Banco Comercial Portugues S.A.

Banco Comercial Portugues S.A.

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Q4 FY2025 · Earnings Call TranscriptFebruary 25, 2026

0pt Miguel Maya (Presidente da Comissão Executiva): Bom, boa tarde a todos. É é gosto, como sempre, estar aqui convosco.

Hoje temos, além da comissão executiva, também o presidente do conselho de administração, o Dr. Nuno Amado, uma vez que se trata da apresentação dos resultados anuais e tem sido uma prática, uma boa prática, quando apresentamos os resultados anuais, termos também o representante ou a a liderança do do conselho de de administração.

É, começo, como sempre, por agradecer aos clientes a a preferência, agradecer a entrega efetuada pelos trabalhadores do banco e, naturalmente, também agradecer a o contributo dos analistas, dos investidores e, sobretudo, daqueles que investem no banco, os acionistas, e que nos têm a suportado ao longo desta desta jornada. O contexto de 2025 foi contexto bastante desafiante pelo por toda a envolvente geo geopolítica e a parte económica e a e a o contexto das taxas de juro.

É é sobejamente conhecido, portanto não vou utilizar tempo, uma vez que todos na sala conhecem bem o a o desafiante que foi o enquadramento geopolítico e macroeconómico em 2025, e não obstante esse enquadramento desafiante, o banco, no ano em que apresenta o primeiro ano do seu novo plano estratégico, no ano em que celebra os que celebrou os 40 anos de da atividade, apresenta os melhores resultados de sempre, portanto destes primeiros destes primeiros 40 anos da da vida do banco. Portanto, foram uns resultados que consideramos positivos, resultados do grupo que atingiram 1.018,6 milhões de euros, correspondendo a aumento de 12,4% year-on-year, ROE de 14,1%, resultado por ação de 0,066, mais 14,3% que no no ano passado, e refletindo isso banco que tem a capacidade de simultaneamente servir com proximidade a economia e acrescentar também valor à sociedade e a todos os seus stakeholders e aos seus shareholders.

O resultado líquido da atividade em Portugal aumentou 10,6%, tendo-se situado em 869,4 milhões de euros. O resultado líquido das operações internacionais registou aumento de 33%, muitíssimo suportado na operação da da Polónia, o que o Banco Millennium tendo apresentado resultado de 283,7 milhões de euros em 2025, uma variação de 67,1%, muito alinhada com aquilo que nós tínhamos vindo a dizer ao mercado, de que a operação estava, depois de uma fase de recuperação, agora tendencialmente teria contributo crescente para aquilo que é a rentabilidade do grupo.

Isso não obstante os custos com toda todos os custos com a parte relativa aos créditos hipotecários em francos suíços continuar a ter peso relevante. Quer dizer, estamos a falar dos custos associados, inclui as provisões, os custos legais, os acordos com clientes, custo total que superou os 500 milhões de euros, 502 502,4 milhões de euros, mesmo assim uma redução já de 34% face destes custos face àquilo que tinha sido registado em 2024.

Os rácios de capital muito sólidos, o Common Equity Tier 1 de 15,9% e o rácio de capital total de 19,9%. E aqui há que destacar também que apenas 25% do resultado que vai sendo gerado é incorporado em capital, a outra parte está alocada para distribuição e, portanto, estando alocada para distribuição aos acionistas não é considerada, não é computada para efeitos dos rácios de capital.

Volto a dizer, estes resultados ainda não estão auditados, como é natural nesta fase do ano. Os indicadores de liquidez muito acima dos requisitos regulamentares, portanto, claramente uma posição muito forte, muito robusta de liquidez e com o crédito a clientes no grupo a crescer 7,3% year-on-year, situando-se nos 62,6 mil milhões de euros, e os recursos totais de clientes a crescerem 8,6% year-on-year para 111,8 mil milhões de euros.

Em Portugal, o crédito a clientes também cresceu de uma forma bastante positiva, 9,3% year-on-year, mais 3,7 mil milhões, e os recursos totais de clientes aumentaram 6,3% year-on-year. Os ativos não produtivos, apesar de hoje o balanço estar perfeitamente normalizado, mas as competências de recuperação do banco e de gestão de ativos mais problemáticos permanecem e, portanto, conseguimos registar, ainda assim, uma redução de 322 milhões de euros de NPEs face a dezembro de 2024.

O custo do risco num patamar muito muito confortável, muito correto, em 32 pontos base no grupo, 31 pontos base em 2025. E ao nível dos clientes, que é uma preocupação forte sempre, o renovar, o crescer a base de clientes, o grupo regista hoje mais de 7,3 milhões de clientes.

Estes 7,3 milhões de clientes a nível do grupo, o que podemos notar também é a importância crescente do canal mobile. O canal mobile, o número de clientes que utiliza connosco regularmente o canal mobile em conjugação com a ida às sucursais, mas só através do canal mobile houve crescimento de 9% e hoje cerca de 74% dos nossos clientes utilizam regularmente o canal mobile para contactar o banco.

Em Portugal, esse crescimento do canal mobile foi também de 9% e o número de clientes ativos situou-se nos 2.884.000, portanto, também crescimento com significado. Ao nível dos prémios, permitam-me destacar, pelo sexto ano consecutivo, Escolha do Consumidor em Portugal, isto é particularmente para nós gratificante; já pelo quarto ano consecutivo, o Prémio Cinco Estrelas dos grandes bancos; pelo terceiro ano consecutivo, na parte digital, o Prémio Cinco Estrelas; e este, eleito Produto do Ano de 2026, tem a ver com o investimento efetuado com uma forma muito muito assertiva em 2025 e o Produto do Ano foi considerado o site de empresas do Millennium bcp, o que é também uma distinção para nós importante, dado o investimento e a importância que consideramos ter o canal digital não só no segmento de particulares, mas também como ferramenta de apoio à gestão das empresas, como ferramenta de relação dos dos dos clientes com empresariais com o Millennium com o Millennium bcp.

