Banco Comercial Portugues S.A.

Banco Comercial Portugues S.A.

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Q2 FY2026 · Earnings Call TranscriptJuly 29, 2026

2026-09-11T14

54:54Z Unidentified Speaker 1: Obrigado por nos acompanharem nesta apresentação de resultados. Foi mais semestre com bons resultados, semestre bem conseguido e, como faço sempre, quero começar por agradecer aos clientes a confiança e a preferência com que nos distinguem, aos trabalhadores mais semestre com uma entrega muito, muito consistente, e dar nota também e agradecer a dois trabalhadores do BCP que estão hoje agora aqui já não na qualidade de trabalhadores, mas na qualidade de administradores executivos, nomeadamente o Dr.

Miguel Manso e o Dr. António Pinto, que pela primeira vez estão connosco aqui, a Comissão Executiva, perante o mercado a apresentar resultados, e, naturalmente, aos acionistas a confiança que têm tido no banco e o apoio que têm dado ao banco ao longo de todo este esforço.

Os resultados do grupo situaram-se em 565,8 milhões de euros, aumento de 12,7%, refletindo a capacidade do banco gerar valor mesmo num contexto que continua a ser bastante imprevisível e bastante adverso em algumas componentes daquilo que é a atividade económica em termos globais. O resultado líquido da atividade em Portugal situou-se nos 470,2 milhões de euros no primeiro semestre, aumento de 10,9% year-on-year.

O resultado líquido das operações internacionais a aumentar 25,2%, tendo ascendido a 183,5 milhões de euros, com o Banco Millennium a apresentar resultado líquido, como já é do conhecimento do mercado, de 166,9 milhões, uma variação de 38,7% face ao primeiro semestre de 2025. Esta evolução do banco na Polónia também tem contributo relevante na redução de 64,9% dos encargos associados à carteira de créditos hipotecários em francos suíços, que se situaram nos primeiros 6 meses deste ano em 96,7 milhões de euros.

No que diz respeito ao modelo de negócio, sólidos rácios de capital, Common Equity Tier 1 de 15,1% e rácio de capital total de 19,3%, já terei oportunidade de dar mais informação a este respeito mais à frente. Indicadores de liquidez mantêm-se a níveis muitíssimo robustos e acima dos limites regulamentares.

O crédito a clientes no grupo aumentou 8,3% year-on-year e os recursos totais de clientes cresceram 9,8%, portanto uma forte evolução daquilo que é o negócio core do banco. E em Portugal, o crédito a clientes aumentou 8,6% year-on-year e os recursos totais de clientes aumentaram 7,2%.

O crédito a empresas no Banco Millennium registou acréscimo de 31,8%. É de destacar este número porque uma das prioridades que apresentámos ao mercado, uma das linhas de negócio que apresentámos ao mercado, era na Polónia reforçar o peso do crédito a empresas, e esse, como se pode ver aqui, está a ser conseguido com distinção, ou seja, aumento muitíssimo significativo face àquilo que era tradicionalmente a evolução do negócio no segmento empresarial da Polónia, refletindo também agora banco que tem rácios de capital e uma posição de liquidez forte que lhes permite sustentar este crescimento.

Os ativos não produtivos registámos uma redução também com significado, 187 milhões de redução de NPEs. O custo do risco situou-se em 32 pontos base quer no grupo, quer em Portugal, quer no apartado das operações internacionais, e os clientes ativos aumentaram 4%.

Este aumento de 4% dos clientes ativos permitiu ao grupo superar 7,4 milhões de clientes em termos consolidados, com o crescimento relevante daquilo que são os clientes que nós denominamos por clientes mobile, que utilizam regularmente o mobile para interagir com o banco, cresceram 8% e que representam, em termos de grupo, hoje 75% do total de clientes. Esse crescimento de clientes foi também bastante relevante em Portugal, a taxa de crescimento é a mesma, 4%, superando os 2,9 milhões de clientes, com o crescimento dos clientes mobile a ser superior, com 8% o crescimento dos clientes mobile, e que representam já em Portugal 67% dos clientes ativos.

