar o Brasil de taxas de juros que já tem alguns anos que tá pra cair e não cai, o Brasil de volatilidades e eventualmente oportunidades, a gente prefere carregar o nosso balanço mais próximo de caixa líquido zero do que uma alavancagem onerosa que a taxa de juros atual promove, né?
Então a gente tem a geração de caixa pujante, ela segue sustentada pela operação e a gente sim deve seguir aí na toada de redução desse endividamento até que ele flerte ali com caixa zero ou muito próximo disso. Aí sim, eu acho que deve ser o trigger, o gatilho pra que a gente volte a ter uma agenda de distribuições mais pujante como nós performamos aí nos últimos 3, quase 4 anos.
Plano de recompra, né? A gente lançou esse novo plano de recompra.
Na verdade, o plano de recompra que estava vigente ele vencia agora em setembro, né? E a gente discutiu com o conselho e optou aqui na administração em manter o plano de recompra aberto até para eventualidades ou questões oportunísticas de mercado, né?
A ação em determinados momentos ela pode tá a preços que não exista uma melhor alocação de capital do que recomprar a própria ação em benefício, né, dos interesses dos acionistas, né? Então é mecanismo que a gente decidiu por manter vigente, habilitado para que a gente possa reagir a eventos de oportunidade.
Não temos a expectativa de drenar liquidez ou de sair recomprando de forma intensa. É muito mais mecanismo de viés de captura de eventuais oportunidades e também de remuneração dos acionistas, né, uma vez que a gente tem aí o payout mínimo de 25% sendo passível de ser executado, né, performado através de dividendos, redução de capital, recompra e juros sobre capital próprio, né?
Então à medida que a gente enxergar o melhor caminho, né, o melhor instrumento, a gente vai tá usando aí pra performar o 25% mínimo de payout. Mas eu acho que o payout ou uma agenda mais intensa de distribuições ou remuneração ao acionista, ela vai tá muito vinculada ao patamar de endividamento da empresa.
Então acho que a gente segue aí muito fiel à disciplina de proteger os pilares financeiros e sólidos aí da companhia. Deixo a pergunta de lojas aqui pra você, Pedro.
Pedro
Obrigado, Wagner. Bom, Pedro, o assunto de vendas diretas na Vulcabras tem se intensificado nos últimos tempos, a gente tem comentado aqui.
Acho que fator importante também pra comentar antes de falar especificamente sobre o varejo em si é que a gente já está há pouco mais de ano com novo conselheiro, que é o Alberto Serrentino, da Varese, que tem liderado aqui os nossos comitês de inovação e dentro desses comitês a gente fala muito sobre toda a parte digital e varejo próprio, né? As vendas diretas, onde ele é grande especialista e vem trazendo uma visão muito muito boa pra gente.
Então esses planos estão sendo montados, mas começam a sair do papel. Nós hoje temos 17 lojas, a gente pretende chegar no final do ano pelo menos com 20 lojas.
A gente abre a primeira loja de conceito da Under Armour no Shopping VillaLobos agora em outubro. Essas lojas têm sentido muito claro de complementariedade à nossa estratégia.
Nós distribuímos os nossos produtos em mais de 10 mil clientes e elas têm motivo muito específico de posicionar as nossas marcas. Lógico que isso nos traz mais faturamento, mais venda, mas ela posiciona as nossas marcas porque ela consegue mostrar a proposta completa dessa marca, das coleções que nós apresentamos no mercado.
E a gente sempre comenta aqui que no Brasil a gente tem uma dificuldade de vendas de vestuário e acessório por causa de canal. Então essas lojas próprias e o e-commerce é aonde a gente vê uma possibilidade de alavancar as nossas vendas principalmente de vestuário e acessórios, que são baixas ainda.
Não chegam a 7% do nosso faturamento. Marcas esportivas têm mais participação de vestuário e acessórios, então é caminho que a gente vê com ótimos olhos, complementar.