A inovação continuou muito centrada naquilo que são as necessidades dos clientes, portanto nós o foco da nossa inovação é uma perceção, uma identificação clara daquilo que são as necessidades dos clientes e procurar responder como se fôssemos uma organização muito jovem, uma uma organização muito digital para termos a certeza que estamos a competir com os com todos os novos operadores. Portanto, nós não estamos na parte digital a jogar contra os operadores tradicionais, nós na parte digital posicionamo-nos como operador de primeira geração, portanto operador muito muito forte naquilo que são as as as as facilidades que disponibilizamos aos nossos clientes nesta matéria e, sobretudo, com uma preocupação de sermos distintivos na nossa proposta de valor.

E o resultado desse investimento que temos vindo a fazer no no mobile de forma consecutiva permitiu-nos, no no último ano, incrementar 15% o número de transações feitas através deste canal, aumentámos a vendas 13%, as aberturas de contas através do canal cresceram do mobile cresceram 54%, ao nível dos fundos de investimento quase 50%, 47%. Depois, permitam-me aqui destacar algo que é muito distintivo aqui até relativamente às fintechs e relativamente aos operadores mais normalmente classificados como tradicionais.

Quer dizer, todo o tema do crédito à habitação na app constitui uma jornada absolutamente distintiva e inovadora do Millennium bcp. Nós tivemos 81% das das assinaturas das cartas de aprovação através da app, o que é uma coisa crescimento muito muito forte, 39% do do crescimento no no agendamento de escrituras.

E, portanto, com a capacidade do cliente na app de poder alterar a data de pagamento da da sua prestação, poder acompanhar o processo de crédito, poder submeter a documentação, tudo isto são fatores altamente distintivos. E depois outras facilidades mais mais associadas muitas vezes a estes novos operadores, que é ao nível dos cartões toda a parte do travel, quando cliente vai ao estrangeiro, toda a a toda a transparência relativamente às comissões, o sem surpresas, com as mesmas comissões aos dias de semana e aos fins de semana, portanto de uma forma do de banco de relação, portanto banco que se preocupa muito mais do que com o dia, muito mais e está sempre a pensar no cliente numa lógica de de de longo prazo.

E também ao nível de tema que cada vez nos preocupa mais, que é o controlo dos gastos que fazemos através dos cartões, débito e crédito, e poder ter alertas por causa dos temas da fraude. Todo esse todo o módulo de gestão de fraude é hoje, na área de cartões do do do do banco e e nesta conjugação físico, cartão, com o digital, a app, uma uma proposta de valor muito forte e que dá enorme confiança aos aos nossos clientes.

Outra das novidades que nós apresentámos ao ao ao mercado foi, no caso do do Millennium bcp, foi o eSIM e, portanto, a possibilidade de ter cartão de dados quando a pessoa se desloca para o estrangeiro, também com uma uma jornada muito simples e que de facto tem uma facilidade enorme de de utilização. A minha colega, a engenheira Maria José, que é a responsável por estas áreas, não gosta que eu fale do número de versões que lançámos da app.

Nós lançámos 12 versões e não gosta que fale porque hoje em dia no BCP, para lançar novas funcionalidades, já não tem necessariamente que ter uma nova versão. E quando nós vamos ver o número de funcionalidades que lançámos no ano passado foram 93 novas funcionalidades.

Portanto, investimento muito forte e que demonstra bem essa esta capacidade de integração, esta simbiose entre aquilo que é o mundo físico e o mundo o mundo digital. As interações digitais a crescer de uma forma também muito significativa, mais de 700 780 milhões de interações digitais em 2025, as transações digitais a representarem 99% do total de transações, e nas vendas digitais já nos 85% das vendas, em número de vendas, a serem efetuadas através dos canais digitais.

Naquilo que tem a ver com preferência, indicadores de preferência, o Millennium bcp a liderar o ranking NPS dos clientes digitais entre os cinco maiores bancos e nas stores das das apps bancárias com classificações também muitíssimo muitíssimo elevadas. Quando olhamos para este slide, que é a conta de de exploração simplificada que vos apresentamos sempre nestas alturas e partindo deste resultado líquido dos 1.018 milhões de euros, nós o que podemos ver é comportamento favorável da margem financeira, portanto crescimento da margem financeira em 2,4%, situando a margem financeira nos 2.898,1 milhões de euros, portanto uma evolução francamente francamente favorável, muito suportada naquilo que é o crescimento da do negócio, que já vos apresentei sobre o o numa forma de forma sumária naquilo que foram os crescimentos dos recursos e o crescimento do do crédito a nível do grupo.

Isto não obstante uma descida da da da Euribor. E neste neste período, em termos médios, a Euribor desceu 128 pontos base, e se nós estivermos a falar das taxas do Banco Nacional da Polónia, o rendimento a descida da taxa de referência foi de 125 pontos base, portanto uma uma descida muito significativa.

Se formos ver a WIBOR a três meses, em termos médios, desceu neste mesmo período 76 pontos base. Portanto, mesmo num contexto de descida das taxas de juro, através do aumento dos volumes de negócio, maior envolvimento dos clientes e uma gestão muito rigorosa da margem, o comportamento a ser positivo e a ser positivo quer na operação portuguesa, quer na operação internacional.

Ao nível das comissões, crescimento de 4,3%, a situar as comissões em 847,4 milhões de euros, mais acentuado em Portugal do que nas operações internacionais, como terei a oportunidade de detalhar mais à frente, com os proveitos core a situarem-se nos 3,7 mil milhões de euros, ou seja, crescimento de 2,8% versus o resultado do ano passado. Os custos operacionais a crescerem 8,3%, a situarem-se em 1,4 mil milhões de euros.

E estes custos operacionais muito suportados, por lado, no crescimento da da dos custos com pessoal, mas também no reforço da resiliência que temos vindo a efetuar, o reforço do investimento da resiliência que temos vindo a efetuar no banco e que nos permite também depois ter esta agilidade e esta capacidade de fazer a transformação digital que o banco tem vindo tem vindo a fazer e também ainda de uma forma com alguma relevância a própria inflação que se fez sentir e que ainda tem aqui rasto com algum relevo. Mas, de qualquer forma, a permitir que o resultado operacional core, não obstante este aumento de custos, ficasse praticamente idêntico àquilo que foi o resultado do ano passado, em 2.330 milhões de euros, portanto apenas -0,3%.