Continuamos a ser distinguidos e reconhecidos como banco com elevada qualidade de serviço ao cliente pelo sexto ano consecutivo Escolha do Consumidor, o que é particularmente relevante; o Prémio Cinco Estrelas ao nível dos grandes bancos nas apps bancárias pelo quarto ano consecutivo; Prémio Cinco Estrelas da banca digital terceiro ano consecutivo; e o Produto do Ano, a Escolha de Produto do Ano para o novo site empresas do Banco Comercial Português. Esta evolução ao nível do digital, que está expressa no crescimento dos clientes e, nomeadamente, dos clientes digitais, fica bem patente nos dois slides que vos vou apresentar.

Portanto, nós temos hoje uma proposta de valor que compete com os nativos digitais, portanto não ficamos a nada atrás dos nativos digitais, mas além desta forte componente do mobile, nós temos rede, nós temos rosto, nós temos proximidade aos clientes, e isso é particularmente importante. Acreditamos que esta relação muito forte e esta integração muito forte entre aquilo que pode dar o digital e a presença nas praças, a proximidade que a nossa rede física permite, de facto permite uma oferta de valor de maior confiança, de maior segurança, num mundo que está mais imprevisível.

Nós, ao nível dos particulares, temos hoje em dia 1,7 milhões de logins na app por dia, portanto veja-se bem a dimensão, crescimento de 8% year-on-year. O investimento que estamos a fazer e continuamos a fazer fica bem patente também no facto de já este ano termos lançado 52 novas funcionalidades, e isto mais uma vez demonstra bem a agilidade, proximidade, capacidade de servir os clientes nas praças onde estamos presentes, portanto atendendo àquilo que de facto os nossos clientes mais valorizam, e não fazendo uma coisa genérica para uma multiplicidade de clientes.

Em média, cada cliente faz em média 34 vezes logins por mês, portanto vem diretamente dentro da app em média 34 vezes por mês. Número 1 no NPS dos clientes digitais, né, ao nível dos principais bancos, a clara preferência ao nível de todas as stores.

E este forte crescimento de que vos falo fica bem patente num crescimento year-on-year nas vendas de 8%, nos cartões de crédito 32%, no crédito pessoal de 23%, portanto estamos a falar de transações na app. Nas transações, mais 9%; nas transferências internacionais, que era uma área em que havia ou outro concorrente que estavam com propostas distintivas, o crescimento fica bem patente, portanto desenvolvemos, adaptámos e servimos os clientes e esse crescimento está bem patente neste crescimento de 68% ao nível das transferências internacionais.

E na taxa de penetração do digital em número de operações, não é em valor, em número de operações, já 95% das operações de bolsa, 90% das poupanças, 76% das operações de fundos de investimento, 76% das operações de crédito digital. E mesmo em produtos que tradicionalmente não eram muito associados ao digital e ao mobile, nós hoje temos na app processo completamente integrado para o crédito à habitação e hoje, em número de operações, 66% da assinatura das propostas de crédito à habitação é feita no digital, a assinatura digital da carta de aprovação é feita em 89% dos casos, e o agendamento de escrituras em 36%.

Portanto, uma proposta de forte conveniência que combina e articula muito bem aquilo que é uma rede física forte, com uma presença muito próxima, com uma forte qualidade no digital. Também, e pela primeira vez estamos a apresentar aqui a parte de empresas na componente digital, é investimento que estamos a fazer e dado o nosso forte compromisso com o tecido empresarial, nós hoje temos mais de 5 milhões de logins por mês, portanto valor francamente expressivo, em média 48 vezes por mês por empresa que utiliza o site do banco, 106 mil milhões de pagamentos no primeiro semestre deste ano, mais 10% face àquilo que foi o ano passado, produtos inovadores como o Caixa On Time, forte satisfação e a recomendação do site.