A primeira loja tá sendo aberta agora, ela é importante. Por que no Shopping VillaLobos?
Até porque a gente tem showroom no prédio comercial ali do VillaLobos onde a gente tá montando toda essa estratégia. E sim, a gente vê como importante ter uma maior participação de vendas diretas dentro da Vulcabras, principalmente pra ampliar essa venda de vestuário e acessórios e conseguir promover melhor as nossas marcas.
Então a primeira loja sai do papel e está sendo aberta agora. O plano de expansão dessas lojas, ele está em andamento dentro desses comitês junto ao Alberto e todo o nosso time e acredito que a partir do próximo ano a gente possa começar a aumentar.
Pedro Caravina
Claríssimo, obrigado.
Pedro
Obrigado.
Operator
Lembrando que para fazer perguntas, basta clicar em "Levantar a mão" ou enviar por texto através do ícone Q&A. A próxima pergunta vem de Eric Huang, de Santander.
Eric Huang
Bom dia, Pedro, Wagner, obrigado aí pelo espaço. Duas perguntas aqui rápidas, uma acho que na verdade são dois follow-ups, né?
Acho que a primeira pensando pouco na recomposição de preços ali olhando pra questão de margem bruta dado os desafios que vocês têm visto aí tanto em absenteísmo quanto na elevação de matéria-prima, como é que vocês estão olhando pra isso na ponta, né? Imagino que sim, dado o nível que vocês já enxergam, né, de carteiras, até conforto nisso, mas entender pouco mais como que vocês estão equacionando isso versus movimentos aí de competição que a gente sabe que seguem bem acirrada.
E o outro acho que pensando pouco nessa expansão, né, de varejo, sei que é algo bem incipiente, mas pensando pouquinho mais no lado de economics, né? Como a gente deveria pensar nisso, como é que vocês estão olhando, até pensando pouco mais na estrutura de selling, né?
Querendo ou não que a gente pode começar a enxergar mais isso com uma contrapartida, né, de margem bruta naturalmente mais alta, né? Então só pra ajudar a gente também a entender como que isso poderia começar a mexer aí nos números da empresa pra frente.
Obrigado.
Pedro
Wagner, eu começo aqui. Deixa eu falar pouco sobre as adaptações que a gente vem fazendo, porque quando a gente constrói orçamento no ano anterior, a gente constrói com cenário e o cenário do primeiro semestre foi muito volátil, o aumento do custo das matérias-primas, inclusive até receio de que faltasse algumas matérias-primas, fretes, etc.
Houve aumento até irracional de custos. Alguns custos já retrocederam, não nos patamares originais lá do início.
Isso fez com que a gente tivesse que reajustar alguns preços. Acho que fomos uma das poucas empresas assim do nosso setor que realmente a gente viu mudar preços de produtos que já estavam em linha.
A gente viu que era possível, mas a gente tem uma empresa muito ágil, muito rápida pela verticalização que a gente tem. Então ao longo desse período, inclusive fortemente pro segundo semestre, mas conseguimos fazer também no primeiro semestre algumas adaptações de não só reajustar preços, mas também mudar algumas coisas na coleção, né?
Adaptar produtos, tirar alguns produtos, antecipar outros produtos que já estavam desenvolvidos pra ser lançados pouco mais pra frente. Então a gente precisou fazer realmente algumas adaptações e nisso tudo são partes mais técnicas, mas algumas trocas de matéria-prima, etc., sempre visando manter a nossa rentabilidade, manter os nossos resultados.
A Vulcabras é uma empresa que cresce há 24 trimestres consecutivos, cresceu dois dígitos agora, mas a gente tem muito claro que a gente não cresce a qualquer custo. Haja visto o nosso e-commerce, por exemplo, que é e-commerce rentável, cresceu 16% agora, vinha crescendo até em patamares maiores.
A gente cresceu menos porque não participou de grandes liquidações que a gente tem visto no mercado. A gente aprendeu a trabalhar com isso, né?