E depois com os outros proveitos a terem uma evolução favorável, contributo positivo, uma evolução favorável de 139,8 milhões de euros. Nestes outros proveitos, que terei a oportunidade de detalhar mais à frente, estão muito marcados pela parte dos resultados de operações financeiras, que terei a oportunidade de explicar, sobretudo relativo à Polónia e, sobretudo, quase 100 milhões relativos à parte dos dos francos suíços, menores custos com os acordos, menor valor afeto por esta rubrica a acordos com clientes, uma vez que o nível de provisionamento já era elevado e que a utilização de provisões permite que esta, como era perspetivável, que esta parte comece a ter uma uma outra uma outra evolução.

Portanto, comportamento positivo quer na parte dos outros proveitos, quer na componente internacional, quer na componente portuguesa, como terei a oportunidade de explicar. Os resultados antes de imparidades e provisões a situarem-se nos 2,4 mil milhões de euros, mais 5,9%, e depois entramos na rubrica de de imparidades.

As imparidades ainda num valor muito muito elevado, provisões e imparidades, -830,7 milhões de euros, portanto ainda com peso significativo e, portanto, mas numa trajetória de redução, portanto uma redução já de 10,3%. Nas imparidades de crédito, uma redução aumento ligeiramente de 8,8%, mais marcado até pela pela operação portuguesa.

E depois uma uma outra rubrica que tem a ver com outras imparidades, essa sim que tem crescimento com maior significado e que também terei a oportunidade de detalhar, que tem a ver com o próprio downgrade da dívida da da República de Moçambique, o rating soberano, e que isso obviamente teve implicações em outras imparidades e que teve impacto mais significativo no resultado da operação de Moçambique. Resultado antes de impostos dos 1.569,4 milhões, mais 17%.

Toda a componente da linha de impostos que nos leva e interesses minoritários que nos leva depois a resultado líquido de 1.018,6 milhões, mais 12,4% do que no ano anterior, ou seja, mais 112,3 milhões de euros. Entrando aqui na margem financeira, a taxa de margem financeira do grupo a reduzir-se, portanto de 3,04 para 2,89, e não obstante esta redução, o tal crescimento da margem de 2,4%.

Se olharmos o que se passou em Portugal, o crescimento de 0,2%, apesar desta redução de 2,21 para 2,10, tendo em consideração aquilo que já referi sobre a redução das taxas de mercado. E nas operações internacionais, não obstante a redução das taxas de mercado, crescimento também por via do crescimento do volume de negócios de de 4,3%.

Portanto, uma redução da taxa de margem para 4,28 e crescimento da margem financeira de 4,3%. Portanto, uma evolução favorável num contexto desfavorável ao crescimento da margem, mas uma evolução favorável sobretudo suportada no crescimento da base de clientes e, sobretudo, ancorada no maior envolvimento com com clientes, para além de uma disciplina na gestão do preço.

Ao nível das comissões, crescimento de 4,3%, 847,4 milhões, as comissões bancárias a crescer 2,2%, com comportamentos, como já havia referido, diferentes entre Portugal e as operações internacionais. Em Portugal, o crescimento das comissões foi de 5,6%, muito marcado pelas comissões relacionadas também com com mercados.

E nas operações internacionais, uma ligeira redução naquilo que são as comissões bancárias, e aqui há que ter presente o contexto macro vivido em 2025 pela operação moçambicana e a operação moçambicana tem peso muito grande da parte de comissões, e que levando aqui este este crescimento, o crescimento da margem é absolutamente marginal, de 220,2 para 221,4. Ao nível dos outros proveitos, como já referi, de -70 para +69,7, e isto percebe-se melhor se nós olharmos de forma separada para o que é Portugal e a operação internacional.

A escala é para cada dos blocos, portanto não tem leitura de escala global, tem leitura de escala para cada dos blocos. Em Portugal, de 32,7 para 70,9.

E, portanto, o que nós podemos ver é que tudo o que tem a ver com equivalência patrimonial e instrumentos de capital muito equivalente, a parte dos resultados de operações financeiras também sem uma mudança significativa. E depois onde as coisas mudam com maior significado tem a ver com as contribuições obrigatórias.

Aqui é importante separar dois blocos: nas contribuições obrigatórias o que tem a ver com o setor bancário e Fundo de Resolução português, portanto tudo aquilo que ainda tem a ver com os mecanismos de capitalização contingente e com as contribuições do banco para que alimentam o o o Fundo de Resolução e o pagamento da dívida do Fundo de Resolução a aumentar de 34,4 para 38,7. E depois o que nós temos aqui é que com o fim do do do adicional de da contribuição de solidariedade, aqui sim há uma há uma uma parte que é positiva, que resulta não só de não ter havido contribuição, mas também da recuperação da própria da próprias contribuições que tinham sido efetuadas nos nos anos anteriores.

E daí haver esta evolução favorável. Nas operações internacionais, o que nós notámos foi esta melhoria muito expressiva dos resultados de operações financeiras, sendo, como disse, relacionados com o tema dos acordos com clientes e, portanto, com com uma com uma evolução bastante favorável.

Na parte das contribuições obrigatórias, aqui nas operações internacionais peso bastante elevado. Este peso bastante elevado surge de do facto de o banco ter terminado no passado ano o plano de recuperação e, portanto, ter ter já feito o pagamento do do do do imposto bancário, e ao fazer esse pagamento teve aqui crescimento com bastante bastante bastante significado naquilo que foi o o ano passado.

Portanto, as contribuições do adicional de solidariedade que referi em Portugal recuperadas foram no valor de 30,4 milhões e, portanto, isto acaba por ter aqui uma evolução bastante bastante favorável. E o imposto especial da banca na Polónia que passou a pagar-se totalizou no ano passado 95,8 milhões.