Ao nível de operações, crescimento de 11% nas transferências, 10% nas transferências nacionais, 22% nas transferências internacionais, e utilizado por todos os segmentos, quer dos micronegócios, quer às grandes empresas, como utilização da proposta de valor digital do banco para empresas. E também o reconhecimento externo, nomeadamente por parte da Euromoney, já disse, o Produto do Ano para empresas.

Portanto, investimento forte, isto reconhece o esforço que estamos a fazer ao nível do digital também agora para o segmento empresas, e reconhece que este crescimento do crédito também está ancorado nesta combinação entre rede física e rede digital, dada a simplicidade e a abrangência das nossas propostas, dos nossos produtos e serviços também para o segmento empresarial. A margem financeira teve uma evolução positiva ao nível consolidado a situar-se no 1,49 mil milhões de euros, crescimento de mais 3,4%.

Este crescimento não é igual nas operações nacional e nas operações internacionais, já terei a oportunidade de explicar, mas cresceu em Portugal e teve uma ligeira redução na componente internacional. Nos proveitos core a situarem-se em 1,931 mil milhões de euros, mais 4%, portanto tudo aquilo que tem a ver com mais negócio, mais clientes, mais crédito, mais recursos a ficar bem visível nesta evolução daquilo que são os proveitos core.

Os custos operacionais com uma evolução de 5,4%, mais 5,4%, a situarem-se nos 720,2 milhões de euros e a permitirem resultado operacional core acima de 1,2 mil milhões de euros, crescimento de 3,2% face a igual período do ano anterior. Nos outros proveitos, também uma evolução favorável, nós estamos a falar no apartado de outros proveitos crescimento de 28,4 milhões de euros face ao primeiro semestre do ano passado, terei a oportunidade também de apresentar a diferenciação entre aquilo que é a operação portuguesa e o apartado internacional.

Resultados antes de imparidades e provisões a situarem-se em 1,230 mil milhões de euros, mais 5,6%, mais 65,7 milhões de euros. Ao nível das imparidades, ainda valor muito elevado, ainda estamos a falar de 293,7 milhões de imparidades, mas uma redução de 21,8% face àquilo que tinha sido o primeiro semestre do ano passado e, portanto, uma evolução positiva, contributo para a conta de exploração de 81,7 milhões de euros.

Dentro das imparidades, aumento das imparidades de crédito, já terei a oportunidade de explicar o porquê, não tem a ver com situações específicas, tem sobretudo a ver com a grande maioria não tem a ver com situações específicas, tem a ver com, face a toda esta instabilidade e esta conjuntura macroeconómica muito desafiante, o banco ter entendido que devia aumentar os níveis de prudência, e foi isso que fizemos, e esta redução expressiva naquilo que são as imparidades para toda a temática ligada ao crédito à habitação em francos suíços com uma redução de 62,6%. Os resultados antes de impostos a situarem-se em 936,4 milhões de euros, mais 18,7%, depois naturalmente na linha dos impostos aumento desta linha de 29,3% e, portanto, situar o resultado nos tais 565,8, mais 12,7% do que em igual período do ano anterior.

Analisando agora com maior detalhe a taxa de margem financeira com uma ligeira redução em termos de grupo a taxa, sendo que a margem financeira sobretudo por via do aumento do negócio a crescer 3,4% nos tais 1,49 mil milhões de euros, e esta evolução, como referi, diferenciada entre Portugal. Em Portugal, a margem financeira a crescer 11,3% e a situar-se nos 773,2%, com a taxa de margem a crescer também de 2,12 para 2,22, portanto mais 10 basis points, e aqui vale a pena também dar nota de que a Euribor neste período, ou seja, a Euribor a 6 meses média dos primeiros 6 meses do ano passado versus aquilo que foi a Euribor a 6 meses média do primeiro semestre teve crescimento de apenas de 6 pontos base.