Marcas internacionais trazendo quantidades grandes de produto, fazendo muitas liquidações, é só entrar nos sites pra ver a quantidade de liquidações que existem. O Brasil é assim, infelizmente é assim, a gente aprendeu a trabalhar com isso, mas a gente não cresce a qualquer custo.
Então preservar margem sempre muito importante pra preservar os resultados. A gente também foi pouco mais austero nas nossas despesas e o que a gente faz num momento desse é transformar pouco da nossa visão de médio e longo prazo a médio e curto prazo.
Então felizmente os investimentos, quando você vê o nosso CAPEX aqui que está diminuindo, felizmente o nosso investimento de ampliação fabril que nos dá uma possibilidade de crescimento desse ano e do próximo com tranquilidade dentro dos nossos planejamentos já foi feito, então os investimentos ficam muito mais em modernização, em trazer evolução tecnológica pro nosso negócio. Mas sim, a gente conseguiu fazer uma boa adaptação, a gente tá satisfeito.
Acho que se não tivesse tido tanta instabilidade, aumento de custos, a gente poderia ter até tido resultado até pouco melhor do que esse, mas como a gente vem falando, essa é a nossa projeção, continuar crescendo, mas sempre mantendo a nossa rentabilidade. Não foi possível repassar todos os custos, né, no preço, mas a gente vai mexendo em alguns outros lugares.
A gente tem agilidade pra fazer com rapidez, algumas foram feitas pro primeiro semestre e agora no segundo já entra as outras e já estamos desenhando o 2027, que também é ano de muitas incertezas, né? Todos vocês sabem, com eleições e essas instabilidades políticas econômicas que nós temos no país, endividamento, etc.
Isso faz com que a gente trabalhe muito em direcionar as nossas coleções pro que a gente entende que é o mais importante, né? Excelente custo-benefício, produtos multifuncionais.
A gente vai intensificando ainda mais isso pela visão que a gente tem de que cenário a gente vai enfrentar ali pela frente. Sobre o varejo, eu vou deixar o Wagner falar pouco mais dos números, esse é o nosso combinado aqui, o Wagner fala sobre os números, mas o nosso negócio, né, ao longo dos anos e tudo que a gente vem vendo e aí eu vou falar num aspecto assim bem amplo, a indústria, a produção, a Vulcabras em si, falo pela Vulcabras, sempre teve resultados, rentabilidades maiores do que varejo, né?
E aí olho pra indústria e olho pro varejo, mas varejo integrado à indústria conseguindo capturar toda essa sinergia, o abastecimento, a omnicanalidade com site realmente em crescimento rentável, eu vejo que a gente consegue economics bons, né? E a gente consegue fazer lançamentos de produtos, a gente consegue direcionar todo esforço de uma empresa que já passou de R$ 4 bilhões de faturamento e com toda sua inteligência, com todo seu relacionamento com o mercado, com comunidades, com sua estrutura de marketing, etc., consegue promover muito bem essas lojas que são das próprias marcas, que estão sendo muito divulgadas e muito bem cuidadas no mercado brasileiro.
Eu acho que tudo isso transforma essa loja numa loja que tem potencial de vendas bastante relevante. Mas de qualquer maneira, pouco do que você falou é muito bem observado pela gente.
Nós estamos abrindo uma loja num shopping porque a gente vê economics muito razoáveis pra abrir essa loja nesse shopping. Então tem alguns lugares que talvez não seja a melhor decisão pra gente de abrir lojas.
A gente vai abrir lojas rentáveis, que cumpram com o objetivo de posicionar nossas marcas e principalmente ajudando a gente a vender vestuário e acessório. Wagner, por favor, me complementa onde você achar necessário.
Wagner Dantas
Não, acho que tem dois complementos sutis aqui. Acho que o primeiro na parte da primeira pergunta do Eric, né, em relação à recomposição de preços, né?