Portanto, são dois blocos com significado no sentido positivo, outro no sentido natural, eu não chamaria o sentido negativo, pagar impostos é uma coisa normal e que demonstra a normalização, mas que permitiram toda esta evolução e que explicam toda esta evolução na rubrica de outros proveitos. Nos custos operacionais, começava por destacar uma preocupação central daquilo que é a gestão do banco, que é o tema da eficiência, muito vista aqui ou ilustrada aqui através do cost-to-income, solidamente ancorada abaixo dos 40%, estamos nos 37% no no grupo, sendo que em Portugal nos 35%, uma elevada eficiência.

E depois o que nós o que nós vemos é os custos com com pessoal e os outros custos com alguma evolução. Estamos a falar aqui com uma evolução daquilo que é os custos recorrentes na ordem dos 5,5% e dos custos totais em Portugal na ordem dos dos 7%.

Na parte das operações internacionais, crescimento dos 9 de 9,8% dos custos e uma eficiência abaixo de 40%, ali igual equivalente ao ano passado, nos nos 30 e 9 nos 39%. O custo do risco e provisões: portanto, o custo do risco a situar-se nos 32 pontos base ao nível de grupo, estes 32 pontos base ao nível de grupo traduzem-se em 31 pontos base em Portugal e 34 pontos base nas operações internacionais.

E o que vemos é uma redução das das das provisões, toda esta rubrica de imparidades e provisões, numa redução de 3,7% num valor muito alto, volto a dizer, ainda num valor muito alto, o que sinaliza bem, face à normalização da Polónia, o o potencial futuro de crescimento do banco, uma redução de 3,7%. E para perceber melhor esta evolução, o que nós podemos ver é em Portugal uma redução de de 30%, 30,4%, redução esta suportada na redução das outras imparidades.

E depois nas operações internacionais, e aqui a escala, volto a dizer, a escala não não compara com as escalas acima, há há há há aumento de 6,3%, não obstante uma redução de 7,5% nos riscos legais e para créditos hipotecários, portanto na parte das provisões uma redução de 7,5%. E depois há esta subida nas outras, e que, como já referi, tem a ver com na na sua parte mais substancial com o impacto do downgrade da da dívida da República Moçambicana naquilo que é a dívida pública detida pelo pelo Millennium bim.

Portanto, o que naturalmente são imparidades que assim se perspetiva num futuro que vai ser certamente mais positivo e vencidas as dificuldades que o país está a passar e com com o avançar dos grandes projetos, essas imparidades depois a expectativa é que, naturalmente, possam vir a ser a seu tempo recuperadas. Na parte das das operações internacionais, o crescimento das imparidades de crédito é absolutamente absolutamente marginal, de 63 para 65,3.

A tal redução continuada dos NPEs, 322 milhões em termos em termos de grupo. E aqui gostava de destacar que os NPE dos NPEs, de créditos não produtivos, apenas apenas 50% deste valor destes 1,5 mil milhões é crédito vencido há mais de 90 dias e, portanto, os outros são créditos que ainda estão marcados, mas não estão vencidos há mais de 90 dias.

Portanto, muitos deles estão em serviço de dívida normal, apenas fizeram reestruturações e têm estado a têm estado a cumprir essas reestruturações e a seu tempo serão desmarcados, parte substancial deles seguramente. Esse comportamento é diferente entre Portugal e Portugal e e as operações internacionais: destes 322, 224 milhões foram em Portugal e 98 milhões nas operações internacionais.

As imparidades total a imparidade total mais colaterais sobre os NPEs em 126,3%, portanto uma uma forte cobertura; as imparidades total pelos NPEs, a dividir pelos NPEs, de 90,9%, também mais uma vez forte cobertura; o rácio de NPLs a mais de 90 dias de 1,2%; o rácio de NPE de crédito de 2,4%; o rácio de NPE incluindo extrapatrimoniais, portanto o conceito EBA, em 1,5%. Destacava apenas aqui que em Portugal, que onde esteve o maior problema com os NPEs, hoje o hoje é é o final do ano, para este efeito, o rácio de NPEs de crédito está já abaixo dos 2%, está em 1,7%.

O recursos de clientes: forte crescimento dos dos recursos em recursos de clientes, mais 8,6%, a situar-se nos 111,8; a parte de recursos de fora de balanço a crescer 16,4% e os recursos de balanço, entre depósitos à ordem e depósitos a prazo, a crescerem 7%. Em Portugal, este crescimento é de 6,3%, posicionando a totalidade dos recursos nos 75 mil milhões de euros, e nas operações internacionais crescimento de 13,5%, posicionando a totalidade dos recursos no num valor de 36,8 mil milhões de euros.

Quanto à carteira de crédito, uma evolução também bastante positiva, crescimento de 7,3%, situando a carteira de crédito em 62,6 mil milhões de euros, com a componente de crédito a particulares, ou seja, crédito à habitação e crédito pessoal, a crescer 5,6% e com a componente crédito empresarial a crescer 10%, portanto crescimento forte quer no apoio às empresas, quer no apoio às famílias. E quando vamos ver em Portugal, o crédito performing cresce 3,92 mil milhões, temos que obviamente porque esta redução dos NPEs é uma redução positiva, portanto é uma redução favorável e, portanto, uma uma evolução francamente francamente positiva.

Nas operações internacionais, crescimento mais moderado do crédito, crescimento de 3%, mas também gostava de destacar que, tal como apresentámos ao mercado, queríamos transformar o modelo de negócio da Polónia também para ter maior peso no balanço naquilo que é o crédito a empresas, o crédito a empresas na Polónia cresceu praticamente 20%, conforme era a nossa o nosso desejo e os planos em termos do banco para o crescimento do crédito. Portanto, uma evolução francamente favorável.

Em Portugal, com bocadinho mais de detalhe, o que nós temos é crescimento de 10,2%, esta componente do crédito a particulares a crescer 11,3%, a componente crédito a empresas a crescer 8,7%. E o que no crédito a particulares, esta desagregação passando percentagens para valores, na parte da habitação são 2,3 mil milhões de euros, na parte de crédito pessoal 200 milhões de euros, na parte da do crédito a empresas crescimento de 1,5 mil milhões de euros.