Como sabem também, as taxas do BCE foram revistas em junho do ano passado e, portanto, nessa altura, desde lá para cá crescimento de 25 basis points, e na componente internacional esta redução de 3,1% e a redução da taxa de margem de 4,47 para 3,874 tem muito explicada por uma redução da WIBOR na Polónia de 174 pontos base, agora já mais estabilizada, mas obviamente a fazer sentir e o forte crescimento do negócio a não conseguir de alguma forma compensar. De qualquer forma, uma evolução da margem financeira francamente positiva neste contexto e compara bem daquilo que têm sido os resultados que têm vindo a ser apresentados.

Esta evolução é também, diria, verdadeiramente distintiva. Ao nível das comissões, uma evolução bastante favorável, 5,8%, e não estamos a falar de aumento de tarifário, estamos sobretudo a falar de aumento da transacionalidade dos clientes, aumento da base de clientes, aumento do crédito, aumento dos recursos, aumento das comissões relacionadas com mercados, e, portanto, o que vemos é crescimento quer nas comissões bancárias, quer nas comissões relacionadas com mercados.

Esse crescimento em Portugal é de 5% e nas operações internacionais crescimento de 8,3%. Portanto, uma evolução favorável em ambos os casos, quer ao nível das comissões bancárias, quer ao nível das comissões relacionadas com o mercado e sobretudo sustentada naquilo que é o aumento da base de clientes e o aumento da preferência dos clientes na utilização das operações do Grupo Banco Comercial Português.

Ao nível dos outros proveitos, já falei aqui nesta evolução, é uma evolução de 28,4 milhões com comportamentos diferentes entre aquilo que é a operação portuguesa e as operações internacionais. Na operação em Portugal, crescimento de 13,9 para 36,6, muito marcado pela parte dos resultados de operações financeiras e recordo aqui que no primeiro trimestre destaquei que havia duas operações que tinham tido forte contributo, duas operações ligadas a ativos não produtivos, recuperação de ativos não produtivos que permitiram aqui uma evolução favorável, de qualquer forma bastante favorável, diria mesmo, e depois uma componente menos favorável naquilo que o resultado do aumento das contribuições obrigatórias.

Os aumentos das contribuições obrigatórias no primeiro semestre do ano passado em 32,8 passaram para 42,9 e aquilo que são o setor bancário e fundos de resolução passaram de 38,7 para 41,9. Nas operações internacionais, o que nós vemos de facto é também uma evolução positiva de -23,8 para -18, portanto a evolução é também ela positiva e em parte relacionada com a parte de resultados de operações financeiras e na parte de contribuições obrigatórias muito ligeiro aumento.

Custos operacionais, começava por destacar o rácio de eficiência ao nível do grupo, 37%, com o rácio de eficiência, o cost-to-income, em Portugal de 33%, nas operações internacionais no apartado internacional de 42%, crescimento de 5,4%, sendo que este crescimento não está errado, é igual quer na componente internacional quer na componente portuguesa. Portanto, uma evolução das diversas rubricas, quer ao nível das amortizações, quer ao nível dos outros gastos administrativos, quer ao nível dos custos com pessoal, mas a demonstrar uma gestão muitíssimo rigorosa dos custos e a demonstrar já que o crescimento dos proveitos a ser superior àquilo que é o crescimento dos custos do banco.

O custo do risco a situar-se no grupo nos 32 pontos base, mais uma vez também não é coincidência, 32 no grupo, 32 em Portugal e 32 pontos base na componente internacional, com comportamentos diferenciados e, portanto, mais do que olhar para o lado esquerdo do slide, que é o consolidado, a explicação encontra-se mais do lado direito do slide. Na componente portuguesa, como já tive a oportunidade de dizer, crescimento quer das imparidades de crédito, quer das outras imparidades numa perspetiva preventiva, muito justificada numa perspetiva preventiva, porque queremos ter balanço muito protegido e, portanto, e face a toda esta incerteza, e seguindo também aquilo que têm vindo a ser as algumas intervenções de reguladores no sentido de que os bancos devem proteger face a contexto que é muito imprevisível, foi exatamente isso que o Banco Comercial Português fez.