Eu acho que fica talvez a dúvida, né? O modelo de negócio, a marca, o valor percebido dos nossos produtos, né, sempre promove custo-benefício muito relevante pro consumidor a preços competitivos, né?
E quando a gente aumenta preços talvez a dúvida fique: putz, essa vantagem competitiva cai? Essa vantagem competitiva ainda se mantém, né?
Eu acho que a resposta é sim. A gente, como o Pedro mesmo mencionou, a gente fez aumentos pontuais em produtos que davam pra serem aumentados.
É uma ciência que a gente vai estudando aqui concorrência, movimentos de mercado, tendências de consumo, mas o complemento que eu quero fazer é que o varejo multimarcas ele apostou e ele segue muito confiante nessa estratégia comercial que a gente desenhou. Então a gente hoje já viveu aí o primeiro mês do segundo semestre, né, com carteiras de pedidos pujantes, com fábricas programadas, fazendo a nossa lição de casa para buscar a melhor eficiência, né, iniciando a captura de sell-out para entender como o consumidor vai reagir a esses novos preços, né?
Mas os primeiros sinais são positivos e isso constrói muita confiança de que a gente dimensionou a recomposição de preço na medida correta, sem colocar em risco essa vantagem competitiva, esse grande diferencial que os nossos produtos, as nossas marcas conseguem entregar. Segundo complemento em cima do ponto de lojas, né?
Acho que o Pedro mencionou bem, a gente entende que varejo é negócio de uma complexidade bastante diferente. A gente vem crescendo aí em lojas, em operações de outlet.
Hoje já são 17 lojas construídas em cima de oportunidades de negócio, mas mais outlets que, apesar do nome outlet, né, não denigrem em nada as marcas, promovem uma execução, posicionamento de marca muito premium, né? É uma tendência já bem difundida em mercados como Estados Unidos e que no Brasil vem se acelerando.
Grandes cidades ao redor de capitais ou mesmo em capitais, né, tendo esse tipo de local que promove não só liquidações, mas também experiência. A gente hoje abre nossas lojas, né, na mesma rua em que marcas de luxo estão já posicionadas, né?
Então de fato constrói muito valor. E a loja do Shopping VillaLobos é de fato o kick-off aí de piloto onde a gente vai errar, vai acertar, vai aprender muito rápido, mas eu acho que a gente conseguiu construir esse piloto setado para que ele possa de fato ter sucesso, para que ele possa performar.
Não é piloto aleatório ou piloto que vai ser cash burning pra gente só errar, né? De fato a gente acredita bastante no ponto, acredita bastante no relacionamento que a gente estabeleceu através dessa loja com o operador do shopping e a gente tá muito ansioso por ter logo o go-live e otimista aí com os aprendizados que a gente vai construir e na formatação de modelo de negócio que possa de fato ser escalável e que entregue economics saudáveis, né?
O Pedro falou umas duas, três vezes na resposta dele, eu falo com muita frequência, né? A gente não tem disposição, não tem apetite por crescer a qualquer custo.
Então a gente sempre vai tá mitigando riscos, abraçando oportunidades, mas que promovam crescimento construindo retorno aos acionistas, construindo retorno sobre a melhor alocação do capital empregada aí da companhia.
Eric Huang
Não, perfeito. Super claras as respostas, obrigado aí.
Wagner Dantas
Valeu, Eric.
Operator
Lembrando que para fazer perguntas, basta clicar em "Levantar a mão" ou enviar por texto através do ícone Q&A. A próxima pergunta vem de Antonio Cardoso, da Jefferies.
Antonio Cardoso
Bom dia, pessoal, tudo bem? Obrigado por pegar a minha pergunta aqui.
É, eu queria explorar pouco o que vocês vêm falando de repassar custo, mais uma vez entrando nesse ponto. É, eu queria entender pouco essa dinâmica aqui do repasse de custo, porque quando a gente olha pra margem bruta de vocês desse trimestre, parece que vocês conseguiram fazer bom trabalho, né?