O banco mantém uma posição de destaque muito forte no segmento empresarial, continua a ser o banco de referência no programa PME Líder, vencemos seis das últimas sete edições, o banco líder no programa Inovadora COTEC pelo quinto ano consecutivo, banco principal das empresas, o melhor banco para as finanças sustentáveis em Portugal pela Global Finance, melhor banco de trade finance em Portugal pela pela Euromoney, melhor banco para PMEs, o banco líder nas garantias do Banco de Fomento, banco líder no confirming, banco líder no leasing, banco comercial de referência em Portugal em Portugal do do EIB e com uma oferta muito distintiva, aliás daí termos ganho o prémio para o Produto do Ano do site Empresas, nesta oferta distintiva no digital para para empresas. Posição de liquidez muito robusta, a referência nos 100% e o Net Stable Funding Ratio nos 180, o Liquidity Coverage Ratio nos 334%, 33 mil milhões de ativos elegíveis passíveis de desconto no no Banco Central Europeu e rácio de crédito líquido sobre depósitos nos 68%.

Portanto, é uma posição muito prudente. Naturalmente, o nosso desejo é que este rácio de transformação seja maior, portanto do ponto de vista do risco é muito bom, do ponto de vista daquilo que é o contributo ou o potencial para podermos apoiar a economia também é muito bom, no sentido em que temos aqui uma uma bolsa com bastante profundidade para e rácios de capital que também o permitem, para poder utilizar esta liquidez, havendo projetos, havendo procura, para dinamizar a economia.

Os rácios de capital muito sólidos, o Common Equity Tier 1 de 15,9% e o rácio de capital total de 19,9%, incorporando os efeitos decorrentes da CRR3, e aqui dando nota de que para este efeito apenas estamos a incorporar 25% do resultado que é gerado organicamente, porque o outro fica afeto à distribuição, tendo em consideração a política de dividendos que apresentámos ao mercado. Os rácios de capital estão confortavelmente acima dos dos dos requisitos de capital e mesmo incorporando os novos requisitos, os requisitos são aplicáveis a partir de 1 de janeiro de 2026, temos de requisitos 10,28 para o Common Equity Tier 1 e de 14,72 para o capital total, quando estamos, como referi, com 15,9 e 19,9 para Common Equity Tier 1 e capital total, respetivamente.

Portanto, uma posição muitíssimo robusta, muitíssimo robusta em termos daquilo que são os rácios de capital do Banco Comercial Português. Desagregando o resultado líquido pelas operações: em Portugal, o tal crescimento de 10,6%, e depois o que nós temos é a Polónia a crescer 67,1%; Moçambique com uma redução de 46,5 para 13,4 e, obviamente, muito marcado pelo efeito que já vos disse de da do impacto do downgrade da dívida pública, e isso teve uma implicações na constituição de imparidades para esta dívida que levaram a que houvesse esta redução.

De qualquer forma, estamos a falar que a parte operacional do banco, mesmo mesmo num contexto desafiante como foi o contexto que se viveu em Moçambique em 2025, o crescimento do resultado operacional é superior a 5%, portanto uma uma operação com franchising muito muito positivo. O contributo das operações internacionais a crescer 24,4% e a situar-se nestes 149,2 milhões milhões de euros.

O Banco Millennium na Polónia: portanto, uma uma evolução muito favorável, em linha com aquilo que nós vínhamos a dizer. O resultado líquido dos 283,7 que referi, que compara com os 169,8 do período homólogo, portanto mais 67%.

Estes custos ainda muito significativos associados à carteira de crédito hipotecário em francos suíços, 502, volto a dizer, 502,4 milhões, e com o tal aumento do o imposto especial sobre o setor bancário polaco que foi de 95,8 milhões de euros. Recursos de clientes cresceram 14%, crédito a clientes aumentou 2%, tendo o crédito a empresas registado acréscimo na ordem dos 20%.

Os rácios de capital também já muito robustos, recordo que o banco implementou plano de recuperação, foi entregue com com enorme sucesso e hoje já estamos numa posição não é uma posição não é normalizada, eu diria já uma posição bastante sólida, com com o rácio Common Equity Tier 1, o Tier 1 de 13,7, o rácio de capital total de 15,1, e se nós incorporássemos os resultados gerados e a emissão de AT1 efetuada já no início de 2026, então os rácios o Common Equity Tier 1 ficaria nos 15% e o e o capital total nos 19,1. Portanto, o banco preparado para crescer na Polónia, com capacidade de tirar partido de uma rede de distribuição que é maior do que a portuguesa, com capacidade de tirar partido de de uma rede de uma de uma equipa de equipas de profissionais que é também já superior àquela que nós temos em Portugal, portanto uma fonte de crescimento com elevada importância para aquilo que é o futuro do Banco Comercial Português.

No que tem a ver com os créditos em francos hipotecários em francos suíços, recordo o valor que tenho o cuidado de recordar sempre: chegaram a representar quase 55% da carteira do banco, hoje representam, líquido de provisões, representam menos de 1%, 0,8%. Num ano reduziram-se 40%, no último trimestre uma redução de 17%.

As provisões acumuladas para estes riscos legais em percentagem da carteira de crédito hipotecário em francos suíços estão nos 163%, portanto uma cobertura muito forte do ponto de vista das provisões. E o que podemos ver em baixo, do lado esquerdo, também é os novos processos em tribunal numa tendência claramente decrescente e os acordos extrajudiciais sempre a superarem já os novos processos em tribunal e de uma forma bastante bastante expressiva.

Os processos em tribunal caíram de 21,9 para 16,7 e os custos com a carteira em francos suíços que num montante ainda muito elevado, mas caíram 34%, passando de 762 para 502 milhões de euros. Olhando para a operação de moçambicana e recordando o contexto desafiante que se viveu em 2025, nós temos resultado, se excluíssemos este efeito o este efeito da de da da dívida soberana na na nas imparidades, o esse resultado líquido ajustado desse efeito variaria aumento do resultado de 6,2%.