E nas operações internacionais, esta redução é muito marcada pela redução do provisionamento para os créditos em francos suíços e depois com aumento também menos marcado quer das imparidades de crédito, quer ao nível das outras imparidades, mas aqui nestas duas componentes uma subida. A redução dos NPEs no período ao nível do grupo de 187 milhões, 86 milhões em Portugal, 101 milhões na componente internacional, com os rácios de cobertura muito sólidos: a imparidade total mais colaterais a situarem-se nos 130,4%, se estivéssemos a falar incluindo também aquilo que são as garantias de Estado nós estaríamos aqui a falar de grau de cobertura na ordem dos 135%; a imparidade total sobre os NPEs de 84,5 para 97,2; com o rácio de NPLs a mais de 90 dias de 1,3 para 1,2; e o rácio de NPE só de crédito em 2,2; portanto, rácios de uma qualidade de balanço que obviamente também a contribuir para aquilo que é o resultado do grupo.

Portugal -86 milhões, como já tive a oportunidade de dizer, e o rácio de NPEs de crédito em 1,6, e o rácio NPE de crédito na componente internacional 3,5, sendo que na componente NPE EBA de 1,5 nas operações internacionais. Evolução bastante favorável dos recursos, 9,8% ao nível do grupo, com os recursos de balanço a crescerem 8,9%.

Esse crescimento em Portugal é de 7,2%, com crescimento quer nos recursos de balanço, quer nos recursos fora de balanço, quer nos recursos à ordem, quer nos recursos a prazo, o mesmo a acontecer também nas operações internacionais, mas com ritmo mais forte, a crescermos 15,3% ao nível daquilo que evolução dos recursos de clientes. Carteira de crédito, uma evolução também francamente positiva, mais 8,3%, a situar-se ao nível do grupo em 65,2 mil milhões de euros, com a componente de crédito a particulares a crescer 7%, particulares que inclui habitação e crédito pessoal, e as empresas a crescerem 10,4%.

Em Portugal, esta evolução no crédito performing é de 3,64 mil milhões de euros, portanto uma evolução também muito favorável, os tais 8,6% de crescimento, e nas operações internacionais 7,9, e o crédito performing a crescer 1,50 1.570 milhões de euros. Olhando agora, fazendo zoom in sobre Portugal, o tal crescimento de 8,9%, habitação e crédito pessoal 11%, empresas 6,1%.

Estes 11% do crédito a particulares é 2,3 mil milhões na habitação, 300 milhões em crédito pessoal, e este crescimento dos 6,1 de empresas traduz-se em mais 1,1 mil milhões de euros na componente empresarial. O banco mantém uma posição de destaque forte no segmento empresarial.

É o banco de referência do programa PME Líder, vencemos sete das últimas oito edições, e entre as quais a última edição; banco líder no programa Inovadora COTEC pelo sexto ano consecutivo; banco principal das empresas, segundo o estudo da Data E do primeiro semestre 2026; Melhor Banco de Investimento para Financiamento em Portugal pela Euromoney; Melhor Banco para Finanças Sustentáveis em Portugal pelo Global Finance; Trade Finance com uma quota de mercado 23,9%; banco líder nas garantias do Banco de Fomento; banco de referência no confirming; banco líder no leasing; banco destacado na comercialização das linhas do FEI e do BEI em Portugal; e com fortes destaques também para aquilo como já referi que são a oferta digital para o segmento empresarial. Os rácios de capital muito sólidos: o Common Equity Tier 1 de 15,1% e o rácio de capital total de 19,3%.