Foi só 0,4 ponto percentual de perda de margem bruta. Mas como a gente vai ver essa figura pro resto do ano no sentido de que vocês carregam estoque, né, de 100 120 dias, enfim.
Então demora pouco pra passar esse custo mais alto de matéria-prima, principalmente dos derivados de petróleo, pro COGS e consequentemente pra margem bruta? Isso que vocês querem dizer quando o Pedro disse há pouco que talvez não tenha conseguido repassar tudo?
Essa é a primeira pergunta. A segunda pergunta é pouco de sell-out, competição na ponta, preço final pro consumidor.
É se vocês já tão conseguindo ver alguma consequência de uma agressividade maior de Adidas e Nike, principalmente nesse segmento de corrida, né? É sei que vocês não comentam muito com competidores específicos, mas talvez falar de competição específica e diferença de gap de preço entre o Corre e esses dois maiores internacionais.
Obrigado, pessoal.
Pedro
Wagner, me deixa com a segunda, que eu me divirto bastante com ela. Vai com a primeira aí, obrigado pela pergunta.
Wagner Dantas
Combinado. Bom, a gente trabalha, Antonio, com planos de produção que variam entre 45, 60 dias, né?
Quando a gente fala o plano de produção, a gente já tem a fábrica programada nesse horizonte de dias e já tem matéria-prima dentro de casa pra performar aí as ordens de fabricação nesse horizonte de dias, né? Então quando a gente tem uma alta nos insumos, isso passa pela nossa produção, pelo custo do nosso produto produzido nesse timing que eu descrevi agora pra você.
Então quando a gente entrou ali o segundo trimestre, onde foi o pico ali da inflação sobre insumos decorrentes aí da questão do Oriente Médio, a gente teve o custo do produto produzido de abril e maio pouco poluído por esse novo preço, por esses aumentos e a gente teve o custo de junho já mais poluído. E assim tá seguindo, né, ao longo do segundo semestre.
Os preços aumentaram, existe ainda a volatilidade, né, do petróleo, mas as precificações, a discussão da tabela de preço dos insumos, ela também não flutua na mesma forma que o barril de petróleo flutua, né? Não é uma commodity que você tá comprando ali no dia a dia, né?
A recomposição de preços foi para mitigar esse degrau, esse incremento aí dos insumos. Quando o Pedro disse que, putz, não conseguimos repassar todos, existiam produtos que a gente deveria ter aumentado o preço, mas a gente estuda, né, os aumentos de preço de acordo com as faixas, de acordo com as categorias, de acordo com a concorrência.
Para nós é extremamente importante a manutenção de volumes, né? Então não é que a gente pegou a coleção inteira e aumentou 10% flat e viu onde foi parar.
Na verdade, produto a produto, faixa de preço a faixa de preço, categoria a categoria, concorrência a concorrência, a gente estudou onde a gente tinha espaço para aumentar preço mitigando o risco, sem correr risco de perda de volumes, né? Então na média, né, tem aumento de preço, mas existem produtos, por exemplo, o Corre 5, calçado icônico de volume, calçado que hoje é quem é o principal protagonista da família do Corre, né, na história de corrida de performance da Olympikus, a gente não aumentou.
A gente manteve ele ao segundo semestre ao preço de 599, né? E mas em outros modelos o aumento foi performado sim, né?
E o aumento não é linear também, não é 10%, na verdade é a próxima faixa de preço e é mais ou menos assim que vem as discussões, a ciência aí da precificação. Mas a gente entende que os aumentos de preços que nós performamos, vão manter volumes nos patamares e isso a confiança dessa precificação tá construída hoje em cima do volume de carteiras que a gente capturou.
A gente tá bastante confiante de performar e de seguir com a tendência de crescimento que a gente vem performando. Dois, a gente entende que ela é suficiente para defender margens nos patamares que a gente vem performando.