Na realidade, e como os 'ses' não se aplicam quando estamos a falar de contas, o resultado efetivamente cresceu 92,7%. Só que, volto a dizer, o o número anterior significa não só o potencial, mas também a capacidade, se as coisas correrem como se perspetiva que venham a ocorrer, de dia mais tarde poder vir a recuperar parte ou a totalidade dessas imparidades.

Portanto, aumento de 54,7 milhões em provisões e imparidades face ao período homólogo. O resultado operacional sobe os tais acima de 5% que referi, são 5,7%, recursos de clientes a subirem 2,6, carteira de crédito aumentou 12,4 e o rácio de NPE, que é rácio de entre os maiores operadores em Moçambique é claramente o rácio mais baixo de NPEs, a situar-se nos 4,5 e uma posição de capital muitíssimo robusta, exatamente para poder acomodar períodos mais desafiantes como o período que vivemos em 2025, portanto rácio de capital total de de 41,9%.

No que tem a ver com o primeiro ano da entrega do novo plano estratégico, o plano estratégico Valorizar, eu limitar-me-ia a dizer que quer ao nível do crescimento orgânico, quer ao nível da disciplina de execução, quer ao nível dos compromissos com ESG, quer ao nível do capital, quer ao nível da rentabilidade, todos estes compromissos o primeiro ano foi cumprido e tudo aquilo que foi feito no banco e todo o progresso feito no banco permite-nos olhar para os nossos compromissos, aquilo que apontámos para 2028 e estar absolutamente confiante que estamos, uma vez mais, com ótimo ritmo na implementação daquilo que foi o e é o nosso plano estratégico Valorizar. A a evolução da ação acaba por traduzir sempre aquilo que que que fazemos e e o trabalho feito pelas múltiplas equipas do banco.

E este slide ilustra bem aquilo que foi a evolução da ação no ano de 2024. Quer dizer, nós tivemos o índice de stocks dos bancos teve crescimento, foi bom ano para a banca, teve crescimento de 66,9%, o banco na Millennium na Polónia teve crescimento de 86,9% do valor da ação e o BCP teve crescimento do valor da ação de teve valor crescimento do do valor da ação de 90 92%.

Portanto, é uma é uma valorização francamente positiva. Mas em cima disto, eu peço-vos para recordarem que em 2023 fomos dos bancos, dos dois bancos da zona euro que mais valorizou, tínhamos valorizado 87%, que em 2024 tínhamos valorizado também claramente acima do índice 69% e, portanto, estes 92,9% vêm em cima de dois anos de também de forte valorização.

Portanto, com, no fundo, o mercado a reconhecer trabalho de vários anos e a qualidade do franchise do banco e o valor a qualidade do balanço do banco e a qualidade do potencial do banco para o futuro. Isto traduz-se em geração de valor, geração de valor na componente acionistas com ROE de 14,1%, a parte do retorno do tangível do do equity tangível de 14,7%, o book value per share e mais o dividendo por ação de 19 mais 19,8% e o resultado por ação de mais 14,3%.

Portanto, uma evolução francamente francamente favorável a dar a dar corpo àquilo que foi o trabalho que é realizado ao longo de vários anos, dia a dia, pelas equipas do pelas equipas do banco. Nós apresentámos ao mercado com o conjuntamente com o plano Valorizar uma uma política de distribuição, analisando aquilo que tem vindo a ser a evolução do banco, analisando aquilo que é hoje a qualidade do nosso ativo a par de o rigor que nos tem caracterizado e que nos vai continuar a caracterizar na gestão do capital, entendeu o conselho de administração, por proposta da comissão executiva, propor na próxima assembleia geral uma alteração a esta política e, portanto, de passar de até 75% passar para até 90% do resultado com distribuição aos acionistas, naturalmente com uma parte de dividendo de de 50% e a outra tendo conjunto de patamares que tem a ver com conjunto de métricas, nomeadamente temos que salvaguardar sempre uma forte robustez daquilo que são os capitais do do do banco e a capacidade de sustentar aquilo que é o crescimento do banco, mais conjunto de de indicadores que tem a ver também com o cumprimento de métricas do plano estratégico quer na componente doméstica, quer na componente internacional, e naturalmente sempre sujeito à aprovação de por parte dos dos reguladores.

E, portanto, o que nós estamos a dizer é que se nós tivermos Common Equity Tier 1 pró-forma, aqui estamos a falar que é antes da distribuição de dividendos, portanto que se para para efeitos destes três patamares, o programa de ação se for menor que 16%, o programa de recompra era em cima dos 50% de dividendos até 25%, entre os 16 e os 17,5 até 30%, até 40% se for superior a 17,5%. Se nós aplicarmos àquilo que foi o resultado que acabámos de apresentar ao mercado, portanto se apresentarmos com base no resultado que de hoje, que vos estamos a apresentar, o isto daria este para para este efeito onde se lê 17,5 o BCP estaria nos 17,7, portanto estaria no patamar superior destes três intervalos que aqui apresentamos.

Portanto, estamos a submeter, não sei se já saiu, se não saiu sai hoje, este este requerimento às autoridades competentes para alterar este programa e, obviamente, que foi hoje teve o visto bom na reunião do conselho de administração que foi que foi realizada esta manhã, e que naturalmente a decisão compete, se autorizado pelos reguladores, que é como é a nossa expectativa, que depois seja proposto para a assembleia geral e apreciado e decidido pelos senhores acionistas em assembleia geral. Ao nível do compromisso com as pessoas e com a sociedade, não vou fazer destaque, foi uma é uma área que complementa e enriquece aqui aquilo que é o contributo do BCP na relação com as comunidades nas quais está inserido.

Portanto, isto não é uma componente marginal, é uma componente muito relevante daquilo que é a nossa proposta de e o nosso modelo de afirmação junto das comunidades que que servimos. Os reconhecimentos foram múltiplos, já referi alguns, não vou referir mais, diria apenas que são em todas as geografias e em múltiplas linhas de negócio que o banco, ano após ano, tem vindo a ser reconhecido como banco muitíssimo inovador, banco com capacidade de criar valor, banco que se afirma de uma forma muito muito efetiva e muito visível nesta combinação entre o que é o digital, o mundo digital e o mundo físico.