É preciso ter presente que há crescimento relevante de negócio, como já tive a oportunidade de dizer, e o banco só está a incorporar para este efeito em capital apenas 10%, uma vez que a política de distribuição de resultados para acionistas pode ir até 90%, a única coisa que preventivamente o que estamos a considerar para estes números, do ponto de vista da apresentação, é a parte que não iremos distribuir em nenhuma circunstância e, portanto, a permitir estes 15,1%. Se não considerássemos a política de distribuição, o rácio ficaria muito alinhado com aquilo que era o junho de 2025, estaríamos com o Common Equity Tier 1 em torno dos 16,2%.

Posição de liquidez muitíssimo robusta, portanto o Net Stable Funding Ratio 183%, o Liquidity Coverage Ratio nos 326%, ativos elegíveis para desconto no banco central de 30,3 mil milhões de euros e rácio de transformação de 68%, portanto abaixo daquilo que nós gostaríamos, nós gostaríamos de ter rácio mais elevado, mas há outra forma de ver estes rácios, é quer do ponto de vista de rácios de capital, quer de ponto de vista de rácios de liquidez, a forte capacidade do BCP e o forte empenho do BCP em apoiar a economia e ter capacidade de o fazer por esta posição muitíssimo robusta, quer de capital, quer de liquidez. Na desagregação do resultado líquido por operações, os tais 565 milhões do consolidado: em Portugal, 470 milhões, e destaque aqui esta evolução muito forte do ActivoBank, que apresenta já resultados no primeiro semestre de 30,4 milhões de euros, crescimento de 38,1%; com a Polónia a crescer 38,7%; com Moçambique a reduzir, mas se considerássemos os efeitos ligados às imparidades, a toda a parte que diria que não são recorrentes, o crescimento de negócio em Moçambique teria permitido o resultado crescer 18,4%.

Portanto, uma operação que, normalizada a situação do país, seguramente, como fica aqui bem patente, tem uma capacidade de gerar valor com bastante relevo. Portanto, o contributo das operações internacionais a aumentar face ao primeiro semestre do ano passado em 22.1%.

No Banco Millennium, a evolução continua a bom ritmo, o resultado líquido de 166,9 a crescer 38,7% face ao período homólogo. Resultado influenciado, como já tive a oportunidade de dizer, pela redução da carteira de crédito hipotecário em francos suíços, os custos com a carteira de francos suíços com uma redução de 64,9%.

Os recursos de clientes a crescerem de uma forma muito forte, 16,8%, o crédito a clientes a crescer também bastante bem, 8,8%, e o tal crescimento do crédito a empresas de 31,8%. E os rácios de capital robustos: 13,6% de Common Equity Tier 1 e rácio de capital total de 17,1%, portanto claramente acima daquilo que são os requisitos regulamentares.

Para termos uma visão mais detalhada sobre aquilo que tem de alguma forma condicionado a rentabilidade da operação na Polónia, o que nós podemos ver é esta evolução muito favorável da redução do risco e de exposição aos francos suíços. Já chegou a representar 54,6% do balanço do banco.

Atualmente, crédito bruto antes de provisões só 700 milhões, portanto estamos a falar em torno dos 700 milhões, valor já que representa 0,6% do crédito bruto após provisões para riscos legais. 47% de redução face ao primeiro semestre do ano passado e, só no trimestre, uma redução de 15%.

As provisões acumuladas para riscos legais, e aqui vale a pena destacar que em percentagem da carteira de crédito hipotecário em francos suíços estão nos 173%, portanto nível de provisionamento forte para risco que tem vindo cada vez a ter menos impacto na conta de exploração do banco. Os novos processos estamos já numa trend, diria, de clara redução.

Há uma redução de 7.700 processos face ao primeiro, se compararmos o primeiro semestre do ano passado com o primeiro semestre deste ano, e os custos, como também já tive a oportunidade de destacar, no primeiro semestre do ano passado tinham sido 275 milhões, este ano no primeiro semestre foram já, e foram ainda muito, 96,7 milhões de euros. O resultado do BIM muito influenciado pelo contexto, resultado líquido de 13,9 milhões, sendo que este resultado líquido ajustado de 47,9, o que representaria aumento de 18,4% face ao período homólogo.