Eu acho que é isso e a gente segue aí no segundo semestre bastante confiante não só em sustentar crescimento, crescer através de volume, mas em sustentar margens no patamar que a gente vem conseguindo performar.
Pedro
Obrigado, Wagner. Deixa eu falar pouco sobre o nosso sell-out e sobre concorrência.
Primeiro, a gente vem muito mais organizado e a gente tem diferencial competitivo de que a gente consegue pegar os pedidos, programar, abastecer o mercado em 45 dias. Isso é uma grande verdade.
Então o que eu vou dizer parece pouco contrário a isso, mas nós estamos com o ano praticamente vendido devido ao sucesso das nossas coleções. Mas isso não quer dizer que o cliente não possa também fazer algumas correções dentro desses pedidos.
A notícia boa pra gente é que a nossa demanda ela está bastante alta e a gente por essa agilidade consegue fazer e acessar esses clientes que compram, principalmente que compram maior quantidade, tem que distribuir por lojas com período aí de 1 mês, 45 dias e deixá-los fazer uma distribuição mais inteligente. A gente consegue se adaptar pra isso.
Mas eu, como você falou, eu não gosto de falar o nome de outras marcas, mas às vezes eu até falo dentro da Vulcabras que é elogio o que a gente vê no mercado, porque a gente consegue entender a estratégia dessas marcas grandes com uma boa antecedência, até porque elas pré-vendem com antecedência, a gente sabe os preços que vão acontecer e tudo mais. E quando a gente vê essas marcas internacionais, e não é de hoje, tá?
Mas pode ter se intensificado pouco até por sua percepção, fazendo produtos, colocando o nome em produtos latinos dentro das suas coleções e falando abertamente de que faz produtos por causa do crescimento da Olympikus na linha do Corre, é lógico que isso aumenta a nossa competição, mas é elogio ver umas marcas internacionais vendo que a gente tá fazendo muito bem. O que a gente faz com isso é olhar como eles se posicionam e realmente se adaptar e contra-atacar.
E os contra-ataques já estão todos implementados, os necessários e os que vão precisar para o segundo semestre já vão entrar também. E o desenvolvimento dos nossos produtos e coleções, que a gente discute isso mensalmente, também já vão se adaptando conforme o movimento de cada.
O que me parece assim algo estranho dentro de tudo isso, e a gente já fala muito sobre isso quando a gente vê grandes liquidações de produtos dentro do mercado, são produtos que são vendidos sem rentabilidade. A gente vê alguns produtos inclusive serem lançados, e a gente conhece muito o custo, a gente produz 100 mil pares por dia mais ou menos de calçados, de tênis, então a gente sabe e tem acesso a todas as informações, a gente sabe que chega a existir produtos nas tabelas de preço a preços subsidiados onde não gera resultado, gera prejuízo.
Então é contra isso que a gente tem que lutar aqui dentro do Brasil, fora todas as liquidações, excessos, né, escoamento de produção internacional no Brasil. Agora a gente tem também alguns produtos sendo subsidiados pra enfrentar pouco esse crescimento de uma marca brasileira que tem feito grande sucesso.
E grande sucesso mesmo, né? Ser o tênis mais utilizado pelos corredores brasileiros pelo terceiro ano, dito pelo Strava, maior aplicativo do mundo de corrida.
No shoe count da Maratona de São Paulo e na Maratona de Porto Alegre, por exemplo, nosso foi o tênis que mais cruzou a linha de chegada, inclusive dos 42 km, não só do meia maratona, é algo que mexe com o mercado, mexe com essa turma. É mercado que a gente não atuava, então a gente tá começando a participar desse mercado.
Mas o que eu posso dizer é que o Corre 5 que nós começamos a produzir no primeiro trimestre pra entregar no segundo, nós estamos produzindo mais do que a gente produziu no segundo trimestre pra entregar no terceiro e acreditamos que só vai ter crescimento. Então a gente tem posicionamento muito forte, a gente tem relacionamento muito bom com a comunidade toda, seja através dos lojistas, seja através da comunidade de corrida, os formadores de opinião, os consumidores, que viram no Brasil uma marca que entrega excelente produto, excelente custo-benefício.