Uma nota final, porque é tema que que é muito próximo e que e que nos afeta a todos e vivemos todos com alguma ansiedade, tem tem a ver com esta situação da calamidade em Portugal e com os seus com os seus efeitos. Portanto, a primeira prioridade do banco, naturalmente, foi a a proteção dos colaboradores.

Nós para podermos ajudar temos que estar saudáveis, já dissemos isto no tempo da pandemia, e portanto uma grande preocupação relativamente à relativamente às às às pessoas e e ter capacidade de de termos as pessoas com com a disponibilidade para poderem resolver as suas coisas e estarem em condições de depois servir os clientes, e isso foi feito. Tivemos o banco, só para dar uma nota, teve mais de 65 colaboradores que não não puderam trabalhar e que alguns dias e que tiveram que estar focados nas suas famílias.

Obviamente, o banco não fez nenhum desconto a estas pessoas, não não tirou nenhuma quer dizer, não houve para este efeito nenhuma falta, nenhuma perda do que quer que fosse para estes colaboradores, antes pelo contrário, aqueles que pediram apoio ao banco, o banco teve o cuidado também de os apoiar. Ao nível da continuidade de de negócio, uma uma enorme celeridade na recuperação da da abertura das sucursais.

Nós tivemos mais de 17 sucursais paradas, não é mais de 17, tivemos 17 sucursais afetadas, sobretudo afetadas por temas de de de energia e e tema temas de e temas de comunicações. Tudo isso foi reposto com enorme celeridade.

Mais do que isso, deslocámos balcão móvel para essa zona para poder também servir as as populações. E para por todo o tema dos seguros e e dada a importância de e o valor que atribuímos a que os clientes tenham os seguros connosco, reforçámos as sucursais com colaboradores da Ageas para podermos tratar mais célere de forma mais célere aquilo que eram as as reclamações, porque nós não tratamos seguro, nós tratamos cliente em todas as suas vertentes.

Para nós é muito importante que, apesar de o produto ser produto de seguros comercializado pela Ageas, que ele tenha uma Ageas, que tenha uma resposta rápida, e portanto tudo fizemos também em colaboração com a Ageas, com quem podemos contar de uma forma também muito muito efetiva, podemos e estamos a contar, porque o tema está não está terminado, uma uma colaboração forte. No suporte aos clientes, operacionalizámos primeiro e de imediato linhas nossas.

Eu recordo-me que quando visitei linhas e e e não só linhas, além disso, quando visitei as zonas mais afetadas, tinha, por exemplo, clientes do segmento empresarial que estavam a utilizar as instalações do banco onde havia comunicações e eletricidade para fazer o pagamento de salários porque não não tinham nas suas próprias instalações. E, portanto, essa proximidade, essa capacidade de servir com proximidade teve também impacto relevante.

Recordo que estávamos numa altura do mês em que, por exemplo, o pagamento de salários era tema particularmente importante. O crédito total, portanto não é crédito em risco, é o crédito total nestas zonas afetadas, e aqui estamos a falar ainda hoje saiu uma uma uma uma alteração uma alteração ao número de municípios abrangidos, hoje passaram para 90 municípios abrangidos, aqui ainda só estou a falar nos municípios que estavam abrangidos no no momento anterior, à data de ontem só estavam para este efeito considerados, como sabem, 68 municípios abrangidos, só hoje é que foram passaram adicionaram-se 22, ainda só estou a falar dos 60, não dos 68, não tivemos oportunidade de atualizar este valor, mas a totalidade do crédito nestas nesta zona no crédito à habitação eram 2,3 mil milhões, 29.000 clientes; na parte empresarial, 1,9 mil milhões de euros, 11.000 empresas.

Portanto, a adesão às moratórias quer através do digital, quer através das sucursais, soluções próprias para financiamento, nós à data de ontem já tínhamos implementado 383 moratórias com significando cerca de 46 milhões de euros de crédito. Na parte das empresas, 1,9 mil milhões, 11.000 empresas, as moratórias também quer no digital, quer na parte quer na parte da sucursal, linhas de crédito com o apoio do Estado e também soluções próprias para prestar maior estabilidade financeira ou novos créditos para a recuperação da da atividade.

Aqui destacava destas na parte empresarial 325 moratórias com equivalente a 36 milhões de crédito e na parte das linhas do Banco de Fomento 274 milhões em 1.100 candidaturas submetidas. E mais uma vez o banco claramente a liderar estas linhas do do Banco de Fomento, com uma quota de mercado de 26%.

Portanto, este é tema que está longe de estar concluído, a nossa grande preocupação é contribuir para uma rápida recuperação destas empresas, porque o impacto obviamente faz-se sentir ao nível sente-se ao nível da economia nacional, mas quanto mais rápidos formos a ajudar os nossos clientes a recuperar e a voltar a estar nos mercados, menores serão os impactos duradouros. Quando tivemos o COVID, o preservar a capacidade empresarial foi determinante para a recuperação do país.

Neste caso, é ainda mais difícil, porque é mais difícil porque não não é tema que tenha tido rutura da procura, portanto os clientes podem os destas nossas empresas podem encontrar outras soluções em outros fornecedores e, portanto, há compromisso e uma responsabilidade ainda maior da banca, e no nosso caso concreto do Millennium bcp, de sermos céleres a apoiar estes clientes. E esta parceria com o Banco de Fomento é muito importante também para para podermos, tão breve quanto possível, conseguir que estas empresas estejam completamente operacionais ou, pelo menos, a grande maioria delas possa retomar a sua atividade e possa contribuir outra vez para o crescimento de de Portugal.

Pedia agora ao Dr. Nuno Amado para dar uma palavra final relativamente à evolução do banco.

Nuno Amado

Muito bem, se não se importam, daqui, vou ser breve. Em primeiro lugar, tenho que dizer boa tarde a todos.

Eu não vou abordar as contas, a evolução das contas, nem dos resultados. O Dr.

Miguel Maya, meu colega do conselho de administração e presidente da comissão executiva falou sobre isso, mas como alguns de vós ou muitos dos que estão aqui conhecem e acompanham-nos desde que o banco apresentou plano de estruturação em 2012 formalmente, como sabem num período extremamente difícil. Desde lá, desde essa altura passaram quatro mandatos, e eu diria três ciclos.