O resultado que importa são os 13,9, mas o que quero demonstrar aqui é esta resiliência, esta capacidade do banco para evoluir em contextos mais adversos. Provisões e imparidades de 42,5 milhões, aumento de 16,5 milhões.

Os recursos de clientes aumentaram 10,4% face a junho. Carteira de crédito aumenta 11,8% face a junho do ano passado e o rácio de NPE situou-se nos 5%, o que é também rácio de referência para a operação em Moçambique, e o rácio de capital muito robusto, e este rácio de capital muito robusto, esta confiança no banco, na solidez do banco, obviamente tem permitido este crescimento do negócio do banco, quer ao nível dos recursos, quer ao nível do crédito.

Naquilo que tem a ver com a execução do plano estratégico, o que gostaria de destacar é que estamos muito confiantes, portanto a evolução está muito alinhada, está aliás melhor do que aquilo que tínhamos perspetivado no plano estratégico, mas o contexto continua a estar muito incerto, portanto não damos nada por adquirido, mas quer ao nível do crescimento equilibrado, quer ao nível da disciplina de execução, quer ao nível dos compromissos de ESG, do que aos compromissos de capital e de geração de rentabilidade, estamos claramente a cumprir com o plano ou acima daquilo que foi o plano que apresentámos ao mercado. Esta evolução do banco traduz-se naturalmente também na evolução do valor da ação em mercado: o BCP desde junho de 2025 à data recente, até à data de hoje, não sei se é de hoje, se é de ontem, não sei se o slide foi atualizado com a de hoje, mas à data de ontem está seguramente tinha apresentado crescimento ao mercado de 56,7%, o Banco Millennium de 36,7%, o índice STOXX europeus de 45.5%.

E isto estamos a falar de uma evolução em cima de uma evolução da ação do banco em 2023 de 87,4%, em 2024 de 69,4%, e de 2025 de 92,9%, portanto uma valorização muito forte, e depois acabou por ser notícia esta simbólico de termos passado o valor de 1, correspondente a market cap de 15 biliões que foi sobejamente noticiado, mas aqui é meramente simbólico. Esta capacidade de geração de valor fica bem patente também na evolução do ROE, o ROE de 14,6%, o ROTE, de ativos tangíveis, de 15,2%, o book value per share mais o dividend per share a crescer 19,5%, e o earnings per share 15 de 15%, portanto uma evolução também toda ela francamente favorável e muito alinhada com aquilo que foram as perspetivas que estão embutidas no próprio plano estratégico.

O compromisso com as pessoas e com a sociedade não vou destacar, foram múltiplas as iniciativas em que estivemos envolvidos e que desenvolvemos com sucesso, muitas delas com o envolvimento também de colaboradores do banco em ações de voluntariado, e, se me permitem, aproveitava para destacar e agradecer ao nível da Fundação Millennium bcp aquilo que foi o importantíssimo contributo do Embaixador António Monteiro enquanto presidente da Fundação, e que passou agora o testemunho para o Dr. Pedro Rebelo de Sousa, que seguramente dará continuidade a este papel de enorme relevância que a Fundação Millennium bcp tem vindo a desenvolver.

Foram também múltiplos os prémios que o banco conseguiu obter em todas as geografias, na generalidade das linhas de negócio, portanto dando clara a ideia daquilo que é o compromisso com as pessoas e o investimento que fazemos em tecnologia para melhorar a qualidade da oferta aos clientes. Portanto, semestre bem conseguido num contexto bastante desafiante.

Estamos com os clientes, servimos a economia, geramos valor para Portugal e, mais uma vez, fica aqui sinal do fortíssimo compromisso do Banco Comercial Português em apoiar os seus clientes. Muito obrigado.

Operator

Muito obrigado, vamos fazer compasso de espera. Eu vou só relembrar quem está a acompanhar aqui online se quiser fazer a sua pergunta pode...