E a gente tem todas essas coisas, né? Se tornou produto excelente custo-benefício, produto muito técnico, produto durável, produto esportivo de alta performance, mas também se tornou produto querido, uma marca querida, uma marca desejada, quase que uma moda também dentro dessa linha de corrida que só cresce.
E é mercado em expansão, né, pessoal? É assim, mercado que cresce não só na corrida, cresce toda a parte de wellness, toda a parte de bem-estar, os produtos multifuncionais que nós estamos também lançando pra que a pessoa possa ir pra uma academia, fazer a sua musculação, correr na esteira ou sair num parque e que tenha essa multifuncionalidade.
Muitas atividades esportivas estão sendo difundidas, né? Antigamente se falava só de crossfit, agora tem várias vertentes de estilos de treinamentos em academias.
Então tudo isso vai crescendo com o cuidado com a saúde, né? Essa importância do cuidado com a saúde e também o material esportivo saiu das quadras, saiu do esporte e foi para o cotidiano das pessoas por causa da praticidade, por causa da comodidade e as marcas esportivas também começaram mais a cuidar de ter produtos que entrem no cotidiano das pessoas para que elas possam estar vestidas para o seu dia a dia.
Isso vem muito de combinação de materiais e cores. A Vulcabras está muito atenta a isso, mas sim, a gente vê ataque forte, a gente vê inclusive uma conversa dessas marcas falando no nosso nome e melhor que não tivesse, né, tanta concorrência, mas por outro lado vejo com elogio quando eu vejo que a Olympikus está na boca de marcas que discutem essa marca nos Estados Unidos, na Europa, a gente vê que está fazendo bom trabalho.
Mas muita coisa, muitos produtos, muitas estratégias estão por vir e a gente tem muita confiança na nossa estratégia. A gente vai se adaptando e nossa agenda de continuar no nosso ritmo que já está há 24 trimestres vai continuar.
A gente sabe se defender aqui.
Antonio Cardoso
Obrigado, Pedro, obrigado, Wagner. Ficou super claro.
Wagner Dantas
Valeu, Antonio.
Operator
Não havendo mais perguntas, eu gostaria de passar a palavra ao senhor Pedro para as considerações finais.
Pedro
Bom, pessoal, muito obrigado mais uma vez pelo interesse de vocês. Acho que recapitulando pouco, a gente vem sofrendo cenário muito instável no Brasil, desafiador.
A Vulcabras com essa verticalização, ela consegue se adaptar, isso a gente mostra aí nessa sequência de trimestres, inclusive os dois trimestres já reportados desse ano. As adaptações seguem acontecendo, nós continuamos trabalhando principalmente em trazer mais evolução tecnológica, mais produtos, sempre trabalhando muito forte no custo-benefício que é mandatório pro sucesso do nosso negócio no país como o Brasil, com todas as condições que a gente tem enfrentado.
Nossas carteiras estão muito boas. O sell-in foi muito bem feito, o sell-out no ponto de venda das informações que a gente tem, a gente consegue ler mais de 60% do que a gente vende através dos nossos clientes parceiros, está muito bem.
Pretendemos continuar nessa batida. Se o cenário continuar assim, a gente continuará fazendo os nossos lançamentos, as nossas ações pra continuar com esse ritmo de crescimento e mantendo as nossas rentabilidades.
Obrigado mais uma vez. O pessoal todo de RI fica à disposição pra responder qualquer outra pergunta que vocês tenham ao longo dos próximos dias.
Muito obrigado.
Wagner Dantas
Obrigado, ótimo dia.
Operator
A videoconferência da Vulcabras está encerrada. Agradecemos a participação de todos e tenham ótimo dia.
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