É disso que eu gostava de falar de uma forma muito breve. Nós tivemos de 2012 a 2017 período muitíssimo difícil, como todos sabemos, de grande resistência, eu acho que a palavra é resistir, resistimos bem, executámos bem, fizemos poucos erros, que eu acho que é importante, fomos muito resilientes e pagámos 3.000 milhões de CoCos e 1.000 milhões de juros.

Portanto, os primeiros dois mandatos eu diria que foram de enorme resistência. 2018 a 2022 foi ano de normalização do banco e ainda de ultrapassagem de alguns dos problemas que tínhamos.

Recordo que no final deste ciclo, segundo ciclo e terceiro mandato, nesta altura de transição, tivemos que apresentar plano de recuperação na Polónia, recuperação de capital, que foi concluído com sucesso. Eu diria que este último ciclo, mais ou menos este último mandato, correspondeu ao programa Valorizar e de facto concretizámos esta valorização.

Tivemos sempre os planos muito focados, muito exigentes, para ser claros, mas também foram muito consistentes e foram acima de tudo bem executados, como eu já referi. Chamar a atenção que no início de janeiro de 2012 o banco tinha uma capitalização bolsista de 1.000 milhões de euros, o valor de mercado do banco era 1.000 milhões de euros, hoje temos uma capitalização bolsista superior a 13.000 milhões de euros.

Não nos esquecemos, eu acho que hoje faz-se com essas referências, não nos esquecemos do apoio que tivemos dos acionistas. Tivemos que pedir apoio em 2012, tivemos que pedir apoio em 2014, tivemos que pedir apoio no final de 2016 e em 2017.

A partir de 2017 dissemos que não iríamos ter mais apoio e também o cumprimos, mas tivemos apoio num período extraordinariamente difícil. Portanto, esta valorização que nós tivemos não é apenas em termos de valor absoluto, também em termos de posição relativa, como aliás o Miguel Maya referiu e bem.

Nós nos últimos anos, naquilo que são os múltiplos face à banca europeia, estamos felizmente e merecidamente bem posicionados. E, portanto, a primeira mensagem que eu gostaria de dizer é que nós fomos e somos e vamos continuar a ser valor consistente para todos, para a economia, para os clientes, para os acionistas e para os nossos colaboradores.

Como eu disse, somos valor consistente, depois temos balanço sólido, uma atividade diversificada e baseamo-nos na relação com clientes. E com base na informação que disponho, eu antevejo a possibilidade de cumprirmos bem o plano estratégico, de continuarmos a apresentar rentabilidades superiores a 13%, 13,5% e rentabilidades claramente superiores ao custo de capital.

Com base na informação que acho que nós temos, posso referir que é essa a expectativa que tenho. Portanto, perspetivo BCP com o resultado operacional bom, importante, rácios de capital e de liquidez claramente acima dos exigidos, bons, uma boa diversificação de negócio, uma eficiência nos processos e cuidado na gestão de riscos.

Não tenho dúvidas que é isso que temos, que é o nosso caminho. E como disse o Dr.

Miguel Maya, temos todas as condições para apoiar as economias dos mercados onde estamos, onde queremos crescer e queremos, como disse, crescer com rentabilidade. Uma terceira nota é que em 2012 eram diversos bancos cotados em Portugal e hoje há.

Temos apenas banco cotado de base portuguesa, valorizado, com dimensão e com estrutura para apoiar a nossa economia, e temos a capacidade de apoiar a nossa economia nos bons momentos e também temos nos momentos mais exigentes. Nem todos são assim, nós nisto acho que nos diferenciamos e, portanto, além de sermos valor consistente, eu diria que acho que é factual que somos valor único no mercado português.

Uma quarta palavra sobre a política de retribuição aos acionistas: como o Dr. Miguel Maya mostrou, ela é flexível, uma distribuição maior em função da evolução do rácio de capital, flexível porque permite acomodar as diversas fases de desenvolvimento, de crescimento e de ciclo, mas a nossa intenção é temos uma política muito consistente, muito certa, previsível e com uma remuneração que possa atrair capital e que possa obviamente atrair investidores como não pode deixar de ser.

Sem capacidade de atrair capital não há investimento, sem investimento não há dimensão e não há criação de valor em Portugal. E uma das coisas que nós precisamos é criar valor para a economia e por isso uma boa rentabilidade adequada, consistente acho que é fundamental para o processo de sustentabilidade do BCP.

E em quinto e é o penúltimo ponto, ora banco não depende só de si, aliás como sempre temos dito, nem depende só de si, não depende só da estrutura que tem, das pessoas que tem, da estratégia que tem, nem depende só da supervisão, depende muito do estado das economias onde estamos, onde atuamos e, portanto, como se viu aliás, como o exemplo que o Miguel referiu com as dificuldades que nos últimos anos, dois, três anos temos tido obviamente em Moçambique, são conhecidas. Mas nos mercados mais importantes que nós temos, o caso de Portugal é claro, é o nosso mercado principal e para o nosso mercado se desenvolver e para a economia ser saudável tem que acontecer na economia real e na bancária algo que é claro: nós temos que investir, mas temos que fazê-lo com regras conhecidas, com menos burocracia, com mais simplificação, com mais flexibilidade.

Sem essas condições acho que dificilmente temos uma economia potente e poderosa que obviamente permitirá que tenhamos bancos adequados. Portanto, a simplificação não é o facilitismo, é a simplificação e criar condições para que todos possamos investir é uma condição, é caminho absolutamente essencial para o futuro de todos.

Terminando, vou terminar como começou exatamente o Dr. Miguel Maya, que é agradecer o apoio dos acionistas, a preferência dos clientes e o trabalho de todos os colaboradores que culminou com 2025 plenamente realizado.

Muito obrigado.

Operator

Vamos então iniciar a sessão de perguntas e respostas. Como é habitual, vamos juntar duas ou três questões de jornalistas para respondermos de seguida, e para quem está online, que são três...